TERAPIA
Izacyl Guimarães Ferreira
Esse passado é meu. Posso mudá-lo.
Posso esconder um corpo e duas lágrimas,
posso fechar os olhos e esperar de novo.
Posso até mudar de nome.
Posso deixar no escuro uma cidade,
secar o mar em meu lenço,
apagar palavras do pensamento.
(Ia escrevendo a seguir:
Este presente hoje ainda, amanhã ontem,
posso inventá-lo.
O que me aflige é que é só isso o que eu
posso fazer.
Mas não era isto o que eu queria dizer.)
Esse passado é meu. Posso salvar
um sonho ou dois
enquanto a amiga enxuga os olhos.
Posso gravar meu nome numa pedra,
posso dizer perdão, amor,
posso deixar
que um tempo morra sem morrer por ele.
Esse passado é meu. Posso adiá-lo.
Mostrando postagens com marcador Izacyl Guimarães Ferreira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Izacyl Guimarães Ferreira. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, agosto 22, 2019
TERAPIA. Izacyl Guimarães Ferreira. Poesia.
Marcadores:Charles Fonseca,....Charles Fonseca,
Izacyl Guimarães Ferreira,
Poesia
Escreva para o meu e-mail: silvafonseca@gmail.com
quarta-feira, junho 19, 2019
DISCURSO URBANO. Izacyl Guimarães Ferreira. Poesia.
DISCURSO URBANO
Izacyl Guimarães Ferreira
(trechos)
1
Olhado de uma nave espacial,
eis o planeta como tela abstrata
ou escultura móvel a girar:
manchas de cor na passagem solar,
na espessa noite as luminosidades
das vidas agrupadas em galáxias.
Somos as manchas e luzes, teatros
de uma aventura sem roteiro claro,
de medo e fé, de sonhos e trabalhos,
que podem ser um grito ou ser um salmo.

Izacyl Guimarães Ferreira
(trechos)
1
Olhado de uma nave espacial,
eis o planeta como tela abstrata
ou escultura móvel a girar:
manchas de cor na passagem solar,
na espessa noite as luminosidades
das vidas agrupadas em galáxias.
Somos as manchas e luzes, teatros
de uma aventura sem roteiro claro,
de medo e fé, de sonhos e trabalhos,
que podem ser um grito ou ser um salmo.
Marcadores:Charles Fonseca,....Charles Fonseca,
Izacyl Guimarães Ferreira,
Poesia
Escreva para o meu e-mail: silvafonseca@gmail.com
quarta-feira, novembro 21, 2018
GUERREIROS. Izacyl Guimarães Ferreira. poesia.
GUERREIROS
Izacyl Guimarães Ferreira
não vês as mesmas coisas
como eu as vejo
não tens as mesmas crenças
as mesmas lendas
as mesmas leis
não és o mesmo que eu
é outra a roupa que me veste
é outra a cor de minha pele
eu falo eu canto eu rezo
em outra língua
em outra língua
eu amo e choro e calo
a outro deus
eu devo a minha vida
por esse deus
te levo a morte
Izacyl Guimarães Ferreira
não vês as mesmas coisas
como eu as vejo
não tens as mesmas crenças
as mesmas lendas
as mesmas leis
não és o mesmo que eu
é outra a roupa que me veste
é outra a cor de minha pele
eu falo eu canto eu rezo
em outra língua
em outra língua
eu amo e choro e calo
a outro deus
eu devo a minha vida
por esse deus
te levo a morte
Marcadores:Charles Fonseca,....Charles Fonseca,
Izacyl Guimarães Ferreira,
Poesia
Escreva para o meu e-mail: silvafonseca@gmail.com
Assinar:
Postagens (Atom)
