Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010

POLÍTICA

Câmara aprova promoção de Vinicius de Moraes, morto em 1980, a ministro de primeira classe - O Globo Clique aqui.

FOTOGRAFIA

Da janela o inverno. Clique na foto.

Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

MÚSICA

"Essa música foi composta por Chico Buarque e Gilberto Gil, no clima pesado de uma Sexta-Feira Santa para o show Phono 73, que a gravadora Phonogram (ex-Philips, e depois Polygram) organizou no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, em maio de 1973.
Como a Censura havia proibido a letra, os dois autores decidiram cantar apenas a melodia, pontuando-a com a palavra 'cálice' - mas nem mesmo isso foi possível. Segundo relato do Jornal da Tarde, 'a Phonogram resolveu cortar o som dos microfones de Chico, para evitar que a música, mesmo sem a letra, fosse apresentada'." - Livro "Tantas Palavras", de Humberto Werneck, págs. 79 e 80.

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

"IX - A Medicina não pode, em nenhuma circunstância ou forma, ser exercida como comércio."

PROSA

"Avicena aconselhava um método infalível já proposto por Galeno para descobrir de quem alguém está enamorado: segurar o pulso do doente e pronunciar muitos nomes de pessoa do outro sexo, até que se perceba a que nome o ritmo do pulso se acelera. Avicena sugeria, como remédio, unir os dois amantes em matrimônio, e o mal estaria curado."
O nome da rosa. Umberto Eco

HISTÓRIA

Domingo, Fevereiro 07, 2010

CINEMA

FOTOGRAFIA


ÊXODOS - Sebastião Salgado, upload feito originalmente por CONSCIÊNCIA NEGRA.


Após anos de exílio, presas do isolamento e da solidão dos campos, os repatriados iniciaram uma nova vida, cheios de sonhos e esperanças. Muitos receberam apetrechos de cultivo e sementes para retornar o cultivo da terra. Província de Zambeze.(Moçambique, 1994).

SALGADO, Sebastião. Êxodos. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

FAMÍLIA

O Genitor Alienante
Síndrome de Alienação Parental

•Exclui o outro genitor da vida dos filhos.
◦Não comunica ao outro genitor fatos importantes relacionados à vida dos filhos (escola, médico, comemorações, etc.).
◦Toma decisões importantes sobre a vida dos filhos, sem prévia consulta ao outro cônjuge (por exemplo: escolha ou mudança de escola, de pediatra, etc.).
◦Transmite seu desagrado diante da manifestação de contentamento externada pela criança em estar com o outro genitor.
•Interfere nas visitas.
◦Controla excessivamente os horários de visita.
◦Organiza diversas atividades para o dia de visitas, de modo a torná-las desinteressantes ou mesmo inibí-la.
◦Não permite que a criança esteja com o genitor alienado em ocasiões outras que não aquelas prévia e expressamente estipuladas.
•Ataca a relação entre filho e o outro genitor.
◦Recorda à criança, com insistência, motivos ou fatos ocorridos que levem ao estranhamento com o outro genitor.
◦Obriga a criança a optar entre a mãe ou o pai, fazendo-a tomar partido no conflito.
◦Transforma a criança em espiã da vida do ex-cônjuge.
◦Quebra, esconde ou cuida mal dos presentes que o genitor alienado dá ao filho.
◦Sugere à criança que o outro genitor é pessoa perigosa.
•Denigre a imagem do outro genitor.
◦Faz comentários desairosos sobre presentes ou roupas compradas pelo outro genitor ou mesmo sobre o gênero do lazer que ele oferece ao filho.
◦Critica a competência profissional e a situação financeira do ex-cônjuge.
◦Emite falsas acusações de abuso sexual, uso de drogas e álcool.

http://www.alienacaoparental.com.br/

Sábado, Fevereiro 06, 2010

FÁBULA

O lobo e o cordeiro.
Esopo

Estava um cordeiro bebendo água na parte inferior de um rio; chegou um lobo, e cravando nele torvos olhos, disse-lhe com voz cheia de ameaça: “Quem te deu o atrevimento de turvar a água que pretendo beber?” — Senhor, respondeu humilde o cordeiro, repare que a agua desce para mim: assim não a posso turvar. — Respondes, insolente! tornou o lobo arreganhando os dentes;já o ano passado falaste mal de mim. — Como o faria, se não tenho seis meses então ainda não tinha nascido. — Pois se não foste tu, foi o teu pai, teu irmão, algum dos teus e por ele pagarás. E atirando-se ao cordeiro, o foi devorando.

MORALIDADE: Foge do mau, com ele não argumentes: as melhores razões te não poderão livrar da sua fúria. Evita-o fugindo.

MEDICINA

PINTURA


Davi, rei de Israel, vencedor de Golias, passeando no terraço de sua casa avistou uma mulher muito bonita tomando banho. Tomou informações, mandou chamá-la e a possuiu. Era Betsabéia, mulher de Urias, que se encontrava em campanha, fora da cidade.

Quando Betsabéia mandou dizer a Davi que estava grávida, ele enviou mensageiros à busca de Urias, o recebeu com agrados, mas depois deu ordens para que o colocassem na frente de batalha, de modo a ser atingido mortalmente.

Morto Urias, Davi trouxe Betsabéia para o palácio, casou-se com ela, que dando à luz um filho logo o perdeu com uma doença grave. Mais tarde concebeu outra vez e foi mãe de Salomão, o rei que se distinguiu pela sabedoria e por ter construído o Templo de Jerusalém.
http://www.sabercultural.com

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

MÚSICA

POESIA

A GREVE NO CÉU
Antônio Adriano de Medeiros

A Deus eu peço perdão
antes de contar a história:
não sei com exatidão
se tal saga tão inglória
não passou de ilusão
de minha pouca memória.

A influência ilusória
que no mundo há hoje em dia
já contaminou política,
ciência e astrologia,
tendo chegado até onde
pensei que não chegaria.

O verso que se inicia
eu vou cantar de improviso
discorrendo sobre um tema
duvidoso mas preciso:
vou-lhes contar a história
da greve no paraíso.

- "Terá perdido o juízo
o poeta dessa vez?"
- Se pensam assim, leitores,
eu não censuro vocês,
pois também duvidei muito
do que vi: mais de um mês!

Mas poeta de meu jaez
nunca falta com a verdade,
e podem acreditar
que houve a calamidade:
um dia, o paraíso
quase pára a atividade.

Sant’Agustim, sem maldade,
certo dia acordou cedo
e foi queixar-se ao Senhor
de um tal Bispo Macedo,
fazendo tanta ameaça
que até Deus teve medo.

E o santo fez enredo
sobre uma grande besteira:
- "O Bispo fala de nós
de forma tão traiçoeira
que nem mesmo Satanás
debocha de tal maneira..."

E Lhe contou a asneira
que fizeram a Aparecida:
que - "Só por ser brasileira
aquela santa querida,
levou furiosos chutes
de uma alma atrevida."

E que a santa entristecida
foi queixar-se a seus iguais;
e que os santos, revoltados
quando ouviram os seus ais,
articularam uma greve
nas hostes celestiais.

Pra não perturbar a paz
daquela santa nação,
dos santos estava vindo
uma representação
pra pedir que os evangélicos
recebessem uma lição.

Deus deu Sua opinião
tentando conciliar:
- "Deve haver uma maneira
de tal cisma se evitar:
não quero greve em meu reino,
vá lá lhes comunicar!"

Nem bem parou de falar
e chegaram os revoltosos:
alguns estavam até calmos
mas outros vinham raivosos,
e a santa Aparecida
tinha seus olhos chorosos.

Lá no meio dos raivosos
vi Tomé, Rita e João.
Sebastião trazia flechas,
Ciço tira o cinturão,
e o pacato Francisco
traz um cacete na mão.

São Pedro, de supetão,
sem nem tirar o chapéu,
diz assim: - "Não tem vergonha,
ou de crente é xeleléu?
Se não tomar providências,
vai haver greve no céu!"

E com sua voz de mel,
Maria falou assim:
- "Amado, eles são cruéis,
deram pra falar de mim:
desfazem de minha honra,
dizem que fui mulher ruim..."

Padim Ciço diz: - "Pra mim,
que andei com Lampião
e desafiei o Diabo
nas terras lá do sertão,
ou tu tomas providências
ou deves satisfação!"

Também o primo João
perdeu cabeça e estribeiras,
e gritava: - "A crentaiada
só tem venais e rameiras:
vou queimar a raça toda
nas minhas grandes fogueiras!"

- "No Monte das Oliveiras"
- Respondeu então Jesus,
que era o mesmo que o Pai
e cuja voz tinha luz -
"Eu fiz bonito sermão
antes de morrer na cruz.

Naquele tempo, supus
que o amor há de vencer
a mais sórdida mesquinhez,
e por isso ousei dizer
que é amando uns aos outros
que nós devemos viver.

Devo-lhes esclarecer
que o ódio no coração
só leva à decadência,
à morte, à destruição...
E por isso os advirto:
ajam com meditação!

Pois nunca nesta nação
houve revolta ou motim;
vão crucificar de novo
como já fez gente ruim?
Quem prega a favor do ódio,
anda a pregar contra Mim!"

Respondeu-lhe São Joaquim,
que de Jesus é avô:
- "E o Senhor inda acha
que eles agem com amor?
Agrediram Aparecida,
zombaram de sua cor...”

São Pedro grita: - "O Senhor
agora está de que lado?
Do lado dos seus fiéis,
ou do Bispo endinheirado?
Parece até um político
que só pensa em ser votado..."

- "Ó Pedro, olha o cuidado
ao cobrar fidelidade:
não te esqueças que negaste
Meu Nome pela cidade,
quando foste interrogado
da noite da vil maldade!"

- "Deus, mas me diga a verdade"
- palavras de São Tomé -
"o Senhor vai permitir
que a turba de Lucifé
tome conta do rebanho
de Jesus de Nazaré?"

- "Me perdoe, Mestre que É"
- agora era Madalena -
"mas muitos cá dentre nós
tombaram em feroz arena,
defendendo a Tua Fé
contra o leão, a hiena!"

- "Não sei se valeu a pena"
- São Jorge falou então -
“ter-se transformado em mártir
e exemplo de cristão,
pra ser hoje achincalhado
por qualquer pastor ladrão!"

- "Ali tudo é canastrão!"
- São Pedro não pega leve -
"Se não tomar providência
contra o bando de almocreve,
vou chamar PT e CUT
pra organizar a greve!"

- "Se não tiver quem te leve,"
- São Jorge continuou -
"eu empresto o meu cavalo
ou as passagens te dou.
Mas só traz gente xiita
que é pra greve ter valor!"

- "Caro Jorge, por favor,"
- Pediu o Mestre da Fé -
"xiita é uma expressão
da gente de Maomé...
Vamos deixar de ironia
que grave o momento é."

- "De Shiva ou de Lucifé!"
- Gritou São Pedro, zangado -
"Eu não posso é aceitar
ver meu nome achincalhado
e o Senhor não fazer nada
como um deus afrescalhado!

Tudo aqui tá preparado
pra greve ser verdadeira.
Vamos sair das igrejas:
sem festa de padroeira
a Santa Sé passa fome,
pois só fica a dançadeira..."

- "Pedro, não diga besteira:
respeite Padre Marcelo!"
- era Jesus quem falava -
"Isso em ti não fica belo:
Eu vou descorbir um jeito
de não usar o cutelo."

- “Não vai sobrar um farelo
da vera Igreja Cristã!",
- grita um, e logo outro:
- "Só vai sobrar seita anã
se não tomar providência:
não espere o amanhã!"

- "Minha Obra não é vã
- respondeu o Criador -
"pra morrer amofinada!
E vocês se dêem valor,
santaiada revoltada:
aqui sou Mestre e Senhor,
e não vou fazer é nada!"

Em Sua ira sagrada,
Bom Jesus se recolheu.
Ele pode mudar versos
que é poeta como eu.
Os santos tiveram medo
e foram dormir mais cedo,
e a greve ali morreu.

POESIA

VELHO CASARÃO
Charles Fonseca

Ah! meu velho casarão
Da Fazenda São João!
De ti tenho só saudade.
Que pena em te ver só,
Branco azul avermelhado!
Também fui abandonado
- Mas quem te deu o desprezo oh poeta sofredor?
- Foi aquela inesquecível
Que um dia me jurou:
Jamais vou te abandonar.
Por duas vezes falou!
Uma, com voz de criança
Outra, já grande e a brilhar.
Longe dela, fico insone,
Se me fala, fico em paz.
Então, velho casarão,
Das ilusões que ainda tenho
Esta, aos teus pés, aqui jaz.

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

FOTOGRAFIA

Sogra
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HISTÓRIA

Roma. Esgotos. 1/5

POLÍTICA

POESIA

MEU APELIDO É CHAMEGO
Charles Fonseca

Confidência só ao pé do ouvido, ouvida em pé e sem olvido. Olhares só aos milhares, olfato só ao jasmim que me encantou e que mora em mulher que habita em mim, só ela aqui, no lado esquerdo do peito e que com por e através dela componho. O meu amor transborda e o cálice-mel da vida faz o fel dela ir-se embora antes da hora mas a vida é tão curta pra tanto cheirinho de murta. Curto mais vida após tantas mortes curtas. Sendo assim, chegue-se a mim. A ti meu aconchego. Há muita chama. Meu apelido é Chamego.
"VIII - O médico não pode, em nenhuma circunstância ou sob nenhum pretexto, renunciar à sua liberdade profissional, nem permitir quaisquer restrições ou imposições que possam prejudicar a eficiência e a correção de seu trabalho."

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

FOTOGRAFIA

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RELIGIÃO

Pronunciamento acerca do III Programa Nacional de Direitos Humanos
2 de fevereiro de 2010


Nós abaixo-assinados, impelidos por nosso dever pastoral como Bispos católicos, provenientes de várias regiões do País, reunidos em um encontro de atualização pastoral – prosseguindo a tradição profética da Igreja Católica no Brasil que, nos momentos mais significativos da história de nosso País, sempre se manifestou em favor da democracia, dos legítimos direitos humanos e do bem comum da sociedade, em continuidade com a Declaração da CNBB do dia 15 de Janeiro de 2010 e com a Nota da Comissão Episcopal de Pastoral para a Vida e a Família e em consonância com os pareceres emitidos por diversos segmentos da sociedade brasileira feridos pelo III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), assinado pelo Preside nte da República no dia 21 de dezembro de 2009 – nos vemos no dever de manifestar publicamente nossa rejeição a determinados pontos deste Programa.

Diz a referida Declaração: “A CNBB reafirma sua posição muitas vezes manifestada em defesa da vida e da família e contrária à discriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homo-afetivos. Rejeita, também, a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, pois considera que tal medida intolerante, pretende ignorar nossas raízes históricas”.

Não podemos aceitar que o legítimo direito humano, já reconhecido na Declaração de 1948, de liberdade religiosa em todos os niveis, inclusive o público, possa ser cerceado pela imposição ideológica que pretende reduzir a manifestação religiosa a um âmbito exclusivamente privado. Os símbolos religiosos expressam a alma do povo brasileiro e são manifestação das raízes históricas cristãs que ninguém tem o direito de cancelar.

Há propostas que banalizam a vida, descaracterizam a instituição familiar do matrimônio, cerceiam a liberdade de expressão na imprensa, reduzem as garantias jurídicas da propriedade privada, limitam o exercício do poder judiciário, como ainda correm o perigo de reacendar conflitos sociais já pacificados com a lei da anistia. Estas propostas constituem, portanto, ameaça à própria paz social.

Fazemos nossas as palavras do Cardeal Dom Geraldo Majela Agnelo, Primaz do Brasil, referidas à proposta de discriminalização do aborto, mas extensivas aos demais aspectos negativos do programa. O PNHD 3 “pretende fazer passar como direito universal a vontade de uma minoria, já que a maioria da população brasileira manifestou explicitamente sua vontade contrária. Fazer aprovar por decreto o que já foi rechaçado repetidas vezes por orgãos legitimos traz à tona métodos autoritários, dos quais com muito sacrifício nos libertamos ao restabelecer a democracia no Brasil na década de 80”.

“Firmes na esperança, pacientes na tribulação, constantes na oração” (Rm 12, 12), confiamos a Deus, Senhor supremo da Vida e da História, os rumos de nossa Pátria brasileira.

Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2010.

+ Alano Maria Pena, Arcebispo de Niteroi, RJ

+ Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira

+ Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica S. João Maria Vianney, Campos, RJ

+ Benedito Gonçalves Santos, Bispo de Presidente Prudente, SP

+ Joaquim Carreira, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ Juarez Silva, Bispo de Oeiras, PI

+ Manoel Pestana Filho, Bispo emérito de Anápolis, GO

+ José Moreira da Silva, Bispo de Januária, MG

+ Tarcísio Nascentes dos Santos, Bispo de Divinópolis, MG

+ Guiliano Frigenni, Bispo de Parintins, AM

+ Paulo Francisco Machado, Bispo de Uberlândia

+ Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Imperatriz, MA

+ Philipe Dickmans, Bispo de Miracema, TO

+ Edney Gouvêa Mattoso, Bispo eleito de Nova Friburgo, RJ

+ Carlos Alberto dos Santos, Bispo de Teixeira de Freitas – Caravelas, BA

+ Walter Michael Ebejer, Bispo emérito de União da Vitória, PR

+ José Antônio Peruzzo, Bispo de Palmas – Francisco Beltrão, PR

+ Franco Cuter, Bispo de Grajaú, MA

+ Karl Josef Romer, Secretário emérito do Pontifício Conselho para a Família

+ Roberto Lopes, Abade do Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro, RJ

+ Orani João Tempesta OCist., Arcebispo do Rio de Janeiro, RJ

+ Eugenio de Araujo Card. Sales, Arcebispo emérito do Rio de Janeiro, RJ

+ João Carlos Petrini, Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia

+ Luciano Bergamin, Bispo de Nova Iguaçu, RJ

+ Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+ Wilson Tadeu Jönck, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

+ Pedro Brito Guimarães, Bispo de São Raimundo Nonato, PI

+ Fernando Guimarães, Bispo de Garanhuns, PE

+ Salvador Paruzzo, Bispo de Ourinhos, SP

+ José Moureira de Mello, Bispo de Itapeva, SP

+ José Francisco Rezende Dias, Bispo de Duque de Caxias, RJ

+ Laurindo Guizzardi, Bispo de Foz do Iguaçu, PR

+ Gornônio Alves da Encarnação Neto, Bispo de Itapetininga, SP

+ Carmo João Rhoden, Bispo de Taubaté, SP

+ Ceslau Stanula, Bispo de Itabuna, BA

+ João Bosco de Sousa, Bispo de União da Vitória, PR]

+ Osvino José Both, Arcebispo Militar do Brasil, BSB

+ Capistrano Francisco Heim, Bispo Prelado de Itaituba, PA

+ Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo da Paraíba, PB

+ Gil Antonio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora, MG

+ Moacir Silva, Bispo de São José dos Campos, SP

+ Diamantino Prata de Carvalho, Bispo de Campanha, MG

+ Caetano Ferrari, Bispo de Bauru, SP

+ Aléssio Saccardo, Bispo de Ponta de Pedras, PA

+ Heitor de Araújo Sales, Arcebispo emérito de Natal, RN

+ Matias Patrício de Macêdo, Arcebispo de Natal, RN

+ Geraldo Dantas de Andrade, Bispo auxiliar de São Luis do Maranhão, MA

+ Bonifácio Piccinini, Arcebispo emérito de Cuiabá, MT

+ Tarcísio Scamarussa, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ Celso José Pinto da Silva, Arcebispo emérito de Teresina, PI

+ José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju, SE

+ Antônio Carlos Altieri, Bispo de Caraguatatuba, SP

+ Aloisio Hilário de Pinho, Bispo emérito de Jataí, GO

+ Guilherme Porto, Bispo de Sete Lagoas, MG

+ Adalberto Paulo da Silva, Bispo Auxiliar emérito de Fortaleza, CE

+ Bruno Pedron, Bispo de Ji-Paraná, RO

+ Fernando Mason, Bispo de Piracicaba, SP

+ João Mamede Filho, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ José Maria Pires, Arcebispo emérito de Paraíba, PB

+ Alfredo Schaffler, Bispo de Parnaíba, PI

+ João Messi, Bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda, RJ

+ Friederich Heimler, Bispo de Cruz Alta, RS

+ Osvaldo Giuntini, Bispo de Marília, SP

+ Assis Lopes, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+ Edson de Castro Homem, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+Alessandro Ruffinoni, Bispo auxiliar de Porto Alegre, RS

+ Leonardo Menezes da Silva, Bispo auxiliar de Salvador, BA

http://www.arquidiocese.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm

RELIGIÃO


Pra Iemanjá. Clique na foto.

POESIA

SAGRAÇÃO DOS OSSOS
Ivan Junqueira

A Bruno Tolentino

Considerai estes ossos
— tíbios, inúteis, apócrifos —
que sob a lápide dormem
sem prédica que os conforte.

Considerai: é o que sobra
de quem lhes serviu de invólucro
e agora já não se move
entre as tábuas do sarcófago.

Dormem sem túnica ou toga
e, quando muito, um lençol
lhes cobre as partes mais nobres
(as outras quedam-se à mostra,

não dos que estão aqui fora,
mas dos ácidos que os roem
ou do lodo que lhes molha
até a polpa esponjosa).

De quem foram tais despojos
tão nulos e sem memória,
tão sinistros quanto inglórios
em seu mutismo hiperbólico?

Onde andaram? Em que solo
deitaram sêmen e prole?
Foram químicos, astrólogos,
remendões, físicos, biólogos?

Ou nada foram? Que importa
não haja um só microscópio
lhes cevado a magra forma
ou a mais ínfima nódoa?

Existiram. Esse é o tópico
que aqui, afinal, se aborda.
E eis o faço porque, ao toque
de meus dedos em seus bordos,

tais ossos como que imploram
a mim que os chore e os recorde,
que jamais os deixe à corda
da solidão que os enforca,

nem à sanha do antropólogo
que os vê, não como o espólio
do que foi amor ou ódio,
lascívia, miséria e glória,

mas como a lívida prova
de que o sonho foi-se embora
e dele só resta a escória
numa urna museológica.

E então me pergunto, a sós:
por que desdenhar o outrora
se nele é que ecoa a voz
do que, no futuro, aflora?

Não bastaria uma rótula
para atestar esse cogito,
ergo sum, aqui e agora,
alheio a qualquer prosódia

ou língua em que se desdobre
essa falácia que aposta
no fundo abismo sem orlas
entre o que vive e o que morre?

Baixa uma névoa viscosa
sobre as pálpebras da aurora.
E ali, de pé, sob a estola
de um macabro sacerdote,

sagro estes ossos que, póstumos,
recusam-se à própria sorte,
como a dizer-me nos olhos:
a vida é maior que a morte.

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

FÁBULA

O corvo e o pavão

O pavão, de roda aberta em forma de leque, dizia com desprezo ao corvo:
— Repare como sou belo! Que cauda, hein? Que cores, que maravilhosa plumagem! Sou das aves a mais formosa, a mais perfeita, não?
— Não há dúvida que você é um belo bicho — disse o corvo. Mas,
perfeito? Alto lá!
— Quem quer criticar-me! Um bicho preto, capenga, desengraçado e, além disso, ave de mau agouro... Que falha você vê em mim, ó tição de pernas?
O corvo respondeu:
— Noto que para abater o orgulho dos pavões a natureza lhes deu um par de patas que, faça-me o favor, envergonharia até a um pobre diabo como eu...
O pavão, que nunca tinha reparado nos próprios pés, abaixou-se e
contemplou-os longamente. E, desapontado, foi andando o seu caminho sem replicar coisa nenhuma.
Tinha razão o corvo: não há beleza sem senão.
(Lobato, 1982 p.30)
"VII - O médico exercerá sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente."

Domingo, Janeiro 31, 2010

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No casamento de Ricardo e Karla VIII, upload feito originalmente por Charles Fonseca.

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Do fundo do baú. 31.01.2010 039, upload feito originalmente por Charles Fonseca.

Andarilho sertanejo.

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MÚSICA

PINTURA


Ciprestes. Van Gogh.

FAMÍLIA

O que é a Alienação Parental

Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner [3] em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.

Os casos mais freqüentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro.
http://www.alienacaoparental.com.br/o-que-e#TOC-O-Genitor-Alienante-

Sábado, Janeiro 30, 2010

POESIA


Charles Fonseca

Há mentiras nos vivos não reveladas,
Há verdade escondida nos cemitérios,
Há vivas versões de muitos mistérios,
Há loucas paixões em castiçais veladas.

Há acertos cabais que foram erros,
Há os erros confessos não perdoados,
Há perdões impossíveis não consumados,
Há mortos vivos, vivos mortos em enterros.

Há silêncios que falam há gritos roucos,
Há cegos videntes há olhares turvos,
Há caminhos retos que ao longe são curvos
Há carentes de afetos sem eles moucos.

MÚSICA


Composição: Vitor Martins e Sueli Costa

Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos

E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue

Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal

Essa calma que inventei, bem sei
Custou as contas que contei
Eu tenho mais de 20 anos

E eu quero as cores e os colirios
Meus delirios
Estou ligada num futuro blue

Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal

Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos


Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos

E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue

Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal

Essa calma que inventei, bem sei
Custou as contas que contei
Eu tenho mais de 20 anos

E eu quero as cores e os colirios
Meus delirios
Estou ligada num futuro blue

Os meus pais nas minhas costas
As raizes na marquise
Eu tenho mais de vinte muros
O sangue jorra pelos furos pelas veias de um jornal
Eu não te quero
Eu te quero mal

Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos

Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

FOTOGRAFIA

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FOTOGRAFIA

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

POESIA

OS BEIJOS QUE NÃO TE DEI
Charles Fonseca

Os beijos, oh mãe, que não te dei em vida
São beijos contidos, parados no ar,
Contigo levaste os mesmos pro lar
Celeste, na alma, teu corpo em partida.

Os beijos, mãe, que não me deste, sortidos,
Dos tantos que tu me deste correndo,
São meus, os tenho em minha alma vivendo
Dias no aquém, no além os quero colhidos.

ESCULTURA


As três graças.

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

FOTOGRAFIA

Meus pais. Clicando na imagem você entra na minha galeria de fotos.

POESIA

TEMEI, PENHAS...
Cláudio Manoel da Costa

Destes penhascos fez a natureza
O berço em que nasci: oh! quem cuidara
Que entre penhas tão duras se criara
Uma alma terna, um peito sem dureza!

Amor, que vence os tigres, por empresa
Tomou logo render-me; ele declara
Contra meu coração guerra tão rara
Que não me foi bastante a fortaleza.

Por mais que eu mesmo conhecesse o dano
A que dava ocasião minha brandura,
Nunca pude fugir ao cego engano;

Vós que ostentais a condição mais dura,
Temei, penhas, temei: que Amor tirano
Onde há mais resistência mais se apura.

MÚSICA


Para quem quer se soltar
Invento cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir
Eu quero mais
Tenho um caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar

POLÍTICA

Partidos vão mandar em órgão regulador dos fundos

De Geralda Doca e Luiza Damé:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva instalou nesta terça-feira a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e nomeou seis dirigentes para cargos-chaves do novo órgão regulador dos fundos de pensão - setor que movimentou R$ 506 bilhões em 2009. Entre os indicados, três são apadrinhados do PT e do PMDB, embora tenham formação técnica.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

POESIA

A LUVA
Schiller

No jardim dos leões , para assistir à luta,
O imperador galeia. Em derredor se escuta
A côrte a sussurrar. Sob as mantas escuras,
Junto ao trono , reluz o arnês das armaduras,
Enquanto nos balcões, em volta, descortina
A sêda de os dosséis a graça feminina.
O augusto imperador com os dedos fez sinal,
E, emperrado, a ranger nos gonzos, o portal
Lentamente se abriu, e, majestoso, assoma,
Abrindo a goela enorme e sacudindo a coma,
Um vulto silencioso. Agita-se a bancada,
Inquieta se debruça a côrte entusiasmada,
E o fulvo caçador das selvas, o leão,
Com os olhos em fogo espreita a multidão.
Até que enfim descansa os músculos na arena.
Do trono, o imperador mais outra vez acena ;
E um segundo portão se escancarando, em frente,
Deixa um tigre sair, aos saltos, de repente ;
Ele fita rugindo o rei dos animais,
Lambe-lhe a rubra língua os dentes colossais,
E a cauda mosqueada e forte, que serpeia,
Açoita devagar a palidez da areia .
Rodeia enraivecido ao grande leão deitado,
E, engrolando um rugido, estira-se a seu lado.
Pela terceira vez o imperador acena ;
Ao seu gesto recua uma grade pequena,
E a rugir e a saltar, pintalgados e pardos,
Lançam-se de uma vez da jaula dois leopardos.
Engrifam-se ante o tigre, e, arqueando o dorso hirsuto,
Aferventam, bufando, a cólera do bruto,
Que, encolhido nos rins, projeta-se e com a garra
Volteando no ar, veloz, os leopardos agarra.
E ruge o leão soerguendo o pescoço jubado,
Olhando os dois no chão do circo ensangüentado.
Nas bóbedas restruge em ecos o alarido
E entre as aclamações do povo erra pedido.
Aí, do peitoril florido de um balcão,
Uma luva caiu de encantadora mão,
E, como por querer, caiu exatamente
Entre o vulto do tigre e o do leão horrente.
E Cunegundes bela,a sorrir de ironia,
A um jovem vigoroso e esbelto lhe dizia :
"Se é verdade que é tão ardente e tão vibrante,
O amor que proclamais a todo e todo instante,
Cavalheiro Delorge, alevantai do chão
A luva que caiu a pouco desta mão."
A sentença fatal apenas ele ouvia
E já o podiam ver descendo a escadaria
Que dava para o circo; e, sem voltar o rosto,
Sem olhar para trás, com o semblante composto,
Com as fidalgas feições serenas e severas,
Nos dedos levantou a luva junto às feras.
E, da mesma expressão indiferente e fria,
Escutava ao subir, de volta, a escadaria,
Entre as damas gentis e os nobres de valor,
Um murmúrio correr de pasmo em seu louvor.
O sorriso da bela,amável,lhe assegura
Num próximo futuro a próxima ventura.
Mas Delorge,orgulhoso,antegozando a ofensa :
"Eu rejeito, senhora, a vossa recompensa".
Com um sombrio prazer nos olhos cintilantes,
Ia partir, porém, tardou ainda, e, antes
De deixar para sempre aquela que ele amara,
A luva lhe atirou, com força, em plena cara .

FOTOGRAFIA


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Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

PROSA

"Pai, desce do céus, esqueci as orações que me ensinou minha avó, pobrezinha, ela agora repousa, não tem mais que lavar, limpar, não tem mais que preocupar-se, andando o dia todo atrás da roupa, não tem mais que velar de noite, penosamente, rezar, pedir-te coisas, resmungando docemente".
"Pai, desce dos céus, se estás, desce, então, pois morro de fome nesta esquina, não sei para que serve haver nascido, olho as mãos inchadas, não tem trabalho, não tem, desce um pouco, contempla isto que sou, este sapato roto, esta angústia, este estômago vazio, esta cidade sem pão para meus dentes, a febre, cavando-me a carne, este dormir assim, sob a chuva, castigado pelo frio, perseguido".
"Te digo que não entendo, Pai, desce, toca-me a alma, toca-me o coração, eu não roubei, nem assassinei, fui criança e em troca me golpeiam e golpeiam, te digo que não entendo, Pai, desce, se estás, pois busco resignação em mim e não tenho e vou encher-me de raiva e estou disposto a brigar e vou gritar até estourar o pescoço de sangue, porque não posso mais, tenho rins, e sou um homem, desce".
"Que fizeram de tua criatura, Pai? Um animal furioso que mastiga a pedra da rua? Pai, desce".
Juan Gelman


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Em Laranjeiras é assim. Clique na imagem para ampliar.

POESIA

SAUDADE
Ernane Gusmão

Um cheiro de crisântemo e saudade
exala do portal e da janela.
Passo o batente,um fervor me invade,
o vulto de mamãe o espaço vela.

Ao canto,enferma,a solidariedade
ferida mortalmente,me enregela.
Aguço os sentidos,na acuidade
ouço o silêncio me falando dela.

Entrei...no quarto morno em que dormia,
um texto do Evangelho repetia
velhas lições de amor e caridade.

Chorei...e o pranto fluirá perene,
pois nada há no mundo que serene
as lágrimas da dor e da saudade!...

Domingo, Janeiro 24, 2010

FOTOGRAFIA


Ataide e Saulo, upload feito originalmente por Charles Fonseca.

Ataide Andrade Fonseca, meu pai que partiu aos 94 anos. Clicando na imagem você entra na minha galeria de fotos.

POESIA

RELEMBRAR
Ataide Andrade Fonseca

Oh, primavera da vida
Pra mim nunca esquecida
Seria bom que eu falasse
Subindo nas laranjeiras
Colhendo nas macieiras
Ah! Se o passado voltasse

Aquela vida infantil
De modo bem pueril
Tudo que eu me lembrasse
Retrogradando a idade
Com toda a vivacidade
Ah! Se o passado voltasse

Brincando numa gangorra
Ou tocando uma piorra
Coisa que me deleitasse
Praticando a peraltice
Que a ninguém agredisse
Ah, se o passado voltasse

Já tendo então bom decôro
Enfrentando já namoro
Com alguém que me agradasse
Num pensamento comum
Os dois se tornando um
Ah! Se o passado voltasse!

FOTOGRAFIA


Chamonix. Clique na imagem para ampliar.

POLÍTICA

Caetano volta a falar de Lula

'Votei nele pra se eleger, não votei pra se reeleger, mas é admirável o que vem acontecendo no Brasil'

Caetano falou com a imprensa após seu show no 12º Festival de Verão, em Salvador

SALVADOR - Caetano Veloso voltou a falar de Lula e a defender a música de carnaval da Bahia, popularizada como axé, em entrevista coletiva na sexta-feira à noite, depois de seu show no 12º Festival de Verão, em Salvador. No palco, o compositor e cantor baiano homenageou os 60 anos do trio elétrico, criado por Dodô e Osmar, interpretando um de seus maiores sucessos, que fala justamente do tema em questão: “Atrás do Trio Elétrico”.

Na coletiva, perguntado se o Haiti ainda é aqui (em referência a uma canção sua), Caetano respondeu que sim. “E também não”, como também diz a letra do rap que gravou com Gilberto Gil. Sobre “a relação com o presidente Lula” depois de umacerta polêmica no ano passado, o compositor baiano disse a um repórter: “Tenho pouquíssimas relações com o presidente Lula, exceto as que você tem, porque vivo no país de que ele é presidente. Votei nele pra se eleger, não votei nem pra se reeleger, mas acho que é admirável o que vem acontecendo com o Brasil, desde que Collor abriu o mercado. E aí Fernando Henrique, com um governo espetacular, a criação do real. O plano real está dando certo até hoje, porque Lula também foi esperto. Acho que se fosse Serra poderia mudar. Lula foi esperto, chamou Meirelles, botou no Banco Central, ficou uma política mais parecida com a do Chile, que foi Pinochet que implantou”, disse.

“Então a nossa história é complexa, não pode ficar simplificando ‘eu sou de esquerda, eu sou direita, odeio você, você me apetece’. É muito pobre, entendeu? Eu não sou pobre. Acho o seguinte: Lula é uma figura histórica, com grandeza épica, pra entrar na lista de Fernando Pessoa de ‘Mensagem’. Foi o que eu disse em Lisboa, repeti aqui, nem o embaixador de Portugal entendeu, o imbecil.” Caetano também fez comentários sobre o filme “Lula – O Filho do Brasil”, de Fábio Barreto, que assistiu na quarta-feira. “Achei os atores maravilhosos, o tema é muito bom, a fotografia é muito bonita, a direção de arte é maravilhosa. Aquele cara que faz o Lula é espetacular. Ele é tão bom que fica ali batendo na Glorinha, e todo mundo está bem. Mas o filme é mal escrito, o roteiro e os diálogos são mal escritos. O Lula que eu tenho na minha cabeça é muito maior do que aquilo, uma grande figura que poderia entrar na lista de ‘Mensagem’ de Fernando Pessoa”, reafirmou. “É assim que eu vejo Lula. Não pode ser pequeno não. Ser pequenininho não tem graça. Mas o filme é bacana, mas poderia ser mais empolgante.”

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,caetano-volta-a-falar-de-lula,500446,0.htm

POESIA

MINH'ALMA É TRISTE COMO A FLOR QUE MORRE
Casimiro de Abreu

Minh'alma é triste como a flor que morre
Pendida à beira do riacho ingrato;
Nem beijos dá-lhe a viração que corre,
Nem doce canto o sabiá do mato!

E como a flor que solitária pende
Sem ter carícias no voar da brisa,
Minh'alma murcha, mas ninguém entende
Que a pobrezinha só de amor precisa!

Amei outrora com amor bem santo
Os negros olhos de gentil donzela,
Mas dessa fronte de sublime encanto
Outro tirou a virginal capela.

Oh! quantas vezes a prendi nos braços!
Que o diga e fale o laranjal florido!
Se mão de ferro espedaçou dois laços
Ambos choramos mas num só gemido!

Dizem que há gozos no viver d'amores,
Só eu não sei em que o prazer consiste!
- Eu vejo o mundo na estação das flores...
Tudo sorri - mas a minh'alma é triste!