SINGULAR E PLURAL
Que me foi dado? O mais doce dos amores. Que me foi imposto? O mais cruel, o mais infame dos exílios. Que não me foi tirado? A dignidade na bonança meio capenga ou nas cinzas como Jó. O que espero dos que me magoaram? Nada. Que sinto por eles? Pena. Quem os haverá de julgar? Um ser superior, uma Pessoa. Que mais eu quero? Os novos amares que a cada dia se renovam, inesperados uns, eternos talvez outros. Só isso seria muito pouco. Quero também pra mim a compreensão, a desculpa, o perdão pedido. E se não vierem? A vida é uma longa jornada, pra mim em boa medida. Tudo o mais que vier será compartilhado, digerido, incorporado, excretado. Na singularidade do meu ser. Na multiplicidade do meu estar.
Charles Fonseca
quarta-feira, junho 26, 2013
SINGULAR E PLURAL. Charles Fonseca
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Igreja. Cristianismo.
700. O dedo. «É pelo dedo de Deus que Jesus expulsa os demónios» (46). Se a Lei de Deus foi escrita em tábuas de pedra «pelo dedo de Deus» (Ex 31, 18), a «carta de Cristo», entregue ao cuidado dos Apóstolos, «é escrita com o Espírito de Deus vivo: não em placas de pedra, mas em placas que são corações de carne» (2 Cor 3, 3). O hino «Veni Creator Spiritus» invoca o Espírito Santo como «digitus paternae dexterae» — «Dedo da mão direita do Pai» (47).
701. A pomba. No final do dilúvio (cujo simbolismo tem a ver com o Baptismo), a pomba solta por Noé regressa com um ramo verde de oliveira no bico, sinal de que a terra é outra vez habitável /48). Quando Cristo sobe das águas do seu baptismo, o Espírito Santo, sob a forma duma pomba, desce e paira sobre Ele (49). O Espírito desce e repousa no coração purificado dos baptizados. Em certas igrejas, a sagrada Reserva eucarística é conservada num relicário metálico em forma de pomba (o columbarium) suspenso sobre o altar. O símbolo da pomba para significar o Espírito Santo é tradicional na iconografia cristã.
Catecismo
701. A pomba. No final do dilúvio (cujo simbolismo tem a ver com o Baptismo), a pomba solta por Noé regressa com um ramo verde de oliveira no bico, sinal de que a terra é outra vez habitável /48). Quando Cristo sobe das águas do seu baptismo, o Espírito Santo, sob a forma duma pomba, desce e paira sobre Ele (49). O Espírito desce e repousa no coração purificado dos baptizados. Em certas igrejas, a sagrada Reserva eucarística é conservada num relicário metálico em forma de pomba (o columbarium) suspenso sobre o altar. O símbolo da pomba para significar o Espírito Santo é tradicional na iconografia cristã.
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Lewis Carrol
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SAUDADES DE SALVADOR. Charles Fonseca
SAUDADES DE SALVADOR
Charles Fonseca
Saudades de Salvador
Da baixa dos Sapateiros
Das ruelas eu trigueiro
Adentrando inda em flor
A minh’alma entre opostos
Da pureza servidão
Da lascívia amplidão
Do sim do não propostos
Saudades do Pelourinho
Subida descida então
Na ida sobe o cristão
Na volta não mais arminho
Ai Forte de meu São Pedro
Tão fraco a ti cheguei
À Sião tão falsa grei
Só irmão rico segredo
Continhas em ti tão pobres
Arroubos da arrogância
Ai roubos da tarda infância
Ai pobres ricos esnobes
Graça tu bairro tão nobre
Rico em tantas ilusões
Tu plebe em ti senões
O falso ouro te cobre
Vou-me embora salvo a dor
Ficarei de ti distante
Dos desalmados instantes
Do infiel impostor
Destino do falso sonho
Vou-me embora Aracajú
Em teu lugar não mais tu
Salvador és-me bisonho.
Charles Fonseca
Saudades de Salvador
Da baixa dos Sapateiros
Das ruelas eu trigueiro
Adentrando inda em flor
A minh’alma entre opostos
Da pureza servidão
Da lascívia amplidão
Do sim do não propostos
Saudades do Pelourinho
Subida descida então
Na ida sobe o cristão
Na volta não mais arminho
Ai Forte de meu São Pedro
Tão fraco a ti cheguei
À Sião tão falsa grei
Só irmão rico segredo
Continhas em ti tão pobres
Arroubos da arrogância
Ai roubos da tarda infância
Ai pobres ricos esnobes
Graça tu bairro tão nobre
Rico em tantas ilusões
Tu plebe em ti senões
O falso ouro te cobre
Vou-me embora salvo a dor
Ficarei de ti distante
Dos desalmados instantes
Do infiel impostor
Destino do falso sonho
Vou-me embora Aracajú
Em teu lugar não mais tu
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terça-feira, junho 25, 2013
O BLOG DESDE 2006
Charles Fonseca
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TERNURAS DE UM PEITO AMANTE. Charles Fonseca
TERNURAS DE UM PEITO AMANTE
Charles Fonseca
Quando poderei mui doce até
Dizer-vos do dito terno amor
Que ausente desejo me tornou,
E sem ele errante ‘stou a pé?
Quando poderei falar de flores
Aragens, água fresca, abelhas, mel,
Eu que sem amparo pus-me ao léu,
Que afinal sofro sem ele dores?
Quando desejar amor eterno
Que a vós venha de outrem, que dure,
Sentimento eterno que perdure
Mesmo sem ter pra mim a vós dou terno?
Charles Fonseca
Quando poderei mui doce até
Dizer-vos do dito terno amor
Que ausente desejo me tornou,
E sem ele errante ‘stou a pé?
Quando poderei falar de flores
Aragens, água fresca, abelhas, mel,
Eu que sem amparo pus-me ao léu,
Que afinal sofro sem ele dores?
Quando desejar amor eterno
Que a vós venha de outrem, que dure,
Sentimento eterno que perdure
Mesmo sem ter pra mim a vós dou terno?
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segunda-feira, junho 24, 2013
Igreja. Cristianismo.
699. A mão. É pela imposição das mãos que Jesus cura os doentes (41) e abençoa as crianças (42). O mesmo farão os Apóstolos, em seu nome (43). Ainda mais: é pela imposição das mãos dos Apóstolos que o Espírito Santo é dado (44). A Epístola aos Hebreus coloca a imposição das mãos no número dos «artigos fundamentais» do seu ensino (45). Este sinal da efusão omnipotente do Espírito Santo, guarda-o a Igreja nas suas epicleses sacramentais.
Catecismo
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El Greco e pintura renascentista. Naturalismo cedo
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LUCAS. Charles Fonseca
LUCAS
Hoje o aniversário
Eu distante do meu neto
No entanto ‘stá tão perto
Meu amor num relicário
Dentro de mim no meu peito
Mesmo que eu afastado
Ainda mais será amado
Muito mais por ele preito
De gratidão pela herança
De tê-lo, foi Deus quem deu,
Ele é meu, de todos seus,
Muito amado, esperança.
Charles Fonseca
Hoje o aniversário
Eu distante do meu neto
No entanto ‘stá tão perto
Meu amor num relicário
Dentro de mim no meu peito
Mesmo que eu afastado
Ainda mais será amado
Muito mais por ele preito
De gratidão pela herança
De tê-lo, foi Deus quem deu,
Ele é meu, de todos seus,
Muito amado, esperança.
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Escultura século XIX
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domingo, junho 23, 2013
A MINHA LUA EU AO SOL NA TUA
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DA FUTUCAÇÃO NO FACEBOOK E SUAS CONSEQUÊNCIAS. Charles Fonseca
DA FUTUCAÇÃO NO FACEBOOK E SUAS CONSEQUÊNCIAS.
Esse tal de cutucar é um afago e tanto! Gosto da futucação. Mas temo que ao futucar alguém goste tanto que queira mais, mais, ais, ais, uis, uis, e aí o bicho pega. Podia ter uns aplicativos mais variados começando com um olhar, um faz que olha, um cheiro, um beijinho bem rápido, um selinho, um aperto de mão, um beliscão só no braço, outro mais acima, um no pescoço, e a daí vai descendo, à direita, à esquerda, em outros lugares que são segredo dos mais elaborados nessas artes. Aí está minha contribuição virtual aos meus contatos sem contato, à grande empresa Facebook, com direito a placa de prata com frases agradecidas. Mas se não vierem, por mensagem, podem me agradecer, já que a citada empresa anda com negócios bilionários e os meus são não remunerados, totalmente voluntários. Os emoticons existentes ao que eu saiba não localizam com precisão e delicadeza o local da aplicação, coisa de vital importância.
Charles Fonseca
Esse tal de cutucar é um afago e tanto! Gosto da futucação. Mas temo que ao futucar alguém goste tanto que queira mais, mais, ais, ais, uis, uis, e aí o bicho pega. Podia ter uns aplicativos mais variados começando com um olhar, um faz que olha, um cheiro, um beijinho bem rápido, um selinho, um aperto de mão, um beliscão só no braço, outro mais acima, um no pescoço, e a daí vai descendo, à direita, à esquerda, em outros lugares que são segredo dos mais elaborados nessas artes. Aí está minha contribuição virtual aos meus contatos sem contato, à grande empresa Facebook, com direito a placa de prata com frases agradecidas. Mas se não vierem, por mensagem, podem me agradecer, já que a citada empresa anda com negócios bilionários e os meus são não remunerados, totalmente voluntários. Os emoticons existentes ao que eu saiba não localizam com precisão e delicadeza o local da aplicação, coisa de vital importância.
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Pintura espanhola. Românico, gótico e início da pintura renascentista
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699. A mão. É pela imposição das mãos que Jesus cura os doentes (41) e abençoa as crianças (42). O mesmo farão os Apóstolos, em seu nome (43). Ainda mais: é pela imposição das mãos dos Apóstolos que o Espírito Santo é dado (44). A Epístola aos Hebreus coloca a imposição das mãos no número dos «artigos fundamentais» do seu ensino (45). Este sinal da efusão omnipotente do Espírito Santo, guarda-o a Igreja nas suas epicleses sacramentais.
Catecismo
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Escultura romana
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LOIRA PRATEADA. Charles Fonseca
LOIRA PRATEADA
Charles Fonseca
Ah, se estivesses aos 50 da tua natividade ou eu aos 40 da minha!
Gravitaria em torno de ti em doce elipse.
Nem me fundiria em teu esplendor
Nem erraria pelo espaço sem fim...
Charles Fonseca
Ah, se estivesses aos 50 da tua natividade ou eu aos 40 da minha!
Gravitaria em torno de ti em doce elipse.
Nem me fundiria em teu esplendor
Nem erraria pelo espaço sem fim...
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sábado, junho 22, 2013
PÍNCAROS. Charles Fonseca
PÍNCAROS
Charles Fonseca
Escrevo o que não dito,
dito mas não ouvido,
ouvido que descartado
ou então foi recalcado.
Quando não mais minha fala,
aos pósteros aqui um sido
pois que fui mais do que presto
aos píncaros azulados.
Charles Fonseca
Escrevo o que não dito,
dito mas não ouvido,
ouvido que descartado
ou então foi recalcado.
Quando não mais minha fala,
aos pósteros aqui um sido
pois que fui mais do que presto
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.....PÍNCAROS
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Marte
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MENSAGEM À DESPREPARADA
NOTA DE REPÚDIO DO CRM-PR AO PRONUNCIAMENTO DA PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Em virtude do pronunciamento da Presidente da República, Dilma Rousseff, na noite de ontem (21), o Conselho Regional de Medicina do Paraná vem a público repudiar a afirmação de que a saúde será resolvida com a vinda imediata de milhares de médicos estrangeiros. Esta medida inconsequente demonstra o interesse do governo em desviar o foco da discussão, que é o descaso com que a saúde é tratada neste país. Neste momento cabe uma pergunta: de quem é a responsabilidade pela saúde no Brasil?
A Excelentíssima Presidente, em uma fala vazia de argumentos, “esquece” de assumir em cadeia nacional que, ao retirar a aplicação de 10% da renda bruta do governo federal em saúde, representando em números gerais mais de R$ 30 bilhões/ano, impõe cada vez mais a falência do sistema público.
Da mesma forma, ignorou toda a voz da classe médica e da própria sociedade, que neste último mês vêm discutindo de forma intensa a questão trazida à baila no pronunciamento, demonstrando ainda total despreparo e desconhecimento da real situação do sistema de saúde público. Já é sabido que o preenchimento dos postos de trabalho no SUS só será possível com uma reestruturação dos estabelecimentos de saúde e com a efetivação de um plano de carreira para os profissionais.
Senhora Presidente, a sociedade brasileira tem demonstrado que já não aguenta mais o jogo político e os discursos falaciosos, clamando por medidas definitivas que garantam a qualidade da assistência à saúde, bem como outros direitos constitucionais visando o respeito e a dignidade humana.
Cons. Alexandre Gustavo Bley, Presidente do CRM-PR
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Igreja. Cristianismo.
698. O selo é um símbolo próximo do da unção. Com efeito, foi a Cristo que «Deus marcou com o seu selo» (Jo 6, 27) e é n'Ele que o Pai nos marca também com o seu selo» (40). Porque indica o efeito indelével da unção do Espírito Santo nos sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Ordem, a imagem do selo («sphragis») foi utilizada em certas tradições teológicas para exprimir o «carácter» indelével, impresso por estes três sacramentos, que não podem ser repetidos.
Catecismo
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Medicina sem recursos físicos, sem plano de carreira. A Despreparada quer trazer milhares de cubanos ditos médicos, Deus e nós aqui sabemos como. Despreparados, como a Grande Gestora da ptralhada, da turma da boquinha, dos assemelhados e afins.
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Alfred Steiglitz
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CONVIDO-TE. Charles Fonseca
CONVIDO-TE
Charles Fonseca
Convido-te, amiga, às doces paragens
Campestres, ao silêncio dos prados,
Aos ternos murmúrios dos nossos regatos,
Aos roucos sussurros aquém das miragens.
Convido-te comigo a outros olhares,
A outros dizeres dos nossos silêncios,
A outros perfumes a nós como prêmios,
Tocar nossas harpas, frementes, vibrares.
Convido-te, amiga, pra caminhada
A dois pela praia, o mar por fronteira,
As nossas dores escrever na areia,
Do nosso amor gozar, madrugada.
Charles Fonseca
Convido-te, amiga, às doces paragens
Campestres, ao silêncio dos prados,
Aos ternos murmúrios dos nossos regatos,
Aos roucos sussurros aquém das miragens.
Convido-te comigo a outros olhares,
A outros dizeres dos nossos silêncios,
A outros perfumes a nós como prêmios,
Tocar nossas harpas, frementes, vibrares.
Convido-te, amiga, pra caminhada
A dois pela praia, o mar por fronteira,
As nossas dores escrever na areia,
Do nosso amor gozar, madrugada.
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Que ouvimos ontem na TV? Uma ventríloca a falar. A turma da boquinha, que não aparece, a gozar. A arrogância ptralheira e suas ramificações, onde estará?
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sexta-feira, junho 21, 2013
Bacchiaca de 1520 - A pregação de São João Batista. A5
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FICAR É TÃO BOM! Charles Fonseca
FICAR É TÃO BOM!
Pelo meu jardim andam pousando três aves tucanos, uma ou outra gralha azul, uns periquitos não se dão ao luxo e passam por cima em algazarra. Fiéis mesmo, íntimos, só colibris azulados. E meu cão Freud que fica irritado quando eu saio e não o levo pra passear com ele. Prefiro passear em áreas vazias de casas embora com todas as ruas já asfaltadas e iluminadas num futuro condomínio perto de onde moro. Adolescentes à volta correndo com seus velozes skates. Freud nem liga pra eles. Só pra mim a não ser quando dois ou três cavalos estão a pastar por perto, devem ser um perfume pra ele o cheiro de xiixi de uma égua, tolerável o de um cavalo. Como ele pesa 42 quilos e eu 68 anos acho prudente andar com dois enforcadores que fazem com que quando os puxo ele para imediatamente e o peso dele tende a ficar sob as patas traseiras... Mas há uma técnica: o primeiro enforcador, o que age de imediato, é de plástico resistente que comprei num pet shop; o segundo é uma corrente de aço inoxidável que vai mais frouxo, de reserva. Quebrando o primeiro, o de metal entra logo em ação. Ando com ele com uma guia curta que contem as alças doss enforcadores, usando a mão esquerda. Com a minha mão direita, porto um bastão de madeira, cabo de um desentupidor de pia. Os homens que ao passar por mim nem dão bom dia ou boa tarde, quando estou com Freud, a seis metros já sorriem pra mim e dizem a saudação devida. Acho que é por causa de Freud. Não seria pelos meus aperolados dentes pouco afiados, os melhores chamam-se caninos como os odontólogos dizem. Mas esses que tenho só fazem mordiscar biquinhos, lóbulos de orelhas, pescocinho arrepiado em humanas virtudes. As mulheres têm um comportamento diferente para com meu cão pastor. Dizem, que lindo! Maravilhoso! E outros adjetivos semelhantes. O que ouço respinga em mim. Sorrio para elas incisivamente, os caninos à mostra, desconfio que pré molares e molares até dão o ar de sua graça. À vontade, pode olhar, vou logo dizendo e parando. Se quiser pode até tirar uma foto, acrescento... E quando fotografam, dou o meu cartão com e-mail pedindo que me mandem a foto, lógico que eu ao lado do galã. Raras a que mandam, confesso. Mas o trabalho é prazeroso, as fotos belas. Eu não quero namorar com ninguém mas ando à procura de uma que queira ficar com Freud em visita íntima no seu canil de trinta e seis metros quadrados, piso assoalhado, casinha coberta, água fresquinha, o fotógrafo do idílio sou eu mesmo pra dar prova da ficação. Como ele é filho e neto de campeões no Brasil e Argentina, pedigree, vacinas em dia, a entrada ao harém custa à vista, logo na bilheteria, sete cédulas de 100 reais. Quem se habilita?
Charles Fonseca
Pelo meu jardim andam pousando três aves tucanos, uma ou outra gralha azul, uns periquitos não se dão ao luxo e passam por cima em algazarra. Fiéis mesmo, íntimos, só colibris azulados. E meu cão Freud que fica irritado quando eu saio e não o levo pra passear com ele. Prefiro passear em áreas vazias de casas embora com todas as ruas já asfaltadas e iluminadas num futuro condomínio perto de onde moro. Adolescentes à volta correndo com seus velozes skates. Freud nem liga pra eles. Só pra mim a não ser quando dois ou três cavalos estão a pastar por perto, devem ser um perfume pra ele o cheiro de xiixi de uma égua, tolerável o de um cavalo. Como ele pesa 42 quilos e eu 68 anos acho prudente andar com dois enforcadores que fazem com que quando os puxo ele para imediatamente e o peso dele tende a ficar sob as patas traseiras... Mas há uma técnica: o primeiro enforcador, o que age de imediato, é de plástico resistente que comprei num pet shop; o segundo é uma corrente de aço inoxidável que vai mais frouxo, de reserva. Quebrando o primeiro, o de metal entra logo em ação. Ando com ele com uma guia curta que contem as alças doss enforcadores, usando a mão esquerda. Com a minha mão direita, porto um bastão de madeira, cabo de um desentupidor de pia. Os homens que ao passar por mim nem dão bom dia ou boa tarde, quando estou com Freud, a seis metros já sorriem pra mim e dizem a saudação devida. Acho que é por causa de Freud. Não seria pelos meus aperolados dentes pouco afiados, os melhores chamam-se caninos como os odontólogos dizem. Mas esses que tenho só fazem mordiscar biquinhos, lóbulos de orelhas, pescocinho arrepiado em humanas virtudes. As mulheres têm um comportamento diferente para com meu cão pastor. Dizem, que lindo! Maravilhoso! E outros adjetivos semelhantes. O que ouço respinga em mim. Sorrio para elas incisivamente, os caninos à mostra, desconfio que pré molares e molares até dão o ar de sua graça. À vontade, pode olhar, vou logo dizendo e parando. Se quiser pode até tirar uma foto, acrescento... E quando fotografam, dou o meu cartão com e-mail pedindo que me mandem a foto, lógico que eu ao lado do galã. Raras a que mandam, confesso. Mas o trabalho é prazeroso, as fotos belas. Eu não quero namorar com ninguém mas ando à procura de uma que queira ficar com Freud em visita íntima no seu canil de trinta e seis metros quadrados, piso assoalhado, casinha coberta, água fresquinha, o fotógrafo do idílio sou eu mesmo pra dar prova da ficação. Como ele é filho e neto de campeões no Brasil e Argentina, pedigree, vacinas em dia, a entrada ao harém custa à vista, logo na bilheteria, sete cédulas de 100 reais. Quem se habilita?
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Pietro Bracci - Neptune, after 1759 Piazza di Trevi, Rome
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697. A nuvem e a luz. Estes dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Desde as teofanias do Antigo Testamento, a nuvem, umas vezes escura, outras luminosa, revela o Deus vivo e salvador, velando a transcendência da sua glória: a Moisés no monte Sinai (33), na tenda da reunião (34) e durante a marcha pelo deserto (35); a Salomão, aquando da dedicação do templo (36). Ora estas figuras são realizadas por Cristo no Espírito Santo. É Ele que desce sobre a Virgem Maria e a cobre «com a sua sombra», para que conceba e dê à luz Jesus (37). No monte da transfiguração, é Ele que «sobrevém na nuvem que cobriu da sua sombra» Jesus, Moisés e Elias, Pedro, Tiago e João, nuvem da qual se fez ouvir uma voz que dizia: "Este é o meu Filho, o meu Eleito, escutai-O!"» (Lc 9, 35). E, enfim, a mesma nuvem que «esconde Jesus aos olhos» dos discípulos no dia da Ascensão (38) e que O revelará como Filho do Homem na sua glória, no dia da sua vinda (39).
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POR QUE CHORO E SORRIO? Charles Fonseca
POR QUE CHORO E SORRIO?
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De que sorrio afinal
Por que choro se rio
Se no amor o desvario
Certo é meu bem não meu mal?
E se choro por que inda
Após tanto amor em volta
Não me basta se a revolta
De mais amor quero ainda?
E se não voltar nem por ódio
Ao fácil ninho o perdão
Por não pedido então
Haverá em mim opróbrio?
Se não houver mais nem falso
Sorriso ou lágrima furta
Fica no ar cheiro de murta,
Jasmim, dela, eu ao encalço.
Charles Fonseca
De que sorrio afinal
Por que choro se rio
Se no amor o desvario
Certo é meu bem não meu mal?
E se choro por que inda
Após tanto amor em volta
Não me basta se a revolta
De mais amor quero ainda?
E se não voltar nem por ódio
Ao fácil ninho o perdão
Por não pedido então
Haverá em mim opróbrio?
Se não houver mais nem falso
Sorriso ou lágrima furta
Fica no ar cheiro de murta,
Jasmim, dela, eu ao encalço.
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Andrea del Verrochio, 1470-1480 - Tobias e o Anjo. A5
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quinta-feira, junho 20, 2013
Igreja. Cristianismo.
696. O fogo. Enquanto a água significava o nascimento e a fecundidade da vida dada no Espírito Santo, o fogo simboliza a energia transformadora dos actos do Espírito Santo. O profeta Elias, que «apareceu como um fogo e cuja palavra queimava como um facho ardente» (Sir 48, 1), pela sua oração faz descer o fogo do céu sobre o sacrifício do monte Carmelo (30), figura do fogo do Espírito Santo, que transforma aquilo em que toca. João Batista, que «irá à frente do Senhor com o espírito e a força de Elias» (Lc 1, 17), anuncia Cristo como Aquele que «há-de baptizar no Espírito Santo e no fogo» (Lc 3, 16), aquele Espírito do qual Jesus dirá: «Eu vim lançar fogo sobre a terra e só quero que ele se tenha ateado!» (Lc 12, 49). É sob a forma de línguas, «uma espécie de línguas de fogo», que o Espírito Santo repousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si (31). A tradição espiritual reterá este simbolismo do fogo como um dos mais expressivos da ação do Espírito Santo (32). «Não apagueis o Espírito!» (1 Ts 5, 19).
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Pietro Bernini - The Assumption, 1607-10 Santa Maria Maggiore, Rome
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EPITÁFIO. Charles Fonseca
EPITÁFIO
Charles Fonseca
Este mundo é mesmo um palco.
Pois não é que em certa noite
Se encontraram, lado a lado,
Mulher a pedir, sorridente,
Quero ouvir "Tocando em frente"
Enquanto outra espectante
Só, mortiça, a ver navios,
Perdida, sem astrolábio,
Pedia com o olhar distante:
Pois pra mim quero que cante
Pro meu desvario "Epitáfio".
Charles Fonseca
Este mundo é mesmo um palco.
Pois não é que em certa noite
Se encontraram, lado a lado,
Mulher a pedir, sorridente,
Quero ouvir "Tocando em frente"
Enquanto outra espectante
Só, mortiça, a ver navios,
Perdida, sem astrolábio,
Pedia com o olhar distante:
Pois pra mim quero que cante
Pro meu desvario "Epitáfio".
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Eugene Atget
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quarta-feira, junho 19, 2013
ENFIM. Charles Fonseca
ENFIM
Demorou mas ainda não desapareceu o sonho impossível. O do amar sem limites, sem a baliza da razão. Em querer o recíproco de outras singularidades eu tão diferente delas. Mais que doeu na alma, que ulcerou no corpo, das chagas restaram as cicatrizes. Mas assim foi, é e será como no passado eu fui o futuro que não chegou, a promessa que não se cumpriu, o presente que esteve ausente. Fiz o que pude sem poder, fui o que pensava ser não sendo e serei o que enfim será aquele que viria a ser e foi-se. O ciclo vital aí está pra mim como pra todos que me sucederão nos mistérios do amor, como esteve para os que se foram levando consigo suas saudades, seus sonhos delírios, suas imagens disformes, o seu concreto posto ao chão, sua alma voltando para onde veio, para a sua origem e sua eternidade.
Charles Fonseca
Demorou mas ainda não desapareceu o sonho impossível. O do amar sem limites, sem a baliza da razão. Em querer o recíproco de outras singularidades eu tão diferente delas. Mais que doeu na alma, que ulcerou no corpo, das chagas restaram as cicatrizes. Mas assim foi, é e será como no passado eu fui o futuro que não chegou, a promessa que não se cumpriu, o presente que esteve ausente. Fiz o que pude sem poder, fui o que pensava ser não sendo e serei o que enfim será aquele que viria a ser e foi-se. O ciclo vital aí está pra mim como pra todos que me sucederão nos mistérios do amor, como esteve para os que se foram levando consigo suas saudades, seus sonhos delírios, suas imagens disformes, o seu concreto posto ao chão, sua alma voltando para onde veio, para a sua origem e sua eternidade.
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Dirk van Delen, 1636 - Conversa fora de um castelo
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Igreja. Cristianismo.
694. A água. O simbolismo da água é significativo da acção do Espírito Santo no Baptismo, pois que, após a invocação do Espírito Santo, ela torna-se o sinal sacramental eficaz do novo nascimento. Do mesmo modo que a gestação do nosso primeiro nascimento se operou na água, assim a água baptismal significa realmente que o nosso nascimento para a vida divina nos é dado no Espírito Santo. Mas, «baptizados num só Espírito», «a todos nos foi dado beber de um único Espírito» (1 Cor 12, 13): portanto, o Espírito é também pessoalmente a Agua viva que brota de Cristo crucificado (17) como da sua fonte, e jorra em nós para a vida eterna (18).
695. A unção. O simbolismo da unção com óleo é também significativo do Espírito Santo, a ponto de se tomar o seu sinónimo (19). Na iniciação cristã, ela é o sinal sacramental da Confirmação, que justamente nas Igrejas Orientais se chama «Crismação». Mas, para lhe apreender toda a força, temos de voltar à primeira unção realizada pelo Espírito Santo: a de Jesus. Cristo («Messias» em hebraico) significa «ungido» pelo Espírito de Deus. Houve «ungidos» do Senhor na antiga Aliança (20), sobretudo o rei David (21). Mas Jesus é o ungido de Deus de maneira única: a humanidade que o Filho assume é totalmente «ungida pelo Espírito Santo». Jesus é constituído «Cristo» pelo Espírito Santo (22). A Virgem Maria concebe Cristo do Espírito Santo, que pelo anjo O anuncia como Cristo aquando do seu nascimento (23) e leva Simeão a ir ao templo ver o Cristo do Senhor (24). É Ele que enche Cristo (25) e cujo poder emana de Cristo nos seus actos de cura e salvamento (26). Finalmente, é Ele que ressuscita Jesus de entre os mortos (27). Então, plenamente constituído «Cristo» na sua humanidade vencedora da morte (28), Jesus difunde em profusão o Espírito Santo, até que «os santos» constituam, na sua união à humanidade do Filho de Deus, o «homem adulto à medida completa da plenitude de Cristo» (Ef 4, 13), «o Cristo total», para empregar a expressão de Santo Agostinho (29)
Catecismo
695. A unção. O simbolismo da unção com óleo é também significativo do Espírito Santo, a ponto de se tomar o seu sinónimo (19). Na iniciação cristã, ela é o sinal sacramental da Confirmação, que justamente nas Igrejas Orientais se chama «Crismação». Mas, para lhe apreender toda a força, temos de voltar à primeira unção realizada pelo Espírito Santo: a de Jesus. Cristo («Messias» em hebraico) significa «ungido» pelo Espírito de Deus. Houve «ungidos» do Senhor na antiga Aliança (20), sobretudo o rei David (21). Mas Jesus é o ungido de Deus de maneira única: a humanidade que o Filho assume é totalmente «ungida pelo Espírito Santo». Jesus é constituído «Cristo» pelo Espírito Santo (22). A Virgem Maria concebe Cristo do Espírito Santo, que pelo anjo O anuncia como Cristo aquando do seu nascimento (23) e leva Simeão a ir ao templo ver o Cristo do Senhor (24). É Ele que enche Cristo (25) e cujo poder emana de Cristo nos seus actos de cura e salvamento (26). Finalmente, é Ele que ressuscita Jesus de entre os mortos (27). Então, plenamente constituído «Cristo» na sua humanidade vencedora da morte (28), Jesus difunde em profusão o Espírito Santo, até que «os santos» constituam, na sua união à humanidade do Filho de Deus, o «homem adulto à medida completa da plenitude de Cristo» (Ef 4, 13), «o Cristo total», para empregar a expressão de Santo Agostinho (29)
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APROVADO NO SENADO O ATO MÉDICO SEM QUE NENHUM OUTRO ATO LEGALMENTE CONSTITUÍDO DE OUTRAS PROFISSÕES TENHA SIDO REVOGADO. E AGORA, JOSÉ?
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O FATO DÁ FOTO. DÁ ASCO, TAMBÉM.
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terça-feira, junho 18, 2013
Erasmus Quellin II - Retrato de um menino novo. A4
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ESTOCADA. Charles Fonseca
ESTOCADA
Numa cadeira morena
assenta cadeira a amar
que belas as suas pernas
imagino o cimo delas
como sendo uma trilha
delicada enlanguescente
continente ao conteúdo
ao sedento já tesudo
gotejante cristalino
ao final opalescente
lingua lambe aveludada
tanto abaixo quanto acima
se contorce ela menina
ele geme ela chora
quero mais a ele implora
é pra agora. Estocada.
Charles Fonseca
Numa cadeira morena
assenta cadeira a amar
que belas as suas pernas
imagino o cimo delas
como sendo uma trilha
delicada enlanguescente
continente ao conteúdo
ao sedento já tesudo
gotejante cristalino
ao final opalescente
lingua lambe aveludada
tanto abaixo quanto acima
se contorce ela menina
ele geme ela chora
quero mais a ele implora
é pra agora. Estocada.
Charles Fonseca
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Igreja. Cristianismo.
692. Jesus, ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, chama-Lhe o «Paráclito», que, à letra, quer dizer: «aquele que é chamado para junto», ad vocatus (Jo 14, 16. 26; 15, 26; 16, 7). «Paráclito» traduz-se habitualmente por «Consolador», sendo Jesus o primeiro consolador (15). O próprio Senhor chama ao Espírito Santo «o Espírito da verdade» (16).
693. Além do seu nome próprio, que é o mais empregado nos Atos dos Apóstolos e nas epístolas, encontramos em S. Paulo as designações: Espírito da promessa (Gl 3, 14; Ef 1, 13), Espírito de adoção (Rm 8, 15: Gl 4, 6), Espírito de Cristo (Rm 8, 9), Espírito do Senhor (2 Cor 3, 17). Espírito de Deus (Rm 8, 9. 14; 15, 19; 1 Cor 6, 11; 7, 40), e em S. Pedro, Espírito de glória (1 Pe 4, 14).
Catecismo
693. Além do seu nome próprio, que é o mais empregado nos Atos dos Apóstolos e nas epístolas, encontramos em S. Paulo as designações: Espírito da promessa (Gl 3, 14; Ef 1, 13), Espírito de adoção (Rm 8, 15: Gl 4, 6), Espírito de Cristo (Rm 8, 9), Espírito do Senhor (2 Cor 3, 17). Espírito de Deus (Rm 8, 9. 14; 15, 19; 1 Cor 6, 11; 7, 40), e em S. Pedro, Espírito de glória (1 Pe 4, 14).
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Não à corrupção.
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Heinrich Maria von Hess, 1835 - A entrada de King Othon da Grécia em Nauplia
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segunda-feira, junho 17, 2013
ESPANTALHO. Charles Fonseca
ESPANTALHO
Charles Fonseca
É concreto, é extenso, flexível, maleável, retrátil, mui respeitável, anda sempre cabisbaixo, a não ser quando irritado ou então idealista, sendo um tanto comunista, compartilha seu trabalho, semente à beira margem, só mente perigo à vista, é terno, mas não insista, advinha, espantalho!
Charles Fonseca
É concreto, é extenso, flexível, maleável, retrátil, mui respeitável, anda sempre cabisbaixo, a não ser quando irritado ou então idealista, sendo um tanto comunista, compartilha seu trabalho, semente à beira margem, só mente perigo à vista, é terno, mas não insista, advinha, espantalho!
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.....Espantalho,
.....Prosa
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domingo, junho 16, 2013
ARREMATE. Charles Fonseca
ARREMATE
Há um pouquinho de sal
neste teu mel agridoce
em teu abraço já foi-se
um torvelinho abissal
nestas tuas profundezas
nestes cimos eriçados
nos teus bicos bem chupados
eu entrando vagareza
de início escorregando
lá pro meio a galope
vindo e indo em contragolpe
a favor de nós ‘té quando
chegarmos a um empate
nunca um de zero a zero
dois, que bom, no quero-quero,
quero, dou, vem, arremate.
Charles Fonseca
Há um pouquinho de sal
neste teu mel agridoce
em teu abraço já foi-se
um torvelinho abissal
nestas tuas profundezas
nestes cimos eriçados
nos teus bicos bem chupados
eu entrando vagareza
de início escorregando
lá pro meio a galope
vindo e indo em contragolpe
a favor de nós ‘té quando
chegarmos a um empate
nunca um de zero a zero
dois, que bom, no quero-quero,
quero, dou, vem, arremate.
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TOPAS? OU PREFERE DAR TOPADAS?
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NO SERTÃO DA BAHIA. Charles Fonseca
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A NORA E A SOGRA. Charles Fonseca
A NORA E A SOGRA
Belíssimas as pernas
O busto é eriçado
As unhas carmim pintado
O sorriso rico em pérolas
Os cabelos mais que negros
Qual a asa da graúna
Sogra ali, digo, nenhuma,
Tem ciúme, só chamego.
Charles Fonseca
Belíssimas as pernas
O busto é eriçado
As unhas carmim pintado
O sorriso rico em pérolas
Os cabelos mais que negros
Qual a asa da graúna
Sogra ali, digo, nenhuma,
Tem ciúme, só chamego.
Charles Fonseca
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Cantares de Solidão. Marcia Tigani
CANTARES DE SOLIDÃO
Um sino toca ao longe:
é tarde no meu sertão
e o vento sopra ao contrário,
seca olho e plantação..
Tão longe o meu pensamento
Tão perto o meu violão
Toada na hora pronóbis
Rebento chegando então.
E as beatas ligeiras
com rosário em mão
rezam ave-marias ,
em dia de procissão.
Eu sou homem assustado:
das sombras tenho receio
Vivo sempre acordado
faço a lua de esteio
Dizem que há lobisomem
atras da serra vermelha
que espreita a hora certeira
de roubar mulher rendeira.
Nessas paragens de sono
de silêncio e ventania
muita mulher foi levada
mode desafiar valentia
Tem jagunço de asfalto
rondando a terra da gente
matando e prendendo rebelde
que desafia tenente.
Tem muito carro e doutor
que desafia a sêca e o cansaço
numa tal transposição
que promete inundar pasto.
Ah! já nem tenho esperança,
foi tanta tarde amarela
tanta poeira na pele
tanta sêde maldita
tanto bezerro morrendo
tanto menino magrinho
tanta morte espreitando
o vale da terra do sino...
E minhas mãos calejadas
pegam balde e água no açude
e mulher é que não falta
todo tempo parindo.
É terra de homem forte
pivete na rua dormindo
menina-moça sem dote
velho sem dente sorrindo..
E o tempo que não passa
a redenção que não chega
meu destino na vidraça
e a sorte na contra-mão.
Um sino toca ao longe
nas tardes do meu sertão.
Marcia Tigani
Um sino toca ao longe:
é tarde no meu sertão
e o vento sopra ao contrário,
seca olho e plantação..
Tão longe o meu pensamento
Tão perto o meu violão
Toada na hora pronóbis
Rebento chegando então.
E as beatas ligeiras
com rosário em mão
rezam ave-marias ,
em dia de procissão.
Eu sou homem assustado:
das sombras tenho receio
Vivo sempre acordado
faço a lua de esteio
Dizem que há lobisomem
atras da serra vermelha
que espreita a hora certeira
de roubar mulher rendeira.
Nessas paragens de sono
de silêncio e ventania
muita mulher foi levada
mode desafiar valentia
Tem jagunço de asfalto
rondando a terra da gente
matando e prendendo rebelde
que desafia tenente.
Tem muito carro e doutor
que desafia a sêca e o cansaço
numa tal transposição
que promete inundar pasto.
Ah! já nem tenho esperança,
foi tanta tarde amarela
tanta poeira na pele
tanta sêde maldita
tanto bezerro morrendo
tanto menino magrinho
tanta morte espreitando
o vale da terra do sino...
E minhas mãos calejadas
pegam balde e água no açude
e mulher é que não falta
todo tempo parindo.
É terra de homem forte
pivete na rua dormindo
menina-moça sem dote
velho sem dente sorrindo..
E o tempo que não passa
a redenção que não chega
meu destino na vidraça
e a sorte na contra-mão.
Um sino toca ao longe
nas tardes do meu sertão.
Marcia Tigani
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Jan Van de Capelle, 1650 - The State Barge Saluted by the Home Fleet. A IV
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Igreja. Cristianismo
691. «Espírito Santo», tal á o nome próprio d'Aquele que adoramos e glorificamos com o Pai e o Filho. A Igreja recebeu este nome do Senhor e professa-o no Baptismo dos seus novos filhos (13).
O termo «Espírito» traduz o termo hebraico « Ruah» que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d'Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito divino (14). Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às três Pessoas divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos «espírito» e «santo».
Catecismo
O termo «Espírito» traduz o termo hebraico « Ruah» que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d'Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito divino (14). Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às três Pessoas divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos «espírito» e «santo».
Catecismo
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BREVE. Charles Fonseca
BREVE
Charles Fonseca
Oh meus amados, busco olhar os teus
Olhares perdidos tão sem sentido
Dos meus carinhos ouvir de novo
Novos vagidos nos teus renovos
Filhos nascidos em vós sorrisos
Não deem olvidos aos versos meus.
Oh meus amados filhos, por Deus
Gerados fostes num tempo alegre
Que voltem breve a mim cansado
De tanto amar-vos vida tão breve
Tanta a saudade não quero ir-me
Sem teus abraços, faltando um adeus.
Charles Fonseca
Oh meus amados, busco olhar os teus
Olhares perdidos tão sem sentido
Dos meus carinhos ouvir de novo
Novos vagidos nos teus renovos
Filhos nascidos em vós sorrisos
Não deem olvidos aos versos meus.
Oh meus amados filhos, por Deus
Gerados fostes num tempo alegre
Que voltem breve a mim cansado
De tanto amar-vos vida tão breve
Tanta a saudade não quero ir-me
Sem teus abraços, faltando um adeus.
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sábado, junho 15, 2013
ZANZANDO. Charles Fonseca
ZANZANDO
Já havia lido a biografia de Freud elaborada por Peter Gay, 752 páginas. Depois resolvi ler a biografia dele escrita por seu aluno, analisado e depois psicanalista Ernest Jones, 1472 páginas, grifando. Decidi me submeter à psicanálise que durou 3 anos. No curso desta e logo no início, resolvi comprar e ler toda a obra de Sigmund Freud, 24 volumes. Aí já com uma conotação de estudo, grifando. Além disso já li 8 dos 23 volumes da obra de Lacan que dizia a seus alunos 'vocês se dizem lacanianos mas eu sou freudiano'. Não me apaixonei transferencialmente pela minha analista e ao término da minha análise quando ela já me convidava para fazer parte de seu grupo de analistas disse-lhe: 'observou que nestes três anos não me apaixonei por você? E ela: 'é verdade'. Retruquei: 'Em compensação li os 24 volumes dos escritos de Freud em 10 meses'. Ela concluiu: 'É, houve um deslocamento'. Tudo isso escrevi como memória. De vez em quando sai numa revista qualquer a manchete "Freud está morto". Friedrich Wilhelm Nietzsche também disse "Deus está morto". Há mortos vivos e vivos mortos. Outros estão zanzando por ai.
Charles Fonseca
Já havia lido a biografia de Freud elaborada por Peter Gay, 752 páginas. Depois resolvi ler a biografia dele escrita por seu aluno, analisado e depois psicanalista Ernest Jones, 1472 páginas, grifando. Decidi me submeter à psicanálise que durou 3 anos. No curso desta e logo no início, resolvi comprar e ler toda a obra de Sigmund Freud, 24 volumes. Aí já com uma conotação de estudo, grifando. Além disso já li 8 dos 23 volumes da obra de Lacan que dizia a seus alunos 'vocês se dizem lacanianos mas eu sou freudiano'. Não me apaixonei transferencialmente pela minha analista e ao término da minha análise quando ela já me convidava para fazer parte de seu grupo de analistas disse-lhe: 'observou que nestes três anos não me apaixonei por você? E ela: 'é verdade'. Retruquei: 'Em compensação li os 24 volumes dos escritos de Freud em 10 meses'. Ela concluiu: 'É, houve um deslocamento'. Tudo isso escrevi como memória. De vez em quando sai numa revista qualquer a manchete "Freud está morto". Friedrich Wilhelm Nietzsche também disse "Deus está morto". Há mortos vivos e vivos mortos. Outros estão zanzando por ai.
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Alienação parental
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Andrea Appiani, 1808 - Alegoria da Paz de Pressburg. A III
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Igreja. Cristianismo.
689. Aquele que o Pai enviou aos nossos corações, o Espírito do seu Filho (7), é realmente Deus. Consubstancial ao Pai e ao Filho, é d'Eles inseparável, tanto na vida íntima da Trindade como no seu dom de amor pelo mundo. Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas. Quando o Pai envia o seu Verbo, envia sempre o seu Espírito: missão conjunta na qual o Filho e o Espírito Santo são distintos mas inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo quem aparece, Ele que é a Imagem visível de Deus invisível; mas é o Espírito Santo quem O revela.
690. Jesus é Cristo, «ungido», porque o Espírito é d'Ele a Unção; e tudo quanto acontece a partir da Encarnação, decorre desta plenitude (8). Finalmente, quando Cristo é glorificado (9), pode, por sua vez, enviar de junto do Pai, o Espírito, aos que crêem n'Ele: comunica-lhes a sua glória (10), quer dizer, o Espírito Santo que O glorifica (11). A missão conjunta desenvolver-se-á, a partir desse momento, nos filhos adotados pelo Pai no Corpo do seu Filho: a missão do Espírito de adoção consistirá em uni-los a Cristo e fazê-los viver n' Ele:
«A unção sugere... que não há nenhuma distância entre o Filho e o Espírito. Com efeito, do mesmo modo que entre a superfície do corpo e a unção do óleo, nem a razão nem os sentidos encontram qualquer entremeio, assim é imediato o contacto do Filho com o Espírito, de tal modo que aquele que vai tomar contacto com o Filho pela fé, tem que contactar primeiro com o óleo. Com efeito, não há pane alguma que esteja despida do Espírito Santo. É por isso que a confissão do Senhorio do Filho se faz no Espírito Santo para aqueles que a recebem, pois o Espírito vem, de todos os lados, ao encontro daqueles que se aproximam pela fé» (12).
Catecismo
690. Jesus é Cristo, «ungido», porque o Espírito é d'Ele a Unção; e tudo quanto acontece a partir da Encarnação, decorre desta plenitude (8). Finalmente, quando Cristo é glorificado (9), pode, por sua vez, enviar de junto do Pai, o Espírito, aos que crêem n'Ele: comunica-lhes a sua glória (10), quer dizer, o Espírito Santo que O glorifica (11). A missão conjunta desenvolver-se-á, a partir desse momento, nos filhos adotados pelo Pai no Corpo do seu Filho: a missão do Espírito de adoção consistirá em uni-los a Cristo e fazê-los viver n' Ele:
«A unção sugere... que não há nenhuma distância entre o Filho e o Espírito. Com efeito, do mesmo modo que entre a superfície do corpo e a unção do óleo, nem a razão nem os sentidos encontram qualquer entremeio, assim é imediato o contacto do Filho com o Espírito, de tal modo que aquele que vai tomar contacto com o Filho pela fé, tem que contactar primeiro com o óleo. Com efeito, não há pane alguma que esteja despida do Espírito Santo. É por isso que a confissão do Senhorio do Filho se faz no Espírito Santo para aqueles que a recebem, pois o Espírito vem, de todos os lados, ao encontro daqueles que se aproximam pela fé» (12).
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Alfred Stieglitz
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DE LEITE. Charles Fonseca
DE LEITE
Charles Fonseca
Que linda cor é o negro
Das mulheres da mãe África
Retintas que chegam azuladas
Ao prata luar oh chamego
Por estas negras mulheres
Da praia do Chega Nego
Da Bahia do aconchego
Baixadas dos escaleres
Pra tisnar o branco o cobre
Dos lusitanos dos índios
Ai descaminhos ínvios
Das amas de leite nobre!
Charles Fonseca
Que linda cor é o negro
Das mulheres da mãe África
Retintas que chegam azuladas
Ao prata luar oh chamego
Por estas negras mulheres
Da praia do Chega Nego
Da Bahia do aconchego
Baixadas dos escaleres
Pra tisnar o branco o cobre
Dos lusitanos dos índios
Ai descaminhos ínvios
Das amas de leite nobre!
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sexta-feira, junho 14, 2013
Joseph François Bosio - Louis XIV, 1816-22 Place des Victoires, Paris
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Igreja. Cristianismo.
687. «Ninguém conhece o que há em Deus, senão o Espírito de Deus» (1 Cor 2, 11). Ora, o seu Espírito, que O revela, faz-nos conhecer Cristo, seu Verbo, sua Palavra viva; mas não Se diz a Si próprio. Aquele que «falou pelos profetas» (5) faz-nos ouvir a Palavra do Pai. Mas a Ele, nós não O ouvimos. Não O conhecemos senão no movimento em que Ele nos revela o Verbo e nos dispõe a acolhê-Lo na fé. O Espírito de verdade, que nos «revela» Cristo, «não fala de Si próprio» (6). Tal escondimento, propriamente divino, explica porque é que «o mundo não O pode receber, porque não O vê nem O conhece», enquanto aqueles que crêem em Cristo O conhecem, porque habita com eles e está neles (Jo 14, 17).
688. A Igreja, comunhão viva na fé dos Apóstolos que ela transmite, é o lugar do nosso conhecimento do Espírito Santo:
— Nas Escrituras, que Ele inspirou:
— na Tradição, de que os Padres da Igreja são testemunhas sempre actuais;
— no Magistério da Igreja, que Ele assiste;
— na liturgia sacramental, através das suas palavras e dos seus símbolos, em que o Espírito Santo nos põe em comunhão com Cristo;
— na oração, em que Ele intercede por nós;
— nos carismas e ministérios, pelos quais a Igreja é edificada;
— nos sinais de vida apostólica e missionária;
— no testemunho dos santos, nos quais Ele manifesta a sua santidade e continua a obra da salvação.
Catecismo
688. A Igreja, comunhão viva na fé dos Apóstolos que ela transmite, é o lugar do nosso conhecimento do Espírito Santo:
— Nas Escrituras, que Ele inspirou:
— na Tradição, de que os Padres da Igreja são testemunhas sempre actuais;
— no Magistério da Igreja, que Ele assiste;
— na liturgia sacramental, através das suas palavras e dos seus símbolos, em que o Espírito Santo nos põe em comunhão com Cristo;
— na oração, em que Ele intercede por nós;
— nos carismas e ministérios, pelos quais a Igreja é edificada;
— nos sinais de vida apostólica e missionária;
— no testemunho dos santos, nos quais Ele manifesta a sua santidade e continua a obra da salvação.
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Jean-Thomas de Keyser - A Companhia milícia do Capitão Allaert . A II
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RODA D'ÁGUA
Charles Fonseca
As águas passadas após o moinho
Antigas são elas, moveram a roda
Do tempo, da vida, e vão-se embora
E agora eu fico a cismar no caminho.
Virá nova água, o tempo não pára,
Tampouco a vida, há sempre algo novo,
Nas voltas que a vida nos dá há tesouros
Que movem meu peito, moinho sob águas.
Charles Fonseca
As águas passadas após o moinho
Antigas são elas, moveram a roda
Do tempo, da vida, e vão-se embora
E agora eu fico a cismar no caminho.
Virá nova água, o tempo não pára,
Tampouco a vida, há sempre algo novo,
Nas voltas que a vida nos dá há tesouros
Que movem meu peito, moinho sob águas.
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quinta-feira, junho 13, 2013
CONJUNÇÃO CARNAL. Charles Fonseca.
CONJUNÇÃO CARNAL
Charles Fonseca
O passado já passou? Não é verdade. Ele nunca passa, submerge. Fica lá enferrujando a alma para alguns, para outros dando só saudades do que poderia ser e não foi. Há ainda os que dele têm vergonha e jamais admitem tocar na ferida, na cicatriz. Também há passado que ajuda a viver o presente tão mal passado. E ainda há o passado do futuro, a saudade do mesmo. Vejam como agem as mulheres, machos, pra que tanta hesitação? Ou não há excitação? Dá um jeito! Há um presente amo dê no que der. O passado perfeito que você diz amei, voltaria a fazê-lo? O imperfeito da infeliz dizia que amava mas não era tanto assim. Nós amaremos quando chegar a hora certa, agora não dá, só o futuro dirá e aí será o gostoso agarra-agarra, agora não, estão olhando, o que vão pensar de nós? Amaríeis no futuro se o passado não estivesse impregnado nesse xodó gostoso que nem ata nem desata tudo fica no condicional por enquanto e ai eu quase que não aguento de tanto querer, de tanto esperar. Que eles amem lá entre si mas que não impeçam a nossa conjunção carnal, tão legal, tão ilegal, etc. e tal. Se eu amasse a você meu nêgo como eu ando pensando, você nunca mais queria sair de baixo ou de cima desse meu amasso, você não sabe o que andou perdendo um passado imperfeito, é verdade, mas inesquecível. Porque, olha bem nos meus olhos, quando tu me amares, cheiros sargaços é que não vão faltar nunca mais no futuro em todos os poros em todos os furos. Amemos logo, abestalhado, aqui quem manda sou eu, é um imperativo, não posso mais esperar, moleirão, eu mulherão, não vou ficar nessa seca sem fim. Não ameis vós mulheres tímidas que não dão um passo a frente, uma cutucada como quem não quer nada, quando só está bastando um empurrãozinho e aí haja bastão bastante pra dar conta do que ficou recolhido, submerso, quase enferrujando, mas agora fica bem lubrificado, mel puro com leve pitada de sal pra não azedar, bobonas. Infinitivamente pessoal é assim que faço e olha que tem dado certo. Acredite. Sem estardalhaço, vá, de frente.
Charles Fonseca
O passado já passou? Não é verdade. Ele nunca passa, submerge. Fica lá enferrujando a alma para alguns, para outros dando só saudades do que poderia ser e não foi. Há ainda os que dele têm vergonha e jamais admitem tocar na ferida, na cicatriz. Também há passado que ajuda a viver o presente tão mal passado. E ainda há o passado do futuro, a saudade do mesmo. Vejam como agem as mulheres, machos, pra que tanta hesitação? Ou não há excitação? Dá um jeito! Há um presente amo dê no que der. O passado perfeito que você diz amei, voltaria a fazê-lo? O imperfeito da infeliz dizia que amava mas não era tanto assim. Nós amaremos quando chegar a hora certa, agora não dá, só o futuro dirá e aí será o gostoso agarra-agarra, agora não, estão olhando, o que vão pensar de nós? Amaríeis no futuro se o passado não estivesse impregnado nesse xodó gostoso que nem ata nem desata tudo fica no condicional por enquanto e ai eu quase que não aguento de tanto querer, de tanto esperar. Que eles amem lá entre si mas que não impeçam a nossa conjunção carnal, tão legal, tão ilegal, etc. e tal. Se eu amasse a você meu nêgo como eu ando pensando, você nunca mais queria sair de baixo ou de cima desse meu amasso, você não sabe o que andou perdendo um passado imperfeito, é verdade, mas inesquecível. Porque, olha bem nos meus olhos, quando tu me amares, cheiros sargaços é que não vão faltar nunca mais no futuro em todos os poros em todos os furos. Amemos logo, abestalhado, aqui quem manda sou eu, é um imperativo, não posso mais esperar, moleirão, eu mulherão, não vou ficar nessa seca sem fim. Não ameis vós mulheres tímidas que não dão um passo a frente, uma cutucada como quem não quer nada, quando só está bastando um empurrãozinho e aí haja bastão bastante pra dar conta do que ficou recolhido, submerso, quase enferrujando, mas agora fica bem lubrificado, mel puro com leve pitada de sal pra não azedar, bobonas. Infinitivamente pessoal é assim que faço e olha que tem dado certo. Acredite. Sem estardalhaço, vá, de frente.
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Peter Henry Emerson
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Igreja. Cristianismo.
684. O Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou, Jesus Cristo (2). No entanto, Ele é o último na revelação das Pessoas da Santíssima Trindade. São Gregário de Nazianzo, «o Teólogo», explica esta progressão pela pedagogia da «condescendência» divina:
«O Antigo Testamento proclamava manifestamente o Pai e mais obscuramente o Filho. O Novo manifestou o Filho e fez entrever a divindade do Espírito. Agora, porém, o próprio Espírito vive connosco e manifesta-se a nós mais abertamente. Com efeito, quando ainda não se confessava a divindade do Pai, não era prudente proclamar abertamente o Filho: e quando a divindade do Filho ainda não era admitida, não era prudente acrescentar o Espírito Santo como um fardo suplementar, para empregar uma expressão um tanto ousada [...] É por avanços e progressões "de glória em glória " que a luz da Trindade brilhará em mais esplendorosas claridades» (3).
685. Crer no Espírito é, portanto, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, «adorado e glorificado com o Pai e o Filho» (4). É por isso que tratamos do mistério divino do Espírito Santo na «teologia» trinitária. Portanto, aqui só trataremos do Espírito Santo no âmbito da «economia» divina.
686. O Espírito Santo age juntamente com o Pai e o Filho, desde o princípio até à consumação do desígnio da nossa salvação. Mas é nestes «últimos tempos», inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, que Ele é revelado e dado, reconhecido e acolhido como Pessoa. Então, esse desígnio divino, consumado em Cristo, «Primogénito» e Cabeça da nova criação, poderá tomar corpo na humanidade pelo Espírito derramado: a Igreja, a comunhão dos santos, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne, a vida eterna.
Catecismo
«O Antigo Testamento proclamava manifestamente o Pai e mais obscuramente o Filho. O Novo manifestou o Filho e fez entrever a divindade do Espírito. Agora, porém, o próprio Espírito vive connosco e manifesta-se a nós mais abertamente. Com efeito, quando ainda não se confessava a divindade do Pai, não era prudente proclamar abertamente o Filho: e quando a divindade do Filho ainda não era admitida, não era prudente acrescentar o Espírito Santo como um fardo suplementar, para empregar uma expressão um tanto ousada [...] É por avanços e progressões "de glória em glória " que a luz da Trindade brilhará em mais esplendorosas claridades» (3).
685. Crer no Espírito é, portanto, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, «adorado e glorificado com o Pai e o Filho» (4). É por isso que tratamos do mistério divino do Espírito Santo na «teologia» trinitária. Portanto, aqui só trataremos do Espírito Santo no âmbito da «economia» divina.
686. O Espírito Santo age juntamente com o Pai e o Filho, desde o princípio até à consumação do desígnio da nossa salvação. Mas é nestes «últimos tempos», inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, que Ele é revelado e dado, reconhecido e acolhido como Pessoa. Então, esse desígnio divino, consumado em Cristo, «Primogénito» e Cabeça da nova criação, poderá tomar corpo na humanidade pelo Espírito derramado: a Igreja, a comunhão dos santos, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne, a vida eterna.
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Joseph Chinard - Jeanne de l' Orme de l' Isle, 1802 Private Collection
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QUE SOPREM AS CINZAS. Charles Fonseca
QUE SOPREM AS CINZAS
Charles Fonseca
Estou de novo a sós comigo mesmo
Curtindo uma saudade que me aperta
O peito que a acolheu qual porta aberta
Mas dele ela se foi, fiquei a esmo.
Nada então me alegra, tudo é tédio,
Vagueio pelas ruas sem consolo.
Repenso minha vida, fui um tolo?
De novo quero amar, é o remédio.
A solidão me envolve, me enlaça.
Meu coração em chamas foi fogueira.
Só resta agora a cinza borralheira,
Se o vento a leva, embaixo ainda há brasa.
Que braços sobre ela tragam lenho,
Que novos ventos brasa fogo aticem,
Que novas labaredas já crepitem,
Que novo amar me chegue e alegre o cenho.
Charles Fonseca
Estou de novo a sós comigo mesmo
Curtindo uma saudade que me aperta
O peito que a acolheu qual porta aberta
Mas dele ela se foi, fiquei a esmo.
Nada então me alegra, tudo é tédio,
Vagueio pelas ruas sem consolo.
Repenso minha vida, fui um tolo?
De novo quero amar, é o remédio.
A solidão me envolve, me enlaça.
Meu coração em chamas foi fogueira.
Só resta agora a cinza borralheira,
Se o vento a leva, embaixo ainda há brasa.
Que braços sobre ela tragam lenho,
Que novos ventos brasa fogo aticem,
Que novas labaredas já crepitem,
Que novo amar me chegue e alegre o cenho.
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quarta-feira, junho 12, 2013
LAMENTO. Charles Fonseca
Lamento a exposição de casos clínicos médicos com imagens para o público leigo. Quem entende de medicina é quem estudou medicina, quem se especializou na área em que fala ou escreve, quem a exerce de direito e de fato.
Charles Fonseca
Charles Fonseca
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SINGULAR. Charles Fonseca
SINGULAR
Charles Fonseca
O que leva um homem a querer uma mulher,
Que traços do passado um e outro carregam?
Que os faz transitar do amargo ao mel,
Os dois em que imaginário trafegam?
De quem ela está no lugar
E ele que outro olhar inclui?
Nela, por onde vaga o seu olhar,
Nele, o presente a que passado reflui?
Charles Fonseca
O que leva um homem a querer uma mulher,
Que traços do passado um e outro carregam?
Que os faz transitar do amargo ao mel,
Os dois em que imaginário trafegam?
De quem ela está no lugar
E ele que outro olhar inclui?
Nela, por onde vaga o seu olhar,
Nele, o presente a que passado reflui?
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Lewis Carrol
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Igreja. Cristianismo.
683. «Ninguém pode dizer "Jesus é o Senhor" a não ser pela ação do Espírito Santo» (1Cor 12, 3). «Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: "Abbá! Pai!'» (Gl 4, 6). Este conhecimento da fé só é possível no Espírito Santo. Para estar em contacto com Cristo, é preciso primeiro ter sido tocado pelo Espírito Santo. É Ele que nos precede e suscita em nós a fé. Em virtude do nosso Batismo, primeiro sacramento da fé, a Vida, que tem a sua fonte no Pai e nos é oferecida no Filho, é-nos comunicada, íntima e pessoalmente, pelo Espírito Santo na Igreja:
O Batismo «dá-nos a graça do novo nascimento em Deus Pai, por meio do Filho no Espírito Santo. Porque aqueles que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho: mas o Filho apresenta-os ao Pai, e o Pai dá-lhes a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e sem o Filho ninguém tem acesso ao Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus faz-se pelo Espírito Santo»(1).
Catecismo
O Batismo «dá-nos a graça do novo nascimento em Deus Pai, por meio do Filho no Espírito Santo. Porque aqueles que têm o Espírito de Deus são conduzidos ao Verbo, isto é, ao Filho: mas o Filho apresenta-os ao Pai, e o Pai dá-lhes a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e sem o Filho ninguém tem acesso ao Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus faz-se pelo Espírito Santo»(1).
Catecismo
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Istvan Frenczy - Allegory of Science, 1842-43 Hungarian National Gallery, Budapest
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terça-feira, junho 11, 2013
Jean Jacques-Louis David, 1788 - Os Amores de Paris e Helen . II
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Igreja. Cristianismo.
680. Cristo Senhor reina já pela Igreja, mas ainda não Lhe estão submetidas todas as coisas deste mundo. O triunfo do Reino de Cristo só será um facto, depois dum último assalto das forças do mal.
681. No dia do Juízo, no fim do mundo, Cristo virá na sua glória para completar o triunfo definitivo do bem sobre o mal, os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos no decurso da história.
682. Quando vier; no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso há-de revelar a disposição secreta dos corações, e dará a cada um segundo as suas obras e segundo tiver aceite ou recusado a graça.
Catecismo
681. No dia do Juízo, no fim do mundo, Cristo virá na sua glória para completar o triunfo definitivo do bem sobre o mal, os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos no decurso da história.
682. Quando vier; no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso há-de revelar a disposição secreta dos corações, e dará a cada um segundo as suas obras e segundo tiver aceite ou recusado a graça.
Catecismo
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AVENTURAS NO FACEBOOK
Aventuras no Facebook
Já recebi cutucada de homem e não retribuí. Pasmem, de mulheres e não retribuí. Será o que é isso, o cutucar? De início, aviso logo, sou um tantão tímido. Tenho vontade de dizer como você está assin ou assado e fico quieto. Como quieto? Não. Saio falando por aí? Nem pensar! Assim consultei o impessoal Dr. Google e aí fiquei menos assim, assim, com cara e orelha de asinino... De vez em quando vou dar uma cutucadazinha sem que a pessoa jamais pensasse que eu fosse capaz de tal audácia. Nada sério. Só um gesto de simpatia, pra início de conversa.
Charles Fonseca
Já recebi cutucada de homem e não retribuí. Pasmem, de mulheres e não retribuí. Será o que é isso, o cutucar? De início, aviso logo, sou um tantão tímido. Tenho vontade de dizer como você está assin ou assado e fico quieto. Como quieto? Não. Saio falando por aí? Nem pensar! Assim consultei o impessoal Dr. Google e aí fiquei menos assim, assim, com cara e orelha de asinino... De vez em quando vou dar uma cutucadazinha sem que a pessoa jamais pensasse que eu fosse capaz de tal audácia. Nada sério. Só um gesto de simpatia, pra início de conversa.
Charles Fonseca
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prosa
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Hendrick Frans Verbruggen - Memorial of Bishop Marius Ambrose Capello, 1676 O.L. Vrouwekathedraal, Antwerp, Belgium
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segunda-feira, junho 10, 2013
ARES. Charles Fonseca
ARES
Renunciar ao sonho, que coisa difícil! Sonho, delírio fisiológico quando você está dormindo. Mas sonhar acordado pode trazer tantas desilusões, sofrimentos, ressentimentos, prisões. A perda da liberdade de novos caminhos, novas aventuras, empreendimentos, de um carinho. Mil vezes o deserto que o canto das sereias se no mar ou os requebros perfumados das odaliscas se na miragem de um oásis. Oh azes do bem querer! Oh ases do quero mais! Mostrai-me as trilhas, o abrir da mata virgem, como passear pelos prados, subir os píncaros, ver além dos montes, cheirar os ares!
Charles Fonseca
Renunciar ao sonho, que coisa difícil! Sonho, delírio fisiológico quando você está dormindo. Mas sonhar acordado pode trazer tantas desilusões, sofrimentos, ressentimentos, prisões. A perda da liberdade de novos caminhos, novas aventuras, empreendimentos, de um carinho. Mil vezes o deserto que o canto das sereias se no mar ou os requebros perfumados das odaliscas se na miragem de um oásis. Oh azes do bem querer! Oh ases do quero mais! Mostrai-me as trilhas, o abrir da mata virgem, como passear pelos prados, subir os píncaros, ver além dos montes, cheirar os ares!
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.....Ares
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Rembrandt, 1636 - Samson and Delilah
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Igreja. Cristianismo.
678. Na sequência dos profetas (650) e de João Batista (651), Jesus anunciou, na sua pregação, o Juízo do último dia. Então será revelado o procedimento de cada um (652) e o segredo dos corações (653). Então, será condenada a incredulidade culpável, que não teve em conta a graça oferecida por Deus (654). A atitude tomada para com o próximo revelará a aceitação ou a recusa da graça e do amor divino (655). No último dia, Jesus dirá: «Sempre que o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25, 40).
679. Cristo é Senhor da vida eterna. O pleno direito de julgar definitivamente as obras e os corações dos homens pertence-Lhe a Ele, enquanto redentor do mundo. Ele «adquiriu» este direito pela sua cruz. Por isso, o Pai entregou «ao Filho todo o poder de julgar» (Jo 5, 22) (656). Ora, o Filho não veio para julgar, mas para salvar (657) e dar a vida que tem em Si (658). É pela recusa da graça nesta vida que cada qual se julga já a si próprio (659), recebe segundo as suas obras (660) e pode, mesmo, condenar-se para a eternidade, recusando o Espírito de amor (661).
Catecismo
679. Cristo é Senhor da vida eterna. O pleno direito de julgar definitivamente as obras e os corações dos homens pertence-Lhe a Ele, enquanto redentor do mundo. Ele «adquiriu» este direito pela sua cruz. Por isso, o Pai entregou «ao Filho todo o poder de julgar» (Jo 5, 22) (656). Ora, o Filho não veio para julgar, mas para salvar (657) e dar a vida que tem em Si (658). É pela recusa da graça nesta vida que cada qual se julga já a si próprio (659), recebe segundo as suas obras (660) e pode, mesmo, condenar-se para a eternidade, recusando o Espírito de amor (661).
Catecismo
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ACHO QUE QUEM ESTUDOU MEDICINA É QUEM DEVE ENTENDER DE MEDICINA E PRATICÁ-LA DE DIREITO E DE FATO. Charles Fonseca
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OS OLHOS DA MINHA AMADA. Charles Fonseca
OS OLHOS DA MINHA AMADA
Charles Fonseca
Os olhos da minha amada
São fontes do bem querer
De onde brotam puras lágrimas
Que brincam de se esconder
Que rolam às vezes furtivas
Outras há que rolam explícitas
Tal como preces são súplicas
Do puro amar não contidas
De alegrias brotam súbitas
De tristezas do agora
Às vezes sua alma chora
Das certezas antes dúvidas.
Os olhos da minha amada
Do puro amor são qual fontes
Pra minha alma que dantes
Sedenta de amor minguava.
Charles Fonseca
Os olhos da minha amada
São fontes do bem querer
De onde brotam puras lágrimas
Que brincam de se esconder
Que rolam às vezes furtivas
Outras há que rolam explícitas
Tal como preces são súplicas
Do puro amar não contidas
De alegrias brotam súbitas
De tristezas do agora
Às vezes sua alma chora
Das certezas antes dúvidas.
Os olhos da minha amada
Do puro amor são qual fontes
Pra minha alma que dantes
Sedenta de amor minguava.
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domingo, junho 09, 2013
CAN CAN DI DÁ TU RA. Charles Fonseca
CAN CAN DI DÁ TU RA
Boa candidatura
tem que ser ptralhadeira
ou deles ser cumpanheira
verdade bem ptralhuda
tem que gostar da boquinha
libar da cinquenta e um
gostar do vem, que bom, unhn,
gozar mamando a tetinha
que governa tudo o mais
na mais pura da orgia
que chupa, mexe, chia,
ptralhuda, não dói, ais...
Charles Fonseca
Boa candidatura
tem que ser ptralhadeira
ou deles ser cumpanheira
verdade bem ptralhuda
tem que gostar da boquinha
libar da cinquenta e um
gostar do vem, que bom, unhn,
gozar mamando a tetinha
que governa tudo o mais
na mais pura da orgia
que chupa, mexe, chia,
ptralhuda, não dói, ais...
Charles Fonseca
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Giovanni Paolo Fonduli - assentado Nymph Coleção Wallace, London
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A TROTE. Charles Fonseca
A TROTE
Charles Fonseca
Meu nome é solidão
Meu peito poço escavado
Triste, montado a cavalo,
Cavalgo um sonho vão.
Pra onde vou alazão
Monto, trotam seus pés,
Fogem da morte em viés
Salva minha vida ilusão.
Charles Fonseca
Meu nome é solidão
Meu peito poço escavado
Triste, montado a cavalo,
Cavalgo um sonho vão.
Pra onde vou alazão
Monto, trotam seus pés,
Fogem da morte em viés
Salva minha vida ilusão.
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Sebastião Salgado
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sábado, junho 08, 2013
A CANOA. Charles Fonseca
A CANOA
Por onde foi essa canoa que agora descansa sobre a areia, ninguém sabe. Quanta água sob ela, quanto drama sobre a mesma! Ah,mares por que escondes tanto riso tantos amares! Oh céus quanta bruma não só barcos quanto escunas, cobristes de sombras, chorares! Oh ares, virações, brisa suave, emoções no silêncio tu levaste! Quanta terra sob ti, mares bravios, escondes sob as águas, quanto o que foi sorrir, fingindo só foram mágoas!
Charles Fonseca
Por onde foi essa canoa que agora descansa sobre a areia, ninguém sabe. Quanta água sob ela, quanto drama sobre a mesma! Ah,mares por que escondes tanto riso tantos amares! Oh céus quanta bruma não só barcos quanto escunas, cobristes de sombras, chorares! Oh ares, virações, brisa suave, emoções no silêncio tu levaste! Quanta terra sob ti, mares bravios, escondes sob as águas, quanto o que foi sorrir, fingindo só foram mágoas!
Charles Fonseca
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Como pensam as mulheres, como o fazem os homens. Família
Existem, sim, diferenças no modo de pensar entre homens e mulheres, por diversas razões que vão desde as culturais, psicológicas às biológicas. Um fator bastante relevante é a conformação cerebral de ambos que faz com que as informações sejam processadas de maneira distinta em cada um e os faz, consequentemente, vivenciar de modos diferentes, as relações sociais, as relações espaços-temporais, a linguagem, as emoções e as artes. As mulheres são mais expansivas, expressam melhor seus sentimentos, se dedicam com muito mais jeito, às artes de cuidar. Os homens são mais hábeis para comandar, em estabelecer estratégias, hierarquias; tem grandes habilidades com a matemática e seu sentido de independência ainda é maior do que nas mulheres. Incluir para as mulheres é mais fácil, mas os homens lentamente estão avançando, também nisto, envolvidos pela capacidade de amar e ensinar que as mulheres possuem. Todavia, o mais importante, para mim, pelo menos, não é estabelecer estas diferenças para contrapor um ao outro, numa objetividade vazia, mais para ajudar a compreender que as diferenças entre nós, não devem ser excludentes, mas complementares: aprender com o outro, e assim, nos tornarmos maiores e melhores para nós mesmos, para o nosso grupo familiar, para a sociedade e, numa escala maior para o mundo.
Tilly Monteiro
Tilly Monteiro
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Honra e glória da Polícia Militar
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Giorgio Vasari - Monumento ao Michelangelo, 1570 Santa Croce, Florença, Itália
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Igreja. Cristianismo.
675. Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes (639). A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra (640), porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado (641).
676. Esta impostura anticrística já se esboça no mundo, sempre que se pretende realizar na história a esperança messiânica, que não pode consumar-se senão para além dela, através do juízo escatológico. A Igreja rejeitou esta falsificação do Reino futuro, mesmo na sua forma mitigada, sob o nome de milenarismo (642), e principalmente sob a forma política dum messianismo secularizado, «intrinsecamente perverso» (643).
677. A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição (644). O Reino não se consumará, pois, por um triunfo histórico da Igreja (645) segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal (646), que fará descer do céu a sua Esposa (647). O triunfo de Deus sobre a revolta do mal tomará a forma de Juízo final (648), após o último abalo cósmico deste mundo passageiro (649).
Catecismo
676. Esta impostura anticrística já se esboça no mundo, sempre que se pretende realizar na história a esperança messiânica, que não pode consumar-se senão para além dela, através do juízo escatológico. A Igreja rejeitou esta falsificação do Reino futuro, mesmo na sua forma mitigada, sob o nome de milenarismo (642), e principalmente sob a forma política dum messianismo secularizado, «intrinsecamente perverso» (643).
677. A Igreja não entrará na glória do Reino senão através dessa última Páscoa, em que seguirá o Senhor na sua morte e ressurreição (644). O Reino não se consumará, pois, por um triunfo histórico da Igreja (645) segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal (646), que fará descer do céu a sua Esposa (647). O triunfo de Deus sobre a revolta do mal tomará a forma de Juízo final (648), após o último abalo cósmico deste mundo passageiro (649).
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Alfred Steiglitz. Fotografia
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PINGO D'AGUARDENTE. Charles Fonseca.
PINGO D'AGUARDENTE
Charles Fonseca.
Pinga pinga no melaço
Pingo gostoso ardente
Nas minhas costas dormentes
De tanto azougue apanhado.
Pinga também em minha face,
De tanto apanhar eu choro,
Pinga em minha boca, imploro,
Pingo do céu, sem disfarce.
Pingos de minha face
Dos meus olhos afloram,
Pingos prateados que choram,
Ah, se à Africa voltasse!
Charles Fonseca.
Pinga pinga no melaço
Pingo gostoso ardente
Nas minhas costas dormentes
De tanto azougue apanhado.
Pinga também em minha face,
De tanto apanhar eu choro,
Pinga em minha boca, imploro,
Pingo do céu, sem disfarce.
Pingos de minha face
Dos meus olhos afloram,
Pingos prateados que choram,
Ah, se à Africa voltasse!
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sexta-feira, junho 07, 2013
Anísio Teixeira
"Numa democracia, nenhuma obra supera a de educação. Haverá, talvez, outras aparentemente mais urgentes ou imediatas, mas estas mesmas pressupõem, se estivermos numa democracia, a educação. Todas as demais funções do estado democrático pressupõem a educação. Somente esta não é conseqüência da democracia, mas a sua base, o seu fundamento, a condição mesmo para a sua existência."
Anísio Teixeira
Anísio Teixeira
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Felipe Bigarny - Anunciação do altar principal, 1523-1526 Capela de Condestable da Catedral, Burgos
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Igreja. Cristianismo.
673. A partir da ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente (630) mesmo que não nos «pertença saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade» (Act 1, 7) (631). Este advento escatológico pode realizar-se a qualquer momento (632), ainda que esteja «retido», ele e a provação final que o há-de preceder (633).
674. A vinda do Messias glorioso está pendente, a todo o momento da história (634), do seu reconhecimento por «todo o Israel» (635), do qual «uma parte se endureceu» (636) na «incredulidade» (Rm 11, 20) em relação a Jesus. E Pedro quem diz aos judeus de Jerusalém, após o Pentecostes: «Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os pecados vos sejam perdoados. Assim, o Senhor fará que venham os tempos de alívio e vos mandará o Messias Jesus, que de antemão vos foi destinado. O céu tem de O conservar até à altura da restauração universal, que Deus anunciou pela boca dos seus santos profetas de outrora» (Act 3, 19-21). E Paulo faz-se eco destas palavras: «Se da sua rejeição resultou a reconciliação do mundo, o que será a sua reintegração senão uma ressurreição de entre os mortos?» (Rm 11, 15). A entrada da totalidade dos judeus (637) na salvação messiânica, a seguir à «conversão total dos pagãos» (638), dará ao povo de Deus ocasião de «realizar a plenitude de Cristo» (Ef 4, 13), na qual «Deus será tudo em todos» (1 Cor 15, 2).
Catecismo
674. A vinda do Messias glorioso está pendente, a todo o momento da história (634), do seu reconhecimento por «todo o Israel» (635), do qual «uma parte se endureceu» (636) na «incredulidade» (Rm 11, 20) em relação a Jesus. E Pedro quem diz aos judeus de Jerusalém, após o Pentecostes: «Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os pecados vos sejam perdoados. Assim, o Senhor fará que venham os tempos de alívio e vos mandará o Messias Jesus, que de antemão vos foi destinado. O céu tem de O conservar até à altura da restauração universal, que Deus anunciou pela boca dos seus santos profetas de outrora» (Act 3, 19-21). E Paulo faz-se eco destas palavras: «Se da sua rejeição resultou a reconciliação do mundo, o que será a sua reintegração senão uma ressurreição de entre os mortos?» (Rm 11, 15). A entrada da totalidade dos judeus (637) na salvação messiânica, a seguir à «conversão total dos pagãos» (638), dará ao povo de Deus ocasião de «realizar a plenitude de Cristo» (Ef 4, 13), na qual «Deus será tudo em todos» (1 Cor 15, 2).
Catecismo
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Julia Margaret Cameron
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INGRATIDÕES. Charles Fonseca. Prosa.
INGRATIDÕES
Charles Fonseca
Tantas, tão variadas, de onde não esperava, sem razão evidente, que começo a pensar que aqui ou acolá fui eu que perdi o juízo, andei de miolo mole, a noção joguei ao eito, virou seixo de aluvião ou então larguei a direção do barco do querer demais, deixei solto o timão eu, velho marinheiro das procelas, dos mares revoltos. Sem ordem cronológica chamo a todos os contracenantes de personagem, palavra masculina do teatro grego aplicável a qualquer gênero. Exemplos a esmo. Um, salvei a vida e pra este estou virtualmente morto. Outro, livrei de ser incurso nas malhas da lei e age como asinino. Um entrou em falência de comando, dominei o motim. Mais um, à sua autoproclamada honorabilidade acostei a minha, ficou com um processo dormitando na polícia, a essa altura prescrito.
O bom da vida é que ela também é bela, é boa e nela não me deixo ficar à toa. Continuo a curti-la, nutrir a esperança, a fé, a caridade, virtudes que creio já terem usado para comigo quando, onde, por que, como, quem haverá de? Umas por outras, elas por elas. Melhor ser puro como as pombas e prudente como as serpentes conforme o ensinamento, cada qual de per si, solo, como meta aonde quer que queira ir, seja levado ou deseje aqui ou lá ficar.
Charles Fonseca
Tantas, tão variadas, de onde não esperava, sem razão evidente, que começo a pensar que aqui ou acolá fui eu que perdi o juízo, andei de miolo mole, a noção joguei ao eito, virou seixo de aluvião ou então larguei a direção do barco do querer demais, deixei solto o timão eu, velho marinheiro das procelas, dos mares revoltos. Sem ordem cronológica chamo a todos os contracenantes de personagem, palavra masculina do teatro grego aplicável a qualquer gênero. Exemplos a esmo. Um, salvei a vida e pra este estou virtualmente morto. Outro, livrei de ser incurso nas malhas da lei e age como asinino. Um entrou em falência de comando, dominei o motim. Mais um, à sua autoproclamada honorabilidade acostei a minha, ficou com um processo dormitando na polícia, a essa altura prescrito.
O bom da vida é que ela também é bela, é boa e nela não me deixo ficar à toa. Continuo a curti-la, nutrir a esperança, a fé, a caridade, virtudes que creio já terem usado para comigo quando, onde, por que, como, quem haverá de? Umas por outras, elas por elas. Melhor ser puro como as pombas e prudente como as serpentes conforme o ensinamento, cada qual de per si, solo, como meta aonde quer que queira ir, seja levado ou deseje aqui ou lá ficar.
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quinta-feira, junho 06, 2013
Claude Michel Clodion - Vase, c.1770 Coleção Wallace, London
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PASSEATA. Charles Fonseca
PASSEATA
Ontem vi que estudantes de uma faculdade de medicina particular em Salvador fizeram manifestação tipo passeata obstruindo 3 das 4 faixas de rolamento na mais movimentada avenida da cidade. Não sou estrategista de tráfego nem líder estudantil. Mas convenhamos que se duas centenas de estudantes ao invés de desfilarem com palavras de ordem e não sei bem por que jalecos brancos atravancando o já complicado fluxo de tráfego cada qual entrasse em cada ônibus distribuindo em silêncio panfletos sobre as suas justas reivindicações atingiriam um público alvo milhares de vezes maior, leitores atentos leriam o texto ao invés de ficarem nos ônibus a passo de tartaruga em sua ida ou vinda para o trabalho. De quebra não ouviriam berros, bombas de efeito moral, zunir de balas de borracha, desmaios de estudantes que quase sempre caem de barriga para cima e pernas sabe Deus lá como. Lá ele, diria baianamente o Freud, o Lênin, Marx e outros menores.
Charles Fonseca
Ontem vi que estudantes de uma faculdade de medicina particular em Salvador fizeram manifestação tipo passeata obstruindo 3 das 4 faixas de rolamento na mais movimentada avenida da cidade. Não sou estrategista de tráfego nem líder estudantil. Mas convenhamos que se duas centenas de estudantes ao invés de desfilarem com palavras de ordem e não sei bem por que jalecos brancos atravancando o já complicado fluxo de tráfego cada qual entrasse em cada ônibus distribuindo em silêncio panfletos sobre as suas justas reivindicações atingiriam um público alvo milhares de vezes maior, leitores atentos leriam o texto ao invés de ficarem nos ônibus a passo de tartaruga em sua ida ou vinda para o trabalho. De quebra não ouviriam berros, bombas de efeito moral, zunir de balas de borracha, desmaios de estudantes que quase sempre caem de barriga para cima e pernas sabe Deus lá como. Lá ele, diria baianamente o Freud, o Lênin, Marx e outros menores.
Charles Fonseca
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Sebastião Salgado
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Sebastião Salgado
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AO ESPELHO. Charles Fonseca
AO ESPELHO
Charles Fonseca
Quando a amada foi embora
A outra me olhou à espreita
Disse-me o que te estreita
O peito então nesta hora?
É a saudade que fica
No meu peito a toda hora
Quero que vá sendo agora
Quero que fique e me agita
Este amar que é a mim mesmo
Que é o desejo de outra
Vez abraçar a garota,
O meu renovo, oh espelho!
Charles Fonseca
Quando a amada foi embora
A outra me olhou à espreita
Disse-me o que te estreita
O peito então nesta hora?
É a saudade que fica
No meu peito a toda hora
Quero que vá sendo agora
Quero que fique e me agita
Este amar que é a mim mesmo
Que é o desejo de outra
Vez abraçar a garota,
O meu renovo, oh espelho!
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Auto retrato. Rembrandt.
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quarta-feira, junho 05, 2013
Igreja. Cristianismo.
671. Já presente na sua Igreja, o Reino de Cristo, contudo, ainda não está acabado «em poder e glória» (Lc 21, 27) (615) pela vinda do Rei à terra. Este Reino ainda é atacado pelos poderes do mal (616), embora estes já tenham sido radicalmente vencidos pela Páscoa de Cristo. Até que tudo Lhe tenha sido submetido (617), «enquanto não se estabelecem os novos céus e a nova terra, em que habita a justiça, a Igreja peregrina, nos seus sacramentos e nas suas instituições, que pertencem à presente ordem temporal, leva a imagem passageira deste mundo e vive no meio das criaturas que gemem e sofrem as dores do parto, esperando a manifestação dos filhos de Deus» (618). Por este motivo, os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia (619), para que se apresse o regresso de Cristo (620), dizendo-Lhe: «Vem, Senhor» (Ap 22, 20) (621).
672. Cristo afirmou, antes da sua ascensão, que ainda não era a hora do estabelecimento glorioso do Reino messiânico esperado por Israel (622), o qual devia trazer a todos os homens, segundo os profetas (623), a ordem definitiva da justiça, do amor e da paz. O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho (624) mas é também um tempo ainda marcado pela «desolação» (625) e pela provação do mal (626), que não poupa a Igreja (627) e inaugura os combates dos últimos dias (628). É um tempo de espera e de vigília (629).
Catecismo
672. Cristo afirmou, antes da sua ascensão, que ainda não era a hora do estabelecimento glorioso do Reino messiânico esperado por Israel (622), o qual devia trazer a todos os homens, segundo os profetas (623), a ordem definitiva da justiça, do amor e da paz. O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho (624) mas é também um tempo ainda marcado pela «desolação» (625) e pela provação do mal (626), que não poupa a Igreja (627) e inaugura os combates dos últimos dias (628). É um tempo de espera e de vigília (629).
Catecismo
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Claude Michel Clodion - A Invenção do Balão - detalhe, 1784 Metropolitan Museum of Art, New York
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CANGAÇO. Charles Fonseca
CANGAÇO
Charles Fonseca
Passageiro tu que andas
Pelas ruas e vielas
Dize-me por entre velas
Se ela mandou lembrança
Daqueles tempos de outrora
Daquele riso tão largo
Montada em mim em cangaço
Eu seu cavalo na aurora
De sua vida chegada
De susto sem previsão
Sem mais nem menos então
Eu cavalo relinchava
Se a vires por aí
Tão cheia de objetos
De planos diz que abjeto
Estou sem ela a sorrir
Diz também que eu já cansado
De esperar pelo porvir
De ir a ela e ela ir
Se afastando pelo lado
Que estou aqui qual dantes
À mercê da ilusão
De amar por alusão
A ela tal qual foi antes.
Charles Fonseca
Passageiro tu que andas
Pelas ruas e vielas
Dize-me por entre velas
Se ela mandou lembrança
Daqueles tempos de outrora
Daquele riso tão largo
Montada em mim em cangaço
Eu seu cavalo na aurora
De sua vida chegada
De susto sem previsão
Sem mais nem menos então
Eu cavalo relinchava
Se a vires por aí
Tão cheia de objetos
De planos diz que abjeto
Estou sem ela a sorrir
Diz também que eu já cansado
De esperar pelo porvir
De ir a ela e ela ir
Se afastando pelo lado
Que estou aqui qual dantes
À mercê da ilusão
De amar por alusão
A ela tal qual foi antes.
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Lewis Carrol
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terça-feira, junho 04, 2013
Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim) - entrevistado por Clarice Lispector
Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim) - entrevistado por Clarice Lispector
Clarice Lispector e Tom Jobim, no lançamento
de "A maça no escuro"
“Minhas sinfonias estão inéditas.”
Tom Jobim e eu já nos conhecíamos: ele foi o meu padrinho no Primeiro Festival de Escritores, quando foi lançado meu livro A maça no escuro. E ele fazia brincadeiras: segurava o livro na mão e perguntava: quem compra? Quem quer comprar?
Para este diálogo, marcamos às seis da tarde: às seis e trinta e cinco tocavam a campainha da porta. E era o mesmo Tom que eu conhecia: bonito, simpático, com um ar puro malgré lui, com os cabelos um pouco caídos na testa. Um uísque na mesa e começamos quase que imediatamente a entrevista.
- Como é que você encara o problema da maturidade? É terrível ter quarenta anos?
- Tem um verso do Drummond que diz: “A madureza, esta horrível prenda...” não sei, Clarice, a gente fica mais capaz, mas também mais exigente.
- Não faz mal, Tom, a gente exige bem.
- Com a maturidade a gente passa a ter consciência de uma série de coisas que antes não tinha, mesmo os instintos, os mais espontâneos, passam pelo filtro. A polícia do espaço está presente, essa polícia que é a verdadeira polícia da gente. Tenho notado que a música vem mudando com os meios de divulgação, com a preguiça de se ir ao Teatro Municipal. Quero te fazer esta pergunta, Clarice, a respeito da leitura dos livros, pois hoje em dia estão ouvindo televisão e rádio de pilha, meios inadequados. Tudo o que escrevi de erudito e mais sério fica na gaveta. Que não haja mal-entendido: a música popular considero-a seriíssima. Será que hoje em dia as pessoas estão lendo como eu lia quando garoto, tendo hábito de ir para a cama com um livro antes de dormir? Porque sinto uma espécie de falta de tempo da humanidade – o que vai entrar mesmo é a leitura dinâmica. Que é que você acha?
- Sofro se isto acontecer, que alguém me leia apenas do método vira-página dinâmico. Escrevo com amor e atenção e ternura e dor e pesquisa, e queria de volta, como mínimo, uma atenção completa. Uma atenção e um interesse como o seu, Tom. E no entanto o cômico é que eu não tenho mais paciência de ler ficção.
- Mais aí você está se negando, Clarice!
- Não, meus livros felizmente para mim não são superlotados de fatos, e sim da repercussão dos fatos no indivíduo. Há quem diga a literatura e a música vão acabar. Sabe quem disse? Henry Miller. Não sei se ele queria dizer para já ou para daqui a trezentos ou quinhentos anos. Mas eu acho que nunca acabarão.
Riso feliz de Tom:
- Pois eu, sabe, também acho!
- Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal.
- E mineral também, e vegetal também! (Ele ri) Acho que sou um músico que acredita em palavras. Li ontem o teu O búfalo e a Imitação da rosa.
- Sim, mas é a morte às vezes.
- A morte não existe, Clarice. Tive uma (uma com agá: huma) experiência que me revelou isso. Assim como também não existe o eu nem o euzinho nem o euzão. Fora essa experiência que não vou contar, temo a morte vinte e quatro horas por dia. A morte do eu, eu te juro, Clarice, porque eu vi.
- Tem alguma coisa além do eu, Tom.
- Além de tudo (ri) e vivam os estudantes! Se eu não defender os estudando, estou desprotegendo meus filhos. Se esse eco do sucesso não nos interessa em vida, muito menos depois da morte. Isso é o que eu chamo de mortalidade.
- Você acredita em reencarnação, Tom?
- Não sei. Dizem os hindus que só entende de reencarnação quem tem consciência das várias vidas que viveu. Evidentemente não é meu ponto de vista: se existe reencarnação só pode ser por um despojamento.
Dei-lhe então a epígrafe de um de meus livros: é uma frase de Bernard Berenson, crítico de arte: “Uma vida completa talvez seja aquela que termina em tal identificação com o não eu que não resta um eu para morrer.”
- Isto é muito bonito, é o despojamento. Caí numa armadilha porque sem o eu, eu me neguei. Se nós negamos qualquer passagem de um eu para outro, o que significa reencarnação, então a estamos negando.
- Não estou entendendo nada do que nós estamos falando, mas faz sentido. Como podemos, Tom, falar do que não entendemos. Vamos ver se na próxima reencarnação nós dois nos encontramos mais cedo. Que é que você acha do fato da liderança do mundo estar hoje nas mãos dos estudantes?
- Acho que não podia ser de outra forma e que venham os estudantes. Vladimir sabe disso.
- A sociedade industrial organiza e despersonaliza demais a vida. Você não acha, Tom, que está reservado aos artistas o papel de preservar a alegria do mundo? Ou a consciência do mundo?
- Sou contra a arte de consumo. Claro, Clarice, que eu amo o consumo... Mas do momento que a estandardização de tudo tira a alegria de viver, sou contra a industrialização. Sou a favor do maquinismo que facilita a vida humana, jamais a máquina que domina a espécie humana. Claro, os artistas devem preservar a alegria do mundo. Embora a arte ande tão alienada e só dê tristeza ao mundo. Mas não é culpa da arte porque ela tem o papel de refletir o mundo. Ela reflete e é honesta. Viva Oscar Niemeyer e viva Villa-Lobos! Viva Clarice Lispector! Viva Antônio Carlos Jobim! A nossa, Clarice, é uma arte que denuncia. Tenho sinfonias e músicas de câmara que não vêm à tona.
- Você não acha que é dever seu o de fazer a música que sua alma pede? Pelas coisas que você disse, suponho que significa que o nosso melhor está dito para as elites?
- Evidentemente que nós, para nos expressarmos, temos que recorrer à linguagem das elites, elites estas que não existem no Brasil... Eis o grande drama de Carlos Drummond de Andrade e Villa-Lobos.
- Para quem você faz música e para quem eu escrevo?
- Acho que não nos foi perguntado nada a respeito, e, desprevenidos, ouvimos no entanto a música e a palavra, sem tê-las realmente aprendido de ninguém. Não nos coube a escolha: você e eu trabalhamos sob uma inspiração. De nossa ingrata argila de que é feito o gesso. Ingrata mesmo para conosco. A crítica que eu no faria, Clarice, nesse confortável apartamento do Leme, é de sermos seres rarefeitos que só se dão em determinadas alturas. A gente devia se dar mais, a toda hora, indiscriminadamente. Hoje quando leio uma partitura de Stravinsky ainda mais sinto uma vontade irreprimível de estar com o povo, embora a cultura jogada fora volte pelas janelas – estou roubando C.D.A.
- Por que nós todos somos parte de uma geração quem sabe se fracassada?
- Não concordo absolutamente! – disse Tom.
- É que eu sinto que nós chegamos ao limiar de portas que estavam abertas – e por medo ou pelo que não sei, não atravessamos plenamente essas portas. Que no entanto têm nelas já gravadas nosso nome. Cada pessoa tem uma porta com seu nome gravado, Tom, e é só através dela que essa pessoa perdida pode entrar e se achar.
- Batei e abrir-se-vos-á.
- Vou confessar a você, Tom, sem o menor vestígio de mentira: sinto que se eu tivesse tido coragem mesmo, eu já teria atravessado a minha porta, e sem medo de que me chamassem de louca. Porque existe uma nova linguagem, tanto a musical quanto a escrita, e nós dois seríamos os legítimos representantes das portas estreitas que nos pertencem. Em resumo e sem vaidade: estou simplesmente dizendo que nós dois temos uma vocação a cumprir. Como se processa em você a elaboração musical que termina em criação? Estou simplesmente misturando tudo, mas não é culpa minha, Tom, nem sua: é que esta entrevista foi se tornando meio psicodélica.
- A criação musica em mim é compulsória. Os anseios de liberdade se manifestam.
- Liberdade interna ou externa?
- A liberdade total. Se como homem fui um pequeno-burguês adaptado, como artista me vinguei nas amplidões do amor. Você desculpe, eu não quero mais uísque por causa de minha voracidade, tenho que é que beber cerveja porque ela locupleta os grandes vazios da alma. Ou pelo menos impede a embriaguez súbita. Gosto de beber só de vez em quando. Gosto de tomar uma cerveja mas de estar bêbado não gosto.
(Foi devidamente providenciada a ida da empregada para comprar cerveja.)
- Tom, toda pessoa muito conhecida, como você, é no fundo o grande desconhecido. Qual é a sua face oculta?
- A música. O ambiente era competitivo, e eu teria que matar meu colega e meu irmão para sobreviver. O espetáculo do mundo me soou falso. O piano no quarto escuro me oferecia uma possibilidade de harmônio infinita. Esta é a minha face oculta. A minha fuga, a minha timidez me levaram inadvertidamente, contra a minha vontade, aos holofotes do Carnegie Hall. Sempre fugi do sucesso, Clarice, como o diabo foge da cruz. Sempre quis ser aquele que não vai ao palco. O piano me oferecia, de volta da praia, um mundo insuspeitado de ampla liberdade – as notas eram todas disponíveis e eu antevi que se abriam os caminhos, que tudo era lícito, e que se poderia ir a qualquer lugar desde que se fosse inteiro. Subitamente, sabe, aquilo que se oferece a um menor púbere, que o grande sonho de amor estava lá e que este sonho tão inseguro era seguro, não, Clarice? Sabe que a flor não sabe que é flor. Eu me perdi e me ganhei, enquanto isso sonhava pela fechadura os seios de minha empregada. Eram lindos os seios dela através do buraco da fechadura.
- Tom, você seria capaz de improvisar um poema que servisse de letra para uma canção?
Ele assentiu e, depois de uma pequena pausa, me ditou o que se segue:
Teus olhos verdes são maiores que o mar.
Se um dia fosse tão forte quanto você
eu te desprezaria e viveria no espaço.
Ou talvez então eu te amasse.
Ai! que saudades me dá da vida
que nunca tive!
- Como é que você sente que vai nascer uma canção?
- As dores do parto são terríveis. Bater com a cabeça na parede, angústia, o desnecessário do necessário, são os sintomas de uma nova música nascendo. Eu gosto mais de uma música quanto menos eu mexo nela. Qualquer resquício de savoir faire me apavora.
- Tom, Gauguin, que não é meu predileto, disse no entanto uma coisa que não se deve esquecer, por mais dor que ela nos traga. É o seguinte: “Quando tua mão estiver hábil, pinta com a esquerda, quando a esquerda ficar hábil, pinta com os pés.” Isso responde ao seu terror do savoir faire.
- Para mim a habilidade é muito útil mas em última instância a habilidade é inútil. Só a criação satisfaz. Verdade ou mentira, Clarice, eu prefiro uma forma torta que diga, do que uma forma hábil que não diga.
- Você é quem escolhe os intérpretes? e os colaboradores?
- Quando posso escolher intérpretes, escolho. Mas a vida veio muito depressa. Gosto de colaborar com que eu amo, Vinícius, Chico Buarque, João Gilberto, Newton Mendonça, Dolores Duran. E você?
- Faz parte da minha profissão estar mesmo sempre sozinha, sem colaboradores e intérpretes. Escute, Tom, todas as vezes em que eu acabei de escrever um livro ou um conto, pensei com desespero e com toda a certeza de que nunca mais escreveria nada. Você, que sensação tem quando acaba de dar à luz uma canção?
- Exatamente o mesmo. Eu sempre penso, Clarice, que morri depois das dores do parto.
- Vou agora lhe fazer as minhas três perguntas clássicas. Qual é a coisa mais importante do mundo? Qual é a coisa mais importante para a pessoa como indivíduo? E o que é amor?
- A coisa mais importantes do mundo é o amor. Segunda pergunta: a integridade da alma, mesmo que no exterior ela pareça suja. Quando ela diz que sim, é sim, quando ela diz que não, é não. E durma-se com um barulho desses. Apesar de todos os santos, apesar de todos os dólares. Quanto ao que é o amor, amor é se dar, se dar, se dar. Dar-se não de acordo com o seu eu – muita gente pensa que está se dando e não está dando nada – mas de acordo com o eu do ente amado. Quem não se dá, a si próprio detesta, e a si próprio se castra. Amor sozinho é besteira.
- Houve algum momento decisivo na sua vida?
- Só houve momentos decisivos na minha vida. Inclusive ter de ir, aos 36 anos, aos Estados Unidos, por força do Itamaraty, eu que gostava já nessa época de pijama listrado, cadeira de balanço de vime, e o céu azul com nuvens esparsas.
- Muitas vezes, nas criações em qualquer domínio, pode-se notar tese, antítese e síntese. Você sente isso nas suas canções? Pense.
- Sinto demais isso. Sou um matemático amoroso, carente de amor e de matemática. Sem forma não há nada. Mesmo no caótico há forma.
- Quais foram as grandes emoções de sua vida como compositor e na sua vida pessoal?
- Como compositor nenhuma. Na minha vida pessoal, a descoberta do eu e do não eu.
- Qual é o tipo de música brasileira que faz sucesso no exterior?
- Todos os tipos. O velho mundo, Europa e Estados Unidos estão completamente exauridos de temas, de força, de virilidade. O Brasil, apesar de tudo, é um país de alma extremamente livre. Ele conduz à criação, ele é conivente com os grandes estados de alma.
Clarice Lispector e Tom Jobim, no lançamento
de "A maça no escuro"
“Minhas sinfonias estão inéditas.”
Tom Jobim e eu já nos conhecíamos: ele foi o meu padrinho no Primeiro Festival de Escritores, quando foi lançado meu livro A maça no escuro. E ele fazia brincadeiras: segurava o livro na mão e perguntava: quem compra? Quem quer comprar?
Para este diálogo, marcamos às seis da tarde: às seis e trinta e cinco tocavam a campainha da porta. E era o mesmo Tom que eu conhecia: bonito, simpático, com um ar puro malgré lui, com os cabelos um pouco caídos na testa. Um uísque na mesa e começamos quase que imediatamente a entrevista.
- Como é que você encara o problema da maturidade? É terrível ter quarenta anos?
- Tem um verso do Drummond que diz: “A madureza, esta horrível prenda...” não sei, Clarice, a gente fica mais capaz, mas também mais exigente.
- Não faz mal, Tom, a gente exige bem.
- Com a maturidade a gente passa a ter consciência de uma série de coisas que antes não tinha, mesmo os instintos, os mais espontâneos, passam pelo filtro. A polícia do espaço está presente, essa polícia que é a verdadeira polícia da gente. Tenho notado que a música vem mudando com os meios de divulgação, com a preguiça de se ir ao Teatro Municipal. Quero te fazer esta pergunta, Clarice, a respeito da leitura dos livros, pois hoje em dia estão ouvindo televisão e rádio de pilha, meios inadequados. Tudo o que escrevi de erudito e mais sério fica na gaveta. Que não haja mal-entendido: a música popular considero-a seriíssima. Será que hoje em dia as pessoas estão lendo como eu lia quando garoto, tendo hábito de ir para a cama com um livro antes de dormir? Porque sinto uma espécie de falta de tempo da humanidade – o que vai entrar mesmo é a leitura dinâmica. Que é que você acha?
- Sofro se isto acontecer, que alguém me leia apenas do método vira-página dinâmico. Escrevo com amor e atenção e ternura e dor e pesquisa, e queria de volta, como mínimo, uma atenção completa. Uma atenção e um interesse como o seu, Tom. E no entanto o cômico é que eu não tenho mais paciência de ler ficção.
- Mais aí você está se negando, Clarice!
- Não, meus livros felizmente para mim não são superlotados de fatos, e sim da repercussão dos fatos no indivíduo. Há quem diga a literatura e a música vão acabar. Sabe quem disse? Henry Miller. Não sei se ele queria dizer para já ou para daqui a trezentos ou quinhentos anos. Mas eu acho que nunca acabarão.
Riso feliz de Tom:
- Pois eu, sabe, também acho!
- Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal.
- E mineral também, e vegetal também! (Ele ri) Acho que sou um músico que acredita em palavras. Li ontem o teu O búfalo e a Imitação da rosa.
- Sim, mas é a morte às vezes.
- A morte não existe, Clarice. Tive uma (uma com agá: huma) experiência que me revelou isso. Assim como também não existe o eu nem o euzinho nem o euzão. Fora essa experiência que não vou contar, temo a morte vinte e quatro horas por dia. A morte do eu, eu te juro, Clarice, porque eu vi.
- Tem alguma coisa além do eu, Tom.
- Além de tudo (ri) e vivam os estudantes! Se eu não defender os estudando, estou desprotegendo meus filhos. Se esse eco do sucesso não nos interessa em vida, muito menos depois da morte. Isso é o que eu chamo de mortalidade.
- Você acredita em reencarnação, Tom?
- Não sei. Dizem os hindus que só entende de reencarnação quem tem consciência das várias vidas que viveu. Evidentemente não é meu ponto de vista: se existe reencarnação só pode ser por um despojamento.
Dei-lhe então a epígrafe de um de meus livros: é uma frase de Bernard Berenson, crítico de arte: “Uma vida completa talvez seja aquela que termina em tal identificação com o não eu que não resta um eu para morrer.”
- Isto é muito bonito, é o despojamento. Caí numa armadilha porque sem o eu, eu me neguei. Se nós negamos qualquer passagem de um eu para outro, o que significa reencarnação, então a estamos negando.
- Não estou entendendo nada do que nós estamos falando, mas faz sentido. Como podemos, Tom, falar do que não entendemos. Vamos ver se na próxima reencarnação nós dois nos encontramos mais cedo. Que é que você acha do fato da liderança do mundo estar hoje nas mãos dos estudantes?
- Acho que não podia ser de outra forma e que venham os estudantes. Vladimir sabe disso.
- A sociedade industrial organiza e despersonaliza demais a vida. Você não acha, Tom, que está reservado aos artistas o papel de preservar a alegria do mundo? Ou a consciência do mundo?
- Sou contra a arte de consumo. Claro, Clarice, que eu amo o consumo... Mas do momento que a estandardização de tudo tira a alegria de viver, sou contra a industrialização. Sou a favor do maquinismo que facilita a vida humana, jamais a máquina que domina a espécie humana. Claro, os artistas devem preservar a alegria do mundo. Embora a arte ande tão alienada e só dê tristeza ao mundo. Mas não é culpa da arte porque ela tem o papel de refletir o mundo. Ela reflete e é honesta. Viva Oscar Niemeyer e viva Villa-Lobos! Viva Clarice Lispector! Viva Antônio Carlos Jobim! A nossa, Clarice, é uma arte que denuncia. Tenho sinfonias e músicas de câmara que não vêm à tona.
- Você não acha que é dever seu o de fazer a música que sua alma pede? Pelas coisas que você disse, suponho que significa que o nosso melhor está dito para as elites?
- Evidentemente que nós, para nos expressarmos, temos que recorrer à linguagem das elites, elites estas que não existem no Brasil... Eis o grande drama de Carlos Drummond de Andrade e Villa-Lobos.
- Para quem você faz música e para quem eu escrevo?
- Acho que não nos foi perguntado nada a respeito, e, desprevenidos, ouvimos no entanto a música e a palavra, sem tê-las realmente aprendido de ninguém. Não nos coube a escolha: você e eu trabalhamos sob uma inspiração. De nossa ingrata argila de que é feito o gesso. Ingrata mesmo para conosco. A crítica que eu no faria, Clarice, nesse confortável apartamento do Leme, é de sermos seres rarefeitos que só se dão em determinadas alturas. A gente devia se dar mais, a toda hora, indiscriminadamente. Hoje quando leio uma partitura de Stravinsky ainda mais sinto uma vontade irreprimível de estar com o povo, embora a cultura jogada fora volte pelas janelas – estou roubando C.D.A.
- Por que nós todos somos parte de uma geração quem sabe se fracassada?
- Não concordo absolutamente! – disse Tom.
- É que eu sinto que nós chegamos ao limiar de portas que estavam abertas – e por medo ou pelo que não sei, não atravessamos plenamente essas portas. Que no entanto têm nelas já gravadas nosso nome. Cada pessoa tem uma porta com seu nome gravado, Tom, e é só através dela que essa pessoa perdida pode entrar e se achar.
- Batei e abrir-se-vos-á.
- Vou confessar a você, Tom, sem o menor vestígio de mentira: sinto que se eu tivesse tido coragem mesmo, eu já teria atravessado a minha porta, e sem medo de que me chamassem de louca. Porque existe uma nova linguagem, tanto a musical quanto a escrita, e nós dois seríamos os legítimos representantes das portas estreitas que nos pertencem. Em resumo e sem vaidade: estou simplesmente dizendo que nós dois temos uma vocação a cumprir. Como se processa em você a elaboração musical que termina em criação? Estou simplesmente misturando tudo, mas não é culpa minha, Tom, nem sua: é que esta entrevista foi se tornando meio psicodélica.
- A criação musica em mim é compulsória. Os anseios de liberdade se manifestam.
- Liberdade interna ou externa?
- A liberdade total. Se como homem fui um pequeno-burguês adaptado, como artista me vinguei nas amplidões do amor. Você desculpe, eu não quero mais uísque por causa de minha voracidade, tenho que é que beber cerveja porque ela locupleta os grandes vazios da alma. Ou pelo menos impede a embriaguez súbita. Gosto de beber só de vez em quando. Gosto de tomar uma cerveja mas de estar bêbado não gosto.
(Foi devidamente providenciada a ida da empregada para comprar cerveja.)
- Tom, toda pessoa muito conhecida, como você, é no fundo o grande desconhecido. Qual é a sua face oculta?
- A música. O ambiente era competitivo, e eu teria que matar meu colega e meu irmão para sobreviver. O espetáculo do mundo me soou falso. O piano no quarto escuro me oferecia uma possibilidade de harmônio infinita. Esta é a minha face oculta. A minha fuga, a minha timidez me levaram inadvertidamente, contra a minha vontade, aos holofotes do Carnegie Hall. Sempre fugi do sucesso, Clarice, como o diabo foge da cruz. Sempre quis ser aquele que não vai ao palco. O piano me oferecia, de volta da praia, um mundo insuspeitado de ampla liberdade – as notas eram todas disponíveis e eu antevi que se abriam os caminhos, que tudo era lícito, e que se poderia ir a qualquer lugar desde que se fosse inteiro. Subitamente, sabe, aquilo que se oferece a um menor púbere, que o grande sonho de amor estava lá e que este sonho tão inseguro era seguro, não, Clarice? Sabe que a flor não sabe que é flor. Eu me perdi e me ganhei, enquanto isso sonhava pela fechadura os seios de minha empregada. Eram lindos os seios dela através do buraco da fechadura.
- Tom, você seria capaz de improvisar um poema que servisse de letra para uma canção?
Ele assentiu e, depois de uma pequena pausa, me ditou o que se segue:
Teus olhos verdes são maiores que o mar.
Se um dia fosse tão forte quanto você
eu te desprezaria e viveria no espaço.
Ou talvez então eu te amasse.
Ai! que saudades me dá da vida
que nunca tive!
- Como é que você sente que vai nascer uma canção?
- As dores do parto são terríveis. Bater com a cabeça na parede, angústia, o desnecessário do necessário, são os sintomas de uma nova música nascendo. Eu gosto mais de uma música quanto menos eu mexo nela. Qualquer resquício de savoir faire me apavora.
- Tom, Gauguin, que não é meu predileto, disse no entanto uma coisa que não se deve esquecer, por mais dor que ela nos traga. É o seguinte: “Quando tua mão estiver hábil, pinta com a esquerda, quando a esquerda ficar hábil, pinta com os pés.” Isso responde ao seu terror do savoir faire.
- Para mim a habilidade é muito útil mas em última instância a habilidade é inútil. Só a criação satisfaz. Verdade ou mentira, Clarice, eu prefiro uma forma torta que diga, do que uma forma hábil que não diga.
- Você é quem escolhe os intérpretes? e os colaboradores?
- Quando posso escolher intérpretes, escolho. Mas a vida veio muito depressa. Gosto de colaborar com que eu amo, Vinícius, Chico Buarque, João Gilberto, Newton Mendonça, Dolores Duran. E você?
- Faz parte da minha profissão estar mesmo sempre sozinha, sem colaboradores e intérpretes. Escute, Tom, todas as vezes em que eu acabei de escrever um livro ou um conto, pensei com desespero e com toda a certeza de que nunca mais escreveria nada. Você, que sensação tem quando acaba de dar à luz uma canção?
- Exatamente o mesmo. Eu sempre penso, Clarice, que morri depois das dores do parto.
- Vou agora lhe fazer as minhas três perguntas clássicas. Qual é a coisa mais importante do mundo? Qual é a coisa mais importante para a pessoa como indivíduo? E o que é amor?
- A coisa mais importantes do mundo é o amor. Segunda pergunta: a integridade da alma, mesmo que no exterior ela pareça suja. Quando ela diz que sim, é sim, quando ela diz que não, é não. E durma-se com um barulho desses. Apesar de todos os santos, apesar de todos os dólares. Quanto ao que é o amor, amor é se dar, se dar, se dar. Dar-se não de acordo com o seu eu – muita gente pensa que está se dando e não está dando nada – mas de acordo com o eu do ente amado. Quem não se dá, a si próprio detesta, e a si próprio se castra. Amor sozinho é besteira.
- Houve algum momento decisivo na sua vida?
- Só houve momentos decisivos na minha vida. Inclusive ter de ir, aos 36 anos, aos Estados Unidos, por força do Itamaraty, eu que gostava já nessa época de pijama listrado, cadeira de balanço de vime, e o céu azul com nuvens esparsas.
- Muitas vezes, nas criações em qualquer domínio, pode-se notar tese, antítese e síntese. Você sente isso nas suas canções? Pense.
- Sinto demais isso. Sou um matemático amoroso, carente de amor e de matemática. Sem forma não há nada. Mesmo no caótico há forma.
- Quais foram as grandes emoções de sua vida como compositor e na sua vida pessoal?
- Como compositor nenhuma. Na minha vida pessoal, a descoberta do eu e do não eu.
- Qual é o tipo de música brasileira que faz sucesso no exterior?
- Todos os tipos. O velho mundo, Europa e Estados Unidos estão completamente exauridos de temas, de força, de virilidade. O Brasil, apesar de tudo, é um país de alma extremamente livre. Ele conduz à criação, ele é conivente com os grandes estados de alma.
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Rembrant. Autorretrato com 23 anos, 1629 Museu Mauritshuis de Haia - Holanda
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QUANDO A PUTA IA. Charles Fonseca
QUANDO A PUTA IA
Fico admirado como ainda existem prostitutas. Quando eu era criança, do fundo do meu quintal eu com menos de 9 anos subia no muro e ficava olhando "A avenida" onde moravam as putas, lugar misterioso onde eu só podia ver escondido de lá de cima do muro. O que é que ocorria naquele lugar que eu ainda não sabia lá muito bem. Aos 15 anos eu soube. Passar pela Avenida, nem pensar. Nem mesmo pra vender as revistas "O Cruzeiro" , "A Cigarra" que eram as revistas decentes da época. Gibi não podia, pois estimulavam a violência. Minha mãe além de agente postal telegráfica tinha em 1954 uma banca de revistas no balcão do Correio onde quem quisesse podia comprar as revistas da época que era para melhorar o nível cultural do povoado de Ibicui, como ela dizia. E lá ia eu de porta em porta a gritar pro fundo das casas com a voz infantil "Quer comprar Cruzeiro"? Uns compravam, outros folheavam a revista inteira pra ver as reportagens e não compravam. Os comerciantes, nas lojas, vendas, açougues, quitandas, então, eram especialistas na prática. "Hoje a revista não está boa", e lá ia eu adiante um tanto decepcionado. Mas voltemos ao tema da putaria. De vez em quando uma ia mas era pro cemitério. Certa vez, uma morreu. Não tinha quem fizesse o enterro.. Acho que já contei essa história, mas vale repetir. Minha mãe tomada de misericórdia, disse: "pois eu vou fazer o enterro". Arranjou cinco arranjos de flores, uma para cada filho, e disse "vamos enterrar a moça". Eu nunca tinha ido ao cemitério, tinha medo de alma, não podia ir na Avenida que era a rua das decaídas e agora ia entregar o corpo de uma delas ao chão. Um conflito moral, uma prova de bondade que nunca mais esqueci. O meu irmão mais novo tinha 3 anos e foi dada a mão a minha mãe, a líder do cortejo. A linha de frente da escola de misericórdia éramos nós. Assim foi meu primeiro contato corpo a corpo com uma puta: entregar seu corpo ao chão.
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Fico admirado como ainda existem prostitutas. Quando eu era criança, do fundo do meu quintal eu com menos de 9 anos subia no muro e ficava olhando "A avenida" onde moravam as putas, lugar misterioso onde eu só podia ver escondido de lá de cima do muro. O que é que ocorria naquele lugar que eu ainda não sabia lá muito bem. Aos 15 anos eu soube. Passar pela Avenida, nem pensar. Nem mesmo pra vender as revistas "O Cruzeiro" , "A Cigarra" que eram as revistas decentes da época. Gibi não podia, pois estimulavam a violência. Minha mãe além de agente postal telegráfica tinha em 1954 uma banca de revistas no balcão do Correio onde quem quisesse podia comprar as revistas da época que era para melhorar o nível cultural do povoado de Ibicui, como ela dizia. E lá ia eu de porta em porta a gritar pro fundo das casas com a voz infantil "Quer comprar Cruzeiro"? Uns compravam, outros folheavam a revista inteira pra ver as reportagens e não compravam. Os comerciantes, nas lojas, vendas, açougues, quitandas, então, eram especialistas na prática. "Hoje a revista não está boa", e lá ia eu adiante um tanto decepcionado. Mas voltemos ao tema da putaria. De vez em quando uma ia mas era pro cemitério. Certa vez, uma morreu. Não tinha quem fizesse o enterro.. Acho que já contei essa história, mas vale repetir. Minha mãe tomada de misericórdia, disse: "pois eu vou fazer o enterro". Arranjou cinco arranjos de flores, uma para cada filho, e disse "vamos enterrar a moça". Eu nunca tinha ido ao cemitério, tinha medo de alma, não podia ir na Avenida que era a rua das decaídas e agora ia entregar o corpo de uma delas ao chão. Um conflito moral, uma prova de bondade que nunca mais esqueci. O meu irmão mais novo tinha 3 anos e foi dada a mão a minha mãe, a líder do cortejo. A linha de frente da escola de misericórdia éramos nós. Assim foi meu primeiro contato corpo a corpo com uma puta: entregar seu corpo ao chão.
Charles Fonseca
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NAS TUAS MÃOS. Charles Fonseca
NAS TUAS MÃOS
Charles Fonseca
Do presente que faço eu
Que é teu um todo ausente
Que em mim um todo carente
Dormita em braço morfeu?
Que faço eu do passado
Tão presente na memória
Como contar esta história
Ao imigo acoitado?
Que faço eu do futuro
Tão vivo no meu passado
Confesso, estou cansado,
Teu desamor esconjuro.
Charles Fonseca
Do presente que faço eu
Que é teu um todo ausente
Que em mim um todo carente
Dormita em braço morfeu?
Que faço eu do passado
Tão presente na memória
Como contar esta história
Ao imigo acoitado?
Que faço eu do futuro
Tão vivo no meu passado
Confesso, estou cansado,
Teu desamor esconjuro.
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Igreja. Cristianismo.
668. «Cristo morreu e voltou à vida para ser Senhor dos mortos e dos vivos» (Rm 14, 9). A ascensão de Cristo aos céus significa a sua participação, na sua humanidade, no poder e autoridade do próprio Deus. Jesus Cristo é Senhor: Ele possui todo o poder nos céus e na Terra. Está «acima de todo o principado, poder, virtude e soberania», porque o Pai «tudo submeteu a seus pés»(Ef 1, 20-22). Cristo é o Senhor do cosmos (605) e da história, N'Ele, a história do homem, e até a criação inteira, encontram a sua «recapitulação» (606), o seu acabamento transcendente.
669. Como Senhor, Cristo é também a cabeça da Igreja, que é o seu corpo (607). Elevado ao céu e glorificado, tendo assim cumprido plenamente a sua missão, continua na terra por meio da Igreja. A redenção é a fonte da autoridade que Cristo, em virtude do Espírito Santo, exerce sobre a Igreja (608). «O Reino de Cristo já está misteriosamente presente na Igreja» (609), «gérmen e princípio deste mesmo Reino na Terra» (610).
670. Depois da ascensão, o desígnio de Deus entrou na sua consumação. Estamos já na «última hora» (1 Jo 2, 18) (611). «Já chegou pois, a nós, a plenitude dos tempos, a renovação do mundo já está irrevogavelmente adquirida e, de certo modo, encontra-se já realmente antecipada neste tempo: com efeito, ainda aqui na Terra, a Igreja está aureolada de uma verdadeira, embora imperfeita, santidade» (612). O Reino de Cristo manifesta já a sua presença pelos sinais miraculosos (613) que acompanham o seu anúncio pela Igreja (614).
Catecismo
669. Como Senhor, Cristo é também a cabeça da Igreja, que é o seu corpo (607). Elevado ao céu e glorificado, tendo assim cumprido plenamente a sua missão, continua na terra por meio da Igreja. A redenção é a fonte da autoridade que Cristo, em virtude do Espírito Santo, exerce sobre a Igreja (608). «O Reino de Cristo já está misteriosamente presente na Igreja» (609), «gérmen e princípio deste mesmo Reino na Terra» (610).
670. Depois da ascensão, o desígnio de Deus entrou na sua consumação. Estamos já na «última hora» (1 Jo 2, 18) (611). «Já chegou pois, a nós, a plenitude dos tempos, a renovação do mundo já está irrevogavelmente adquirida e, de certo modo, encontra-se já realmente antecipada neste tempo: com efeito, ainda aqui na Terra, a Igreja está aureolada de uma verdadeira, embora imperfeita, santidade» (612). O Reino de Cristo manifesta já a sua presença pelos sinais miraculosos (613) que acompanham o seu anúncio pela Igreja (614).
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segunda-feira, junho 03, 2013
O POETA JARDINEIRO. Charles Fonseca
O POETA JARDINEIRO
É bem verdade que mais jardineiro que vate. Que vá te danar essa pretensão de ser bardo, borda outra, escriba! Diriam os mais achegados ou afoitos. O fato é que na minha rua calçada nenhuma casa tem passeio calçado. Em toda a rua o passeio é coberto por grama esmeralda. Usei vistosa luva amarela, óculos de proteção contra mau olhado e algum pedregulho, passei a roçadeira, o ancinho, colhi o lixo e o coloquei no porta-lixo elevado que cada casa possui. Mas dias antes joguei a lanço calcário dolomítico, reguei e depois, a lanço, adubo npk 10.10.10. Que é pra quando minhas visitas de 3 a 5 dias se hospedarem comigo, fiquem invejosos do verde esmeralda que foi a cor do anel que meu pai queria me dar de presente para a colação de grau em 1968 mas, endividado, preferi tomar emprestado de um colega já no exercício formal da profissão.
Charles Fonseca
É bem verdade que mais jardineiro que vate. Que vá te danar essa pretensão de ser bardo, borda outra, escriba! Diriam os mais achegados ou afoitos. O fato é que na minha rua calçada nenhuma casa tem passeio calçado. Em toda a rua o passeio é coberto por grama esmeralda. Usei vistosa luva amarela, óculos de proteção contra mau olhado e algum pedregulho, passei a roçadeira, o ancinho, colhi o lixo e o coloquei no porta-lixo elevado que cada casa possui. Mas dias antes joguei a lanço calcário dolomítico, reguei e depois, a lanço, adubo npk 10.10.10. Que é pra quando minhas visitas de 3 a 5 dias se hospedarem comigo, fiquem invejosos do verde esmeralda que foi a cor do anel que meu pai queria me dar de presente para a colação de grau em 1968 mas, endividado, preferi tomar emprestado de um colega já no exercício formal da profissão.
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Igreja. Cristianismo.
665. A ascensão de Cristo marca a entrada definitiva da humanidade de Jesus no domínio celeste de Deus, de onde há-de voltar (603) mas que, entretanto, O oculta aos olhos dos homens (604).
666. Jesus Cristo, cabeça da Igreja, precede-nos no Reino glorioso do Pai, para que nós, membros do seu corpo, vivamos na esperança de estarmos um dia eternamente com Ele.
667. Jesus Cristo, tendo entrado, uma vez por todas, no santuário dos céus, intercede incessantemente por nós, como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo
Catecismo
666. Jesus Cristo, cabeça da Igreja, precede-nos no Reino glorioso do Pai, para que nós, membros do seu corpo, vivamos na esperança de estarmos um dia eternamente com Ele.
667. Jesus Cristo, tendo entrado, uma vez por todas, no santuário dos céus, intercede incessantemente por nós, como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo
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Pablo Picasso, 1936 - Composición con Minotauro
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Claude Michel Clodion - Mourner, 1766 Musée du Louvre, Paris
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