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terça-feira, junho 28, 2016

O juiz. Carlos José Holanda Guedes. Poesia

O JUIZ
Carlos José Holanda Guedes

E segue esse joguinho truncado
Com tantas faltas e empurrões
O juiz já não dá mais nem cartões
E nosso "time" vai sendo roubado

Foi falta... e daí? Segue o jogo
A galera grita, xinga, vai à loucura
Não aguento mais essa tortura
Com tantas mutretas e desaforo

O campo não está nem alagado
Mas tem lama pra todos os lados
Todos sujos, pretos, igual ao juiz
Só tem ladrão, como se diz

Resta uma esperança nesse jogo
Para acabar com a falta de decoro
A galera vibra, pula, pede em coro
Que entre em campo o juiz Moro.

terça-feira, janeiro 12, 2016

Pirulitos. Carlos José Holanda Guedes

PIRULITOS
Carlos José Holanda Guedes

Todo perfurado, todo destruído
Não sangra, mas tão dolorido
Esse meu pobre peito sofrido
Parece até uma tábua de pirulito

Quem dera ilusão apenas fosse
Mas é a dura verdade da vida
De tantas batalhas perdidas
E para aliviar, nenhum doce

Amores perdidos, amizades desfeitas
Algumas, não nego, culpa minha
Quem sabe seja essa minha sina
Uma tragédia talvez me espreita

Só resta aguardar, perdão pedir
Por tantos pecados e desatinos
Quem sabe assim venha o destino
Com um mero doce me faça sorrir

terça-feira, dezembro 08, 2015

Ébrio. Carlos José Holanda Guedes.

ÉBRIO
Carlos José Holanda Guedes

Um brinde à cachaça
Que sempre nos enebria
Seja na dor ou na alegria
Quer paga ou de graça

Como um cão fiel
No calor ou frio açoite
Seja dia, seja noite
No inferno ou no céu

Por Baco, por justa razão
Boêmio que de amor padece
Ou que por mulher fenece
Ingrato, merece o caixão

Copo em punho, mãos à tremer
Às quedas, de porre em porre
Mil vezes prefere a cirrose
Mais nobre que de amor morrer