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terça-feira, maio 12, 2020
O lobo e o burro doente. Fábula de Esopo. Charles Fonseca
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sexta-feira, fevereiro 28, 2020
A raposa e o corvo. Esopo
Um corvo roubou um queijo, e com ele no bico foi pousar em uma árvore. Uma raposa, atraída cheiro, desejou logo comer o queijo; mas como! a árvore era alta, e o corvo tem asas, e sabe voar. Recorreu pois a raposa às suas manhas:
- Bons dias, meu amo, disse; quanto folgo de o ver assim belo e nédio. Certo entre o povo aligero não há quem o iguale. Dizem que o rouxinol o excede, porque canta; pois eu afirmo que V. Exa. não canta porque não quer; se o quisesse, desbancaria a todos os rouxinóis.
Ufano por se ver com tanta justiça apreciado, o corvo quis mostrar que também cantava, e logo que abriu o bico, caiu-lhe o queijo. A raposa o apanhou, e, safa, disse:
- Adeus, Sr. Corvo, aprenda a desconfiar das adulações, e não lhe ficará cara a lição pelo preço desse queijo.
MORAL DA HISTÓRIA: Desconfiai quando vos virdes mui gabados; o adulador escarnece de vossa credulidade, e prepara-se para vos fazer pagar por bom preço os seus elogios.
- Bons dias, meu amo, disse; quanto folgo de o ver assim belo e nédio. Certo entre o povo aligero não há quem o iguale. Dizem que o rouxinol o excede, porque canta; pois eu afirmo que V. Exa. não canta porque não quer; se o quisesse, desbancaria a todos os rouxinóis.
Ufano por se ver com tanta justiça apreciado, o corvo quis mostrar que também cantava, e logo que abriu o bico, caiu-lhe o queijo. A raposa o apanhou, e, safa, disse:
- Adeus, Sr. Corvo, aprenda a desconfiar das adulações, e não lhe ficará cara a lição pelo preço desse queijo.
MORAL DA HISTÓRIA: Desconfiai quando vos virdes mui gabados; o adulador escarnece de vossa credulidade, e prepara-se para vos fazer pagar por bom preço os seus elogios.
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quinta-feira, fevereiro 27, 2020
A rã e o boi. Esopo
A rã e o boi
Esopo
Uma rã estava no prado olhando um boi e sentiu tal inveja do tamanho dele que começou a inflar para ficar maior.
Então, outra rã chegou e perguntou se o boi era o maior dos dois.
A primeira respondeu que não – e se esforçou para inflar mais.
Depois, repetiu a pergunta:
– Quem é maior agora?
A outra rã respondeu:
– O boi.
A rã ficou furiosa e tentou ficar maior inflando mais e mais, até que arrebentou.
MORAL DA HISTÓRIA: Quem tenta parecer maior do que é se arrebenta.
Esopo
Uma rã estava no prado olhando um boi e sentiu tal inveja do tamanho dele que começou a inflar para ficar maior.
Então, outra rã chegou e perguntou se o boi era o maior dos dois.
A primeira respondeu que não – e se esforçou para inflar mais.
Depois, repetiu a pergunta:
– Quem é maior agora?
A outra rã respondeu:
– O boi.
A rã ficou furiosa e tentou ficar maior inflando mais e mais, até que arrebentou.
MORAL DA HISTÓRIA: Quem tenta parecer maior do que é se arrebenta.
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sábado, janeiro 04, 2020
O leão cansado
Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.
Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.
Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.
MORAL DA HISTÓRIA: Uma boa ação ganha outra.
Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.
Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.
Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.
MORAL DA HISTÓRIA: Uma boa ação ganha outra.
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terça-feira, dezembro 24, 2019
A cigarra e a formiga. Esopo.
A cigarra e a formiga
A história da cigarra e da formiga talvez seja a mais famosa e difundida fábula de Esopo. A narrativa breve, de apenas um ou dois parágrafos, traz dois animais antagônicos como personagens: a formiga, símbolo do trabalho e do empenho, e a cigarra, representante da preguiça e da displicência. Enquanto a formiga pensou no longo prazo e trabalhou durante o verão para se abastecer no inverno, a cigarra, imediatista, passou o verão a cantar, sem pensar na estação que viria a seguir.
A cada bela estação uma formiga incansável levava para sua casa os mais abundantes mantimentos: quando chegou o inverno, estava farta. Uma cigarra, que todo o verão levara a cantar, achou-se então na maior miséria. Quase a morrer de fome, veio esta, de mãos postas, suplicar à formiga lhe emprestasse um pouco do que lhe sobrava, prometendo pagar-lhe com o juro que quisesse. A formiga, que não é de gênio emprestador; perguntou-lhe, pois, o que fizera no verão que não se precavera.
— No verão, cantei, o calor não me deixou trabalhar.
— Cantastes! tornou a formiga; pois agora dançai.
MORAL DA HISTÓRIA: Trabalhemos para nos livrarmos do suplício da cigarra, e não aturarmos a zombaria das formigas.
A história da cigarra e da formiga talvez seja a mais famosa e difundida fábula de Esopo. A narrativa breve, de apenas um ou dois parágrafos, traz dois animais antagônicos como personagens: a formiga, símbolo do trabalho e do empenho, e a cigarra, representante da preguiça e da displicência. Enquanto a formiga pensou no longo prazo e trabalhou durante o verão para se abastecer no inverno, a cigarra, imediatista, passou o verão a cantar, sem pensar na estação que viria a seguir.
A cada bela estação uma formiga incansável levava para sua casa os mais abundantes mantimentos: quando chegou o inverno, estava farta. Uma cigarra, que todo o verão levara a cantar, achou-se então na maior miséria. Quase a morrer de fome, veio esta, de mãos postas, suplicar à formiga lhe emprestasse um pouco do que lhe sobrava, prometendo pagar-lhe com o juro que quisesse. A formiga, que não é de gênio emprestador; perguntou-lhe, pois, o que fizera no verão que não se precavera.
— No verão, cantei, o calor não me deixou trabalhar.
— Cantastes! tornou a formiga; pois agora dançai.
MORAL DA HISTÓRIA: Trabalhemos para nos livrarmos do suplício da cigarra, e não aturarmos a zombaria das formigas.
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sábado, dezembro 21, 2019
O ladrão e o cão de guarda
O ladrão e o cão de guarda
Um ladrão, desejando entrar à noite numa casa para a roubar, deparou-se com um cão que com os seus latidos o impedia. O cauteloso ladrão, para apaziguar o Cão, lançou-lhe um bocado de pão. Mas o Cão disse:
— Bem sei que me dás este pão para que eu me cale e te deixe roubar a casa, não porque gostes de mim. Mas já que é o dono da casa que me sustenta toda a vida, não vou deixar de ladrar enquanto não te fores embora ou até que ele acorde e te venha afugentar. Não quero que este bocado de pão me custe morrer de fome o resto da vida.
Um ladrão, desejando entrar à noite numa casa para a roubar, deparou-se com um cão que com os seus latidos o impedia. O cauteloso ladrão, para apaziguar o Cão, lançou-lhe um bocado de pão. Mas o Cão disse:
— Bem sei que me dás este pão para que eu me cale e te deixe roubar a casa, não porque gostes de mim. Mas já que é o dono da casa que me sustenta toda a vida, não vou deixar de ladrar enquanto não te fores embora ou até que ele acorde e te venha afugentar. Não quero que este bocado de pão me custe morrer de fome o resto da vida.
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Fábula
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domingo, dezembro 15, 2019
O burro e a cobra
O burro e a cobra
Como recompensa por um serviço prestado, os homens pediram a Júpiter a eterna juventude, o que ele concedeu. Pegou na juventude, pô-la em cima de um Burro e mandou que a levasse aos homens.
Indo o Burro no seu caminho, chega a um ribeiro com sede, onde estava uma Cobra que disse que não o deixaria beber daquela água se não lhe desse o que levava às costas. O Burro, que não sabia o valor do que transportava, deu-lhe a juventude a troco da água. E assim os homens continuaram a envelhecer, e as Cobras renovando-se a cada ano.
Como recompensa por um serviço prestado, os homens pediram a Júpiter a eterna juventude, o que ele concedeu. Pegou na juventude, pô-la em cima de um Burro e mandou que a levasse aos homens.
Indo o Burro no seu caminho, chega a um ribeiro com sede, onde estava uma Cobra que disse que não o deixaria beber daquela água se não lhe desse o que levava às costas. O Burro, que não sabia o valor do que transportava, deu-lhe a juventude a troco da água. E assim os homens continuaram a envelhecer, e as Cobras renovando-se a cada ano.
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Fábula
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sexta-feira, dezembro 06, 2019
ECO E NARCISO
Eco foi a ninfa fundamental na vida de Narciso. Ela era a mais formosa tagarela do Olimpo; uma ninfa e jovem mulher que os gregos antigos consideravam uma divindade menor e que imaginavam vivesse entre as selvas das montanhas.
Quando algum deus se sentia entediado com a vida monótona que levava, mandava chamar Eco para que lhe contasse todas as histórias que só ela era capaz de inventar de improviso ali mesmo, na hora. Até o próprio Júpiter disso se aproveitava, com frequência, pois, quando o rei dos deuses tencionava realizar alguma incursão amorosa pela terra, a fim de distrair-se dos aborrecimentos e das preocupações que lhe causavam os deuses e os homens, mandava que Eco distraísse sua ciumenta esposa Juno. Esta ninfa operava verdadeiros milagres; Juno gostava muito dela e sentia prazer em sua companhia.
Certa vez Júpiter deu uma de suas escapadas, mas demorou demais na terra, e a pobre Eco acabou ficando com seu repertório esgotado, pois não sabia mais que história ou mexericos contar e, por isso, passou a proferir coisas e contos sem nexo. Diante disso, a deusa Juno zangou-se e infringiu-lhe um terrível castigo; desde aquele dia, nunca mais poderia ser a primeira a falar, e somente poderia responder quando fosse interrogada. Em seguida Juno agravou-lhe a penalidade; em suas respostas a ninfa Eco deveria limitar-se a repetir a última sílaba da última palavra de que a interpelasse. Desta vez o castigo foi realmente duro, especialmente para aquela tagarela. Mas não foi só isso; seu sofrimento aumentou muito quando ela se apaixonou pelo belo Narciso.
Do deus Cefiso e da ninfa Liríope nasceu Narciso. Ela foi mostrada ao pai por uma jubilosa e exuberante ninfa. Muitas lendas gregas tem por objetivo a mitológica figura desse jovem, ao qual a própria extraordinária beleza foi causa de morte.
Num certo dia Cefiso e Liríope levaram seu filho para consultar o adivinho Tirésias, para saber como seria o futuro de seu menino Narciso. O menino era vivo e belíssimo. Segundo os costumes da época os pais poderiam saber sobre o futuro dos filhos, ou até alguma coisa sobre seu futuro. É natural que todos os pais desejem felicidade para os filhos.
Apos examinar os voos dos pássaros e o tremular das folhas beijadas pela suave brisa, apresentou-lhes uma profecia bastante ambígua e nada promissora.
O adivinho falou: - Este menino só viverá até o dia que conhecer a si próprio, isto é, até ver a própria imagem.
Mesmo inconformados e sem entender direito aquela profecia, voltaram para casa, onde esconderam todos os espelhos e procuraram se acostumar com a ideia de um futuro obscuro para seu filho.
Com o passar dos anos Narciso tornou-se um belíssimo rapaz e muitas ninfas se apaixonaram por ele, mas este só pensava em caça e nos lindos bosques daquele lugar; nem olhava para as belas e apaixonadas ninfas que o seguiam. Também a ninfa Eco se apaixonou perdidamente pelo belo rapaz, mas não teve melhor sorte do que as suas companheiras. Ele, porém nunca soube que era tão belo porque não havia espelho onde olhar-se. Transcorria seu tempo caçando pelos bosques de suas montanhas e, ao atingir a adolescência, começou a ver em torno de si verdadeiros enxames de ninfas e de formosas raparigas mortais. Entre essas ninfas apaixonadas por Narciso, estava também a tagarela Eco, que era talvez a mais assanhadinha; esta ninfa, porém, enfastiava-o embora não parecesse bonita e um pouco calada demais.; é que perto dele ela se exprimia de maneira tão estranha, que este não conseguia compreendê-la. Narciso começou a irritar-se seriamente e, para livrar-se dela, passou a maltratá-la. A pobre Eco sofria muito, pois estava apaixonada e não podia afastar-se dele, embora já estivesse convencida de que o belo jovem não desejava sua presença. Com o passar dos dias Eco começou a chorar, ia definhando dia-a-dia e, a cada indelicadeza de Narciso, corria a ocultar-se aos pés de uma rocha; passava dias inteiros sem alimentar-se e já estava reduzida a pele e osso, enquanto sua voz continuava a repetir a última sílaba das palavras que ouvia, como se fosse um eco nas montanhas. Sua beleza murchou lentamente e dela nada mais restava a não ser os ossos e um tênue fio de voz. Os deuses, porém, condoídos, transformaram-na em uma rocha e, ainda hoje, todos quantos passam diante de uma rocha e pronunciam alguma palavra, ouvem um Eco, que lhes repete a última sílaba. Por causa disso, Nêmesis, a deusa da vingança, resolveu punir Narciso. Desceu ao Olimpo e, assumindo o aspecto de uma caçadora, aproximou-se de Narciso, propondo-lhe conduzi-lo a um lugar rico de caça. O belo jovem seguiu-a de boa vontade, e ela o levou para um lugar jamais visto antes; era uma belíssima clareira circundada de altas árvores, e em cujo centro se encontrava uma fonte de águas cristalinas e imóveis. Nêmesis levou-o para bem perto da orla da fonte e convidou-o a curvar-se para beber aquela cristalina água. E então Narciso viu a coisa mais bela da Natureza, seu próprio rosto.
Curvado sobre a água, permaneceu longamente a contemplar sua própria imagem, enquanto Nêmesis lhe murmurava ao ouvido, com voz fria:
- Permanecerá para sempre aqui, Narciso; permanecerá pela eternidade afora, a contemplar seu rosto, mais belo do que aquele de todas as ninfas e de todas as deusas. Nenhum coração de mulher sofrerá mais pela sua beleza, que você agora ficou conhecendo. Este era o significado da profecia de Tirésias!
E Narciso ali ficou, curvado sobre a água, incapaz de afastar-se da visão da própria imagem, para sempre.
Quando você dá um grito num vale cercado de natureza, ouve sua voz ecoando; é a ninfa Eco que ali está lhe respondendo.
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Quando algum deus se sentia entediado com a vida monótona que levava, mandava chamar Eco para que lhe contasse todas as histórias que só ela era capaz de inventar de improviso ali mesmo, na hora. Até o próprio Júpiter disso se aproveitava, com frequência, pois, quando o rei dos deuses tencionava realizar alguma incursão amorosa pela terra, a fim de distrair-se dos aborrecimentos e das preocupações que lhe causavam os deuses e os homens, mandava que Eco distraísse sua ciumenta esposa Juno. Esta ninfa operava verdadeiros milagres; Juno gostava muito dela e sentia prazer em sua companhia.
Certa vez Júpiter deu uma de suas escapadas, mas demorou demais na terra, e a pobre Eco acabou ficando com seu repertório esgotado, pois não sabia mais que história ou mexericos contar e, por isso, passou a proferir coisas e contos sem nexo. Diante disso, a deusa Juno zangou-se e infringiu-lhe um terrível castigo; desde aquele dia, nunca mais poderia ser a primeira a falar, e somente poderia responder quando fosse interrogada. Em seguida Juno agravou-lhe a penalidade; em suas respostas a ninfa Eco deveria limitar-se a repetir a última sílaba da última palavra de que a interpelasse. Desta vez o castigo foi realmente duro, especialmente para aquela tagarela. Mas não foi só isso; seu sofrimento aumentou muito quando ela se apaixonou pelo belo Narciso.
Do deus Cefiso e da ninfa Liríope nasceu Narciso. Ela foi mostrada ao pai por uma jubilosa e exuberante ninfa. Muitas lendas gregas tem por objetivo a mitológica figura desse jovem, ao qual a própria extraordinária beleza foi causa de morte.
Num certo dia Cefiso e Liríope levaram seu filho para consultar o adivinho Tirésias, para saber como seria o futuro de seu menino Narciso. O menino era vivo e belíssimo. Segundo os costumes da época os pais poderiam saber sobre o futuro dos filhos, ou até alguma coisa sobre seu futuro. É natural que todos os pais desejem felicidade para os filhos.
Apos examinar os voos dos pássaros e o tremular das folhas beijadas pela suave brisa, apresentou-lhes uma profecia bastante ambígua e nada promissora.
O adivinho falou: - Este menino só viverá até o dia que conhecer a si próprio, isto é, até ver a própria imagem.
Mesmo inconformados e sem entender direito aquela profecia, voltaram para casa, onde esconderam todos os espelhos e procuraram se acostumar com a ideia de um futuro obscuro para seu filho.
Com o passar dos anos Narciso tornou-se um belíssimo rapaz e muitas ninfas se apaixonaram por ele, mas este só pensava em caça e nos lindos bosques daquele lugar; nem olhava para as belas e apaixonadas ninfas que o seguiam. Também a ninfa Eco se apaixonou perdidamente pelo belo rapaz, mas não teve melhor sorte do que as suas companheiras. Ele, porém nunca soube que era tão belo porque não havia espelho onde olhar-se. Transcorria seu tempo caçando pelos bosques de suas montanhas e, ao atingir a adolescência, começou a ver em torno de si verdadeiros enxames de ninfas e de formosas raparigas mortais. Entre essas ninfas apaixonadas por Narciso, estava também a tagarela Eco, que era talvez a mais assanhadinha; esta ninfa, porém, enfastiava-o embora não parecesse bonita e um pouco calada demais.; é que perto dele ela se exprimia de maneira tão estranha, que este não conseguia compreendê-la. Narciso começou a irritar-se seriamente e, para livrar-se dela, passou a maltratá-la. A pobre Eco sofria muito, pois estava apaixonada e não podia afastar-se dele, embora já estivesse convencida de que o belo jovem não desejava sua presença. Com o passar dos dias Eco começou a chorar, ia definhando dia-a-dia e, a cada indelicadeza de Narciso, corria a ocultar-se aos pés de uma rocha; passava dias inteiros sem alimentar-se e já estava reduzida a pele e osso, enquanto sua voz continuava a repetir a última sílaba das palavras que ouvia, como se fosse um eco nas montanhas. Sua beleza murchou lentamente e dela nada mais restava a não ser os ossos e um tênue fio de voz. Os deuses, porém, condoídos, transformaram-na em uma rocha e, ainda hoje, todos quantos passam diante de uma rocha e pronunciam alguma palavra, ouvem um Eco, que lhes repete a última sílaba. Por causa disso, Nêmesis, a deusa da vingança, resolveu punir Narciso. Desceu ao Olimpo e, assumindo o aspecto de uma caçadora, aproximou-se de Narciso, propondo-lhe conduzi-lo a um lugar rico de caça. O belo jovem seguiu-a de boa vontade, e ela o levou para um lugar jamais visto antes; era uma belíssima clareira circundada de altas árvores, e em cujo centro se encontrava uma fonte de águas cristalinas e imóveis. Nêmesis levou-o para bem perto da orla da fonte e convidou-o a curvar-se para beber aquela cristalina água. E então Narciso viu a coisa mais bela da Natureza, seu próprio rosto.
Curvado sobre a água, permaneceu longamente a contemplar sua própria imagem, enquanto Nêmesis lhe murmurava ao ouvido, com voz fria:
- Permanecerá para sempre aqui, Narciso; permanecerá pela eternidade afora, a contemplar seu rosto, mais belo do que aquele de todas as ninfas e de todas as deusas. Nenhum coração de mulher sofrerá mais pela sua beleza, que você agora ficou conhecendo. Este era o significado da profecia de Tirésias!
E Narciso ali ficou, curvado sobre a água, incapaz de afastar-se da visão da própria imagem, para sempre.
Quando você dá um grito num vale cercado de natureza, ouve sua voz ecoando; é a ninfa Eco que ali está lhe respondendo.
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terça-feira, novembro 26, 2019
A TARTARUGA E A LEBRE
Num certo dia a tartaruga desafiou a lebre para uma corrida, mas as suas amigas riram dela dizendo: - pobrezinha, é mesmo muito ingênua!
Sua amiga mais íntima veio lhe aconselhar. - Você está maluca? Apostar corrida com o bicho mais veloz da mata? Vai perder feio e passar vergonha!
Mas a tartaruga não se deixou intimidar.
- Deixe estar, deixe estar.
No dia marcado, a lebre e a tartaruga, após se aquecerem, se posicionaram para a corrida. O macaco deu o tiro de largada. Sob aplausos das torcidas, começou a corrida de século. Em menos de um minuto a lebre já havia ganhado tanta distância da tartaruga que resolveu tirar uma soneca.
- Aquela tartaruga tola vai demorar uma vida inteira para chegar até aqui. Vou aproveitar para descansar. Deitou-se à sombra de uma árvore e adormeceu profundamente.
A tartaruga veio caminhando lenta e silenciosamente passando por ela sem que a mesma percebesse. Quando a lebre acordou ficou sabendo que a tartaruga tinha vencido a corrida. Ficou inconformada, mas teve de aceitar a realidade.
Sua amiga mais íntima veio lhe aconselhar. - Você está maluca? Apostar corrida com o bicho mais veloz da mata? Vai perder feio e passar vergonha!
Mas a tartaruga não se deixou intimidar.
- Deixe estar, deixe estar.
No dia marcado, a lebre e a tartaruga, após se aquecerem, se posicionaram para a corrida. O macaco deu o tiro de largada. Sob aplausos das torcidas, começou a corrida de século. Em menos de um minuto a lebre já havia ganhado tanta distância da tartaruga que resolveu tirar uma soneca.
- Aquela tartaruga tola vai demorar uma vida inteira para chegar até aqui. Vou aproveitar para descansar. Deitou-se à sombra de uma árvore e adormeceu profundamente.
A tartaruga veio caminhando lenta e silenciosamente passando por ela sem que a mesma percebesse. Quando a lebre acordou ficou sabendo que a tartaruga tinha vencido a corrida. Ficou inconformada, mas teve de aceitar a realidade.
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segunda-feira, novembro 25, 2019
A Raposa e as Uvas. Esopo
Uma Raposa, morta de fome depois de um jejum não intencional, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas ramas de uma viçosa videira, alguns cachos de exuberantes Uvas negras, e o mais importante, que pareciam maduras.
Não pensou duas vezes, e depois de certificar-se que o caminho estava livre de intrusos, resolveu colher seu alimento.
Para isso não poupou esforços. E usando os seus dotes, conhecimentos e artifícios resolveu pegá-las. E, embora estivessem fora do seu alcance, não desistiu sem antes tentar de todas as formas.
Desolada, cansada, faminta e frustrada com o insucesso de sua empreitada, suspirando, deu de ombros, e finalmente se deu por vencida.
Por fim, deu meia volta e foi embora. Apesar de desapontada com seu fracasso, ainda assim saiu consolando a si mesma, dizendo:
"Na verdade, olhando agora com mais atenção, percebo que as Uvas estão todas estragadas e não maduras como a princípio imaginei..."
Não pensou duas vezes, e depois de certificar-se que o caminho estava livre de intrusos, resolveu colher seu alimento.
Para isso não poupou esforços. E usando os seus dotes, conhecimentos e artifícios resolveu pegá-las. E, embora estivessem fora do seu alcance, não desistiu sem antes tentar de todas as formas.
Desolada, cansada, faminta e frustrada com o insucesso de sua empreitada, suspirando, deu de ombros, e finalmente se deu por vencida.
Por fim, deu meia volta e foi embora. Apesar de desapontada com seu fracasso, ainda assim saiu consolando a si mesma, dizendo:
"Na verdade, olhando agora com mais atenção, percebo que as Uvas estão todas estragadas e não maduras como a princípio imaginei..."
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domingo, novembro 24, 2019
A raposa e o leão
A raposa e o leão
Tinha a Raposa o seu covil bem fechado e estava lá dentro a gemer, porque estava doente; chegou à porta um Leão e perguntou-lhe como estava, e que a deixasse entrar, porque a queria lamber, que tinha virtude na língua, e lambendo-a, logo havia de sarar.
Respondeu a Raposa de dentro:
— Não posso abrir, nem quero. Creio que a tua língua tem virtude; porém é tão má vizinhança a dos dentes, que lhe tenho grande medo, e portanto antes quero sofrer com o meu mal.
Tinha a Raposa o seu covil bem fechado e estava lá dentro a gemer, porque estava doente; chegou à porta um Leão e perguntou-lhe como estava, e que a deixasse entrar, porque a queria lamber, que tinha virtude na língua, e lambendo-a, logo havia de sarar.
Respondeu a Raposa de dentro:
— Não posso abrir, nem quero. Creio que a tua língua tem virtude; porém é tão má vizinhança a dos dentes, que lhe tenho grande medo, e portanto antes quero sofrer com o meu mal.
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terça-feira, novembro 12, 2019
A rã e o boi
A rã e o boi
Esopo
Uma rã estava no prado olhando um boi e sentiu tal inveja do tamanho dele que começou a inflar para ficar maior.
Então, outra rã chegou e perguntou se o boi era o maior dos dois.
A primeira respondeu que não – e se esforçou para inflar mais.
Depois, repetiu a pergunta:
– Quem é maior agora?
A outra rã respondeu:
– O boi.
A rã ficou furiosa e tentou ficar maior inflando mais e mais, até que arrebentou.
MORAL DA HISTÓRIA: Quem tenta parecer maior do que é se arrebenta.
Esopo
Uma rã estava no prado olhando um boi e sentiu tal inveja do tamanho dele que começou a inflar para ficar maior.
Então, outra rã chegou e perguntou se o boi era o maior dos dois.
A primeira respondeu que não – e se esforçou para inflar mais.
Depois, repetiu a pergunta:
– Quem é maior agora?
A outra rã respondeu:
– O boi.
A rã ficou furiosa e tentou ficar maior inflando mais e mais, até que arrebentou.
MORAL DA HISTÓRIA: Quem tenta parecer maior do que é se arrebenta.
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quinta-feira, novembro 07, 2019
A Gralha e os Pavões. Esopo
A Gralha e os Pavões
Esopo
Era uma gralha muito orgulhosa e vaidosa que, como estava descontente com a vida, apanhou umas penas de pavão que tinham caído no chão. Espetou-as no meio das suas próprias penas e foi ter com os pavões. Mas em breve as penas começaram a cair, e os pavões atacaram-na com os seus bicos aguçados.
Muito triste, a gralha procurou as suas antigas companheiras, desejosa de tornar a viver com elas. Mas as outras gralhas, lembrando-se do modo como ela se comportara, ignoraram-na.
“Amiga”, disseram-lhe, “podias ter ficado conosco e estar contente, mas preferiste trocar-nos por uma companhia mais brilhante. Nessa altura não precisaste de nós, agora somos nós que não precisamos de ti.”
Moral da história
Nós roubamo-nos uns aos outros de muitas formas e por muitas razões, mas o orgulho e a ignorância só tornam as pessoas ridículas.
Esopo
Era uma gralha muito orgulhosa e vaidosa que, como estava descontente com a vida, apanhou umas penas de pavão que tinham caído no chão. Espetou-as no meio das suas próprias penas e foi ter com os pavões. Mas em breve as penas começaram a cair, e os pavões atacaram-na com os seus bicos aguçados.
Muito triste, a gralha procurou as suas antigas companheiras, desejosa de tornar a viver com elas. Mas as outras gralhas, lembrando-se do modo como ela se comportara, ignoraram-na.
“Amiga”, disseram-lhe, “podias ter ficado conosco e estar contente, mas preferiste trocar-nos por uma companhia mais brilhante. Nessa altura não precisaste de nós, agora somos nós que não precisamos de ti.”
Moral da história
Nós roubamo-nos uns aos outros de muitas formas e por muitas razões, mas o orgulho e a ignorância só tornam as pessoas ridículas.
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quarta-feira, novembro 06, 2019
O Corvo e a Raposa
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segunda-feira, novembro 04, 2019
O Leão e o Rato | Fabula - Desenho animado infantil com Os Amiguinhos
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Fábula
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sábado, novembro 02, 2019
O lobo e o asno doente. Fábula. Esopo.
O lobo e o asno doente
Estava o Asno mal-disposto, e foi o Lobo visitá-lo, fazendo-se muito amigo. Tomou-lhe o pulso, correu-lhe a mão pelo rosto e disse que queria curá-lo. Estava o Asno quedo, bem desejoso de se ver a cem léguas do Lobo, o qual lhe apalpava os membros todos. Perguntou onde lhe doía, e apertava-o e arrepelava-o tanto, que disse o Asno:
- Onde quer que me pões a mão, logo aí me dói; mas rogo-te que te vás e não me cures, que ido tu, sararei logo.
Esopo
Fábula
Estava o Asno mal-disposto, e foi o Lobo visitá-lo, fazendo-se muito amigo. Tomou-lhe o pulso, correu-lhe a mão pelo rosto e disse que queria curá-lo. Estava o Asno quedo, bem desejoso de se ver a cem léguas do Lobo, o qual lhe apalpava os membros todos. Perguntou onde lhe doía, e apertava-o e arrepelava-o tanto, que disse o Asno:
- Onde quer que me pões a mão, logo aí me dói; mas rogo-te que te vás e não me cures, que ido tu, sararei logo.
Esopo
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sexta-feira, novembro 01, 2019
A Cigarra e a Formiga. La Fontaine/Bocage
A Cigarra e a Formiga. La Fontaine/Bocage
Tendo a cigarra em cantigas
Passado todo o verão
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação.
Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
Rogou-lhe que lhe emprestasse,
Pois tinha riqueza e brilho,
Algum grão com que manter-se
Té voltar o aceso estio.
- "Amiga", diz a cigarra,
- "Prometo, à fé d'animal,
Pagar-vos antes d'agosto
Os juros e o principal."
A formiga nunca empresta,
Nunca dá, por isso junta.
- "No verão em que lidavas?"
À pedinte ela pergunta.
Responde a outra: - "Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora."
- "Oh! bravo!", torna a formiga.
- "Cantavas? Pois dança agora!"
Tendo a cigarra em cantigas
Passado todo o verão
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação.
Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.
Rogou-lhe que lhe emprestasse,
Pois tinha riqueza e brilho,
Algum grão com que manter-se
Té voltar o aceso estio.
- "Amiga", diz a cigarra,
- "Prometo, à fé d'animal,
Pagar-vos antes d'agosto
Os juros e o principal."
A formiga nunca empresta,
Nunca dá, por isso junta.
- "No verão em que lidavas?"
À pedinte ela pergunta.
Responde a outra: - "Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora."
- "Oh! bravo!", torna a formiga.
- "Cantavas? Pois dança agora!"
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segunda-feira, outubro 28, 2019
O lobo mordido pelo cão
O lobo mordido pelo cão
Sendo um Lobo mordido gravemente por um Cão, estava estirado na terra, sem se poder erguer.
Vendo passar uma Ovelha, pediu-lhe, que lhe trouxesse uma pouca de água de um rio, que por ali corria, dizendo-lhe, que, se lhe dava de beber, ele lhe daria de comer.
Entendeu a Ovelha ser aquilo assim; trouxe-lhe de beber, e contra sua vontade também de comer.
A malícia faz grande dano aos simples.
Esopo
Sendo um Lobo mordido gravemente por um Cão, estava estirado na terra, sem se poder erguer.
Vendo passar uma Ovelha, pediu-lhe, que lhe trouxesse uma pouca de água de um rio, que por ali corria, dizendo-lhe, que, se lhe dava de beber, ele lhe daria de comer.
Entendeu a Ovelha ser aquilo assim; trouxe-lhe de beber, e contra sua vontade também de comer.
A malícia faz grande dano aos simples.
Esopo
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quinta-feira, outubro 10, 2019
O pastor e o lobo
O pastor e o lobo
Fugiu um Lobo de um caçador que vinha em seu seguimento, e diante de um Pastor se escondeu em umas moutas, rogando-lhe que se o caçador lhe perguntasse, dissesse era ido. Ficou o Pastor de o fazer. E chegado o caçador, perguntando pelo Lobo, o Pastor lhe dizia que era ido, mas com a cabeça lhe acenava para onde estava; não atentou o caçador nos acenos, e foi-se. Saiu o Lobo e disse-lhe o Pastor:
- Que vai amigo, muito me deves, bom valedor tiveste em mim.
- Valeu-me a mim minha ventura - respondeu o Lobo - e não te entender o caçador, pelo que nada te devo, antes se bendigo a tua língua, amaldiçoo a tua cabeça, que tanto fez por me descobrir.
Esopo
Fugiu um Lobo de um caçador que vinha em seu seguimento, e diante de um Pastor se escondeu em umas moutas, rogando-lhe que se o caçador lhe perguntasse, dissesse era ido. Ficou o Pastor de o fazer. E chegado o caçador, perguntando pelo Lobo, o Pastor lhe dizia que era ido, mas com a cabeça lhe acenava para onde estava; não atentou o caçador nos acenos, e foi-se. Saiu o Lobo e disse-lhe o Pastor:
- Que vai amigo, muito me deves, bom valedor tiveste em mim.
- Valeu-me a mim minha ventura - respondeu o Lobo - e não te entender o caçador, pelo que nada te devo, antes se bendigo a tua língua, amaldiçoo a tua cabeça, que tanto fez por me descobrir.
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sábado, setembro 28, 2019
O rato e a rã. Esopo. Fábula.
O rato e a rã
Um rato da terra se fez amigo de uma rã, para sua desgraça. A rã, obedecendo a intenções desviadas atou a pata do rato a sua própria pata. Marcharam então primeiro pela terra para comer trigo, logo se aproximaram da beira do pântano e a rã, dando um saldo, arrastou para o fundo o rato, enquanto ficava na água lançando seus conhecidos gritos. O azarado rato, guinchando na água, se afogou, ficando a flutuar atado à pata da rã. O viu um martim-pescador que voava por ali e agarrou o ratão com suas garras, arrastando junto a rã, que também serviu de alimento ao pássaro.
Moral da Estória:
Toda ação que se faz com intenção de maldade, sempre termina contra o mesmo que a comete.
Esopo
Um rato da terra se fez amigo de uma rã, para sua desgraça. A rã, obedecendo a intenções desviadas atou a pata do rato a sua própria pata. Marcharam então primeiro pela terra para comer trigo, logo se aproximaram da beira do pântano e a rã, dando um saldo, arrastou para o fundo o rato, enquanto ficava na água lançando seus conhecidos gritos. O azarado rato, guinchando na água, se afogou, ficando a flutuar atado à pata da rã. O viu um martim-pescador que voava por ali e agarrou o ratão com suas garras, arrastando junto a rã, que também serviu de alimento ao pássaro.
Moral da Estória:
Toda ação que se faz com intenção de maldade, sempre termina contra o mesmo que a comete.
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