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quinta-feira, julho 23, 2020

O AMOLADOR DE TESOURAS. Fred Souza Castro. Poesia

O AMOLADOR DE TESOURAS
Fred Souza Castro

O amolador de tesouras
atravessa a rua
atrás do assobio
do realejo.

Eu o vejo
passar
e escuto o comentário
de moças vitalinas
debruçadas em janelas.
Elas
falam de donzelices,
esquerdos costumes alheios,
deslizes
e outras notícias.

O amolador segue,
dobra no fim da rua
e some.
A noite engole o dia;

a fome, agora, é outra fome.

segunda-feira, agosto 27, 2018

O AMOLADOR DE TESOURAS. Fred Souza Castro. Poesia.

O AMOLADOR DE TESOURAS
Fred Souza Castro

O amolador de tesouras
atravessa a rua
atrás do assobio
do realejo.

Eu o vejo
passar
e escuto o comentário
de moças vitalinas
debruçadas em janelas.
Elas
falam de donzelices,
esquerdos costumes alheios,
deslizes
e outras notícias.

O amolador segue,
dobra no fim da rua
e some.
A noite engole o dia;

a fome, agora, é outra fome.

segunda-feira, agosto 07, 2017

O ampliador de tesouras. Fred Souza Castro. Poesia

O AMOLADOR DE TESOURAS
Fred Souza Castro

O amolador de tesouras
atravessa a rua
atrás do assobio
do realejo.

Eu o vejo
passar
e escuto o comentário
de moças vitalinas
debruçadas em janelas.
Elas
falam de donzelices,
esquerdos costumes alheios,
deslizes
e outras notícias.

O amolador segue,
dobra no fim da rua
e some.
A noite engole o dia;

a fome, agora, é outra fome.