domingo, janeiro 20, 2019

Faça seu blog e edite seu mundo.

NUM QUADRO DE EDWARD HOPPER. André Dick. Poesia.

NUM QUADRO DE EDWARD HOPPER
André Dick


a vida destrói
um sol
quase esquecido
numa tela
de hopper:

o posto de gasolina
abandonado,

onde um senhor,
talvez o dono,

em seu ócio,
rega a grama

com sua bomba
de petróleo.


CHALANA. Almir Sater & Sérgio Reis

Entrevista com Janaina Paschoal - Parte 1 | Poder em Foco (02/12/18)

DÓ. Charles Fonseca. Poesia.


Charles Fonseca

Um leve toque beijo de borboleta
pelo eriçado espigas ao vento
o milharal dobram os tempos
as horas vagas olhar as estrelas

as musas me acolhem meu ser tão só
deseja que elas façam ciranda
na minha arte eu pindorama
terra brasís que pena, que dó.


Pelo fim da rachadinha

MARAJÓ. Charles Fonseca. Poesia.

MARAJÓ
Charles Fonseca

Na ilha do Marajó
cercado por águas já
tristeza se foi, jaz,
não mais sou homem só.

Fotografa a minha amada
este poeta brejeiro
pra ela meu corpo inteiro
minha alma apaixonada.


Lindo.

A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Luiza Maria Santana, pessoas a sorrir

sábado, janeiro 19, 2019

Regra básica: saber onde estão as pessoas.

Longa jornada apagar a saudade a dor da infâmia a amarga injúria sementear a tenra amizade o amor a paixão até a luxúria

TITO MADI - FOI A NOITE ( Tom Jobim)


Foi a noite, foi o mar eu sei
Foi a lua que me fez pensar
Que você me queria outra vez
E que ainda gostava de mim
Ilusão eu bebi talvez
Foi amor por você bem sei
A saudade aumenta com a distância
E a ilusão é feita de esperança
Foi a noite
Foi o mar eu sei
Foi você

Uma coisa desejo dos meus: que contem suas histórias em prosa ou verso.

Realismo. Country Road with Cypresses c. 1860 Oil on canvas, 28 x 37 cm Galleria dell'Arte Moderna, Palazzo Pitti, Florence


Até hoje, a paisagem montanhosa da Toscana é pontilhada de oliveiras e ciprestes sinistros, frequentemente encontrados ao longo de estradas e cemitérios próximos. Abbati escolheu um pedaço de estrada arenosa amarela para o primeiro plano, onde longas sombras da tarde lançam as sombras de outros ciprestes para serem imaginadas fora do plano da imagem. Grandes áreas de matizes diferentes são efetivamente jogadas umas contra as outras de maneira bastante abstrata.


Ref.: https://www.wga.hu/index1.html

O ÚLTIMO DIA. Helena Ortiz. Poesia.

O ÚLTIMO DIA
Helena Ortiz

o desejo do rei: a visão dos píncaros
ouvir cantar o pássaro da glória
mas agora
onde estarão todos pergunta o silêncio
nos corredores do palácio
ninguém virá para dizer: acabou
o fracasso não admite réplica
nem retórica pensa o rei enquanto
tira as calças e repara
no espelho
que a vaidade é infiel
e a glória
muito mais
que um par de pernas claudicantes


A ORDENAÇÃO EPISCOPAL – PLENITUDE DO SACRAMENTO DA ORDEM

1555. «Entre os vários ministérios, que na Igreja se exercem desde os primeiros tempos, consta da Tradição que o principal é o daqueles que, constituídos no episcopado através de uma sucessão que remonta às origens, são os transmissores da semente apostólica» (34).

1556. Para desempenhar a sua sublime missão, «os Apóstolos foram enriquecidos por Cristo com uma efusão especial do Espírito Santo, que sobre eles desceu: e pela imposição das mãos eles próprios transmitiram aos seus colaboradores este dom espiritual que foi transmitido até aos nossos dias através da consagração episcopal» (35).

1557. O II Concílio do Vaticano «ensina que, pela consagração episcopal, se confere a plenitude do sacramento do Ordens, à qual o costume litúrgico da Igreja e a voz dos santos Padres chamam sumo sacerdócio e vértice ["summa"] do sagrado ministério» (36).

1558. «A consagração episcopal, juntamente com a função de santificar, confere também as funções de ensinar e governar [...] De facto, pela imposição das mãos e pelas palavras da consagração, a graça do Espírito Santo é dada e é impresso o carácter sagrado, de tal modo que os bispos fazem as vezes, de uma forma eminente e visível, do próprio Cristo, Mestre, Pastor e Pontífice, e actuam em vez d'Ele [«in Eius persona agant»]» (37). Por isso, pelo Espírito Santo que lhes foi dado, os bispos foram constituídos verdadeiros e autênticos mestres da fé, pontífices e pastores» (38).

1559. «É em virtude da consagração episcopal e pela comunhão hierárquica com a cabeça e os membros do colégio que alguém é constituído membro do corpo episcopal» (39).O carácter e a natureza colegial da ordem episcopal manifestam-se, entre outros modos, na antiga prática da Igreja que exige, para a consagração dum novo bispo, a participação de vários bispos (40). Para a ordenação legítima dum bispo requer-se, hoje, uma intervenção especial do bispo de Roma, em virtude da sua qualidade de supremo vínculo visível da comunhão das Igrejas particulares na Igreja una, e de garante da sua liberdade.

1560. Cada bispo tem, como vigário de Cristo, o encargo pastoral da Igreja particular que lhe foi confiada. Mas, ao mesmo tempo, partilha colegialmente com todos os seus irmãos no episcopado a solicitude por todas as Igrejas: «Se cada bispo é pastor próprio apenas da porção do rebanho que foi confiada aos seus cuidados, a sua qualidade de legítimo sucessor dos Apóstolos, por instituição divina, torna-o solidariamente responsável pela missão apostólica da Igreja» (41).

1561. Tudo o que acaba de ser dito explica porque é que a Eucaristia celebrada pelo bispo tem uma significação muito especial como expressão da Igreja reunida em torno do altar sob a presidência daquele que representa visivelmente Cristo, bom Pastor e Cabeça da sua Igreja (42).


Catecismo

Ó MESTRE, O MAR SE REVOLTA

Num barzinho beira mar num cantinho só nós dois samba luar e depois no escurinho a sonhar.

Evangelho segundo S. Marcos 2,13-17.

Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira-mar. A multidão veio ao seu encontro, e Ele começou a ensinar a todos.Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me». Ele levantou-se e seguiu Jesus.
Encontrando-Se Jesus à mesa em casa de Levi, muitos publicanos e pecadores estavam também à mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que O seguiam.
Os escribas do partido dos fariseus, ao verem-n’O comer com os pecadores e os publicanos, diziam aos discípulos: «Por que motivo é que Ele come com publicanos e pecadores?».
Jesus ouviu e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores»

sexta-feira, janeiro 18, 2019

BEM-ME-QUER. Charles Fonseca. Poesia.

BEM-ME-QUER
Charles Fonseca

quando ela disse já vou
estremeceu o meu corpo
a alma trincada voou
pra minha amada estofo

da vida tão longe dela
da morte paixão que murchou
por certo esta vingou
na enteada tão bela

que me deu em acolhida
junto com a mãe, que mulher,
que é pra mim mais querida
minha flor um bem-me-quer.


Lindos.

Deixem o papai trabalhar

Hino 419 "Mãos ao Trabalho"

Para pessoas de caráter pessimista. OSRP - Smetana: Abertura da Ópera ''A Noiva Vendida'', 'Furiant', 'Dança...

NO SENTIDO DA TERRA. Rodrigo Petronio. Poesia.

NO SENTIDO DA TERRA
Rodrigo Petronio

I

Se eu abro meu pulso para uma estrela e a chuva
[ em coro vem arar meu dorso.
Se procedo líquido da boca da madeira e por ela
[ canto o canto circular de um morto.
Se adentro sem pegadas o teu corpo de vidro e
[ me comovo com a floração das teclas.
O pólen fecunda a primavera. Anjo volátil. Rosto
[ vascular talhado em pedra.
Ânfora sem coração que acolhe em si o que Deus
[ recusa e a eternidade congela.
Falo do farol. Falo de um dardo de folha. Que
[ desviando do alvo encontra a meta.
O rio regressa. A ave regressa. A musculatura
[ lisa da lua trama flores convexas.
O campo revolve a ordem divina. Analfabeta. A
[ ignorância nos protege de sua luz que cega.
Não sou o guardião dessa terra anônima. Apenas
[ nomeio o que a mão não toca.
Encarno o que a lava não sonha. E cumpro as
[ estações que nosso olhar nos veda.


A Bahia está no último lugar em ensino médio. O Brasil em penúltimo lugar no ranking global de qualidade de educação. Caia fora quem puder.

VIAGRA Charles Fonseca

VIAGRA
Charles Fonseca

Corta o baralho errado
tem arte do capiroto
cava o fedor no morto
lambe mingau por beirada

monta suja a canastra
gargareja surto blefe
manipula mequetrefe
burro a si embaralha

joga com carta marcada
cheque mate no xadrez
faz que é não dessa vez
gamão sem tesão Viagra.










quinta-feira, janeiro 17, 2019

NA MENTE. Charles Fonseca. Poesia.

NA MENTE
Charles Fonseca

Sugar sugar devagarinho
massagear massagear
o teu biquinho o teu pezinho
sonhar sonhar depois soninho.

Premir premir bem lentamente
psiu psiu tudo em silêncio
sonhar sonhar só no proscênio
sorrir sorrir só foi na mente.





terça-feira, janeiro 15, 2019

Durante muitas luas quedei a matutar se deveria ou não naquela noite escura.

Prolongue ao máximo o entretanto enquanto o finalmente espera.

FADOS. Charles Fonseca. Poesia.

FADOS
Charles Fonseca

Na praia as bandeirolas ao vento
se agitam como loucas idéias
gaivotas piam e em panaceias
fico à cismar que pensamentos

trouxeram de tantos mares, rios,
chorados silentes ou em convulsas dores
também alegres foram primores
devassos também e outros pios

Nas asas vieram os recatados
que de secretos nem foram ditos
outros ao bardo pousam escritos
na branca areia cansados fados.


O falar rude tem uma causa evidente e outra encoberta. O fio condutor é o desejo.

Os três graus do sacramento da Ordem

III. Os três graus do sacramento da Ordem

1554. «O ministério eclesiástico, instituído por Deus, é exercido em ordens diversas por aqueles que, desde a antiguidade, são chamados bispos, presbíteros e diáconos» (32). A doutrina católica, expressa na liturgia, no Magistério e na prática constante da Igreja, reconhece que existem dois graus de participação ministerial no sacerdócio de Cristo: o episcopado e o presbiterado. O diaconado destina-se a ajudá-los e a servi-los. Por isso, o termo «sacerdos» designa, no uso actual, os bispos e os presbíteros, mas não os diáconos. Todavia, a doutrina católica ensina que os graus de participação sacerdotal (episcopado e presbiterado) e o grau de serviço (diaconado), todos três são conferidos por um acto sacramental chamado «ordenação», ou seja, pelo sacramento da Ordem.

«Reverenciem todos os diáconos como a Jesus Cristo e de igual modo o bispo que é a imagem do Pai, e os presbíteros como o senado de Deus e como a assembleia dos Apóstolos: sem eles, não se pode falar de Igreja» (33).



Catecismo

40 anos de mentiras sobre Battisti

Comedor em teu mel me molho em ternura.

Todo lugar não é o melhor lugar, não serve morar com parente, muito menos com aderente, boa morada só permanente, é céu contigo nós a vagar.

Não ha nada mais a dizer quando postas ou recebes emoticon e ele não emociona.





Você pode dizer tudo sem explicitar nada usando as figuras de linguagem: metáfora - hipérbole - metonímia - sinapse - paradoxo - hipérbato.

Maneirismo. ABONDIO, Antonio Italian medallist (b. 1538, Riva del Garda, d. 1591, Wien)


Imperador Maximiliano II (reg. 1564-1576) encomendou muitos trabalhos de artistas contemporâneos, a fim de ampliar e ampliar seu museu excepcional.

Antonio Abondio foi um medalhista e modelista italiano. Ele é mais conhecido como o pioneiro da miniatura de retrato de alívio de cera colorida.

Ele trabalhou na Itália entre 1552 e 1565 e, posteriormente, principalmente para os Habsburgos. Seu filho Alessandro seguiu os passos de seu pai, também se especializando em relevos mitológicos, e se casando com a viúva de outro artista da corte, Hans von Aachen.

Treze dos retratos de cera de Abondio sobrevivem e cerca de sessenta medalhas. Ele também fez as matrizes para a primeira cunhagem do Imperador Rodolfo II. Inicialmente seu estilo em metal seguiu o de Leone Leoni, para a fachada de cuja casa em Milão ele esculpiu oito grandes atlantes em pedra, mas depois incluiu muitas outras influências.


Ref.: https://www.wga.hu/index1.html

TIPOS DE VISITA

TIPOS DE VISITA
- Só alegria.
- Só transtorno.
- Bisbilhoteira.
- 0800
- Erotizante.
- Brochante.
- Inimiga.
- Acrescente outro tipo.


UM ENCANTO. Charles Fonseca. Prosa.

UM ENCANTO
Charles Fonseca

Um encanto prévio foi conversar com ela antes de a ver. Ao conhecer um enorme transtorno entre manter a ética profissional e o enlevo. Uma sensação de incompletude de podia ser o que não foi de ocorrer o que se foi de nunca mais o que ainda é. Quanto mistério, quanto sonho sustenta o imaginário. E os anos correm a vida é o real capenga coxo vesgo surdo sem os arrepios físicos que a alma eriça.


MORTE POR ÁGUA. T. S. Eliot. Poesia.

MORTE POR ÁGUA
T. S. Eliot

Flebas, o Fenício, morto há quinze dias,
Esqueceu o grito das gaivotas e o marulho das vagas
E os lucros e prejuízos.
Uma corrente submarina
Roeu-lhe os ossos em surdina. Enquanto subia e
[ descia
Ele evocava as cenas de sua maturidade e juventude
Até que ao torvelinho sucumbiu.
Gentio ou judeu
Ó tu que o leme giras e avistas onde o vento se
[ origina,
Considera a Flebas, que foi um dia alto e belo como
[ tu.




Hino 57 "Bendito o Rei"

Evangelho segundo S. Marcos 1,21b-28.

Jesus chegou a Cafarnaúm e no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas.
Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar:
«Que tens Tu a ver conosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus».
Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem».
O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele.
Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!».
E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Estás cercado por dramas

Nosso Judiciário é uma vergonha

Augusto Nunes dá sua opinião sobre nomeações de Bolsonaro.

Hino 142 "Pão da Vida"

UM CHAMADO JOÃO. Carlos Drummond de Andrade. Poesia.

•••••• [SOBRE JOÃO] ••••••
João Guimarães Rosa


UM CHAMADO JOÃO

Carlos Drummond de Andrade

João era fabulista?
fabuloso?
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?

Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas,
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?
Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal ele era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?

Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?
João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bolso,
cada qual com a cor de suas águas?
sem misturar, sem conflitar?
E de cada gota redigia nome,
curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?

Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
de precípites prodígios acudindo
a chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos poderes, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?
Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é esse?

E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?
Tinha parte com... (não sei
o nome) ou ele mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sobre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?

Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar.

(publicado originalmente no Correio da Manhã, em 22/11/1967, três dias após a morte de Guimarães Rosa)


Primeiro você é apaixonado, depois é bobo, depois não crê, todos riem de você, depois você ri de todos.

Romantismo. The Wounded Philoctetes 1775 Oil on canvas, 123 x 178 cm Statens Museum for Kunst, Copenhagen


A partir de 1772, Abildgaard passou cinco anos em Roma graças a uma bolsa concedida pela Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes de Copenhague. Foi em Roma que ele criou esta representação do lendário herói Philoctetes, cujos gritos de dor causados por uma picada de cobra fizeram com que seus camaradas de armas o abandonassem em uma ilha grega durante a guerra de Tróia.

Abildgaard usou um trabalho principal de escultura clássica como base para sua interpretação do atormentado estado de Filoctetes: o Torso Belvedere, no museu do Vaticano, serviu de modelo para a versão plástica e delicada da parte superior do corpo do herói. Com esse movimento, a inovação estilística de Abildgaard foi imbuída de traços de uma obra canonizada pelo neoclassicismo - sem, no entanto, reduzir as tensões na pintura.


Ref.: https://www.wga.hu/index.html

QUILHA. Charles Fonseca. Poesia.

QUILHA
Charles Fonseca

Aviso navegantes sou casado
Proibido estacionar olhar pidão
Olhar paisagem nem na contra mão
estrada estreita só pra mim asfalto

nem vem conversa só nós dois na trilha
nem contar conchinha à beira-mar
tampouco cheirar jasmins sós ao luar
navego barco não ao porto em quilha.





BESAME MUCHO - POLY E SEU CONJUNTO

Secret Garden- Pastorale

BRUMAS. Charles Fonseca. Poesia.

BRUMAS
Charles Fonseca

Por que não penso eu enlouquecido
por que sim diz a razão incerta
quem sabe o dia na morte esperta
em teus braços musa embevecido

viva de fato sonhos a sós
neste aquém mar espuma areia
sob luar retalha nuvem a meia
brumas do céu enfim juntos, nós.


Por que olho e re-olho, este mar esta sereia, que se enrosca na teia, destes versos, ai que ar!

Não à retreta do lugar nenhum do deixa pra lá do que é que tem do vem pra cá tu sem ninguém joio e trigo dá pra mais um.

domingo, janeiro 13, 2019

COTOVIA. Charles Fonseca. Poesia.

COTOVIA
Charles Fonseca

Se tudo é só cifrão
se tine o vil metal
se tudo acabou afinal
se tudo foi de roldão

retine o sino ao longe
um badalo bate lento
soluça um pensamento
onde a paixão se esconde

aqui não nesta baía
no balanço deste barco
que é a vida digo bardo
canta ao longe a cotovia.


Para pessoas de caráter pessimista. Die Walküre - A cavalgada das Valquírias - Legendado (Parte I)

Evangelho segundo S. Lucas 3,15-16.21-22.

Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias.João tomou a palavra e disse-lhes: «Eu batizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo».
Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se
e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».
D

OLHANDO AS ILHAS. Ledusha B. A. Spinardi. Poesia.

OLHANDO AS ILHAS
Ledusha B. A. Spinardi

a primeira nuvem fosca nos olhos
a primeira alegria talhada no vácuo
o namorado esteta que chorava à toa
o atlas que homem nenhum me deu


Bye bye Battisti

Os mais burros são os que se acham os mais inteligentes.

Arraial do Cabo. Rio de Janeiro.

Hino 344 "Deus Cuidará de Ti"

BASTA. Charles Fonseca. Poesia.

BASTA
Charles Fonseca

Fui um amigo discreto
um amante com badalo
a vibrar em cada entalho
ainda ouço o eco

por ti loira prateada
título primeiro verso
2001 mil por discreto
2019 basta.





Realismo. ADAM-SALOMON, Antoine-Samuel French photographer and sculptor (b. 1818, La Ferte-sous-Jouarre, d. 1881, Paris)

AMIGOS. Charles Fonseca. Poesia.

AMIGOS
Charles Fonseca

Tenho amigos meteoros
outros estrelas cadentes
distantes outros silentes
há ainda uns já mortos

inimigos pestilencias
outros por inocentes
inda outros reticentes
se pedem perdão clemência

desconhecidos os há
na fila desta viagem
de trem compram passagem
outros já lado de lá

e agora aí você
que está tão absorto
encare o outro restolho,
só, doente e a mercê.


sábado, janeiro 12, 2019

ALINHAVO. Charles Fonseca. Poesia.

ALINHAVO
Charles Fonseca

Quando vejo sombrio o seu olhar distante
fico à imaginar por onde anda agora
quanto amargo não lhe tem sido a sua história
sem doce, travo trava o seu amargo instante

por senso de dever o que lhe tolhe ainda
sair do rés do chão alçar à amplidão
tomar-lhe a doce musa pela sua mão
correr, voar sem trilhos a rota sempre infinda

e assim no alinhavo perpasso em verso
a mim o que ocorre citando um outro
o que não sei dizer pois sou um mouco
e surdo e cego a vida eu atravesso.


sexta-feira, janeiro 11, 2019

BORBOTÕES Charles Fonseca. Poesia.

BORBOTÕES
Charles Fonseca

Chega a hora da partida
a tampa o tampo o tempo
agora é ir pro relento
rápida a despedida

dos sonhos das ilusões
desejos de coisas vãs
certezas buscar as chãs
venturas aos borbotões.



ONDE? Charles Fonseca. Poesia.

ONDE?
Charles Fonseca

Não dou em cima não
tampouco eu dou em baixo
aí é que não encaixo
eu que sou um meninão

tu és u'a menininha
és pomba arribaçã
não tens mente mal sã
te vejo dou corridinha

um jogo de esconde esconde
eu fico no faz que olha
me escondo atrás da porta
onde eu estou, onde, onde?

Mudam os caranguejos mas a lama continua a mesma?

Os inimigos de Bolsonaro

SONIA. Charles Fonseca. Poesia.

SONIA
Charles Fonseca

Sofrido amor primeiro
origem de muita mágoa
nada a mais nem por que
imersas as pedras n'água
a ti rimo derradeiro.




Barroco. ABBATE, Niccolò dell' Italian painter (b. 1509, Modena, d. 1571, Fontainebleau)


O peito de chaminé foi realizado pela oficina de Niccolò dell 'Abbate. Apresenta figuras, putti, flores, frutas e símbolos (entre eles a espada simbolizando o escritório do policial) na pintura trompe-l'oeil.


Ref.: https://www.wga.hu/index1.html




CÓDIGO DE DIREITO DA CANONIA

CÓDIGO DE DIREITO DA CANONIA

LIVRO I



REGRAS GERAIS

(Cann. 1 - 6)



Pode. 1 - Os cânones deste Código dizem respeito apenas à Igreja Latina.

Pode. 2 - O Código, na maioria das vezes, não define os ritos a serem observados na celebração das ações litúrgicas; consequentemente, as leis litúrgicas até agora em vigor mantêm seu vigor, a menos que algumas delas sejam contrárias aos cânones do Código.

Pode. 3 - Os cânones do Código não revogam as convenções estipuladas pela Sé Apostólica com as nações ou com outras sociedades políticas, nem lhes derrogam; o mesmo, portanto, continua em vigor como no presente, não se opondo de nenhuma maneira às disposições contrárias deste Código.

Pode. 4 - Os direitos adquiridos, e igualmente os privilégios concedidos pela Sé Apostólica até ao presente a pessoas físicas e jurídicas, estão em uso e não revogados, permanecem intactos, a menos que sejam expressamente revogados pelos cânones deste Código.

Pode. 5 - §1. Os hábitos universais e particulares em vigor no presente contra as provisões desses cânones, que são rejeitadas pelos mesmos cânones deste Código, são suprimidos por completo, nem lhes é permitido viver novamente no futuro; mesmo os restantes são considerados suprimidos, salvo disposição expressa em contrário do Código, ou sejam centenários ou imemoriais; estes, se no julgamento do Ordinário não podem ser removidos por causa das circunstâncias de lugares e pessoas, podem ser tolerados.

§2º. Os hábitos fora da lei até agora em vigor, tanto universais como particulares, são preservados.

Pode. 6 - §1. Ao entrar em vigor este Código, eles são revogados:

1) o Código de Direito Canônico promulgado no ano de 1917;

2) também as outras leis, tanto universais quanto particulares, contrárias às disposições deste Código, a menos que seja expressamente disposto sobre as leis em particular;

3) qualquer lei penal, universal ou particular, emitida pela Sé Apostólica, a menos que seja incorporada a este Código;

4) bem como todas as outras leis disciplinares universais relacionadas a assuntos que são totalmente ordenados por este Código.

§2º. Os cânones deste Código, na medida em que trazem a lei antiga, devem ser avaliados levando-se em conta também a tradição canônica.



Direito canônico

Jair Messias Bolsonaro

POMARES. Charles Fonseca. Poesia.

POMARES
Charles Fonseca

Pouco a pouco um mais amar
menor que aquele de outrora,
lento, toma um lugar
vazio em minha história

qual água limpa em remanso
se acomoda pelas margens
refrigera as folhagens
as flores outros cantos

voltam e sobem aos ares
arrodeiam fazem voltas
sobem aromas, as portas
se abrem, para pomares.



CONSOLAÇÃO. René Char. Poesia.

CONSOLAÇÃO
René Char

Nas ruas da cidade caminha o meu amor. Pouco importa aonde vai no tempo dividido. Já não é meu amor, todos podem falar-lhe. Ele já não se recorda. Quem de fato o amou?

Procura o seu igual no voto dos olhares. O espaço que percorre é a minha fidelidade. Ele desenha a esperança e ligeiro despede-a. Ele é preponderante sem tomar parte em nada.

Vivo no seu abismo como um feliz destroço. Sem que ele saiba, a minha solidão é o seu tesouro. No grande meridiano onde inscreve o seu curso é a minha liberdade que o escava.

Nas ruas da cidade caminha o meu amor. Pouco importa onde vai no tempo dividido. Já não é meu amor, todos podem falar-lhe. Ele já não se recorda. Quem de fato o amou e de longe o ilumina para que não caia?



Hino 410 "Felicidade no Serviço"

Evangelho segundo S. Lucas 5,12-16.

Naquele tempo, encontrando-se Jesus numa das cidades, apareceu um homem coberto de lepra. Ao ver Jesus, caiu com a face por terra e dirigiu-lhe esta súplica: «Senhor, se quiseres, podes purificar-me.» Jesus estendeu a mão e tocou-lhe, dizendo: «Quero, fica purificado.» E imediatamente a lepra o deixou. Ordenou-lhe, então, que a ninguém o dissesse; no entanto, acrescentou: «Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés ordenou, para lhe servir de prova.» A sua fama espalhava-se cada vez mais, juntando se grandes multidões para o ouvirem e para que os curasse dos seus males. Mas Ele retirava-se para lugares solitários e aí se entregava à oração.

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Jô Soares Onze e Meia (SBT) entrevista Chico Anysio

Por que Deus não é meu psicoterapeuta


Clique:

https://pt.aleteia.org/2019/01/09/por-que-deus-nao-e-meu-psicoterapeuta/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

O espantoso roubo do PT

Alta Renascença. Palazzo Contarini delle Figure: Façade 1505-46 Photo Canal Grande, Venice


Este palácio no Canal Grande leva o nome das duas figuras sob a varanda principal. Pertenceu a Jacopo Contarini, advogado da República de Veneza, que lhe atribuiu a tarefa de reorganizar o programa para a pintura do salão do Conselho Superior e dentro do Palazzo Ducale.

O palácio foi reconstruído entre 1505 e 1546 de acordo com um projeto de Scarpagnino. O arranjo perfeito vertical e horizontal em três partes da fachada organiza as características arquitetônicas do período. Uma característica digna de nota é o tímpano triangular que destaca a janela de quatro camadas coríntia com colunas canalizadas.

Ref.: https://www.wga.hu/index1.html

A UMA AMIGA. Charles Fonseca. Poesia.

A UMA AMIGA
Charles Fonseca

Você merece um arco-íris
logo adiante na curva
além da nuvem turva
mas não antes de partires

Fica mais um bocadão
entre nós ha tanto afeto
que digo um tanto indiscreto
fica com o teu irmão

De tantos anos convívio
tantos anos epopeia
que não fazes a idéia
aos céus peço contrito

Pra ti um bom lugar
do muito amor que espalhaste
versa esta bardo destarte
iremos pro além mar

Além do céu infinito
do mais além inefável
mais que aqui agradável
deixo aqui o meu escrito.





Benvenuti ai Musei Vaticani – Welcome to the Vatican Museums

...«EM NOME DE TODA A IGREJA»

1552. O sacerdócio ministerial não tem somente o encargo de representar Cristo, cabeça da Igreja, perante a assembleia dos fiéis; age também em nome de toda a Igreja, quando apresenta a Deus a oração da mesma Igreja (30) e, sobretudo, quando oferece o sacrifício eucarístico (31).

1553. «Em nome de toda a Igreja» não quer dizer que os sacerdotes sejam os delegados da comunidade. A oração e a oferenda da Igreja são inseparáveis da oração e da oferenda de Cristo, sua cabeça. É sempre o culto de Cristo na e pela sua Igreja. É toda a Igreja, corpo de Cristo, que ora e se oferece, «por Cristo, com Cristo, em Cristo», na unidade do Espírito Santo, a Deus Pai. Todo o corpo, caput et memora – cabeça e membros –, ora e oferece-se; e, por isso, aqueles que, no corpo, são de modo especial os ministros, chamam-se ministros não apenas de Cristo, mas também da Igreja. É porque representa Cristo, que o sacerdócio ministerial pode representar a Igreja.


Catecismo

HORA ABSURDA. Fernando Pessoa. Poesia.

HORA ABSURDA
Fernando Pessoa

O teu silêncio é uma nau com todas as velas
[ pandas...
Brandas, as brisas brincam nas flâmulas, teu
[ sorriso...
E o teu sorriso no teu silêncio é as escadas e
[ as andas
Com que me finjo mais alto e ao pé de
[ qualquer paraíso...

Meu coração é uma ânfora que cai e que se
[ parte...
O teu silêncio recolhe-o e guarda-o, partido,
[ a um canto...
Minha idéia de ti é um cadáver que o mar
[ traz à praia..., e entanto
Tu és a tela irreal em que erro em cor a
[ minha arte...

Abre todas as portas e que o vento varra a
[ idéia
Que temos de que um fumo perfuma de ócio
[ os salões...
Minha alma é uma caverna enchida p'la maré
[ cheia,
E a minha idéia de te sonhar uma caravana
[ de histriões...

Chove ouro baço, mas não no lá fora... É em
[ mim... Sou a Hora,
E a Hora é de assombros e toda ela
[ escombros dela...
Na minha atenção há uma viúva pobre que
[ nunca chora...
No meu céu interior nunca houve uma única
[ estrela...

Hoje o céu é pesado como a idéia de nunca
[ chegar a um porto...
A chuva miúda é vazia... A Hora sabe a ter
[ sido...
Não haver qualquer coisa como leitos para as
[ naus!... Absorto
Em se alhear de si, teu olhar é uma praga
[ sem sentido...

Todas as minhas horas são feitas de jaspe
[ negro,
Minhas ânsias todas talhadas num mármore
[ que não há,
Não é alegria nem dor esta dor com que me
[ alegro,
E a minha bondade inversa não é nem boa
[ nem má...

Os feixes dos lictores abriram-se à beira dos
[ caminhos...
Os pendões das vitórias medievais nem
[ chegaram às cruzadas...
Puseram in-fólios úteis entre as pedras das
[ barricadas...
E a erva cresceu nas vias férreas com viços
[ daninhos...

Ah, como esta hora é velha!... E todas as
[ naus partiram!
Na praia só um cabo morto e uns restos de
[ vela falam
Do Longe, das horas do Sul, de onde os
[ nossos sonhos tiram
Aquela angústia de sonhar mais que até para
[ si calam...

O palácio está em ruínas... Dói ver no parque
[ o abandono
Da fonte sem repuxo... Ninguém ergue o
[ olhar da estrada
E sente saudades de si ante aquele
[ lugar-outono...
Esta paisagem é um manuscrito com a frase
[ mais bela cortada...

A doida partiu todos os candelabros glabros,
Sujou de humano o lago com cartas rasgadas,
[ muitas...
E a minha alma é aquela luz que não mais
[ haverá nos candelabros...
E que querem ao lago aziago minhas ânsias,
[ brisas fortuitas?...

Porque me aflijo e me enfermo?... Deitam-se
[ nuas ao luar.
Todas as ninfas... Veio o sol e já tinham
[ partido...
O teu silêncio que me embala é a idéia de
[ naufragar,
E a idéia de a tua voz soar a lira dum Apolo
[ fingido...

Já não há caudas de pavões todas olhos nos
[ jardins de outrora
As próprias sombras estão mais tristes...
[ Ainda
Há rastos de vestes de aias (parece) no chão,
[ e ainda chora
Um como que eco de passos pela alameda que
[ eis finda...

Todos os ocasos fundiram-se na minha
[ alma...
As relvas de todos os prados foram frescas
[ sob meus pés frios...
Secou em teu olhar a idéia de te julgares
[ calma,
E eu ver isso em ti e um porto sem navios...

Ergueram-se a um tempo todos os remos...
[ Pelo ouro das searas
Passou uma saudade de não serem o mar...
[ Em frente
Ao meu trono de alheamento há gestos com
[ pedras raras...
Minha alma é una lâmpada que se apagou e
[ ainda está quente...

Ah, e o teu silêncio é um perfil de píncaro ao
[ sol!
Todas as princesas sentiram o seio
[ oprimido...
Da última janela do castelo só um girassol
Se vê, e o sonhar que há outros põe brumas
[ no nosso sentido...

Sermos, e não sermos mais!... Ó leões
[ nascidos na jaula!...
Repique de sinos para além, no Outro Vale...
[ Perto?...
Arde o colégio e uma criança ficou fechada na
[ aula...
Porque não há-de ser o Norte o Sul?... O que
[ está descoberto?...

E eu deliro... De repente pauso no que
[ penso... Fito-te
E o teu silêncio é uma cegueira minha...
[ Fito-te e sonho...
Há cousas rubras e cobras no modo como
[ medito-te,
E a tua idéia sabe à lembrança de um sabor
[ de medonho...

Para que não ter por ti desprezo? Por que não
[ perdê-lo?...
Ah, deixa que eu te ignore... O teu silêncio é
[ um leque —
Um leque fechado, um leque que aberto seria
[ tão belo, tão belo,
Mas mais belo é não o abrir, para que a Hora
[ não peque...

Gelaram todas as mãos cruzadas sobre todos
[ os peitos...
Murcharam mais flores do que as que havia
[ no jardim...
O meu amar-te é uma catedral de silêncios
[ eleitos,
E os meus sonhos uma escada sem princípio
[ mas com fim...

Alguém vai entrar pela porta... Sente-se o ar
[ sorrir...
Tecedeiras viúvas gozam as mortalhas de
[ virgens que tecem..
Ah, o teu tédio é uma estátua de uma mulher
[ que há de vir,
O perfume que os crisântemos teriam, se o
[ tivessem...

É preciso destruir o propósito de todas as
[ pontes,
Vestir de alheamento as paisagens de todas
[ as terras,
Endireitar à força a curva dos horizontes,
E gemer por ter de viver, com um ruído
[ brusco de serras...

Há tão pouca gente que ame as paisagens
[ que não existem!...
Saber que continuará a haver o mesmo
[ mundo amanhã — como nos desalegra!...
Que o meu ouvir o teu silêncio não seja
[ nuvens que atristem
O teu sorriso, anjo exilado, e o teu tédio,
[ auréola negra...

Suave, como ter mãe e irmãs, a tarde rica
[ desce...
Não chove já, e o vasto céu é um grande
[ sorriso imperfeito...
A minha consciência de ter consciência de ti é
[ uma prece,
E o meu saber-te a sorrir é uma flor murcha a
[ meu peito...

Ah, se fôssemos duas figuras num longínquo
[ vitral!...
Ah, se fôssemos as duas cores de uma
[ bandeira de glória!...
Estátua acéfala posta a um canto, poeirenta
[ pia batismal,
Pendão de vencidos tendo escrito ao centro
[ este lema — Vitória!

O que é que me tortura?... Se até a tua face
[ calma
Só me enche de tédios e de ópios de ócios
[ medonhos...
Não sei... Eu sou um doido que estranha a
[ sua própria alma...
Eu fui amado em efígie num país para além
[ dos sonhos...

[4-7-1913]


Hino 33 "Nasceu Jesus"

Evangelho segundo S. Lucas 4,14-22a.

Naquele tempo, impelido pelo Espírito, Jesus voltou para a Galileia e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos.
Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura.
Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito:«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-me a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos,a proclamar o ano da graça do Senhor».Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga.Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?»

SENÕES. Charles Fonseca. Poesia.

SENÕES
Charles Fonseca

Ninguém apagará dos
descendentes a memória
só eles esquecerão de ti as más versões
todos saberão que há de cada qual estórias
poucos afinal terão de si sábios senões.



PALOCCI VAI FUNDO NOS FUNDOS

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Hino 323 "Castelo Forte"

GOSTOSA. Charles Fonseca. Poesia.

GOSTOSA
Charles Fonseca

Onde chegou o portuga
bem lá no Porto da Barra
gemia o vento à vara
miava gata ao empurra

ia e vinha qual ondas
quebrando beira da praia
não ao rabo de arraia
tudo ocorrendo na sombra

debaixo de uma frondosa
cobertos pé de castanha
aos pés da cruz sós à sanha
assentada e gostosa

assim era a sestrosa
funcionária dos Correios
ninguém lhe punha arreios
êta morena gostosa!




Fanáticos por Mourão imitam PT

Você acha o vice-presidente Mourão mais ético que você?

Quanto mais pretendentes mais difícil se fixar num raro amor correspondido.

O pior inimigo é o que tenta te comer pelas beiradas.

PATO. Charles Fonseca. Poesia.

PATO
Charles Fonseca

Quando a loucura aflorou
após tanta infâmia
foi-se toda a ventura
buscada, o ovo gorou,

o galo de baixa crista
saiu em busca mal sã
cacarejava no afã
galinha d'Angola à vista

uma bandida de fato
versada em dama puta
percebe e logo computa
um zumbi, não mais que pato.

Barroco. Lorenzo Bernini's Cornaro Chapel c. 1650 Oil on canvas, 168 x 120 cm Staatliches Museum, Schwerin



Em Roma era costume decorar coros de igrejas em feriados da igreja alta com decorações temporárias construídas de papel machê colorido ou lona. As mais famosas delas são as criadas por Pietro da Cortona para a oração de quarenta horas em San Lorenzo in Damaso, em Roma, durante a Semana Santa em 1633. Desenhos e gravuras desses "conjuntos sagrados" temporários são as primeiras evidências da crescente tendência em o século XVII para transformar os espaços da igreja em estágios para aparições e visões celestiais. Uma das primeiras decorações pertencentes a esta categoria foi a Capela Cornaro em Santa Maria della Vittoria, em Roma, projetada por Gian Lorenzo Bernini. Nela, arquitetura, escultura e pintura se combinam para formar um todo teatral. O santo e o anjo no famoso Êxtase de Santa Teresa funcionam como intérpretes, enquanto a visão do santo é confiada ao afresco executado por Guido Ubaldo Abbatini.


Ref.: https://www.wga.hu/index1.html

AS PALAVRAS. Washington Queiroz. Poesia.

AS PALAVRAS
Washington Queiroz

É preciso apanhá-las
quando orvalho e metal
explodem da glande
sob as vistas de sagitário.
É preciso.
Antes que um réptil afoito
roce a folha
e a gota caia,
é preciso apanhá-las.
Para o sono dos que dormem
com a terra,
é preciso.






O #MAIANÃO DE BOLSONARO

terça-feira, janeiro 08, 2019

O filhinho do general

NA PESSOA DE CRISTO CABEÇA...

1548. No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua Igreja, como Cabeça do seu corpo, Pastor do seu rebanho, Sumo-Sacerdote do sacrifício redentor, mestre da verdade. É o que a Igreja exprime quando diz que o padre, em virtude do sacramento da Ordem, age in persona Christi Capitis – na pessoa de Cristo Cabeça (22):

«É o mesmo Sacerdote, Jesus Cristo, de quem realmente o ministro faz as vezes. Se realmente o ministro é assimilado ao Sumo-Sacerdote, em virtude da consagração sacerdotal que recebeu, goza do direito de agir pelo poder do próprio Cristo que representa 'virtute ac persona ipsius Christi'» (23).

«Cristo é a fonte de todo o sacerdócio: pois o sacerdócio da [antiga] lei era figura d'Ele, ao passo que o sacerdote da nova lei age na pessoa d'Ele» (24).

1549. Pelo ministério ordenado, especialmente dos bispos e padres, a presença de Cristo como cabeça da Igreja torna-se visível no meio da comunidade dos crentes (25). Segundo a bela expressão de Santo Inácio de Antioquia, o bispo é týpos toû Patrós, como que a imagem viva de Deus Pai (26).

1550. Esta presença de Cristo no seu ministro não deve ser entendida como se este estivesse premunido contra todas as fraquezas humanas, contra o afã de domínio, contra os erros, isto é, contra o pecado. A força do Espírito Santo não garante do mesmo modo todos os actos do ministro. Enquanto que nos sacramentos esta garantia é dada, de maneira que nem mesmo o pecado do ministro pode impedir o fruto da graça, há muitos outros actos em que a condição humana do ministro deixa vestígios, que nem sempre são sinal de fidelidade ao Evangelho e podem, por conseguinte, prejudicar a fecundidade apostólica da Igreja.

1551. Este sacerdócio é ministerial. «O encargo que o Senhor confiou aos pastores do seu Povo é um verdadeiro serviço» (27). Refere-se inteiramente a Cristo e aos homens. Depende inteiramente de Cristo e do seu sacerdócio único, e foi instituído em favor dos homens e da comunidade da Igreja. O sacramento da Ordem comunica «um poder sagrado», que não é senão o de Cristo. O exercício desta autoridade deve, pois, regular-se pelo modelo de Cristo, que por amor Se fez o último e servo de todos (28). «O Senhor disse claramente que o cuidado dispensado ao seu rebanho seria uma prova de amor para com Ele» (29).


Catecismo

Livro recomendado.

A Santa Escada

Não ajunteis tesouros na terra onde a traça e a ferrugem tudo consomem...

Resposta a perguntas impertinentes

Vou consultar os meus botões
Vou conversar com meu travesseiro
Vou conversar com meus pais, irmãos, namorado(a), noivo(a), parceiro(a), xodó, marido, mulher, etc.

O teu agrade sempre desagrada

O fanático ridículo é o que simula ser liberal

Hino 295 "Tudo Entregarei"

Francês: a expressão do dia.

Alta Renascença


A forma e os esmaltes brilhantemente coloridos deste albarello (jarra de farmácia) evocam a cerâmica Faenzan.
A presença de Abaquesne em Rouen é documentada a partir de 1526, em 1545 ele recebeu uma enorme comissão por 310 dúzias de panelas e baldes de um boticário de Rouen, Pierre Dubosc.


Ref.: https://www.wga.hu/index1.html

PENSAMENTO. Charles Fonseca. Poesia.

PENSAMENTO
Charles Fonseca

Há poetas com mil musas
todas elas irreais
do tipo eu quero mais
em suas mentes confusas

da alma são alimento
do corpo que sempre em fome
por fome que o consome
por sede paixão pensamento.



Enteada


MOLHADO. Charles Fonseca. Poesia.

MOLHADO
Charles Fonseca

Quando o passado magoa
até que Alzheimer convém
menos pro feliz, amém,
jogar conversa à toa

falar sem dizer tudo
sorrir de tudo e do nada
cheirar a mulher amada
olhar ouvir ir com tudo

contudo com todo cuidado
como quem nada quer mouco
a receber mais que trôco
a dar-se seco ao molhado.


segunda-feira, janeiro 07, 2019

A saudade que não para

ETERNO. Giuseppe Ungaretti. Poesia.

ETERNO
Giuseppe Ungaretti


Entre uma flor colhida e outra ofertada
o inexprimível nada



Giuseppe Ungaretti

MAIS NADA. Charles Fonseca. Poesia.

MAIS NADA
Charles Fonseca

Da minha mãe a labuta
do meu pai grande bondade
dos meus avós a saudade
pros meus filhos só a escuta

do que digo ainda em versos
muito mais que das versões
muito menos dos senões
do que não dei entre amplexos

por conta da luta travada
do ir e vir tentativas
das curtas mortes em vida
do longo ocaso, mais nada.


Hino 499 "Tudo Feliz"

Evangelho segundo S. João 2,1-11.

Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus.
Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento.
A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho».
Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora»
Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser».
Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, e cada uma levava duas ou três medidas.
Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água».
Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa».
E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, — ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam — chamou o noivo
e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora».
Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.

The Archangel Michael c. 1490 Wood, 127 x 78 cm Museu Nacional d'Art de Catalunya, Barcelona


O arcanjo Miguel era, como São Jorge, o dragão-assassino, um dos santos tipicamente belicosos, tão amplamente aprovado na era da cavalaria. A Bíblia nos diz que ele lutou com Satanás pelo corpo de Moisés e podemos ler no Apocalipse como ele derrotou o dragão com sete cabeças e dez chifres. São Miguel era, portanto, visto como um dos principais patronos da Igreja que, tendo vencido Satanás, poderia proteger todas as almas inocentes do Diabo.

Esta pintura ilustra o estilo um tanto provinciano de Juan de la Abadia de Huesca. A herança do Trecento pode ser vista no delicado rosto feminino do santo e nos tons brilhantes das asas, mas misturado com ela é a elegância associada ao estilo gótico internacional. As figuras são de madeira e sem vida e o conhecimento limitado de anatomia do artista pode ser visto em sua representação da alma; mas o padrão cuidadosamente organizado do piso cria a ilusão de espaço, indicando que o artista estava ciente dos desenvolvimentos posteriores da arte gótica e foi, até certo ponto, influenciado pela arte renascentista primitiva.


Ref.: https://www.wga.hu/index1.html


domingo, janeiro 06, 2019

ANELOS. Charles Fonseca. Poesia.

ANELOS
Charles Fonseca

Cheio de sonhos esparsos
deixados beira caminho
por entre cardos espinhos
também terreno adubado

outras vezes no arenoso
quem sabe beira pântano
não choro mais por cântaros
revivo sempre no entorno

construo outros castelos
imagens do meu passado
matrizes sonho acordado
acordo novos anelos.


Hino 123 "Bendito Cordeiro"

O dia da Festa do Santo Reis - Tim Maia

Realismo. Pintura.

CALÇADA. Virna Teixeira. Poesia.

CALÇADA
Virna Teixeira

pequeno, o
frágil
corpo
soluça

vermelha,
a flor
entre os
dedos


Emocionante Discurso de Damares Alves como Ministra da Mulher, Família e...

sábado, janeiro 05, 2019

A PALMA. Charles Fonseca. Poesia.

A PALMA
Charles Fonseca

Estou em plena viagem
com muitas baldeações
passeios por tantas paragens
felizes também senões

melhores foram profundas
incursões dentro do eu
visitas às catacumbas
insones ou braços Morfeu

muito eu absorvi
do externo à minha alma
a todos estendo a palma
da paz antes de partir.


Maneirismo. Pintura.

Seleção de Música

Sugerimos que você melhore a experiência da sua visita ouvindo música clássica. Por favor, selecione uma peça musical que corresponda à imagem em particular ou ao período da história da arte que você está estudando e reproduza-a em segundo plano.

Estamos oferecendo uma grande seleção de arquivos MIDI bastante agradável para a música de teclado, e uma escolha limitada de escutas baseadas em MP3 para música vocal, de câmara e orquestral. Além disso, fornecemos uma lista de transmissões ao vivo on-line e rádios da Internet que tocam principalmente música clássica.



Clique:
https://www.wga.hu/music3.html

Hino 385 "Louvor"

Evangelho segundo S. João 1,29-34.

Naquele tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim’.
Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim batizar na água».
João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele.
Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo’.

ZORRO Episódio 11 Problema em Dobro para Zorro DUBLADO

TARDE NA ILHA. Moacyr Félix. Poesia.

TARDE NA ILHA
Moacyr Félix

Não sei por quê,
mas tenho
uma vontade mansa de tomar chá
com Thomas Stearns Eliot,
de não dizer nada
de não perguntar nada,
e ficar olhando
todas as manchetes e todas as capas
de todos os livros,
olhando de olhos vazios
não como os do morto, mas vazios
como o luar que orvalha a tamareira e o poço.

Uma vez ou outra, ouvirei
a colherinha pousar na porcelana frágil,
e é tudo que eu ouvirei, a colherinha de prata.

Talvez até lhe dissesse uma coisa qualquer, uma
[ coisa
só para quebrar o silêncio, só para isso,
uma coisa sem importância, simples, como por
[ exemplo:
Você sabe, ó T.S. Eliot, minha mãe já foi muito
[ bonita...


sexta-feira, janeiro 04, 2019

74. Charles Fonseca. Poesia.

74
Charles Fonseca

Confesso aos setenta e quatro
percebo o fogo amigo
que posta o meu imigo
pra este reservo um quarto

nos escaninhos do além
nas profundas do inferno
não o quero nem por perto
ou deixo aqui para quem?



.

BLUSA FÁTUA. Vladímir Maiakóvski. Poesia.

BLUSA FÁTUA
Vladímir Maiakóvski

Costurarei calças pretas
com o veludo da minha garganta
e uma blusa amarela com três metros de poente.
pela Niévski do mundo, como criança grande,
andarei, donjuan, com ar de dândi.

Que a terra gema em sua mole indolência:
"Não viole o verde das minhas primaveras!"
Mostrando os dentes, rirei ao sol com insolência:
"No asfalto liso hei de rolar as rimas veras!"

Não sei se é porque o céu é azul celeste
e a terra, amante, me estende as mãos ardentes
que eu faço versos alegres como marionetes
e afiados e precisos como palitar dentes!

Fêmeas, gamadas em minha carne, e esta
garota que me olha com amor de gêmea,
cubram-me de sorrisos, que eu, poeta,
com flores os bordarei na blusa cor de gema!

(Tradução: Augusto de Campos)




Os BURROS vestem VERMELHO!

NUA. Charles Fonseca. Poesia.

NUA
Charles Fonseca

Um poema feito à sonsa
uma sombra beira rio
rio nas noites de frio
na rede piso alfombra

balanço na ilusão
escrevo bloco de notas
notas perfume de rosas
agora só tremo a mão

é dela noites de lua
sempre ela é quem vence
um mourão em mim já treme
ao encosto dela nua...





Privilégio é corrupção mesmo