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quinta-feira, maio 14, 2020

CANTIGA DE PRAIA. Alphonsus de Guimaraens Filho. Poesia

CANTIGA DE PRAIA
Alphonsus de Guimaraens Filho

Estou sozinho na praia,
estou sozinho e não sei.
Que luz adormece a face
se em gritos já me afoguei?

Estou dançando na praia?
Estou dançando? Não sei.
Eu colho com as mãos da ausência
a rosa que não beijei.

Que luz chega do outro lado,
do outro rio, do outro mar?
Estou sozinho na praia...
Ó mundo, vamos dançar!

sexta-feira, junho 21, 2019

À VONTADE. Alphonsus de Guimaraens Filho. Poesia.

À VONTADE
Alphonsus de Guimaraens Filho

(trecho final)


Não seja por isto, noite.
Melhor é que desças. Com toda a tua treva.
E entre nós — embora ressabiados e feridos — até que poderás ficar à vontade.

Pois de qualquer modo há em ti um frêmito vôo informulado,
grande ave de asas cegas…

Somos teus, como sabes, todos te pertencemos, constrangidos embora.
Mas não seja por isto.
A casa é tua — como nestes domínios é hábito dizer aos amigos —
e poderás ficar à vontade.

Mário de Andrade e jovens mineiros em 1944; Mário está ao centro, em primeiro plano; ao fundo, atrás dele, Alphonsus de Guimaraens Filho.

quinta-feira, maio 10, 2018

CANTIGA DE PRAIA
Alphonsus de Guimaraens Filho

Estou sozinho na praia,
estou sozinho e não sei.
Que luz adormece a face
se em gritos já me afoguei?

Estou dançando na praia?
Estou dançando? Não sei.
Eu colho com as mãos da ausência
a rosa que não beijei.

Que luz chega do outro lado,
do outro rio, do outro mar?
Estou sozinho na praia...
Ó mundo, vamos dançar!

domingo, dezembro 18, 2016

Cantiga de praia. Alphonsus de Guimaraens Filho. Poesia

CANTIGA DE PRAIA
Alphonsus de Guimaraens Filho

Estou sozinho na praia,
estou sozinho e não sei.
Que luz adormece a face
se em gritos já me afoguei?

Estou dançando na praia?
Estou dançando? Não sei.
Eu colho com as mãos da ausência
a rosa que não beijei.

Que luz chega do outro lado,
do outro rio, do outro mar?
Estou sozinho na praia...
Ó mundo, vamos dançar!