RONDÓ
Edimilson de Almeida Pereira
Quem é morto
toda manhã,
em definitivo,
não morre: é tanta
razia no corpo,
— lâmina
verbo —
e não morre, irmã,
nem o futuro e o
sonho.
Quem é morto
toda manhã
faz de si um casulo.
A vida é tanta
lá dentro
que plange, irmã.
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quinta-feira, fevereiro 20, 2020
RONDÓ. Edimilson de Almeida Pereira. Poesia
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sábado, dezembro 01, 2018
DIA DE FESTA
Edimilson de Almeida Pereira
A Maria Alice de Melo
Com sobrenome dia de festa
a mulher mora no cóccix da
máquina de escrever morte.
A mulher mora no cóccix da
máquina de escrever inverno.
Com sobrenome dia de festa
a mulher resolve o dilema da
máquina de escrever isto ou
aquilo remédio impaciência.
Um céu propício lá fora e a
mulher insiste na máquina de
escrever como se fiação fosse.
Isso aquilo luminária e sorte
são variações da mulher no
cóccix da máquina do mundo.
Edimilson de Almeida Pereira
A Maria Alice de Melo
Com sobrenome dia de festa
a mulher mora no cóccix da
máquina de escrever morte.
A mulher mora no cóccix da
máquina de escrever inverno.
Com sobrenome dia de festa
a mulher resolve o dilema da
máquina de escrever isto ou
aquilo remédio impaciência.
Um céu propício lá fora e a
mulher insiste na máquina de
escrever como se fiação fosse.
Isso aquilo luminária e sorte
são variações da mulher no
cóccix da máquina do mundo.
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