segunda-feira, setembro 24, 2018

A CENA. Charles Fonseca. Poesia.

Agora fala o silêncio
dantes era o vagido
poeta versa fugido
adeus à cena um lenço

relíquia vida passada
pressente espera um futuro
quem sabe veja pós tudo
lágrima face rolada

Caída sobre um peito
palpite neles afeto
ou talvez ouça um não nego
amar-te agora a ti beijo.

PLANTIO. Mário Chamie. Poesia.

PLANTIO
Mário Chamie

Cava,
então descansa.
Enxada; fio de corte corre o braço
de cima
e marca: mês, mês de sonda.
Cova.

Joga,
então não pensa.
Semente; grão de poda larga a palma
de lado
e seca; rês, rês de malha.
Cava.

Calca
e não relembra.
Demência; mão de louco planta o vau
de perto
e talha: três, três de paus.
Cova.

Molha
e não dispensa.
Adubo; pó de esterco mancha o rego
de longo
e forma: nó, nó de resmo.
Joga.

Troca,
então condena.
Contrato; quê de paga perde o ganho
de hora
e troça: mais, mais de ano.
Calca.

Cova:
e não se espanta.
Plantio; fé e safra sofre o homem
de morte
e morre: rês, rés de fome
cava.

4 astuces pour améliorer ton français écrit

Jó o justo de tudo lhe foi tirado. Eu injusto do que me foi tirado o bom o belo volta dobrado. Só tenho a agradecer.

Martinho Da Vila - Aquarela Brasileira

NAS NUVENS. Charles Fonseca. Poesia.

NAS NUVENS
Charles Fonseca

Agora estou nas nuvens
mil corações a balouçar
quem é que vem lado de lá
quem é que vai águas não turvem

O meu amor é só pra ela
mil amizades curtir
rua larga só sei sorrir
devaneio olho a janela.

Quem de nós está se despedindo de quem?

Que tal amigos mais chegados que irmãos? Preciso de cinco na cidade que moro. Cinco no estado. Outros cinco no país que me abriga. E um em cada continente.

domingo, setembro 23, 2018

POEMA DO SEM QUE FAZER Charles Fonseca

POEMA DO SEM QUE FAZER
Charles Fonseca

Caiu silente opaca
uma ex estrela fria
morreu ninguém mais espia
azul, branca opala

foi antes ao fim já vermelha
fundiu-se buraco negro
em pó energia segredo
restou-lhe em versos centelha.

Evangelho segundo S. Marcos 9,30-37.

Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia. Jesus não queria que ninguém o soubesse;
porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará».
Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar.
Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis no caminho?».
Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior.
Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos».
E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes:
«Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».

Que faire s'il vous manque de la motivation pour apprendre le français ?

"Danúbio Azul". Valsa.

ALVO. Charles Fonseca. Poesia.

Mulher com, geraniums, Pintura.Lorde Caroline A.

Mulher com gerânios - Lord Caroline A.

Não sendo culto uma vantagem enorme é saber onde a cultura está, onde a musa de nós se esconde, quando a sacar tão longe a fonte, quanto beber aurir ouvir até o se fartar.

HÃO DE CHORAR POR ELA OS CINAMOMOS... Alphonsus de Guimaraens. Poesia.

HÃO DE CHORAR POR ELA OS CINAMOMOS...
Alphonsus de Guimaraens

Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia.

As estrelas dirão — “Ai! nada somos,
Pois ela se morreu silente e fria...”
E pondo os olhos nela como pomos,
Hão de chorar a irmã que lhes sorria.

A lua, que lhe foi mãe carinhosa,
Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la
Entre lírios e pétalas de rosa.

Os meus sonhos de amor serão defuntos...
E os arcanjos dirão no azul ao vê-la,
Pensando em mim: — “Por que não vieram juntos?”

Como Saber o Gênero das Palavras em Francês? | Jérôme Guinet

Desafio é só ver o Facebook e o WhatsApp 10 minutos pela manhã e 10 à noite. Você topa?

#JérômeResponde - O que significa FAIRE FAIRE em francês?

FAÇA DO TEMPO UM ALIADO PARA O SEU OBJETIVO

BEAUCOUP, TRÈS, TROP en Français

sábado, setembro 22, 2018

BEM QUERER. Charles Fonseca. Poesia.

Lindo


Regras da Pronúncia Francesa

Clique:
https://www.forumdeidiomas.com.br/regras-da-pronuncia-francesa-t462.html

General Mourão convoca reservistas para que fiscalizem as eleições e o s...

O vovô

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Por que amadurecer é tão difícil? • LUIZ FELIPE PONDÉ

A rede globeleza está detonando o Mito

Prefira conversar a dois ou a quatro. Evite a três.

Neste mesmo dia no próximo ano estarás com saudade de 2018.

A prudência recomenda que nem sempre divulgues o oculto ou o segredo que sabes.

Passa logo abestalhado sonho faz realidade. Passa não por caridade sândalo a te esperar chão orvalhado.

Diminuiu e muito a exibição despudorada de petralhas.

Qual o teu drama pessoal que queres me contar em segredo?

sexta-feira, setembro 21, 2018

PETIT FLEUR. Charles Fonseca. Poesia

Les fleurs son très belle.
Le ciel est-il magnifique bleu.
Le nuages ils son delicieuses.
Vielles souvenirs de ma chère!

La manque c'est ainsi grande.
Je sui un poète difficile.
Pour mon amour très facille.
Oh, femme intéressant!

Bon jour, beau pour tout la vie.
Nous sommes ainsi croniste.
Choses belles autres triste.
C'est laid être inconnue.

Lindo


O coração generoso de Santa Teresinha (Homilia Diária.959: Sábado da 24....

ALÉM, MUITO ALÉM. Charles Fonseca. Poesia.

21/09 RECADO DE BOLSONARO PARA O POVO BRASILEIRO

Barenboim plays Beethoven Sonata No. 32 in C Minor Op. 111 2nd Mov.(Part...

Na hora do balanço final, a ferida mais dolorosa é a das amizades feridas.

Agradar a Deus

Clique:
https://opusdei.org/pt-br/document/agradar-a-deus/

Rotaryando


Evangelho segundo S. Mateus 9,9-13.

Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e seguiu Jesus. Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos.Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos: «Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?».Jesus ouviu-os e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas sim os doentes.Ide aprender o que significa: "Prefiro a misericórdia ao sacrifício". Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores»"

Artista não é igual a intelectual

E se fosse hoje o dia da sua morte?

A carapuça

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Qual a sua preferência?

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Grupo de Whatsapp privilegiado é o que contém dentro de si minoria de fanáticos, tolos, petralhas, bufões, marginais da curva de Gauss.

JTP du jour. Curso de francês.

Clique:
https://www.jeu-tu-preferes.fr/

Uma mulher especial

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URGENTE: Delegado alerta: 'advogados de Adélio Bispo querem terminar o s...

quinta-feira, setembro 20, 2018

O que você está dizendo quando rí chora escreve se requebra ou vai embora?

ALELUIA. Charles Fonseca. Poesia.

Tem gente que faz questão de divulgar a própria burrice

É possível provar a existência da alma? Padre Paulo Ricardo responde!

Ame com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento. A separação sempre vem. Na terra ou para o céu.

URGENTE: Delegado afirma que mandante de atentado contra Bolsonaro pode ...

quarta-feira, setembro 19, 2018

O centro sumiu. William Waack comenta

AINDA. Charles Fonseca. Poesia.

Agradeça pelas vaias e aplausos

Lindos



Como tratar o medo de viajar de avião. Entenda aerofobia com a Psiquiatr...

Estou me cansando de quem só posta fatos políticos de agora. Quero mais, quero melhor, quanto pior melhor ou não pensam mais que jaz?

PORVIR. Charles Fonseca. Charles Fonseca.

PORVIR
Charles Fonseca

Estes meus olhos que húmidos
por ti velam mesmo ao longe
choram por mim já geronte
pra ti sorriem túmidos

De viço ainda tardio
relembram os dias primeiros
tu peralta pés ligeiros
quer na chuva ou no estio

A plantar tu bananeiras
a sorrir pernas pro ar
agora lado de cá
de ti lembro derradeiras

Estas minhas só lembranças
quem dera voltar atrás
mas há netos quem vem mais
de mim por ti já avança

Agora o tempo é pra ti
pra eles quem mais vier
ao teu lado tu, mulher,
sorrí pra eles, porvir.





Pintura

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AS CINZAS. Charles Fonseca. Poesia.

AS CINZAS
Charles Fonseca

Um amor desidratado
tanto viço teve um dia
hoje dele a agonia
da lembrança em mim coitado

É como se ido pra sempre
ou será que sob cinzas
mornas há fogo ainda
ou não há eternamente?

terça-feira, setembro 18, 2018

O mundo em guerra comercial e o "pinto" do Trump agita os comentaristas da TV. É o Armagedon.

No entanto, a vida é bela.

Este blog é depositário do que foi aprendido e compartilhado desde 2006. Já são 1.010.258 visualizações desde então. 21.338 postagens.

Evangelho segundo S. Lucas 7,11-17. Naquele

Naquele tempo, dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas."

Tango La Cumparsita

É ASSIM. Charles Fonseca.

Rudimento do controle social da mídia começa assim: toda vez que você acessa uma notícia que toca na orla do poder petralha aparece na tela do seu celular uma informação dando conta que está severamente infechado. Reinicie e volte à notícia.

Aos 73 meu tempo corre cada vez mais veloz

Saudades Do Braz Dos Bons Tempos.wmv

Não permita que sua imagem de pai seja obscurecida por questões de tempo lugar ou desamor.

Alma Sebosa. Laurijane Pantaleão Alencar. Prosa.

Alma sebosa :
- "Olha, eu soube que você fez isso, isso e aquilo."
Eu :
- "Quem falou?"
Alma sebosa :
- "Andei ouvindo um pessoal dizer."
Eu :
- "Quem?"
Alma sebosa :
- "Ahh... Um monte de gente."
Eu :
- "Não existe pessoal, nem monte de gente. Todo mundo tem nome completo, CPF e comprovante de residência. Me dê os dados."
Alma sebosa :
- "Ehhh... Bem... Um pessoal aqui..."
Eu :
- "Olha Fulana, eu não tenho opinião formada sobre pessoas que não sei quem são. Mas tenho opinião formada sobre quem acreditou nisso, e que até o presente momento, pra mim, é a única responsável por essa conversa que eu estou gravando."

E a alma sebosa parou de falar. Por que será?
Fica a dica e o exemplo. Não acredite em pessoas que só contam histórias utilizando orações sem sujeito, sujeito oculto e sujeito indeterminado.

Tome as rédeas do corcel a correr desenfreado solto campina alado pelas esquinas do céu

segunda-feira, setembro 17, 2018

Amar demais faz mal ao coração

Sempre que você olha para alguém você está diante de um drama.

Beethoven - Sinfonía nº 3 en Mi bemol mayor Op. 55, "Heroica" - II Marci...

Aí se vinga do real, da versão, do imaginado. O tempo vai o sino ressoa. É o requien do atoa do mal amado.

O meu cavalo é ensinado leva bilhete para a filha do patrão. Charles Fonseca.

Antes de ir a determinado cidade consultei por email à proprietária do local  onde desejo me hospedar se seria possível, em tal período, coisas assim. A resposta veio muito gentil concordando com o meu propósito. Só que quem manda correspondência para mim  por email recebe do meu resposta automática que dá ciência ao emitente da entrega efetiva da correspondência e nada mais é que link do meu Blog do Charles Fonseca. Antes de ler a aceitação da hospedagem havia postado no Blog  três minutos após esta o ditado popular "A cavalo dado não se olha os dentes". E se a hospedeira vendo a resposta automática teve a curiosidade de olhar o blog a posteriori? Daí a razão desta crônica neste blog postada. E vou logo logo mandar o link para que a pessoa se tiver lido o tal ditado popular não interprete erroneamente meus nobres sentimentos de consideração e afeto. Termino auto referente com outro ditado: "Cavalo não desce escada".

Trio Forrozão - O Xote das Meninas

Quando penso miúdo acho que foi embora. Quando olho a amplidão vejo o meu amor no agora.

Frequente a universidade da vida aprendendo de tudo e de todos a qualquer hora e onde estiver

Saudade de Matão com Tonico e Tinoco

O VIAJANTE. Eu sempre que parti fiquei nas gares Olhando, triste, para mim... Mario Quintana

domingo, setembro 16, 2018

Rotaryando..


Vambora?

A tom da voz diz mais do que a palavra em sílabas.

ACORDES ANTES QUE ACORDES. Charles Fonseca. Poesia.

Feitiço da Vila - Noel Rosa

Quão bom é ouvir e ver estrelas, disse o vate iluminado.

A GRAÇA DO ESPÍRITO SANTO

1585. A graça do Espírito Santo própria deste sacramento consiste numa configuração com Cristo, Sacerdote, Mestre e Pastor, de quem o ordenado é constituído ministro.

1586. Para o bispo, é, em primeiro lugar, uma graça de fortaleza («Spiritum principalem – Espírito soberano», isto é, Espírito que faz chefes, pede a oração de consagração do bispo, no rito latino (83)): a graça de guiar e defender, com força e prudência, a sua Igreja, como pai e pastor, com amor desinteressado para com todos e uma predilecção pelos pobres, os enfermos e os necessitados (84). Esta graça impele-o a anunciar o Evangelho a todos, a ser o modelo do seu rebanho, a ir adiante dele no caminho da santificação, identificando-se na Eucaristia com Cristo sacerdote e vítima, sem recear dar a vida pelas suas ovelhas:

«Ó Pai, que conheceis os corações, concedei ao vosso servo, que escolhestes para o episcopado, a graça de apascentar o vosso santo rebanho e de exercer de modo irrepreensível, diante de Vós, o supremo sacerdócio, servindo-Vos noite e dia: que ele torne propício o vosso rosto e ofereça os dons da vossa santa Igreja: tenha, em virtude do Espírito do supremo sacerdócio, o poder de perdoar os pecados segundo o vosso mandamento, distribua os cargos segundo a vossa ordem e desligue de todo o vínculo pelo poder que Vós destes aos Apóstolos: que ele Vos agrade pela sua doçura e coração puro, oferecendo-Vos um perfume agradável, por vosso Filho Jesus Cristo...» (85).

1587. O dom espiritual, conferido pela ordenação presbiterial, está expresso nesta oração própria do rito bizantino. O bispo, impondo as mãos, diz, entre outras coisas:

«Senhor, enchei do dom do Espírito Santo aquele que Vos dignastes elevar ao grau de presbítero, para que seja digno de se manter irrepreensível diante do vosso altar, de anunciar o Evangelho do vosso Reino, de desempenhar o ministério da vossa Palavra de verdade, de Vos oferecer dons e sacrifícios espirituais, de renovar o vosso povo pelo banho da regeneração; de modo que, ele próprio, vá ao encontro do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, vosso Unigénito, no dia da sua segunda vinda, e receba da vossa imensa bondade a recompensa dum fiel desempenho do seu ministério» (86).

1588. Quanto aos diáconos, «fortalecidos pela graça sacramental, servem o povo de Deus na "diaconia" da liturgia, da palavra e da caridade, em comunhão com o bispo e o seu presbitério» (87).

1589. Perante a grandeza da graça e do múnus sacerdotais, os santos doutores sentiram o apelo urgente à conversão, a fim de corresponderem, por toda a sua vida, Àquele de Quem o sacramento os constituiu ministros. É assim que São Gregário de Nazianzo, ainda jovem presbítero. exclama:

«Temos de começar por nos purificar, antes de purificarmos os outros: temos de ser instruídos, para podermos instruir: temos de nos tornar luz para alumiar, de nos aproximar de Deus para podermos aproximar d'Ele os outros, ser santificados para santificar, conduzir pela mão e aconselhar com inteligência» (88). «Eu sei de Quem somos ministros, a que nível nos encontramos e para onde nos dirigimos. Conheço as alturas de Deus e a fraqueza do homem, mas também a sua força» (89). [Quem é, pois, o sacerdote? Ele é] «o defensor da verdade, eleva-se com os anjos glorifica com os arcanjos, faz subir ao altar do Alto as vítimas dos sacrifícios, participa no sacerdócio de Cristo, remodela a criatura, restaura [nela] a imagem [de Deus], recria-a para o mundo do Alto e, para dizer o que há de mais sublime, é divinizado e diviniza» (90).

E diz o santo Cura d'Ars: «É o sacerdote quem continua a obra da redenção na terra»... «Se bem se compreendesse o que o sacerdote é na terra, morrer-se-ia, não de medo, mas de amor». [...] «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»


Catecismo

Difícil acertar o modo de conversar com alguém que não se sabe se é se foi ou se já está do lado de lá.

Nunca vi presidentes tão supremamente ridículos e desonestos quanto os três atuais de Banânia.

Fanáticos são exterminados se você atirar neles balas de cultura.

Basta um aceno teu e como fico pleno eu!

Oh, quão linda a tua exposta! Quão belas tuas lindezas!

"O R caipira do interior de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina deve-se ao fato de que os indígenas que aqui moravam não conseguiam falar o R dos portugueses, não havia o som da letra R em muitos dos mais de 1200 idiomas que falavam aqui.

Então na tentativa de se pronunciar o R, acabou-se criando essa jabuticaba brasileira, que não existe em Portugal.

A isso também se deve o fato de muitas pessoas até hoje em dia trocarem L por R, como em farta (falta), frecha (flecha) e firme (filme).

Com a chegada de mais de 1,5 milhão de italianos à capital de São Paulo o sotaque do paulistano incorporou o R vibrante atrás dos dentes, porta como "porita", e em alguns casos até incorporando mais Rs do que existem: carro como "caRRRo", se quem fala for de Mooca, Brás e Bexiga, bairros paulistanos com bastante influência italiana.

O R falado no Rio de Janeiro deve-se ao fato de que quando a corte portuguesa pisou aqui, a moda era falar o R como dos franceses, saindo do fundo da garganta, como em roquêfoRRRRt, paRRRRRi.

A elite carioca tratou de copiar a nobreza, e assim, na contramão do R caipira e 100% brasileiro, o Rio importou seu som de R dos franceses.

Do mesmo modo a corte portuguesa trouxe o S chiado dos cariocas, sendo hoje o Rio o lugar que mais se chia no Brasil, 97% dos cariocas chiam no meio das palavras e 94% chiam no final.

Belém do Pará ocupa o segundo lugar e Florianópolis em terceiro.

As regiões Norte e Sul receberam a partir do século 17 imigrantes dos Açores e ilha da Madeira, lugares onde o S também vira SH. Viviam mais de 15 mil portugueses no Pará, quarta maior população portuguesa no Brasil à época, o que fez os paraenses também incorporarem o S chiado.

Já Porto Alegre misturava indígenas, portugueses, espanhois e depois alemães e italianos, toda essa mistura resultou num sotaque sem chiamento.

Curitiba recebeu muitos ucranianos e poloneses, a falta de vogais nos idiomas desses povos acabou estimulando uma pronúncia mais pausada de vogais como o E, para que se fizessem entender, dando origem ao folclórico "leitE quentE".

Em Cuiabá e outras cidades do interior do Mato Grosso preservou-se o sotaque de Cabral, não sendo incomum os moradores falando de um "djeito diferentE". Os portugueses que se instalaram ali vieram do norte de Portugal e inseriam T antes de CH e D antes de J. E até "hodje os cuiabanos tchamam feijão de fedjão".

Junto com os 800 mil escravos também foram trazidos seus falares, e sua influência que perdura até hoje em se comer o R no final das palavras: Salvadô, amô, calô e a destruição de vogal em ditongos: lavôra, chêro, bêjo, pôco, que aparece em muitos dialetos africanos.

A falta de plurais, o uso do gerúndio sem falar o D (andano, fazeno), a ligação de fonemas em som de z (ozóio, foi simbora) e a simplificação da terceira pessoa do plural (disséro, cantaro) também são heranças africanas.

do livro "Mapa Linguístico do Brasil" de Renato Mendonça e da Superinteressante desse mês."

Escrever faz parte da promoção da saúde. Mesmo que não divulgue.

Uma alegria quando vemos nossos filhos transmitindo educação e afeto bem mais e melhor do que a que pudemos lhes dar.

"Se tudo correr direito, o Brasil vai poder se aposentar dele (Lula) em outubro, elegendo um candidato que não atropele as leis para tirá-lo da cadeia."

Evangelho segundo S. Marcos 8,27-35.

Naquele tempo, Jesus partiu com os seus discípulos para as povoações de Cesareia de Filipe. No caminho, fez-lhes esta pergunta: «Quem dizem os homens que Eu sou?». Eles responderam: «Uns dizem João Baptista; outros, Elias; e outros, um dos profetas». Jesus então perguntou-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro tomou a palavra e respondeu: «Tu és o Messias». Ordenou-lhes então severamente que não falassem d’Ele a ninguém. Depois, começou a ensinar-lhes que o Filho do homem tinha de sofrer muito, de ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas; de ser morto e ressuscitar três dias depois. E Jesus dizia-lhes claramente estas coisas. Então, Pedro tomou-O à parte e começou a contestá-l’O. Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Vai-te, Satanás, porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens». E, chamando a multidão com os seus discípulos, disse-lhes: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á»."

Cantos Gregorianos Sanadores, musica relajante sanadora, musica para la ...

Quando o empenho é maior que o necessário há algo além do pensado

SE HÁ QUE DIZER ADEUS. Charles Fonseca. Poesia.

SE HÁ QUE DIZER ADEUS
Charles Fonseca

Há um solo jaz  em sino
bate rebate e é réquiem
pro que já foi resta a quem
inda viver no ir-se e é findo.

Se há que dizer adeus
se de ilusão foi-se tudo
cego surdo e mudo
saudades ficam, por Deus!

Willem De Poorter. Pintura.

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sábado, setembro 15, 2018

Sua tolerância com herói sem caráter se chama conivência

É bom não se iludir. Melhor ainda é se desiludir.

Você é simpático até quando lhe julgarem conveniente.

ACAUÃ (II). Charles Fonseca. Poesia.

A previdência social só reconhece doença ocupacional quando existe nexo causal técnica e legalmente reconhecido.

A TERRA É REDONDA. Charles Fonseca. Poesia.

A TERRA É REDONDA
Charles Fonseca

De uma coisa esteve certo
um dia iria acabar
não na Bahia, lado de lá,
terras ao longe gelo deserto.

Uma coisa sempre achou
que mulher melhor não há
doce, suave, sei lá,
o que era doce acabou!

Foi apenas uma pausa
ajudou o viajor
a transpor mar sem vapor
ar pesado terra, a causa.






A masculinidade suave | Luiz Felipe Pondé

Como renunciar a si mesmo? (Homilia Dominical.418: 24.º Domingo do Tempo...

O TIGRE. Charles Fonseca. Poesia.

O TIGRE
Charles Fonseca

No meio da tempestade
o vento em ira a copa
da velha árvore força
Um raio risca, é tarde,

Através da copa à frente
atinge logo a de trás
sangra o caule, a gota jaz
a correr tão de repente

Em fúria toda a natura
o tigre sai da caverna
bicho homem 'stá com pressa
lambe a face o tigre urra.

Assim são as emoções
sem rédea, laço, ferrão,
aos saltos na amplidão
do inconsciente senões.

O imbecil coletivo

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NO CAIS SOLIDÃO. Charles Fonseca. Poesia.

NO CAIS SOLIDÃO
Charles Fonseca

Há muitos vivos já mortos
outros há mortos que vivos
são almas jarros partidos
ficados em trincas postos

A viver no mundo à toa
a morrer em vida falsa
no cais solidão qual balsa
atados a popa e proa

A espera de ilusão
de amor em vão minguado
vivo morto no passado
barco sem leme timão.




sexta-feira, setembro 14, 2018

Uma triste herança aos pósteros ter sido ingênuo ou imbecil político.

"Evangelho segundo S. João 3,13-17.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele."

ACAUÃ. Charles Fonseca. Poesia.

Desconfio que no Supremo também tem.

TERAPIA INTENSIVA. Dalila Teles Veras. Poesia.

TERAPIA INTENSIVA
Dalila Teles Veras


A ceifeira ronda
à volta das máquinas
ao redor dos tubos
no ar infectado de dor
— sombra indesejável

A ciência brinca
experimenta, põe e tira
mórbido esconde-esconde
fingida presença de Deus

Um corpo respira
(a máquina opera o milagre)
um corpo não mais senhor
do gesto, do gosto, do querer
corpo, cobaia, objeto
à mercê do progresso

A ceifeira espera
e sabe da hora
A ciência não

CHEFE DE PESSOAL. Charles Fonseca.

CHEFE DE PESSOAL
Charles Fonseca

Sempre conciso nunca a brincar deixou no lugar filho contido. Este a olhar sempre a empresa uma fera com presa caneta no ar. Sabia das artes das muitas mutretas até que a empresa picou calcanhar. Pra fora a mulher já dois é demais passado pra trás só fica, quem é? Tiraram a cadeira ficou sem a mesa bandida a empresa não faça besteira. Calado ficou conforme o costume puseram  no cume por nome assessor.

Sou o que fui e não sabia, sou e ninguém sabe, serei contra a vontade, em tudo há mentira e verdade.

quinta-feira, setembro 13, 2018

Seja sempre agradável desde que não se esqueça de si

MINGUANTE. Charles Fonseca. Poesia.

MINGUANTE
Charles Fonseca

Mar revolto o timoneiro
olha o céu e nuvens há
carregadas vêm de lá
cores chumbo sem receio

Toma o timão sua vida
suaviza a viseira
vai em frente timoneia
sua nau é a partida

Mares dantes navegados
ares silvestres margeia
pela costa lua cheia
minguante pros não amados

É assim como o poeta
atravessa a borrasca
mão escreve sua raça
testa vencer como esteta.

Evangelho segundo S. Lucas 6,27-38.

Naquele tempo, Jesus falou aos seus discípulos, dizendo: «Digo-vos a vós que Me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam,
abençoai os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos injuriam.
A quem te bater numa face, apresenta-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, deixa-lhe também a túnica.
Dá a todo aquele que te pedir, e ao que levar o que é teu, não o reclames.
Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também.
Se amais aqueles que vos amam, que agradecimento mereceis? Também os pecadores amam aqueles que os amam.
Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo.
E se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto.
Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca. Então será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, que é bom até para os ingratos e os maus.
Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados.
Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».

Alphonse Maria Mucha

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ACARAJÉ. Charles Fonseca. Poesia.

Não é por pudor que alguém não se diz comunista ou assemelhados. É por estratégia junto aos incautos.

A última. Emmanuel Evangelos Haji Antoniou. Prosa.

A última.
Emmanuel Evangelos Haji Antoniou

Quem não é daqui não faz ideia. Pode ser um tanto óbvia essa afirmação, já que em qualquer lugar do mundo ela pode ser aplicada. Mas aqui é um tanto mais evidente.
A gente desta terra não nasce aqui. Brota. Mesmo aquele que veio de longe, se obriga a fincar as raízes profundamente no solo ressequido. Aos poucos vai absorvendo a seiva que vem das profundezas. A cor da pele fica ocre. Um amarelo avermelhado que se confunde com a poeira e a folhagem.
Curtida pelo sol assume a característica ressecada do cerrado. Fica dura, espessa. Enruga e amarfanha. Resiste ao calor, a poeira que cobre as vastidões dos planaltos. O povo daqui vive daquilo que a natureza dá. E tenta sobreviver ao que Deus tira.
Os pais entram ansiosos, acabrunhados. Nota-se nos olhos o desespero. Da garganta vem o pedido angustiado. Seco.
"- O senhor cuida dela?"
A menina tem seus três anos. Amedrontada e tímida como qualquer criança fica aninhada com a mãe que a abraça com força.
"-Sabe, só ficou ela. Minha outra filha morreu na semana passada." A Voz sai como um sussurro, uma prece lúgubre. "Com o susto perdi o bebê que estava esperando. Tinha dois meses."
Os olhos da mãe agora marejam, e ela segura mais forte a menininha. O pai tenta se mostrar forte.
Essa gente chora pra dentro. Não verte água. Seus olhos se abaixam, os lábios tremem, o corpo murcha.
Escuto o caso da que se foi. Vítima das
imensas distâncias no poeral. Longe da cidade, longe dos homens e de sua Medicina. Acabou em uma sem recursos. Seus recursos também se acabaram lá. Aqui as coisas vem em ciclos. A chuva, a safra, o dinheiro. Acabados estes resta esperar a próxima e se aguentar com o que resta.
"Pneumonia", diz a mãe. O pai acabrunhado apenas acena com a cabeça.
Examino a pequena. Temerosa, desconfiada como qualquer outra criança. Não dá pra errar. Nunca dá. Mas agora mais ainda. Engulo o nó na garganta, fecho os olhos numa prece silenciosa:
"Senhor!"
Concluo o exame. Serão necessários outros. O pai me estende um maço de notas amarrotadas. Penso em recusar. Olho em seus olhos. Não há como fazê-lo. Seria um ultraje a sua honra. Uma afronta a sua dignidade. Não tem mais nada a oferecer. Aquele que tudo perdeu agora tudo dá por sua última esperança.
Aceito.
Nessas horas é que podemos fazer a diferença. Ligo para os amigos.
"A enfermeira consegue o encaixe?"
"O colega faz o exame?"
"Consigo o remédio pra hoje na farmácia?"
Os anjos e "anjas" da guarda me socorrem.
A família consegue ficar mais um dia na cidade.
"Só até amanhã. A licença vence e o serviço não espera. Não posso perder o emprego Doutor."
Amanhã então.
Exames feitos, tudo em ordem. O remédio fez efeito. A criança melhorou. Já sorri e brinca no colo da mãe.
Eles partem. Levam meu telefone, da clínica, celular. Retorno agendado e garantido. Um novo dia, um novo ciclo começa aqui no interior do Brasil.
Não será a última vez.

A TUA VEZ. Charles Fonseca

A TUA VEZ
Charles Fonseca

Uma mão olha a faca
multidão aplaude o líder
à socapa, mate o tigre,
caia fora desta praça

fuja logo nós da toca
cobertura a três por dois
advogado só depois
no escuro entra na loca

maduro o golpe seco
nosso fruto não é peco
só um furo, dois talvez,
Bolsonaro, é a tua vez!



Tal foi a dor que o Salvador lhe exilou de Salvador. Lá deixou todos os Santos. Os seus pecados carregou e sobre o lenho os deixou.

quarta-feira, setembro 12, 2018

ABOIO. Charles Fonseca. Poesia.

61 anos. O céu por testemunha.

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LUZIA ABRINDO CABEÇAS. Fernando Gabeira

LUZIA ABRINDO CABEÇAS
10.09.2018 EM BLOG

Luzia já não está mais entre nós. Depois de 11.500 anos, sucumbiu à crise brasileira no último dia de Pompeia, o incêndio que levou os afrescos que sobreviveram ao vulcão Vesúvio.

A noite do incêndio foi uma das mais difíceis para mim. Pesadelo, tristeza, raiva e uma dose de culpa. No Congresso, destinei verba parlamentar para o Museu Nacional. O desastre mostrou como era pobre nossa visão de tapar buracos no orçamento de organismo que precisa de uma proteção sistêmica.

Infelizmente, compreendi tudo isso muito tarde, daí minha tristeza e raiva com as chamas. Na verdade, não foi apenas a passagem de Luzia que abriu minha cabeça.

À volta ao jornalismo, tratando de pequenos museus locais, sobretudo em lugares que precisam deles para encontrar sua identidade e agregar valor às suas riquezas naturais, compreendi que eles não são um fardo que deva ser tratado com migalhas. Na viagem à Rússia, onde escritores, sobretudo do século XIX, são cultuados, e há museus de todo tipo, ficou claro para mim que não se trata apenas de preservar a memória, mas transformá-la também numa fonte de renda através do turismo.

Em viagens pelo Brasil, vejo quase toda semana algum tipo de museu. Mantido por um empresário, o Instituto Ricardo Brennand, em Recife, é uma boa surpresa. Nele existem, entre outros, os quadros do holandês Frans Post, que nos deixou belas imagens sobre o Brasil Colonial. É uma coleção que só perde para a da própria Holanda.

Tive boa impressão do Museu Mazzaropi, em Taubaté, construído numa área em que também foram reproduzidos os cenários dos seus filmes: é um hotel fazenda.

Aqui no Brasil, temos um pouco o complexo do novo mundo, da permanente construção e destruição. Nosso lema parece ter surgido da frase de Marx, que também é o título do livro de Marshall Berman: “Tudo que é sólido desmancha no ar”.

Na semana do incêndio, trabalhava , precisamente, em algo ligado a essa frase. É o projeto do trem Minas-Rio, comprado em Três Rios sem ajuda do governo. Ele vai ligar nove cidades, inclusive Cataguases, Minas.

Passei por algumas delas e, em Cataguases, procurei estimular a criação de um museu que fale um pouco do papel da cidade no modernismo. Ali houve uma revista antenada com o movimento, a “Revista Verde”, e um escritor e poeta de destaque: Rosário Fusco.

Não é o primeiro lugar em que trato do tema. Na verdade, na semana anterior estive na Bahia precisamente mostrando o projeto de museu hippie em Arembepe.

No momento em que as cidades precisam se reinventar para enfrentar a crise, é mergulhando na sua tradição e cultura que podemos achar uma saída, através da economia criativa. O que me dói no incêndio é ter percorrido tantas experiências locais e não ter percebido com clareza como o Museu Nacional poderia ter sido importante para o Rio de Janeiro, uma espécie de porta de entrada do Brasil mas que, na verdade, escondia um dos seus principais tesouros culturais.

Ao invés de uma campanha para transformá-lo num momento em que se construíam tantos estádios e um Museu do Amanhã, por que esquecemos o ontem, o anteontem, os dias primordiais de Luzia?

Havia um ar de decadência no museu. Fios de ligações improvisadas, infiltrações, telhas quebradas; enfim, todos esses incômodos de um corpo velho e mal tratado. Diante de museus internacionais bem cuidados e interativos, talvez não nos orgulhássemos dele como deveríamos.

Agora é tarde. Mas não significa que vamos continuar apenas chorando pela perda. Se o crânio de Luzia, perdido nas cinzas, conseguir, pelo menos, abrir nossa cabeça, será uma pequena vitória.

No passado, recusou-se uma ajuda do Banco Mundial porque não se aceitava o Museu como fundação privada. Conseguimos criar um bloqueio duplo: arrogância do novo mundo diante do passado e a ilusão de que tudo deve ser feito pelo Estado.

Não sou inocente nessa história. Quase não há nada nos programas presidenciais sobre a proteção do patrimônio. Se iniciasse uma discussão no tempo em que apenas tapávamos goteiras, talvez hoje já houvesse uma política disponível aos candidatos.

Mas o pássaro da consciência canta apenas ao entardecer. Precisamos sempre de grandes traumas para vislumbrar o caminho. Algo em nós parece hibernar: suspeito que seja o raciocínio.

Artigo publicado no Jornal O Globo

RETALHE. Charles Fonseca. Poesia.

RETALHE
Charles Fonseca

Enquanto o corpo sorria
ia embora a sua alma
a do meu pai toda calma
a minha só, dor carpia

Ainda que sobre a face
riso disfarce qual máscara
no sol face rapace
faca meu peito retalhe.

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Lorde Frederick Leighton. Pintura.

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Se separar não aliene seu par. Seus filhos serão as maiores vítimas.

Todo Sul de qualquer estado é apenas parte do meu país.

Por paixões erráticas muitos esbanjam quinhões cegos às matemáticas.

"Evangelho segundo S. Lucas 6,20-26.

Naquele tempo, Jesus, erguendo os olhos para os discípulos, disse: «Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e proscreverem o vosso nome como infame, por causa do Filho do homem. Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no Céu a vossa recompensa. Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas. Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação. Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar. Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem. Era assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas». "

Noel Rosa - Feitio De Oração (Castro Barbosa e Francisco Alves)

O TYGRE. William Blake. Poesia.

O TYGRE
William Blake

Tradução: Augusto de Campos

Tygre! Tygre! Brilho, brasa
que a furna noturna abrasa,
que olho ou mão armaria
tua feroz symmetrya?

Em que céu se foi forjar
o fogo do teu olhar?
Em que asas veio a chamma?
Que mão colheu esta flamma?

Que força fez retorcer
em nervos todo o teu ser?
E o som do teu coração
de aço, que cor, que ação?

Teu cérebro, quem o malha?
Que martelo? Que fornalha
o moldou? Que mão, que garra
seu terror mortal amarra?

Quando as lanças das estrelas
cortaram os céus, ao vê-las,
quem as fez sorriu talvez?
Quem fez a ovelha te fez?

Tygre! Tygre! Brilho, brasa
que a furna noturna abrasa,
que olho ou mão armaria
tua feroz symmetrya?

Por que tanta a correria? Por quem afinal eu paro? Será pros outros bimbalho? Serei sou seria?


Boi cara preta - Canção de Ninar

Cansa quem sempre está se achando com a razão

Memória do Santíssimo Nome de Maria (Homilia Diária.950)

Pra mim, a ventania; pra outros, Deus nos acuda; pra todos paz só ajuda; passou, foi agonia.

Devagar se vai ao longe

terça-feira, setembro 11, 2018

Antiga Casa de Oração dos Jesuítas. Salvador. Bahia.

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ABJETO. Charles Fonseca. Poesia.

QUASE. Mário de Sá-Carneiro. Poesia.

QUASE
Mário de Sá-Carneiro

Um pouco mais de sol — eu era brasa.
Um pouco mais de azul — eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador d'espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho — ó dor! — quase vivido...

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim — quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo... e tudo errou...
— Ai a dor de ser-quase, dor sem fim... —
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou...

Momentos de alma que desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...

Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol — vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...

...........................................
...........................................

Um pouco mais de sol — e fora brasa,
Um pouco mais de azul — e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...

Psiquiatra ou Psicólogo? Quem devo procurar ? Dra Maria Fernanda Caliani...

Por sinais e sintomas se chega à síndrome do amor que não foi

Carreata buzinaço só se vê em país atrasado

A luz própria de sua alma ilumina quando você sorri fala ouve abraça e beija

Se corre muito use rédea curta e curta

Não me venha com agito pois sou remanso

Perspectiva Ontológica Cartesiana. Suely Monteiro.

Perspectiva Ontológica Cartesiana
Suely Monteiro

Descartes introduz em sua epistemologia, uma perspectiva ontológica, deslocando o questionamento sobre o Objeto que se mostra a uma razão capaz de captar a ordem efetiva das coisas para o Sujeito que volitivamente se direciona para o Objeto na intenção de captar essa ordem.

Este deslocamento é o Principio da Consciência de Si ou Principio da Subjetividade e, a partir dele, Descartes formulará outro traço determinante do pensamento moderno que é o dualismo entre o eu e o mundo exterior, corpo e alma, mantendo uma participação de Deus, Substância infinita que funda o ser da substância extensa e da substancia pensante, em nós.

Em Descartes a racionalidade do eu e a racionalidade do mundo exterior estão relacionadas, ou seja, são idênticas e existe uma estrutura racional nos dois mundos que pela matematização (conceituação em fórmulas racionais) do mundo exterior ele pode conceber a realidade como um sistema de pensamentos fundidos na consciência. É o Idealismo.

Essa convicção filosófica Idealista norteará quase toda a filosofia moderna e, mesmo com algumas críticas que se faz a Descartes na contemporaneidade, é preciso ter, sempre, em mente que o Racionalismo e o Mecanicismo advindos de suas descobertas de uma realidade primeira se tornaram a base da nova ciência e ajudaram na propulsão do progresso.

Quer por terra mar ou ar não me exilo do Brasil e ponto final.

segunda-feira, setembro 10, 2018

Ateia o fogo na teia

Até Judas por dinheiro se perdeu.

A VÓS. Charles Fonseca. Poesia.

A língua

Tiago 3
1 Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.

2 Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.

3 Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.

4 Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.

5 Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.

6 A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.

7 Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;

8 Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.

9 Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.

10 De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.

11 Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?

12 Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.

13 Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria.

14 Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.

15 Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.

16 Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa.

17 Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.

18 Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz

Não atenda psiquiatricamente pelo Whatsapp. O Conselho Federal de Medicina proíbe.

Faça a você um bem: descubra por que alguém não gosta de você.

Se tens um sonho imagina como será teu real no dia a dia quando ele chegar.

A propaganda subliminar dos opositores pode induzir incauto a agir como cabo eleitoral.

Não abuse de uma amizade por motivos político partidários

Quando o longe é que é perto ou desperto lindo sonho, abraço sem ser tristonho ou beijo e o amor é certo?

Lindos



domingo, setembro 09, 2018

A cura do homem de mão seca (Homilia Diária.948: Segunda-feira da 23.ª S...

A TROTE. Charles Fonseca. Poesia.

Quando você descobre seu amor primeiro sua busca acaba.

Lista para desistir do Brasil

Pode deixar. Damos jeitinho
Quebra um galho?
Com nota ou sem nota?
Vaga de deficiente? É rapidinho.
Eu me recuso a fazer o teste do bafômetro
A fila está comprida. Paga a minha conta pra mim?
Vou chegar um pouquinho depois.
Feriado na terça. Enforco a segunda.
Coloque só almoço na nota. Não mencione o chopp.
Dr. , dá pra arranjar um atestado?
Vai a 80 km, tem radar logo ali.
Fiz um gato na energia elétrica
Joguei o lixo na boca de lobo
Estou sem moedinhas. Leva balas?
Não aceito reclamação.
Vou te contar uma coisa, mas é segredo.
Fale que não recebeu o email.
Fale que tem 60 e entre na fila do idoso.
Nem me lembro mais em quem votei para deputado federal
Detesto política
Só li 3 livros na vida.
Faço monografia. 110 Reais.
Não vou declarar esta palestra ao IR.
Chego atrasado. Todo mundo chega.

Esta é uma lista ficcional ( quem quiser enriquecê-la, está à vontade. Qualquer item que nos diz respeito, será absoluta coincidência.

Alecrim Dourado - Cantiga de Roda, Música Infantil