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segunda-feira, agosto 12, 2019

terça-feira, junho 02, 2015

Um velho companheiro. Evaristo Eduardo de Miranda. Cinofilia

Um velho companheiro
Evaristo Eduardo de Miranda


Durante centenas de milhares de anos, o sono dos seres humanos foi leve e conturbado. Animais selvagens, predadores, grupos inimigos e ameaças de todo tipo impediam qualquer pessoa de dormir profundamente. Era preciso estar vigilante. Nossas noites começaram a ser tranquilas graças ao cachorro. A domesticação progressiva dos cães, com sua excepcional capacidade de detectar intrusos pelo ruído e pelo olfato, latindo e dando sinal nas proximidades do acampamento humano, foi uma enorme mudança na vida cotidiana. Comparável à descoberta do fogo.

A habilidade de fazer fogo foi uma das maiores conquistas tecnológicas da humanidade. Permitiu o aquecimento, a iluminação; trouxe conforto e novas técnicas, como o cozimento dos alimentos, a cerâmica, a metalurgia e tantos outros avanços. A domesticação do cachorro foi, talvez, o segundo de nossos maiores êxitos. Hoje o cão é encontrado em todo o mundo como animal doméstico. Impossível, em nossos dias, uma sociedade humana sem fogo e sem cachorro.

O cão é um mamífero carnívoro da família dos canídeos. Seu nome científico é Canis familiaris, e a espécie descende de populações selvagens do lobo eurasiático (Canis lupus). Todo o cão, independentemente de raça, é descendente longínquo dos lobos selvagens e primo da raposa. O menor dos cachorros, como esses que algumas senhoras levam dentro da bolsa, é descendente do lobo. Durante muito tempo acreditou-se que o homem domesticara o lobo, recuperando e criando seus filhotes. Hoje as pesquisas indicam quase o contrário. Foi o cachorro quem, de certa forma, domesticou os seres humanos, acompanhando-os de longe, persistindo, convencendo-os de sua utilidade e colocando-os a seu serviço.

Um pouco como as hienas fazem com os leões e outros predadores, determinados tipos de lobo seguiam os deslocamentos humanos a distância. Sempre prontos a recuperar resíduos alimentares, como ossos, ligamentos e restos com um pouco de gordura e carne. Nômades, os caçadores-coletores primitivos eram comedores de carniça, assim como os lobos. Com o tempo, os seres humanos também seguiam e observavam os mesmos lobos para detectar uma presa ou carniça. Para esses animais, era um ótimo negócio compartilhar uma carniça ou caça com os seres humanos, que apresentavam armas, cada vez mais sofisticadas, para obtê-la e defendê-la de outros predadores.

A competência em dar sinal em caso da chegada de intrusos permitiu e garantiu a permanência desses animais dos acampamentos humanos. Uma interdependência estava criada. Trouxemos os filhotes para dentro de nossas cavernas e cabanas. E imaginamos o simétrico: mitos e histórias em que lobos amamentam, por exemplo, os fundadores de Roma ou Mogli, o menino-lobo (sem falar no lobisomem).

Com essa proximidade, começamos a compartilhar comida e doenças, ócio e trabalho, inimigos e ameaças. Os seres humanos puderam, enfim, dormir. Relaxar. Entrar num estágio de sono profundo, confiando sua noite e seus sonhos ao aguçado olfato e à audição superior dos companheiros cachorros. Faz pouco tempo: menos de 20 mil anos de bons sonhos contra centenas de milhares de anos de pesadelo.

Cachorro de índio

Ao contrário do que muitos imaginam, no século 16, não foram facões, machados ou anzóis as tecnologias europeias mais desejadas e adotadas pelos indígenas brasileiros - mas o cachorro. A razão inicial da ampla difusão e do sucesso dessa tecnologia europeia com os índios do Brasil foi seu uso como defesa. Os cães foram mais úteis aos indígenas que o irreprodutível metal dos europeus.

Na chegada dos portugueses ao litoral brasileiro, a expansão territorial dos tupis ainda não estava consolidada, apesar do desaparecimento dos sambaquieiros e outros povos. As guerras entre tribos e aldeias eram permanentes e marcadas pela exoantropofagia. Mulheres e crianças eram as maiores vítimas: fáceis de capturar, imobilizar e transportar, mais indefesas que os guerreiros. Buscar água ou brincar longe das aldeias era um risco enorme. A vida concreta das mulheres e crianças nativas, naquela época, era muito distante da mítica visão paradisíaca apresentada em alguns livros de história.

Fonte: http://viajeaqui.abril.com.br/materias/cachorro-vira-lata?utm_source=redesabril_viagem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_ngbrasil

sábado, janeiro 17, 2015

Para quebrar o gelo, nada melhor que um latido

Para quebrar o gelo, nada melhor que um latido


Quer um conselho pra fazer amigos em Seattle? Arranje um cachorro! Compre, adote, alugue, peça emprestado, não importa. Depois de ter a companhia do melhor amigo do homem, dar a volta no quarteirão nunca mais será a mesma coisa. Cachorros são o melhor antídoto para o tal “Seattle freeze” (frieza de Seattle, numa tradução livre). Os moradores da cidade não são exatamente conhecidos por sua extroversão, mas a sisudez vai embora diante do amor pelos cãezinhos. Aquele seu vizinho que nunca lhe cumprimentou passará 20 minutos, sorriso aberto, fazendo perguntas sobre o seu bichinho. Qual a raça? Qual o nome? Qual a idade? Posso fazer um carinho? Sim, Seattle ama cachorros. Aqui, eles são parte da família. Em muitas residências, eles são “a” família. Com direito a serem levados para passear dentro de carrinhos de bebê. Ou dentro da bolsa de marca de suas donas. Ou na mochila de seus donos. No inverno, usam casaquinho. Na chuva, botinhas nas patinhas. No Halloween, saem de fantasia. Há mais cães do que crianças na cidade. Em Ballard, um dos bairros cheios de casais bem-sucedidos sem filhos, tem mais pet shop que loja de bebê. Em Capitol Hill, um dos bairros de gente moderna, o estilo do totó é extensivo ao do dono. Tem cachorro de cabelo moicano ou então todo pintado de azul. Juro. Existem comunidades inteiras construídas em torno do amor pelos bichinhos. No meu prédio, animais não só são aceitos como são muito bem-vindos. Os donos mandam fotos para o portal interno. A administração promove noites de fotos em família. Os moradores organizam passeios para que seus cachorros se conheçam. Vários dos meus vizinhos escolheram morar aqui por causa disso. Em Seattle, você pode ir a um café com temática canina, pedir comida pro seu cão num restaurante, praticar ioga na mesma sala que ele, levar o bichinho num passeio de barco e até garantir sentar lado a lado dele num voo turístico de hidroavião. Pagando-se bem por isso, é claro. Existem 45 hotéis e 150 restaurantes que aceitam cachorros, mais 11 parques em que os bichinhos podem ficar sem coleira. Fora as lojas especializadas, os salões de beleza e os serviços de passeio. Esse ramo de negócio, chamado de pet-friendly, é bem consolidado na cidade, apesar de que, oficialmente, somente os cães-guia podem ser aceitos em lugares que servem comida. As autoridades fazem vista grossa, e os gerentes agradecem. Eu já vi cachorro até dentro de supermercado. Aceitar a presença dos bichinhos significa não perder clientela. Nem o amigo.


Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Nosso cão de guarda

Freud, meu cão pastor alemão brinca.

Freud aceita visitas íntimas. Filho e neto de campeões no Brasil e na Argentina. Pedigree.

sábado, dezembro 15, 2012

Freud aceita visitas íntimas

Ingresso: 10 cédulas de 100 reais. Fone 48 8441 2797

sábado, dezembro 08, 2012

Freud aceita visitas íntimas


O cão pastor alemão da foto é Freud, filho e neto de campeões brasileiro e argentino, 2 anos e meio de idade. Dócil, inteligente, faz a guarda efetiva.Tatuado no interior da orelha tem pedigree disponível via e-mail escaneado.  É disponibilizada a cruza mediante ingresso prévio de 10 cédulas de 100 reais. A cadela deve ter exame laboratorial recente negativo para brucelose. Fornecemos a foto comprobatória do cruzamento. Telefone de contato: 48 8441 2797. Florianópolis