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quinta-feira, janeiro 24, 2013

Fazendo turismo

Fazendo turismo

Todo americano que chega no Brasil quer ir em quatro lugares, fixos. Sempre me intriguei com isso. Resolvi perguntar.
- Steve, por que você foi: no Rio de Janeiro, em Manaus, numa praia do Nordeste e em Foz do Iguaçu?
- Easy, Johnny. Rio é o que a gente sonha sobre o Brasil, Manaus o que nunca vimos, Nordeste o que nunca amamos antes e Foz é para conferir que é maior do que Niágara Falls.
- Mas Steve, nenhum desses lugares é o nosso verdadeiro país!
- Well, espero que não seja real a sua capital.

JB Alencastro

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Fé no café

Fé no café

A família estava cansada. Acordaram cedo, muitas trilhas, muitas aventuras. Pararam a convite de um senhor, muito amigo do guia local. Garibas fica entre Caracol e São Raimundo Nonato. Região muito pobre. Casa de pau a pique. Vem um café. O pai nunca toma. Sorveu aos poucos, a conversa boa, as histórias ricas. Muitas lições e aprendizado. A fortuna está no gesto.

JB Alencastro

sábado, janeiro 28, 2012

Veranico de Janeiro

Veranico de Janeiro


Amanheceu diferente, céu lavado das chuvas, férias. Ardendo o corpo, umidade baixa, depois da tristeza. Nada faria com que ela desistisse de amá-lo menos. Como um vírus o sentimento foi se apossando, em crescente. Seus afazeres ficaram secundários, livrou-se de velhas algemas. Sentia cócegas no sorriso. Mas após quatro dias de tórax em flor, choveu. Ela então se precipitou e virou as costas. Contudo, a paixão é sempre invariável. Já havia brotado raízes nos seus idos.


JB Alencastro

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Avara pescaria à vara

O Jovem Pescador

Desde cedo o pai ia ao rio. Um dia, o garoto foi junto. Sol quente na moleira, o fio de nylon embaraçava, o anzol enganchou nas suas meias, mas nada disso o abalou. Ele gostava. Em menos de uma hora aprendeu a lançar longe a isca. Neste dia mesmo, já sabia travar o molinete. Lutava com o peixe. Fisgou boas iscas. Paizão orgulhoso. Nenhuma reclamação, até colocação criativa do apoio – entre as pernas – o menino fez sem ninguém ensinar. Viagem perfeita. Na volta, ao abastecer no posto, uma mulher formosa desfilou a frente de ambos.

- Que peixão, einh, pai?

Silenciosamente ele sorriu. O DNA do pescador estava demonstrado tanto no manejo da vara quanto no apreciar de um belo exemplar.

JB Alencastro