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sábado, novembro 17, 2012

O psicopata.

fonte wikipedia



  • Psicopata é sinônimo de antissocial, de indivíduo que não segue as leis e nem as regras ditadas pela sociedade e, através de seus atos, provoca danos à mesma;
  • Para cada 25 pessoas, 1 ao menos exibe traços psicopáticos;
  • Para cada 3 homens psicopatas, 1 mulher é psicopata;
  • Podem ter uma autoestima ou visão de si próprios elevada;
  • Frequentemente são autossuficientes e vaidosos;
  • Muitas vezes exibem um encanto superficial, são sedutores e conquistam facilmente as outras pessoas;
  • Frequentemente são bastante volúveis e inconstantes;
  • Não possuem empatia, tendem a ser insensíveis, cínicos e a desprezar os sentimentos e direitos alheios;
  • Possuem dificuldade em manter relacionamentos, embora consigam estabelecer facilmente;
  • Mente frequentemente de forma tão realista que raramente outras pessoas descobrem ou desconfiam;
  • É comum a necessidade de ter autoridade: são pessoas que necessitam estar sempre no comando ou poder, detestam serem comandados ou submissos;
  • Frequentemente possuem tendências sádicas;
  • Frequentemente são muito manipuladores, manipulam pessoas, ambientes e circunstâncias a seu favor;
  • Não possuem sentimentos de culpa ou arrependimento;
  • Geralmente são frios, raramente demonstrando algum tipo de afetividade mas quando demonstra é superficial;
  • Pode ser inconstante, detestar rotina e monotonia e enjoar fácil de tudo;
  • Não possui empatia: não entende o que é estar no lugar do outro;
  • É excessivamente racional e calculista, tem dificuldade em pensar emocionalmente e age mais racionalmente;
  • Geralmente cético ou desconfiado em demasia, e por isso mais persuasivo;
  • Frequentemente irresponsável: tende a jogar culpa sempre nos outros, não se responsabiliza pelas próprias condutas, arranjando sempre algo ou alguém como culpado;
  • Possui necessidade de estimulação constante, assim como sensibilidade ao tédio e um vazio existencial;
  • Falta de metas a longo prazo ou mudanças constantes de metas;
  • São impulsivos em relação à agressividade, violência e impulsos sádicos;
  • Tende a ser infiel e seus relacionamentos íntimos geralmente não são duradouros;
  • Podem possuir vida dupla: socialmente sendo pessoas exemplares, mas com pessoas da intimidade se mostrarem totalmente diferentes;
  • Costumam ser irritadiços e podem atacar impulsivamente num momento de raiva;
  • Quase sempre dão mais valor ao material do que o sentimental, inclusive podem ser oportunistas e obcecados pelo dinheiro;
  • Bastante críticos em relação a moralidade e ética. Para eles, "regras foram feitas para serem quebradas" e "os fins justificam os meios";
  • Possuem mudanças súbitas de temperamento;
  • Frequentemente psicopatas se dão bem em entrevistas de empregos, manipulam as pessoas e conquistam a confiança de todos facilmente no ambiente de trabalho;
  • Geralmente acham que estão certos e que seu estilo de vida é o mais adequado.
  • Não reagem com aversão a comportamentos condenados socialmente como homicídios e
  • Quando colocados sobre pressão, como por exemplo, a morte de algum parente, reagem com frieza, como se não se importassem nem um pouco com a notícia;
  • Frieza emocional, sadismo, capacidade de fingir extremamente bem, vontade de fazer mal às pessoas e ausência de remorso é a receita ideal para um assassinato cometido por um psicopata;
  • Expressa pouco ou nenhum amor, afetividade, carinho etc. Nem mesmo por filhos, pais, parentes, cônjuge ou amantes.
  • Geralmente são pessoas com sorrisos fáceis, amáveis quando lhe convêm e absolutamente frias quando julgam necessário;
  • A frieza ao agir faz com que o psicopata provavelmente não se arrependa dos erros que cometeu, assim o indivíduo pode desenvolver gosto pela sensação de perigo. Acredita-se que o distúrbio que estimula o comportamento sádico do psicopata resulte de um desvio neurológico, capaz de induzir principalmente o homicídio;
  • Pode utilizar-se da sedução para conseguir o que quer dos outros;
  • Sua capacidade de parecer bonzinho, educado e inofensivo costuma ser bastante convincente. É comum que os outros não desconfiem de se tratar de um psicopata.
  • sexta-feira, dezembro 30, 2011

    Quem pode julgar o juiz? Nelson Motta. Direito.

    Quem pode julgar o juiz?
    Nelson Motta, O Globo

    Quando se fala desse assunto deve-se pesar muito bem cada palavra. Basta algum juiz de qualquer lugar achar que há algo de errado, ofensivo ou calunioso nelas, e você pode ser processado. E pior, o processo vai ser julgado por um colega do ofendido. Com raras exceções, jornalistas processados por supostas ofensas a juízes são sempre condenados por seus pares.

    Sim, a maioria absoluta dos juízes é de homens e mulheres de bem, mas eu deveria consultar meu advogado antes de dizer isto: o corporativismo do Judiciário no Brasil desequilibra um dos pilares que sustentam o Estado democrático de direito. Basta ver os salários, privilégios e imunidades.

    A brava ministra faxineira-chefe Eliana Calmon está sob fogo cerrado da corporação por defender os poderes constitucionais do Conselho Nacional de Justiça e chamar alguns juízes de “bandidos de toga”. Embora não exista melhor definição para Lalau e outros togados que aviltam a classe.

    Como um sindicato de juízes, a Ajufe está indignada porque a ministra Eliana é contra os dois meses de férias que a categoria tem por ano, quando o resto dos brasileiros tem só um (menos os parlamentares, que têm quatro). Se os juízes ficam muito estressados e precisam de dois meses “para descansar a mente, ler e estudar”, de quantos meses deveriam ser as férias dos médicos? E das enfermeiras? E aí quem cuidaria das doenças dos juízes?

    “Será que a ministra diz isso para agradar a imprensa, falada e escrita? Para agradar o povão?”, questiona a Ajufe. Como não é candidata a nada, as posições da ministra têm o apoio da imprensa e do público porque são éticas, republicanas e democráticas. Porque o povão, e a elite, julgam que são justas.

    Meu avô foi ministro do Supremo Tribunal Federal, nomeado pelo presidente JK em 1958, julgou durante 15 anos, viveu e morreu modestamente, entre pilhas de processos. Suas únicas regalias eram o apartamento funcional em Brasília e o carro oficial. Não sei se foi melhor ou pior juiz por isto, mas sempre foi para mim um exemplo da austeridade e da autoridade que se espera dos que decidem vidas e destinos.



    Nelson Motta é jornalista.