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terça-feira, março 13, 2012

Onde ela estuda. IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas


O IPÊ é considerado a terceira maior ONG ambiental do Brasil, possui título de OSCIP e tem sede em Nazaré Paulista (SP). O instituto, que começou com o Projeto Mico-Leão-Preto, hoje conta com mais de 90 profissionais trabalhando em cerca de 30 projetos espalhados pelo Brasil - Estação Ecológica de Anavilhanas (AM), uma área particular em Portel (Pará), Pontal do Paranapanema e Nazaré Paulista (SP) e Parque Nacional do Superagüi (PR). O IPÊ mantém pesquisas também em regiões como Ariri , Ilha Grande e Ivinhema.

quinta-feira, março 08, 2012

domingo, fevereiro 05, 2012

O homem que plantava árvores.


Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR® de filme curto de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.
Conta a história de um homem bom e simples, um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar pra trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Clique na imagem

segunda-feira, janeiro 02, 2012

segunda-feira, outubro 17, 2011


A ilusão de uma economia verde

Tudo o que fizermos para proteger o planeta vivo que é a Terra contra fatores que a tiraram de seu equilíbrio e provocaram, em conseqüência, o aquecimento global é válido e deve ser apoiado.
Na verdade, a expressão “aquecimento global” esconde fenômenos como: secas prolongadas que dizimam safras de grãos, grandes inundações e vendavais, falta de água, erosão dos solos, fome, degradação daqueles 15 entre os 24 serviços, elencados pela Avaliação Ecossistêmica da Terra (ONU), responsáveis pela sustentabilidade do planeta(água, energia, solos, sementes, fibras etc).
A questão central nem é salvar a Terra. Ela se salva a si mesma e, se for preciso, nos expulsando de seu seio. Mas como nos salvarmos a nós mesmos e à nossa civilização? Esta é real questão que a maioria dá de ombros.
A produção de baixo de carbono, os produtos orgânicos, energia solar e eólica, a diminuição, o mais possível, de intervenção nos ritmos da natureza, a busca da reposição dos bens utilizados, a reciclagem, tudo que vem sob o nome de economia verde são os processos mais buscados e difundidos. E é recomendável que esse modo de produzir se imponha.
Mesmo assim não devemos nos iludir e perder o sentido crítico. Fala-se de economia verde para evitar a questão da sustentabilidade que se encontra em oposição ao atual modo de produção e consumo. Mas no fundo, trata-se de medidas dentro do mesmo paradigma de dominação da natureza. Não existe o verde e o não verde. Todos os produtos contem nas várias fases de sua produção, elementos tóxicos, danosos à saúde da Terra e da sociedade.
Hoje pelo método da Análise do Ciclo de Vida podemos exibir e monitorar as complexas inter-relações entre as várias etapas, da extração, do transporte, da produção, do uso e do descarte de cada produto e seus impactos ambientais.
Aí fica claro que o pretendido verde não é tão verde assim. O verde representa apenas uma etapa de todo um processo. A produção nunca é de todo ecoamigável.
Tomemos como exemplo o etanol, dado como energia limpa e alternativa à energia fóssil e suja do petróleo. Ele é limpo somente na boca da bomba de abastecimento. Todo o processo de sua produção é altamente poluidor: os agrotóxicos aplicados ao solo, as queimadas, o transporte com grandes caminhões que emitem gases, as emissões das fábricas, os efluentes líquidos e o bagaço.
Os pesticidas eliminam bactérias e expulsam as minhocas que são fundamentais para a regeneração os solos; elas só voltam depois de cinco anos.
Para garantirmos uma produção necessária à vida, e que não estresse e degrade a natureza, precisamos mais do que a busca do verde. A crise é conceptual e não econômica. A relação para com a Terra tem que mudar. Somos parte de Gaia e por nossa atuação cuidadosa a tornamos mais consciente e com mais chance de assegurar sua vitalidade.
Para nos salvar não vejo outro caminho senão aquele apontado pela Carta da Terra: ”o destino comum nos conclama a buscar um novo começo; isto requer uma mudança na mente e no coração; demanda um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal” (final).
Mudança de mente significa um novo conceito de Terra como Gaia. Ela não nos pertence, mas ao conjunto dos ecossistemas que servem à totalidade da vida, regulando sua base biofísica e os climas. Ela criou toda a comunidade de vida e não apenas nós. Nós somos sua porção consciente e responsável.
O trabalho mais pesado é feito pelos nossos parceiros invisíveis, verdadeiro proletariado natural, os microorganismos, as bactérias e fungos que são bilhões em cada colherada de chão. São eles que sustentam efetivamente a vida já há 3,8 bilhões de anos.
Nossa relação para com a Terra deve ser como aquela com nossas mães: de respeito e gratidão. Devemos devolver, agradecidos, o que ela nos dá e manter sua capacidade vital.
Mudança de coração significa que além da razão instrumental com a qual organizamos a produção, precisamos da razão cordial e sensível que se expressa pelo amor à Terra e pelo respeito a cada ser da criação porque é nosso companheiro na comunidade de vida e pelo sentimento de reciprocidade, de interdependência e de cuidado, pois essa é nossa missão.
Sem essa conversão não sairemos da miopia de uma economia verde. Só novas mentes e novos corações gestarão outro futuro.

Leonardo Boff é teólogo e filósofo

quarta-feira, outubro 12, 2011


DESABAFO


  "Na fila do supermercado o caixa diz uma senhora idosa que deveria  trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico  não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não  havia essa onda verde no meu tempo.”


O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha  senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio  ambiente. "


  "Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou  adequadamente com o meio ambiente.


  Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram  devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas  e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas,  usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.


  Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as  escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.  Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de  potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.


  Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até  então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas  descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas  máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente  secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido  de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.


  Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.  Naquela época  tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em  cada quarto. E a TV tinha uma tela do  tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será  descartado como?


  Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas  elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil  para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou  pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.


  Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama,  era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era  extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também  funcionam a eletricidade.


  Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.  Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar  copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas:  recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra.  Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos  'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde  naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os  meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe  como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada  quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de  aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites  a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.


  Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não  quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?