terça-feira, janeiro 23, 2018

Para mim basta vir a ser tão doce quanto meu pai foi para com todos

Poema do dia 23.01.2018

O CÁLICE TRANSBORDA
Charles Fonseca

Afastem de mim este cálice
Do estar distante odioso
Eu estou salvo idoso
Do desamor, afaste-se.

Tragam pra mim este cálice
De só falar de amores
De só odiar rancores
Do só a vós amar, fale-se.

5 Fatos sobre Medicações psiquiátricas | Psiquiatra Fernando Fernandes

Da minha janela

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Tão belas há que não dá tempo de ver o imaterial de imediato

segunda-feira, janeiro 22, 2018

Quando te postam mensagens estão dizendo que te amam

Todos se assustam com as maldades que foram capazes de praticar

Não more próximo a inimigos disfarçados

Canção de ninar

Poema do dia 22.01.2018

O BESOURO MANGANGÁ
Charles Fonseca

O besouro mangangá
De flor em flor a vagar
De todas sorve o dulçor
Sem em nenhuma parar.
Nem da rosa, a mais bela,
O infiel se compadece.
Só de uma se enternece:
Da flor do maracujá!

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domingo, janeiro 21, 2018

No Whatsapp, Facebook e assemelhados não acolho os dados à polêmica e ao palco.

Uma sociedade de carneiros acaba gerando um governo de lobos

André Rieu Live in Paris 1998

O tempo passa e esta saudade de ti em mim amua

Não entregues o teu pleno amor à sedução vazia

O Brasil atual e a Revolução Francesa: naquela época se mirava o pescoço, hoje se mira a Papuda.


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Igreja Católica: Construtora da civilização ocidental 2.1

Poema do dia 21.01.2018

NOITES DE IBICUÍ
Charles Fonseca

No povoado, noite de luar,
Minha mãe reunia os filhos
E com o pai a cantar
Estrofes e estribilhos
No passeio e silentes
Ouviam-lhes os não crentes
Hinos a dupla voz
Contraltos e sopranos
Os grilos a escutar

Tempo feliz era aquele
Luz só a da lua
Poeira o chão da rua
O vento a farfalhar
Depois era o silêncio
Dormir com os anjos, sonhar.

Depois de curtir muitas mensagens comece a telefonar de mansinho

Coisinhas miúdas dão saudades do amor não curtido

QUE PENA - JORGE BEN & GAL COSTA

Tim Maia e Gal Costa - Um Dia de Domingo - HQ CC

Socorro, meu amar está sofrendo!

Algemas. Jorge Barbosa Pontes

Algemas, "London cabs" & súmula vinculante no. 11

Autor: Jorge Barbosa Pontes
Folha de S. Paulo - 22/08/2008

NELSON RODRIGUES disse, depois de ganharmos nosso primeiro título mundial de futebol, em 1958 (Suécia), que, naquele momento, o brasileiro chutava para longe, definitivamente, o vira-lata que sempre foi. Infelizmente, o genial dramaturgo não acertou o prognóstico. Vemos ainda hoje, exatos 50 anos após Bellini levantar a Jules Rimet em Estocolmo, que o nosso "vira-latismo" anda mais forte do que nunca.

Foi em uma viagem a Londres, em 2006, observando pequenos detalhes da vida cotidiana na Inglaterra, que pude constatar o complexo de inferioridade, a culpa, a vergonha e até o ridículo que a grande maioria de nós brasileiros ainda cultivamos. Em uma visita a uma unidade da Scotland Yard, uma das mais conceituadas Polícias do planeta e que goza de prestígio pelo respeito que tem aos direitos humanos daqueles que persegue em seu dia-a-dia, observei um cartaz que dizia que seus policiais deviam algemar, indistintamente, todos os que se encontrassem em condição de preso ou detido, pois os riscos se classificariam em apenas dois tipos: os conhecidos e os desconhecidos.

Nada mais democrático, profissional e técnico. Um homem rico, um senhor de idade, uma mulher, um político, um banqueiro, um homem culto, todos têm potencial para, ao se exasperar no momento estressante da prisão, colocar a vida do policial que o conduz, a de transeuntes ou a sua própria integridade em risco. Não há como o policial perscrutar o que se passa na cabeça de uma pessoa que acaba de ser presa. Reação violenta não é exclusividade de homens de poucos recursos e pouca cultura. Um preso por crime financeiro ou por corrupção pode reagir de forma violenta ao perceber que caiu em desgraça e que terá sua fortuna, que foi amealhada ilegalmente, congelada pelas autoridades. Não há por que condicionar, de forma absoluta, a colocação da algema ao crime cometido, relativizando o tratamento a ser dado aos infratores de colarinho-branco.

Prevalecendo o que decidiu o Supremo Tribunal Federal, as equipes da Polícia Federal deverão contar, daqui em diante, com um paranormal para ler as mentes dos conduzidos e, conforme o caso, sugerir a colocação de algemas, de forma preventiva.

Preso na Inglaterra significa algemado. E não há humilhação nisso. Não há nenhum prazer especial por parte do policial em algemar nem há humilhação extra do preso por ser algemado. Uma coisa pressupõe a outra. O sujeito preso fica numa cela, e a algema é a forma daquela condição de cerceamento de liberdade continuar quando houver necessidade de translado do preso. Não algemar seria a mesma coisa que deixar a porta da cela aberta.

As cabeças colonizadas, evocando princípios humanistas, resistem ao desenvolvimento de um aparelho repressivo que alveja ricos e pobres indistintamente. Esse traço cultural forte contrasta com o mundo em que vivemos e começa a ser desafiado por uma geração de delegados, promotores e juízes que, aprovados em concursos públicos muito concorridos, conquistaram uma posição de independência crítica em defesa dos interesses da sociedade e das instituições em que atuam.

Procuram tachar de tratamento indigno a colocação de algemas quando estar algemado não é indigno. A prisão, ou melhor, os motivos da prisão talvez sejam a indignidade. Daí intentarem maquiar a vergonha, a indignidade da prisão, suprimindo um dos seus mais fortes "trade marks", as algemas, e, dessa forma, impedindo que a sociedade perceba que sua própria máscara caiu.

Mas faltaria ainda uma explicação em relação ao preso sem posses. Não se levantam os tribunais em defesa da humilhação do algemado desvalido "não perigoso" porque sua humilhação já precede a prisão.

Ele já é humilhado por ser pobre, por ser destituído de camisas, gravatas e abotoaduras. A algema não grita, não cria contraste quando colocada num joão-ninguém.

JORGE BARBOSA PONTES, 48, delegado federal, é chefe da Interpol no Brasil. Atua na área de cooperação internacional em matéria criminal desde 1992."

sábado, janeiro 20, 2018

Do meu escudo exciso farpas.

O poema deve ter a emoção que no box corresponda ao nocaute

Luzes da Ribalta. Charles Chaplin

AS PENAS DO PECADO

1472. Para compreender esta doutrina e esta prática da Igreja, deve ter-se presente que o pecado tem uma dupla consequência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, portanto, torna-nos incapazes da vida eterna, cuja privação se chama «pena eterna» do pecado. Por outro lado, todo o pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado às criaturas, o qual precisa de ser purificado, quer nesta vida quer depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama «pena temporal» do pecado. Estas duas penas não devem ser consideradas como uma espécie de vingança, infligida por Deus, do exterior, mas como algo decorrente da própria natureza do pecado. Uma conversão procedente duma caridade fervorosa pode chegar à total purificação do pecador, de modo que nenhuma pena subsista (82).

1473. O perdão do pecado e o restabelecimento da comunhão com Deus trazem consigo a abolição das penas eternas do pecado. Mas subsistem as penas temporais. O cristão deve esforçar-se por aceitar, como uma graça, estas penas temporais do pecado, suportando pacientemente os sofrimentos e as provações de toda a espécie e, chegada a hora, enfrentando serenamente a morte: deve aplicar-se, através de obras de misericórdia e de caridade, bem como pela oração e pelas diferentes práticas da penitência, a despojar-se completamente do «homem velho» e a revestir-se do «homem novo» (83).

Catecismo

Siso. Charles Fonseca. Poesia

Uns chegam e tudo é sorrisos
outros se vão para nunca mais
voltar a sofrer, já foi demais,
do pouco visto foi muito o siso



Há falsas seduções de falsas amizades encomendadas para falsos amores

Homilia Diária.749: Sábado da 2.ª Semana do Tempo Comum (P) - Quem é Jesus?

Poema do dia 20.12.2018

NO QUINTAL
Charles Fonseca

Abacateiro, tantas lembranças
De tempos que findos, não voltam mais,
Tu que me entendes não fales, jamais,
Os meus segredos, minhas andanças!

Velha mangueira, tu te recordas
Daquelas tardes tão outonais
Da minha vida, de outras que tais,
Como que atado a elas, cordas!

Velho quintal, tuas sombras, pouso
De tantas aves, eu só sonhando,
Umas se indo, outras chegando,
Todas cantando, silente as ouço.

Alcides Gerardi - Cabecinha no Ombro

Não desejo te comer, vaidosa

Falta o Chefe da ORCRIM

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A maior perda é a do respeito próprio

Quando fui desgaiolado bati asas andorinha

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sexta-feira, janeiro 19, 2018

A inveja é própria das pessoas menores

A complicada arte de ver. Rubem Alves

A COMPLICADA ARTE DE VER (Rubem Alves)

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".

Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...

Poema do dia 19.01.2018

NEM NO MAR NEM NA TERRA
Charles Fonseca

Colhi em mares bravios
Duas conchas, dentro pérolas.
Hoje restam cascos vazios,
Sem núcleo, onde estão elas?

Será que em colos cintilam?
Ou em alianças ou brincos?
Por acaso ornam cintos?
Ou será que nos céus brilham?

quinta-feira, janeiro 18, 2018

Mônica Klein

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Poema do dia 18.01.2018

NAS TUAS MÃOS
Charles Fonseca

Do presente que faço eu
Que é teu um todo ausente
Que em mim um todo carente
Dormita em braço morfeu?

Que faço eu do passado
Tão presente na memória
Como contar esta história
Ao imigo acoitado?

Que faço eu do futuro
Tão vivo no meu passado
Confesso, estou cansado,
Teu desamor esconjuro.

Vem! Charles Fonseca. poesia

VEM!
Charles Fonseca

Pois é. Queiro beijar-te flor
mascarado carnaval
no etc e tudo e tal
berimbau e agogô

Pois é, quero beijar-te véu
pelos cantos beija flor
pela praça onde for
pela praia favo mel

Já é hora a nós convém
nosso amor lembra, esquece,
que de longe vem e em prece
peço, me dá agora, vem!

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Homilia Diária.747: Quinta-feira da 2.ª Semana do Tempo Comum (P) - Deus...

Bajula baba tanto o Chefe da ORCRIM que nunca lhe viu que desconfio também anda a mamar

Que seria da liberdade não fosse o palavrão?

Pitaco só a pedido

Virtualmente preso a ti

quarta-feira, janeiro 17, 2018

Não se exponha a um amargo regresso

Um bate papo tem muito mais afeto que mensagens pré fabricadas de autoria desconhecida

Transtorno Bipolar | Dr Fernando Fernandes

Meu sonho adormeceu


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Poema do dia 17.01.2018

NA ROTA DOS VENTOS
Charles Fonseca

Na rota dos ventos vagueio ao relento,
Nas rosas dos prados, desertos, montanhas,
Na crista das ondas que quebram, que bramam,
Que espumam nas praias, balanço ao vento.

Nos mares, nos ares, além no infinito,
De estrelas cadentes, de novas que surgem,
Em minh’alma carente, eterna, ressurgem
Amores, ardores, em versos, em ditos.

Acima dos mares profundos, no escuro,
Do além, do fundo dos tempos eis que surge
Um bem, nova estrela vem logo que urge
Brilhar em minh’alma, vem logo, futuro!

Miles Davis Kind Of Blue Full Album 1959

"Que o sábio escute, e aumentará seu saber, e o homem inteligente adquirirá prudência" Provérbios, 1


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Há um rastilho de pólvora molhada secando

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Cínico


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Papo de boteco é melhor que Facebook, Messenger, WhatsApp

Homilia Diária.746: Quarta-feira da 2.ª Semana do Tempo Comum (P) - O po...

Levo saudade da nossa convivência e te espero adiante


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Desejo que teu desejo seja semelhante e proporcional

Mães se casaram com homens adultos que eram psicologicamente crianças

terça-feira, janeiro 16, 2018

Você suportaria um sonho por décadas?



Por que se esconder no WhatsApp não permitindo que seus contatos possam saber se você viu o que eles postaram?


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Poema do dia 16.01.2018

MUTANTES
Charles Fonseca

Dores do parto, parto de alvores
De minha chegada, o primogênito,
Assim chamado, primeiro rebento,
Quatro me seguem e são meus amores.

São meus irmãos, são tão diferentes,
Da mesma fôrma, estão na diáspora,
Nas suas certezas, todas metáforas,
Deslizam de si, mutantes parentes.


Humaitá. Charles Fonseca. Poesia

HUMAITÁ
Charles Fonseca

Diz que foi lá Humaitá
na ponta de um rochedo
fio de meada um beijo
o mar, a areia, ar,

viração virá quem sabe
muito sol ou muita chuva
muito vinho ou só u'a uva
muito mel nunca vinagre

agridoce pode ser
um selinho beija a lua
da morena a boca nua
salvo a dor do entardecer

mesmo assim ainda é dia
há réstea do que ficou
suspenso lá no alvor
adolescencia tardia.

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Pais se casaram com mulheres adultas que eram psicologicamente crianças


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Quero ao luar



Praça de alimentação


As poucas letras não impedem ser sábio


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segunda-feira, janeiro 15, 2018

Há sóis no quarto



Poema do dia 15.01.2018

MONTE CARLO
Charles Fonseca

Almas chegam ao cassino
Volteiam em torno ilusões,
Muitos sim, talvez, senões,
De antemão bimbalham sinos.

Tangem passadas carências
Simboliza a roleta
O irreal dança em festa
Repicam em uns condolencias.



Todo dia saia da casca do ovo



Lamentável

Ele lamentava ter ficado  com uma família muito amiga quando a sua se mudou para outra cidade. Lamentável, ainda que de início ele foi convidado a ficar tivesse aceitado e seus pais consentido. Ainda um adolescente. Lamentável.


Não existe mulher ou homem feio



Quebre o segredo e me conte tudo o que soube sobre mim


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domingo, janeiro 14, 2018

Pais referem que o amor filial poderia ser maior

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Não se auto recrimine. Fiz pior.

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O amor ao irmão consanguíneo não acaba com a morte

Quando posto para alguém estou dizendo que lhe quero bem

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De perto todos são frágeis



A paixão escala

Saia do isolamento. Telefone com o Messenger.


Poema do dia 14.01.2018

MOINHOS
Charles Fonseca

Soubesses tu quanto te amo
Se eu chorasse tudo o que dói
Falasse eu tudo o que cala
Mundo moinho que tudo mói
Quem sabe tu não darias fala
À tua dor que te dói tanto

Eu te diria da minha dor
Da minha angústia, noites em claro,
Tu falarias dos céus escuros
Que tu aspiras estrelejados
Então quem sabe nem moucos mudos
Diriam dois, viva o amor!


sábado, janeiro 13, 2018

Como é difícil diminuir a saudade!

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Em todos há uma falta

Poema do dia 13.01.2018

METAMORFOSE
Charles Fonseca

Entrei em metamorfose
Larguei a casca já velha
Do anseio que foi quimera
Foi canga pesada ao cangote.

Cifrado o destino estava
Sofri querendo primícias
Queria do amor as delícias
Perfídias ao fim só restava.

Aquém, passado obscuro
Além, jardim a florar
Desejo rosa amar
Adeus ao velho casulo.


Pra casar de verdade ela vestiu-se de amarelo. Ele amarelou.


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THE BEST OF ANDRÉ RIEU

ANITTA E A REPÚBLICA DOS RASTAQUERAS

ANITTA E A REPÚBLICA DOS RASTAQUERAS
Marco Antônio Villa

A decadência cultural do país é inquestionável. A ignorância se transformou em política oficial. Quanto mais medíocre, melhor. O Brasil vive uma crise de identidade cultural. Ao longo do século XX, foi recorrente a busca incessante de interpretações do nosso país. A grande migração do Nordeste para o Sudeste e os deslocamentos do campo para a cidade transformaram radicalmente o país. O nascimento das primeiras metrópoles e suas profundas contradições sociais e políticas fomentaram a necessidade de compreender o momento histórico. Tudo era novo, e as antigas leituras não davam conta das transformações que estavam ocorrendo em ritmo acelerado. O velho ufanismo do Conde de Afonso Celso era ridicularizado. O Brasil moderno necessitava da crítica, e não da apologia despolitizada do passado e do presente. Na literatura, no cinema, nas artes plásticas, na música foi sendo construída a nossa identidade cultural, produto complexo, contraditório, mas que possibilitou estabelecer diálogo entre as diferentes regiões do país, as classes sociais, os desafios políticos e a elite dirigente. A cultura brasileira tinha uma presença no mundo ocidental. Dialogava com o que havia de mais moderno. Em algumas áreas, acabou se transformando em referência para outras culturas. Atualmente, o panorama é muito distinto. A crise de identidade cultural pela qual passamos é a mais profunda da nossa história. Hoje, nada ou quase nada nos une.
Somos um país fragmentado, dividido. Não há diálogo na música, na literatura, no cinema, nas artes plásticas. A cultura brasileira nada conta para o mundo. Nesta conjuntura, é possível compreender como algumas figuras caricatas tomaram conta do cenário cultural. A cantora Anitta é o melhor exemplo. É elogiada como um verdadeiro símbolo do Brasil contemporâneo. Uma representante do país para o mundo. A música “Vai ,malandra” já foi chamada de novo hino nacional. O reacionarismo da letra (falar em versos, aí já é demais), a desqualificação da mulher, a idealização da favela (é favela mesmo; comunidade não passa de uma tentativa de transmudar pela palavra uma vergonha nacional, aceitar a precarização da moradia e das condições de vida de milhões de brasileiros) é dado de barato, como se fosse algo absolutamente irrelevante.
Foi até chamada para cantar o Hino Nacional no último Grande Prêmio de Fórmula 1, em Interlagos — seguindo este caminho, logo teremos como intérpretes Ludmilla ou Pablo Vittar. No réveillon, na Praia de Copacabana, foi considerada a grande estrela. Brindou o público com frase de rara profundidade filosófica, como uma Hanna Arendt dos trópicos: “Vocês acharam que eu não ia rebolar a minha bunda hoje?” A decadência cultural do país é inquestionável.
A ignorância se transformou em política oficial. Quanto mais medíocre, melhor. Tem de ser rasteiro para ser aceito, fazer sucesso. O Brasil virou a República dos Rastaqueras. No país da Anitta, é indispensável dizer sim, sempre dizer sim. Há o medo manifesto de ser hostilizado por defender uma outra visão de mundo. Os radicais dos anos 1960, hoje em idade provecta, preferiram aceitar passivamente o papel de coadjuvantes. Não perceberam o ridículo. Pior, chancelaram com entusiasmo a cultura da ignorância. Tudo para não perder o proscênio. Em busca da eterna juventude, agem como Peter Pans tupiniquins. Como chegamos a este ponto de degradação? O desaparecimento de um pensamento crítico pode explicar este terrível cenário. A reflexão, fruto da exaustiva pesquisa, desapareceu. Culturalmente — mas não só — o país perdeu o rumo. Paradoxalmente, nunca existiram no Brasil tantas secretarias — estaduais e municipais — dedicadas formalmente à cultura. São centenas.
Mas na República dos Rastaqueras, elas servem somente como moeda de troca para garantir a “governabilidade” das prefeituras e governos estaduais. O Brasil acabou se transformando em recebedor passivo do que há de pior da cultura ocidental, especialmente a americana. Reproduz de forma caricata as manifestações culturais (além do racismo negro) dos setores ditos marginais dos Estados Unidos — que foram mercantilizados a peso de ouro pela indústria cultural. Ao invés da antropofagia cultural, temos o mimetismo caricato. Não é possível atribuir ao conjunto da cultura ocidental a mediocridade brasileira. Poderíamos importar muita coisa melhor. Mas por que não o fazemos? Em parte, deve-se à elite econômica e política. Nunca tivemos uma elite tão rastaquera como a atual. Despreza a cultura. Não se identifica com os clássicos ocidentais. Acha o máximo matricular seus filhos em escola bilíngue — somente duplicam a ignorância em duas línguas. Quando viaja, evita os museus. Livrarias? Foge delas como o diabo da cruz. Olha mas não vê o produto de uma civilização. Quer é fazer compras. O Brasil não tem nenhum museu que possa se aproximar de um congênere europeu. Os nossos são pequenos, pobres. Evidentemente que não seria o caso de termos um Hermitage, mas o país que está entre as maiores economias do mundo não pode se contentar com o que temos. E as bibliotecas? Pífias. Os acervos são restritos e estão desatualizados. E os grandes teatros? Este triste panorama é produto da crise que vivemos, uma crise estrutural. A República está sem rumo. Em uma linguagem mais direta: o país está uma bagunça. Para os doutores Pangloss de plantão, tudo vai bem. Resta, então, cantar: “Vai, malandra, an an/ Ê, tá louca, tu brincando com o bumbum/An an, tutudum, an an/Vai, malandra, an an/Ê, tá louca, tu brincando com o bumbum/An an, tutudum, an an.”

Ah, bons tempos quando Anita era a Garibaldi.

POEMAS. Charles Fonseca

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POEMAS, Charles Fonseca

Para militantes do Chefe da ORCRIM

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Frequente a filha se distanciar do pai que se separa mesmo que o tenha apoiado

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sexta-feira, janeiro 12, 2018

O Brasil entristece

Ofensa contínua sem pedido de perdão indica pretender submissão.

Todos sofrem derrotas. Alguns conservam um travo de fel.

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O silêncio não é de ouro

GAL COSTA - ASSUM PRETO (ENSAIO 1970)

Luiz Gonzaga - Assum preto 1950

Poema do dia 12.01.2018

MARESIA
Charles Fonseca

Disse o velho Gonzaga,
O nosso rei do baião,
Preferir o assum preto,
Lá nas terras do sertão,
Ter gaiola por triste sina
Se olhar ele pudesse
Ver o céu bem lá de cima.

Dos meus olhos entre lamentos,
Minha sina é teu olhar.
Oh, que belo firmamento
Que não consigo alcançar!

Disse o Conselheiro vidente
Que o sertão vai virar mar
Que o mar vai virar sertão.
Que me resta então na terra?
Ir em busca de outra Eva
Ou então de outra Maria:
Se o sertão vai virar mar,
Que cheire a maresia.
Se o mar vai virar sertão,
Que tenha o olhar verde, então.

Que troque comigo carinhos,
Abraço apertado, beijinhos.
Que qual barco chegue a gemer
Das ondas o marulhar.
Que gema comigo falando
Os tempos do verbo amar!

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Falsas doutrinas e falsos pastores

Falsas doutrinas e falsos pastores
Jaime Francisco de Moura


Conta a história, que certa vez Napoleão Bonaparte respondeu a um dos seus soldados, que lhe sugeriu criar uma religião: E ele disse: “Meu filho, para alguém fundar uma religião é preciso duas coisas: Primeiro, morrer numa cruz; segundo, ressuscitar. A primeira eu não quero; a segunda eu não posso”.

Fico impressionado ao ver, hoje em dia, um simples mortal ousar fundar uma religião e uma igreja. Daí surge a pergunta! Com que autoridade? Com que direito? Só mesmo a soberba humana pode explicar essa ousadia. Só mesmo o orgulho de um suposto “iluminado” pode levá-lo a tal ousadia. Mas para se entender esta insensatez sempre encontramos a triste realidade de um homem, na maioria das vezes, revoltado, problemático, cheio de exibicionismo, proselitismo, às vezes charlatanismo...Ou um suposto Profeta iluminado que interpreta a Bíblia a seu bel prazer.

Só Jesus Cristo tem o poder e a autoridade de fundar a Religião e a Igreja. E ele estabeleceu neste mundo a sua Igreja; e não deu autorização para ninguém fundar outra. O que Ele fez foi dar autoridade a um homem para guiar e administrar esta igreja que Ele fundou juntamente com os sucessores que viriam posteriormente. Confira em (Mateus 16, 18-19).

Como é doloroso ver milhões e milhões sendo enganados por estes falsos Pastores e igrejas que aparecem em cada esquina. Não podemos esquecer que desde o Antigo Testamento Deus alertava vivamente o povo para fugir dos falsos profetas. Conferir em (Jeremias 23, 13-28). No Novo Testamento Jesus Cristo chama a atenção para o fato destes falsos profetas se apresentarem “disfarçados” de ovelhas. Confira em ( Mateus 7,15). Essa é a grande arma dos enganadores. São Pedro também falou aos primeiros Cristãos do perigo das seitas e dos falsos profetas. Confira em: ( 2 Pedro2, 1-3).

Santo Agostinho nos ensina que os pregadores de heresias são dotados de inteligência privilegiada: É necessário uma mente brilhante para conceber e gerar uma heresia. Quanto maior o brilho da mente, maiores as suas aberrações. A história das heresias confirma o quanto Santo Agostinho tem razão.

Não devemos, portanto, ficar surpresos de que as supostas maravilhas realizadas por estes falsos Pastores acontecem também onde impera a mentira e a impiedade. São Paulo, ao falar dessas mesmas realidades aos Tessalonicenses, os prevenia. Confira em ( 2 Tessalonicenses 2, 9-11).

A Bíblia nos mostra o cuidado em preservar a sã doutrina. Confira em (1 Timóteo 1, 10). Ela fala do perigo das doutrinas estranhas. Confira em ( 1 Timóteo 1, 3) fala dos falsos doutores ( 1 Timóteo 4, 1-2). Alerta também a Timóteo sobre essa ousadia dos falsos profetas em ( 2 Timóteo 4, 2-4). Confira também em: ( 1 João 4, 1-3)

Tudo isso é o que ainda vemos hoje. Falsos profetas, doutrinas diabólicas, multidões de supostos mestres, milhares de fábulas, teologia da prosperidade, igrejas em células, G12, falsos Apóstolos, batalha espiritual, movimento de onda gospel, idolatria pelo show na mídia e pelo culto a personalidade. Enfim. Povo enganado.

Estes falsos líderes exploram os ignorantes pelas suas dores, sofrimentos e pelas mazelas sociais. O sistema é uma grande armadilha que ajuda todo esquema para a arte do engano.É muita gente desesperada, solitária, depressiva, desempregada e não amada. Vem então, o supermercado das religiões oferecendo um Deus self-serfice, onde cada um escolhe este Deus a sua maneira. A crise financeira e o conflito pessoal levam qualquer pessoa sem fundamento da santíssima fé cristã a navegar em qualquer barco furado.

Cristo fundou uma Igreja sobre Pedro e não sobre Lutero, Calvino, Wesley, João, Antônio, Raimundo etc... Ele disse; “A minha Igreja” e não “As minhas igrejas”. Disse ainda: Eu sou “O caminho e a verdade” e não: “Os caminhos e as verdades”.