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terça-feira, agosto 06, 2019
«Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!»
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quarta-feira, julho 03, 2019
«O binômio de Newton é tão belo como a Vênus de Milo.»
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quinta-feira, março 31, 2011
Magnificat. Álvaro de Campos. Poesia
Magnificat
Álvaro de Campos
Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida,
Quem tens lá no fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia!
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