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terça-feira, dezembro 08, 2015

Ébrio. Carlos José Holanda Guedes.

ÉBRIO
Carlos José Holanda Guedes

Um brinde à cachaça
Que sempre nos enebria
Seja na dor ou na alegria
Quer paga ou de graça

Como um cão fiel
No calor ou frio açoite
Seja dia, seja noite
No inferno ou no céu

Por Baco, por justa razão
Boêmio que de amor padece
Ou que por mulher fenece
Ingrato, merece o caixão

Copo em punho, mãos à tremer
Às quedas, de porre em porre
Mil vezes prefere a cirrose
Mais nobre que de amor morrer

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