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domingo, maio 12, 2019
«Ri! Coração, tristíssimo palhaço.» (Cruz e Sousa) *
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sábado, setembro 13, 2014
Clamor supremo. Cruz e Sousa. Poesia
Clamor supremo
Cruz e Sousa
Vem comigo por estas cordilheiras!
Põe teu manto e bordão e vem comigo,
Atravessa as montanhas sobranceiras
E nada temas do mortal Perigo!
Sigamos para as guerras condoreiras
Vem, resoluto, que eu irei contigo.
Dentre as águias e as chamas feiticeiras
Só tenho a Natureza por abrigo.
Rasga florestas, bebe o sangue todo
Da Terra e transfigura em astros lôdo,
O próprio lôdo torna mais fecundo.
Basta trazer um coração perfeito,
Alma de eleito, Sentimento eleito
Para abalar de lado a lado o mundo!
Cruz e Sousa
Vem comigo por estas cordilheiras!
Põe teu manto e bordão e vem comigo,
Atravessa as montanhas sobranceiras
E nada temas do mortal Perigo!
Sigamos para as guerras condoreiras
Vem, resoluto, que eu irei contigo.
Dentre as águias e as chamas feiticeiras
Só tenho a Natureza por abrigo.
Rasga florestas, bebe o sangue todo
Da Terra e transfigura em astros lôdo,
O próprio lôdo torna mais fecundo.
Basta trazer um coração perfeito,
Alma de eleito, Sentimento eleito
Para abalar de lado a lado o mundo!
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terça-feira, janeiro 14, 2014
Livre. Cruz e Sousa. Poesia
Livre
Cruz e Sousa – o cisne negro
Livre! Ser livre da matéria escrava,
arrancar os grilhões que nos flagelam
e livre penetrar nos Dons que selam
a alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
Livre da humana, da terrestre bava
dos corações daninhos que regelam,
quando os nossos sentidos se rebelam
contra a Infâmia bifronte que deprava.
Livre! bem livre para andar mais puro,
mais junto à Natureza e mais seguro
do seu Amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza,
para gozar, na universal Grandeza,
Fecundas e arcangélicas preguiças.
- Cruz e Sousa, do livro Últimos Sonetos, 1905.
Cruz e Sousa – o cisne negro
Livre! Ser livre da matéria escrava,
arrancar os grilhões que nos flagelam
e livre penetrar nos Dons que selam
a alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
Livre da humana, da terrestre bava
dos corações daninhos que regelam,
quando os nossos sentidos se rebelam
contra a Infâmia bifronte que deprava.
Livre! bem livre para andar mais puro,
mais junto à Natureza e mais seguro
do seu Amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza,
para gozar, na universal Grandeza,
Fecundas e arcangélicas preguiças.
- Cruz e Sousa, do livro Últimos Sonetos, 1905.
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sábado, julho 14, 2012
O assinalado. Cruz e Souza.
O assinalado
Cruz e Sousa
Tu és o louco da imortal loucura,
O louco da loucura mais suprema.
A Terra é sempre a tua negra algema,
Prende-te nela a extrema Desventura.
Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma Desventura extrema
Faz que tu’alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.
Tu és o Poeta, o grande Assinalado
Que povoas o mundo despovoado,
De belezas eternas, pouco a pouco…
Na Natureza prodigiosa e rica
Toda a audácia dos nervos justifica
Os teus espasmos imortais de louco!
Cruz e Sousa
Tu és o louco da imortal loucura,
O louco da loucura mais suprema.
A Terra é sempre a tua negra algema,
Prende-te nela a extrema Desventura.
Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma Desventura extrema
Faz que tu’alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.
Tu és o Poeta, o grande Assinalado
Que povoas o mundo despovoado,
De belezas eternas, pouco a pouco…
Na Natureza prodigiosa e rica
Toda a audácia dos nervos justifica
Os teus espasmos imortais de louco!
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terça-feira, julho 10, 2012
Clamor supremo. Cruz e Souza.
Clamor supremo
Cruz e Sousa
Vem comigo por estas cordilheiras!
Põe teu manto e bordão e vem comigo,
Atravessa as montanhas sobranceiras
E nada temas do mortal Perigo!
Sigamos para as guerras condoreiras
Vem, resoluto, que eu irei contigo.
Dentre as águias e as chamas feiticeiras
Só tenho a Natureza por abrigo.
Rasga florestas, bebe o sangue todo
Da Terra e transfigura em astros lôdo,
O próprio lôdo torna mais fecundo.
Basta trazer um coração perfeito,
Alma de eleito, Sentimento eleito
Para abalar de lado a lado o mundo!
Cruz e Sousa
Vem comigo por estas cordilheiras!
Põe teu manto e bordão e vem comigo,
Atravessa as montanhas sobranceiras
E nada temas do mortal Perigo!
Sigamos para as guerras condoreiras
Vem, resoluto, que eu irei contigo.
Dentre as águias e as chamas feiticeiras
Só tenho a Natureza por abrigo.
Rasga florestas, bebe o sangue todo
Da Terra e transfigura em astros lôdo,
O próprio lôdo torna mais fecundo.
Basta trazer um coração perfeito,
Alma de eleito, Sentimento eleito
Para abalar de lado a lado o mundo!
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quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Presa do ódio. João da Cruz e Sousa. Poesia
PRESA DO ÓDIO
João da Cruz e Sousa
Da tu'alma na funda galeria
Descendo às vezes, eu às vezes sinto
Que como o mais feroz lobo faminto
Teu ódio baixo de alcatéia espia.
Do desespero a noite cava e fria,
De boêmias vis o pérfido absinto
Pôs no teu ser um negro labirinto,
Desencadeou sinistra ventania.
Desencadeou a ventania rouca,
surda, tremenda, desvairada, louca,
Que a tu'alma abalou de lado a lado.
Que te inflamou de cóleras supremas
e deixou-te nas trágicas algemas
Do teu ódio sangrento acorrentado!
João da Cruz e Sousa
Da tu'alma na funda galeria
Descendo às vezes, eu às vezes sinto
Que como o mais feroz lobo faminto
Teu ódio baixo de alcatéia espia.
Do desespero a noite cava e fria,
De boêmias vis o pérfido absinto
Pôs no teu ser um negro labirinto,
Desencadeou sinistra ventania.
Desencadeou a ventania rouca,
surda, tremenda, desvairada, louca,
Que a tu'alma abalou de lado a lado.
Que te inflamou de cóleras supremas
e deixou-te nas trágicas algemas
Do teu ódio sangrento acorrentado!
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quarta-feira, janeiro 18, 2012
INEFÁVEL
Cruz e Souza
Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
De estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outras mais serenas madrugadas!
Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo
Na minha alma volteando arrebatadas
Cruz e Souza
Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
De estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outras mais serenas madrugadas!
Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo
Na minha alma volteando arrebatadas
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sexta-feira, novembro 25, 2011
INEFÁVEL
Cruz e Souza
Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
De estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outras mais serenas madrugadas!
Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo
Na minha alma volteando arrebatadas
Cruz e Souza
Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
De estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outras mais serenas madrugadas!
Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo
Na minha alma volteando arrebatadas
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segunda-feira, dezembro 07, 2009
EVOCAÇÃO. Cruz e Souza
EVOCAÇÃO
Cruz e Souza
Oh! lua voluptuosa e tentadora,
ao mesmo tempo trágica e funesta,
Lua em fundo revolto de floresta
e de sonho de vaga embaladora;
Langue visão mortal e sedutora,
dos Vergéis siderais pálida giesta,
divindade sutil da morna sesta,
da lasciva paixão fascinadora;
Flor fria, flor algente, flor gelada
do desconsolo e dos esquecimentos
e do anseio, da febre atormentada;
Tu que soluças pelos céus nevoentos
longo soluço mágico de fada,
dá-me os teus doces acalentamentos!
Cruz e Souza
Oh! lua voluptuosa e tentadora,
ao mesmo tempo trágica e funesta,
Lua em fundo revolto de floresta
e de sonho de vaga embaladora;
Langue visão mortal e sedutora,
dos Vergéis siderais pálida giesta,
divindade sutil da morna sesta,
da lasciva paixão fascinadora;
Flor fria, flor algente, flor gelada
do desconsolo e dos esquecimentos
e do anseio, da febre atormentada;
Tu que soluças pelos céus nevoentos
longo soluço mágico de fada,
dá-me os teus doces acalentamentos!
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sábado, setembro 13, 2008
Luz dolorosa. Cruz e Souza. Poesia
LUZ DOLOROSA
Cruz e Souza
Fulgem da luz os viáticos serenos,
Brancas extrema-unções dos hostiários:
As estrelas dos límpidos sacrários
A nívea lua sobre a paz dos fenos.
Há prelúdios e cânticos e trenos
Tristes, nos ares ermos, solitários...
E nos brilhos da luz, vagos e vários,
Há dor, há luto, há convulsões, venenos...
Estranhas sensações maravilhosas
Percorrem pelos cálices das rosas,
Sensações sepulcrais de larvas frias...
Como que ocultas áspides flexíveis
Mordem da Luz os germens invisíveis
Com o tóxico das cóleras sombrias...
Cruz e Souza
Fulgem da luz os viáticos serenos,
Brancas extrema-unções dos hostiários:
As estrelas dos límpidos sacrários
A nívea lua sobre a paz dos fenos.
Há prelúdios e cânticos e trenos
Tristes, nos ares ermos, solitários...
E nos brilhos da luz, vagos e vários,
Há dor, há luto, há convulsões, venenos...
Estranhas sensações maravilhosas
Percorrem pelos cálices das rosas,
Sensações sepulcrais de larvas frias...
Como que ocultas áspides flexíveis
Mordem da Luz os germens invisíveis
Com o tóxico das cóleras sombrias...
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terça-feira, abril 17, 2007
INVULNERÁVEL. Cruz e Sousa. Poesia
INVULNERÁVEL
Cruz e Sousa
Quando dos carnavais da raça humana
Forem caindo as máscaras grotescas
E as atitudes mais funambulescas
Se desfizerem no feroz Nirvana;
Quando tudo ruir na febre insana,
Nas vertigens bizarras, pitorescas
De um mundo de emoções carnavalescas
Que ri da Fé profunda e soberana,
Vendo passar a lúgubre, funérea
Galeria sinistra da Miséria,
Com as máscaras do rosto descoladas,
Tu que és o deus, o deus invulnerável,
Resiste a tudo e fica formidável,
No Silêncio das noites estreladas!
Cruz e Sousa
Quando dos carnavais da raça humana
Forem caindo as máscaras grotescas
E as atitudes mais funambulescas
Se desfizerem no feroz Nirvana;
Quando tudo ruir na febre insana,
Nas vertigens bizarras, pitorescas
De um mundo de emoções carnavalescas
Que ri da Fé profunda e soberana,
Vendo passar a lúgubre, funérea
Galeria sinistra da Miséria,
Com as máscaras do rosto descoladas,
Tu que és o deus, o deus invulnerável,
Resiste a tudo e fica formidável,
No Silêncio das noites estreladas!
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sábado, dezembro 09, 2006
Ódio sagrado. Cruz e Souza. Poesia
ÓDIO SAGRADO
João da Cruz e Sousa
Ó meu ódio, meu ódio majestoso,
Meu ódio santo e puro e benfazejo,
Unge-me a fronte com teu grande beijo,
Torna-me humilde e torna-me orgulhoso.
Humilde, com os humildes generoso,
Orgulhoso com os seres sem Desejo,
Sem Bondade, sem Fé e sem lampejo
De sol fecundador e carinhoso.
Ó meu ódio, meu lábaro bendito,
Da minh'alma agitado no infinito,
Através de outros lábaros sagrados.
Ódio são, ódio bom! sê meu escudo
Contra os vilões do Amor, que infamam tudo,
Das sete torres dos mortais Pecados!
João da Cruz e Sousa
Ó meu ódio, meu ódio majestoso,
Meu ódio santo e puro e benfazejo,
Unge-me a fronte com teu grande beijo,
Torna-me humilde e torna-me orgulhoso.
Humilde, com os humildes generoso,
Orgulhoso com os seres sem Desejo,
Sem Bondade, sem Fé e sem lampejo
De sol fecundador e carinhoso.
Ó meu ódio, meu lábaro bendito,
Da minh'alma agitado no infinito,
Através de outros lábaros sagrados.
Ódio são, ódio bom! sê meu escudo
Contra os vilões do Amor, que infamam tudo,
Das sete torres dos mortais Pecados!
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sábado, novembro 25, 2006
Inefável. Cruz e Souza. Poesia
INEFÁVEL
Cruz e Souza
Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
De estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outras mais serenas madrugadas!
Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo
Na minha alma volteando arrebatadas
Cruz e Souza
Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
De estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outras mais serenas madrugadas!
Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo
Na minha alma volteando arrebatadas
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sábado, setembro 23, 2006
Livre! João da Cruz e Souza. Poesia
LIVRE!
João da Cruz e Sousa
Livre! Ser livre da materia escrava,
Arrancar os grilhões que nos flagelam
E livre, penetrar nos Dons que selam
A alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
Livre da humana, da terrestre bava
Dos corações daninhos que regelam
Quando os nossos sentidos se rebelam
Contra a Infâmia bifronte que deprava.
Livre! bem livre para andar mais puro,
Mais junto à Natureza e mais seguro
Do seu amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza,
Para gozar, na universal Grandeza,
Fecundas e arcangélicas preguiças.
João da Cruz e Sousa
Livre! Ser livre da materia escrava,
Arrancar os grilhões que nos flagelam
E livre, penetrar nos Dons que selam
A alma e lhe emprestam toda a etérea lava.
Livre da humana, da terrestre bava
Dos corações daninhos que regelam
Quando os nossos sentidos se rebelam
Contra a Infâmia bifronte que deprava.
Livre! bem livre para andar mais puro,
Mais junto à Natureza e mais seguro
Do seu amor, de todas as justiças.
Livre! para sentir a Natureza,
Para gozar, na universal Grandeza,
Fecundas e arcangélicas preguiças.
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