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terça-feira, agosto 06, 2019

segunda-feira, agosto 05, 2019

Os dispersantes. Petros/Petrobrás.

""Se não sabes contra quem luta, não podes vencer"

O site dos dispersantes (www.discrepantes.com.br) publicou no dia 4-08, domingo matéria sob o título: "Quem são os mandantes do PED assassino?"

Em resumo, mais uma vez, acusam os conselheiros eleitos da Petros de terem assinado um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) "subscrevendo um instrumento que permitiu sobrepujar a lei em R$12 bilhões para equacionamento".

Temos repetido aos participantes e assistidos que os editores do referido site, coordenados pelo Sr. Abdo Gavinho, além de serem caluniadores e difamadores contumazes, não conhecem e não buscam conhecer nada a respeito dos nosso fundo de pensão. A eles satisfaz a versão de que as organizações sindicais e associativas são as responsáveis por tudo de errado. Não percebem e não querem perceber que atacar as nossas representações é ajudar nossos inimigos.

Sua saga tem sido sujar o nome de todos os representantes sindicais e associativos das categorias dos petroleiros e dos marítimos, em especial dos nossos conselheiros eleitos da Petros. Para isso, não medem as consequências, inclusive se for para causar cada vez mais insegurança e confusão entre os participantes e assistidos da Petros.

Nesse caso específico, propositalmente, os "dispersantes" se esquecem de que o tal TAC foi provocado pelo Sr. Walter Mendes, então presidente da Petros e atualmente conselheiro de administração da Petrobrás.

Esse senhor, sob a justificativa de tentar uma "redução" dos valores do Plano de Equacionamento do Déficit Técnico do Plano Petros do Sistema Petrobrás (PED do PPSP) a ser apreciado no Conselho Deliberativo da Fundação, adiou o debate sobre o referido PED de forma unilateral e proposital.

Assim, ele sozinho fez descumprir a legislação que obriga os fundos de pensão a aprovar um plano de equacionamento no exercício seguinte ao que o déficit técnico foi apurado e a iniciar a cobrança no ano posterior.

Ao perder o prazo legal, a Petros - incluindo agora os conselheiros deliberativos - foi obrigada a assinar um TAC, para ajustar a conduta ilegal que foi levada a ter em função do adiamento proposital que foi conduzido pelo Presidente da Fundação.

A Previc, que é o órgão responsável por realizar a autuação ou propor o TAC, incluiu, de forma arbitrária, a questão do equacionamento pelo valor máximo. E essa é a verdadeira história que os "dispersantes" omitem de forma caluniosa e difamante.

QUEM SÃO OS REPONSÁVEIS PELO PED ASSASSINO?

Percebe-se assim que a responsabilidade pelo PED assassino é do ex-presidente da Petros. Foi ele, inclusive, quem manteve uma metodologia de plano de equacionamento exclusivamente financeiro, sem atacar os problemas do desequilíbrio atuarial do PPSP, que fez os valores das contribuições extraordinárias ficarem inviáveis.

Mas não pára por aí o desserviço daquele senhor aos participantes e assistidos da Petros. Sua postura com a situação do PPSP tiveram como consequência, não somente um PED pelo valor máximo, como também a possibilidade de seguidos déficits técnicos que vão se criando de forma sequencial pela irresponsabilidade de um ato, no mínimo, irrefletido, negligente ou incompetente daquele senhor.

O PED assassino, conforme tem sido chamado pelos participantes e assistidos, é produto de um profissional do mercado financeiro que, à frente da Petros, não soube resolver problemas atuariais do plano nem cobrar as possíveis dívidas apontadas pelos conselheiros eleitos e pelo conselho fiscal da Petros, relegando toda a responsabilidade aos participantes do Plano.

OS DISPERSANTES E SUAS INICIATIVAS PARA NOS DIVIDIR

Não é de hoje que os "dispersantes" fazem de tudo para nos dividir. O trágico é que não se referem em nenhum momento à omissão da diretoria da AMBEP que, desde a morte do Dr. Yvan Barretto, tem sido um "clube de amigos", sem exercer qualquer papel relevante na defesa da Petros ou da própria Petrobrás.

Tampouco utilizam o site para estabelecer de fato a responsabilidade das patrocinadoras - em especial a Petrobrás e a BR Distribuidora - pela situação do plano."

Sérgio Salgado

Fundos de pensão

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sexta-feira, agosto 02, 2019

O Brasil dos trouxas. J.R. Guzzo.

O Brasil dos trouxas

O ex-candidato presidencial João Amoêdo tem um problema sem solução junto à maioria dos economistas brasileiros. Quando diz alguma coisa sobre economia, em geral todo mundo entende na hora — e, como se sabe, nada deixa um economista brasileiro tão incomodado quanto ouvir alguém falando em português compreensível para o cidadão comum. Acham que não é “sério”, nem aceitável “a nível” acadêmico, nem à altura do que definem como “ciência econômica”. (Essa impaciência é especialmente aguda entre as autoridades universitárias, ou descritas como tal, que são ouvidas regularmente pela mídia na condição de “especialistas” em economia.) Amoêdo fez há pouco, num de seus canais de comunicação pela internet, a seguinte continha: um brasileiro que tinha 1.000 reais depositados no seu Fundo de Garantia em 2008 tem hoje 1.510, enquanto um outro, que colocou os mesmos 1.000 reais, no mesmo ano, numa aplicação de Tesouro Direto, está com 2.800. É quase o dobro — só isso. E qualquer pessoa alfabetizada é capaz de ver, na hora, quem ganhou e quem levou na cabeça nesse negócio.

A conta de padaria feita por Amoêdo comprova mais uma vez o fabuloso conto do vigário contido na ideia segundo a qual o “Estado” tem um papel essencial na redistribuição de renda no Brasil. O papel do Estado é essencial, sim, mas para fazer exatamente o contrário do que se diz: concentrar renda, transferir dinheiro do mais pobre para o mais rico e deixar o trabalhador no prejuízo em qualquer negócio que faça, enquanto mantém de pé uma monstruosa estrutura de “proteção social” que serve sobretudo aos que mandam na máquina pública. Dão uns trocadinhos para o pobre diabo que dizem proteger — mas cuidam, quase o tempo todo, dos interesses, salários, benefícios e privilégios dos seus próprios funcionários, sobretudo os mais bem pagos, e dos grandes reformadores sociais que inventaram essa aberração toda. O demonstrativo de João Amoêdo não é novidade, nem vai lhe valer um prêmio Nobel de Economia. É apenas claríssimo. Pronto: é o suficiente para ser dado como “simplista”, “ingênuo” etc. — e por isso mesmo vamos continuar assim, decidindo em mesas redondas na televisão como promover a justiça social no Brasil através de atos administrativos e recomendações de professores universitários.

Naturalmente, não há nada de errado em lucrar investindo dinheiro ganho honestamente em títulos no Tesouro Nacional. O que há de errado é a farsa de um “Fundo de Garantia”, pago integralmente pelo empregador privado, que só garante mesmo uma coisa: que o sujeito vai ser roubado todos os dias nas contas que calculam seu saldo, e roubado justamente pelo Estado que gere esse seu dinheiro e diz ser o seu protetor. A trapaça do FGTS é apenas uma, entre as dezenas de exemplos de “programas” de governo que funcionam ao contrário do que dizem ser. “Somos 200 milhões de trouxas explorados por algumas empresas neste país”, disse há pouco o ministro Paulo Guedes numa palestra em São Paulo. “Duas empreiteiras, quatro bancos, seis distribuidoras de gás, uma produtora de petróleo…” É difícil fazer um resumo melhor de como funciona, na vida real, a economia brasileira — um Estado que manda em tudo, com a desculpa de que pensa e gasta para todos, e só dá vida boa a uns poucos. Nessa balada pelo “social”, na teoria, e pelo magnata, na prática, o “Estado forte” torra a maior parte do que o país produz. “O gasto público”, disse Guedes, “é o grande vilão do Brasil nos últimos 40 anos”.

Com diagnósticos como esse, Guedes nunca terá, também ele, grande cartaz junto à maior parte dos nossos professores de economia. Claro que não: como pensadores de esquerda, eles acham que quanto mais um governo gasta, e quanto mais fica devendo, mais admirável será como executor de “políticas sociais”. Custa uns 500 bilhões de reais por ano, ou algo assim, em pagamento de juros para os infames “rentistas” que tanto abominam — metade do que se vai economizar em dez anos com a reforma da Previdência. Mas e daí?

quarta-feira, julho 24, 2019

terça-feira, julho 16, 2019

sexta-feira, junho 14, 2019

terça-feira, junho 04, 2019

Um lamento. Veja como o Brasil leu este blog nos últimos 30 dias

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terça-feira, maio 29, 2012