SOFRIMENTO
Henriqueta Lisboa
No oceano integra-se (bem pouco)
uma pedra de sal.
Ficou o espírito, mais livre
que o corpo.
A música, muito além
do instrumento.
Da alavanca,
sua razão de ser: o impulso,
Ficou o selo, o remate
da obra.
A luz que sobrevive à estrela
e é sua coroa.
O maravilhoso. O imortal.
O que se perdeu foi pouco.
Mas era o que eu mais amava.
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terça-feira, junho 23, 2020
SOFRIMENTO. Henriqueta Lisboa. Poesia
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sábado, julho 14, 2018
SOFRIMENTO. Henriqueta Lisboa. Poesia.
SOFRIMENTO
Henriqueta Lisboa
No oceano integra-se (bem pouco)
uma pedra de sal.
Ficou o espírito, mais livre
que o corpo.
A música, muito além
do instrumento.
Da alavanca,
sua razão de ser: o impulso,
Ficou o selo, o remate
da obra.
A luz que sobrevive à estrela
e é sua coroa.
O maravilhoso. O imortal.
O que se perdeu foi pouco.
Mas era o que eu mais amava.
Henriqueta Lisboa
No oceano integra-se (bem pouco)
uma pedra de sal.
Ficou o espírito, mais livre
que o corpo.
A música, muito além
do instrumento.
Da alavanca,
sua razão de ser: o impulso,
Ficou o selo, o remate
da obra.
A luz que sobrevive à estrela
e é sua coroa.
O maravilhoso. O imortal.
O que se perdeu foi pouco.
Mas era o que eu mais amava.
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sábado, janeiro 21, 2017
Sofrimento. Henriqueta Lisboa. Poesia
SOFRIMENTO
Henriqueta Lisboa
No oceano integra-se (bem pouco)
uma pedra de sal.
Ficou o espírito, mais livre
que o corpo.
A música, muito além
do instrumento.
Da alavanca,
sua razão de ser: o impulso,
Ficou o selo, o remate
da obra.
A luz que sobrevive à estrela
e é sua coroa.
O maravilhoso. O imortal.
O que se perdeu foi pouco.
Mas era o que eu mais amava.
Henriqueta Lisboa
No oceano integra-se (bem pouco)
uma pedra de sal.
Ficou o espírito, mais livre
que o corpo.
A música, muito além
do instrumento.
Da alavanca,
sua razão de ser: o impulso,
Ficou o selo, o remate
da obra.
A luz que sobrevive à estrela
e é sua coroa.
O maravilhoso. O imortal.
O que se perdeu foi pouco.
Mas era o que eu mais amava.
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terça-feira, agosto 08, 2006
Raiz amarga. Henriqueta Lisboa. Poesia
RAIZ AMARGA
Henriqueta Lisboa
Sinto que sou raiz amarga.
Terra gretada é minha sede.
Núcleo de sombras é meu cárcere.
Lá fora - ao sol, à chuva,
ao frio -rastejarei à flor do chão?
Estarei no ar em clorofila?...
Não sei se há a graça do tronco,
pássaros abrigados nas franças,
escaravelhos zumbindo nos brotos.
Não sei se há doçura de pétalas,
nem aconchego de folhagem
dormindo sobre espelhos d'água.
Seja de ouro o pólen ao vento,d
e ouro o mel a escorrer do cerne,
de ouro a flama em torno da lenha!
Sonho a paisagem do meu quadro:
vale seivoso entre montanhase
o céu - acima de minha fronde.
Porém meus gestos precingidos
como os nós cegos das amarras
furtam-me a toda revelação.
Talvez - condenada ao deserto -
eu realize apenas miragem
na imaginação dos homens.
Henriqueta Lisboa
Sinto que sou raiz amarga.
Terra gretada é minha sede.
Núcleo de sombras é meu cárcere.
Lá fora - ao sol, à chuva,
ao frio -rastejarei à flor do chão?
Estarei no ar em clorofila?...
Não sei se há a graça do tronco,
pássaros abrigados nas franças,
escaravelhos zumbindo nos brotos.
Não sei se há doçura de pétalas,
nem aconchego de folhagem
dormindo sobre espelhos d'água.
Seja de ouro o pólen ao vento,d
e ouro o mel a escorrer do cerne,
de ouro a flama em torno da lenha!
Sonho a paisagem do meu quadro:
vale seivoso entre montanhase
o céu - acima de minha fronde.
Porém meus gestos precingidos
como os nós cegos das amarras
furtam-me a toda revelação.
Talvez - condenada ao deserto -
eu realize apenas miragem
na imaginação dos homens.
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