segunda-feira, novembro 19, 2018

Maria Escandalosa - Dalva de Oliveira (Carnaval de 1955)

BUROCRACIA. Francisco Carvalho. Poesia.

BUROCRACIA
Francisco Carvalho

Eles te advertem que a aurora foi abolida
por tempo indeterminado.
Eles te comunicam que o trigo e o vento
vão ser exportados para o arco-íris.
Eles te aconselham a esquecer
o corpo ensangüentado dos acontecimentos.
Eles te ensinam que o orvalho não cai
sobre aqueles que semeiam dúvidas.
Eles te mandam esvaziar as palavras
de toda a possível reminiscência.
Eles te fiscalizam do alto dos edifícios
escanchados nalgum dragão lunar.
Eles te dão um ataúde azul
e te ordenam que é tempo de morrer.

domingo, novembro 18, 2018

Quando você é manipulado na sua boa fé a sua inocência pode parecer burrice.

"Porque, no fim de contas, o que só em comparação com um mal parece bom, não pode ser um verdadeiro bem: mas o que ainda é melhor do que bens incontestados, esse é que é o bem por excelência"

A VIRGINDADE POR AMOR DO REINO

1618. Cristo é o centro de toda a vida cristã. A união com Ele prevalece sobre todas as outras, quer se trate de laços familiares, quer sociais (126). Desde o princípio da Igreja, houve homens e mulheres que renunciaram ao grande bem do matrimónio, para seguirem o Cordeiro aonde quer que Ele vá (127), para cuidarem das coisas do Senhor, para procurarem agradar-Lhe para saírem ao encontro do Esposo que vem (128). O próprio Cristo convidou alguns a seguirem-n'O neste modo de vida, de que Ele é o modelo:

«Há eunucos que nasceram assim do seio materno; há os que foram feitos eunucos pelos homens; e há os que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder entender, entenda!» (Mt 19, 12).

1619. A virgindade por amor do Reino dos céus é um desenvolvimento da graça baptismal, um sinal poderoso da preeminência da união com Cristo e da espera fervorosa do seu regresso, um sinal que lembra também que o matrimónio é uma realidade do tempo presente, que é passageiro (130).

1620. Quer, o sacramento do Matrimónio, quer a virgindade por amor do Reino de Deus, vêm do próprio Senhor. É Ele que lhes dá sentido e concede a graça indispensável para serem vividos em conformidade com a sua vontade (131). A estima pela virgindade por amor do Reino (132) e o sentido cristão do matrimónio são inseparáveis e favorecem-se mutuamente:

«Denegrir o Matrimónio é, ao mesmo tempo, diminuir a glória da virgindade: enaltecê-lo é realçar a admiração devida à virgindade [...] Porque, no fim de contas, o que só em comparação com um mal parece bom, não pode ser um verdadeiro bem: mas o que ainda é melhor do que bens incontestados, esse é que é o bem por excelência» (133)


Catecismo

Hino da França (Legendado - português/francês)

Lula na cadeia. José Nêumanne Pinto. Política. Brasil. #LulanaCadeia#

A FALHA. Charles Fonseca. Poesia.

Não fora o afeto que se encerra no meu peito ao ler grande poeta quase jogo meu coração ao eito

PESQUISA. Paulo Mendes Campos. Poesia.

PESQUISA
Paulo Mendes Campos

Tempo é espaço interior. Espaço é tempo exterior.
Novalis

A gaivota determinada mergulha na água
Verde. Há um tempo para o peixe
E um tempo para o pássaro
E dentro e fora do homem
Um tempo eterno de solidão.
Muitas vezes, fixando o meu olhar no morto,
Vi espaços claros, bosques, igapós,
O sumidouro de um tempo subterrâneo
(Patético, mesmo às almas menos presentes)
Vi, como se vê de um avião,
Cidades conjugadas pelo sopro do homem,
A estrada amarela, o rio barrento e torturado,
Tudo tempos de homem, vibrações de tempo,
[ vertigens.

Senti o hálito do tempo doando melancolia
Aos que envelhecem no escuro das boîtes,
Vi máscaras tendidas para o copo e para
[ o tempo.
Com uma tensão de nervos feridos
E corações espedaçados.
Se acordamos, e ainda não é madrugada,
Sentimos o invisível fender do silêncio,
Um tempo que se ergue ríspido na escuridão.
Cascos leves de cavalos cruzam a aurora.
O tempo goteja
Como o sangue.
Os cães discursam nos quintais, e o vento,
Grande cão infeliz,
Investe contra a sombra.

O tempo é audível; também se pode ouvir a
[ eternidade.

''Hallelujah'' chorus, from Händel's Messiah

A expressão do dia. Francês.


"Não é minha esta casa, aí entrarei no entanto. Quebrarei o portão, marcharei entre as flores."

Eu Dei - Carmen Miranda (Carnaval de 1937)

sábado, novembro 17, 2018

ALHURES. Charles Fonseca. Poesia.

ALHURES
Charles Fonseca

Há tanto a ver que é belo
que me pergunto absorto
quanto me resta sei que é pouco
quanto perdí ainda no prelo

ainda tenho a compartir
a usufruir a todo momento
me surge por novo um pensamento
alhures, auguro antes de ir.

 

MIUDINHO. Charles Fonseca. Poesia.

MIUDINHO
Charles Fonseca

Rolou então uma lágrima
naquela face de infante
a despedida num instante
foi anunciada, página

triste daquele domingo
que terminou numa pizza
Zucca barra, que desdita,
um sonho, ai que mundinho,

recolhida na minha alma
ficou lembrança parca
em verso perto da praça
preciso manter a calma

pois que alí foi dito, nino,
haverá separação
de seus pais, não dá mais não,
ouvi, chorei miudinho.

197 Ainda vale a pena ler A Imitação de Cristo

Hino à Bandeira - Legendado.

Descansando no poder de Deus - Hino 330

Evangelho segundo S. Lucas 18,1-8.

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: «Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!… E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?»"

"Ouça as mãos tecendo a língua e sua linguagem"

Ceci e Peri - Trio de Ouro (Carnaval de 1937)

CONSTELAÇÃO. Chantal Castelli. Poesia.

CONSTELAÇÃO
Chantal Castelli

Para Carlos Drummond de Andrade

Tento recompor
as paredes de louça,
a porta da rua apodrecendo,
os tijolos aparentes
no muro onde dois registros
— água e luz —
saltavam, dois olhos
de vidro opaco.

Contemplo-os agora
na janela da memória
— ou serão também espelho,
reflexo de mim mesmo?

A tarde parecia eterna
nos pés do menino junto à horta,
na caixa d'água que era berço e túmulo,
na coleção de cacos e suas flores mínimas,
resumo de conversas na cozinha,
tinidos, subentendidos...

Tento recompor
a memória prévia,
o tempo duplo,
a casa em chiaroscuro,
no papel que
(mesmo querendo)
não posso rasgar.

"Daquele que amo quero o nome, a fome e a memória."

sexta-feira, novembro 16, 2018

Evangelho segundo S. Lucas 17,26-37.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como sucedeu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem: Comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio, que os fez perecer a todos. Do mesmo modo sucedeu nos dias de Lot: Comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. Mas no dia em que Lot saiu de Sodoma, Deus mandou do céu uma chuva de fogo e enxofre, que os fez perecer a todos. Assim será no dia em que Se manifestar o Filho do homem. Nesse dia, quem estiver no terraço e tiver coisas em casa não desça para as tirar; e quem estiver no campo não volte atrás. Lembrai-vos da mulher de Lot. Quem procurar salvar a vida há de perdê-la e quem a perder há de salvá-la. Eu vos digo que, nessa noite, estarão dois num leito: um será tomado e o outro deixado; estarão duas mulheres a moer juntamente: uma será tomada e a outra deixada. Dois homens estarão no campo: um será tomado e outro será deixado». Então os discípulos perguntaram a Jesus: «Senhor, onde será isto?». Ele respondeu-lhes: «Onde estiver o corpo, aí se juntarão os abutres». "

Hino 188 "O Evangelho"

VIDAS. Charles Fonseca. Charles Fonseca

VIDAS
Charles Fonseca

Já salvei um grande amor
u'a outra me deu vida
u’a quase perdi dorida
u’a outra que se foi

Quantas já de mim vieram
tantas beira da estrada
três se foram já, coitadas,
uma volta, dois esperam,

Quantas mais ‘inda porvir
quantas vou deixar saudades
minhas, nelas, piedade,
mais amor, eu vou partir.

"Você é Testemunha — A pá é irmã do canhão. "

Poema de cem faces. Cem Poetas.

Poema de cem faces

Cem Poetas*





Aquele rio
era como um cão sem plumas.

Ó máquina, orai por nós.

Lá, tudo é paz e rigor,
Luxo, beleza e langor.

Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas.

Nós merecemos a morte,
porque somos humanos.

Todos, todos estão dormindo na colina.

Por que não dizer baixinho, como quem reza:
— Ó doce e incorruptível Aurora...

Estou sozinho na praia...
Ó mundo, vamos dançar!

O meu amante morreu bêbado,
E meu marido morreu tísico!


lamente
uma
vez

Minha alma se tornou profunda como os rios.

Pensem nas feridas
Como rosas cálidas

Meus olhos marinheiros
Pressentiram o desastre.

De onde vem essa
chuva trazida
na ventania?

Agora vire a página e olhe o anjo que ele
[ possuiu,
veja esta mantilha sobre este ombro puro

Ontem caminhei
Nos campos de chuva; hoje
chove dentro de mim.

Na gaiola cheia
(pedreiros e carpinteiros)
o dia gorjeia.

E eis que, dançando, saímos
além da sala e do tempo.

Eu boi.
Boi de mim mesmo.
Boi sonso.
Boi de canga.

Como te chamas, pequena chuva inconstante e
[ breve?
Como te chamas, dize, chuva simples e leve?
Tereza? Maria?

se ao menos esta dor se visse
se ela saltasse fora da garganta como um grito

Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me
[ importa.

Ele era o dono da tabacaria.
Um ponto de referência de quem sou.

Somos contos contando contos, nada.

A palavra passa
o gesto fica

Os soluços graves
Dos violinos suaves
Do outono

a lua sobre o mar
era um sabre
aparando a água

A perfeição reside nos tumultos, nos
escombros, nas sinopses
de um homem

Dobram sinos
batem sinos
choram alguém?

A mãe faz tricô
O filho vai à guerra
Tudo muito natural acha a mãe

Palavra carece de pátria
lugar de raiz e eleição.

Mulher jovem corpulenta sem chapéu
de avental

um casal na noite
expande o vulto duro
de uma árvore

Mas para que serve o pássaro?
Nós o contemplamos inerte.

não há um
sentido único
num
poema

Cala, poesia,
A dor dos homens não se pode exprimir em
[ nenhuma língua.

Meus pensamentos são meus camelos
Meus pensamentos são meus cavalos

Certa madrugada fria
irei de cabelos soltos
ver como crescem os lírios.

O ferro do despeito
vaza a sintaxe,
fere e desnorteia

Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança

Você não sabia? Deu no jornal:

amanheço todo dia nua e estreita
como uma rua de comércio

Aprende-se muito
com a ausência.

Por mais que eu me seqüestre, aquele rio me
[ retoma.

viver
é cobrir os outros
de cicatrizes
e ser coberto

Também não gosto.
Lendo-a, no entanto, com total desprezo, a
[ gente acaba descobrindo
nela, afinal de contas, um lugar para o
[ genuíno.

As testemunhas cegas da existência,
sempre a te olhar sem que você se importe,

O mundo começava nos seios de Jandira.

Para quem me queira ouvir:
Sou um homem aos frangalhos.

Descobre-se um amor
na iminência de perdê-lo.

E logo ela é só flama, inteiramente.

As garças não eram feitas: surgiam. Leves,
feitas de vôo

os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.

Palavras, deixai-me
celebrar o vão movimento dos ponteiros do
relógio, os episódios vãos, a nossa morte.

As barcas afundadas. Cintilantes
Sob o rio. E é assim o poema. Cintilante
E obscura barca ardendo sob as águas.

E o homem disse: "As coisas tais como são

Se modificam sobre o violão".

este tiroteio de silêncios
esta salva de arrepios

pitangas no travesseiro,
cama com cheiro de fruta.

a poesia está morta

mas juro que não fui eu

O mais era morte e apenas morte

às cinco horas da tarde.

(O amor me busca

como um predador.)

O poema é antes de tudo um inutensílio.

O amolador de tesouras
atravessa a rua
atrás do assobio
do realejo.

Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.

O que esperamos na ágora reunidos?

É que os bárbaros chegam hoje.

Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim.

quis
mudar tudo
mudei tudo

Tive uma jóia nos meus dedos —
E adormeci —

Escrevem brancas palavras de um sal agudo
e triste. Dói olhar o mar de uma cadeira.

Virei no vento
Da primavera.
Em tua boca
Serei carícia,

Um pouco mais de sol — eu era brasa.
Um pouco mais de azul — eu era além.

Tygre! Tygre! Brilho, brasa
que a furna noturna abrasa,

A ceifeira espera
e sabe da hora
A ciência não

As folhas enchem de ff as vogais do vento.

Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

um
dois
três
o juro:o prazo

Na palma do vento
pouso a fronte. Nele confio.

Então, atiro sobre as palavras outras palavras,

Água noturna, noite líquida, afogando de apreensões
As altas torres do meu coração exausto.

Ora, a alegria, este pavão vermelho,
está morando em meu quintal agora.

Lembro-me bem. A ponte era comprida,
E a minha sombra enorme enchia a ponte,

Tudo o que vejo engulo no mesmo momento
Do jeito que é, sem manchas de amor ou desprezo.

Dói o vôo cortante desta tarde.

Tenho a rua, findando em outra rua de músculo e trégua, tenho o braço-de-ferro.

E eu sonho o Cólera, imagino a Febre,
Nesta acumulação de corpos enfezados;

Talvez um lírio. Máquina de alvura
Sonora ao sopro neutro dos olvidos.

ir
pelo puro prazer
da paisagem

Há um tigre em casa
que dilacera por dentro aquele que o olha.

O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu

Áspera guitarra rasga o ar da praça.
Há um pássaro parado na garganta de Carmen.

Ó solidão, minha mãe,
medusa erguida sem pai.

De novo me invade.
Quem? – A Eternidade.

o real me escapa,
paródia de labirinto.

De todas as perguntas,
só quero reter a centelha.

É leve a criatura vaporosa
Como a frouxa fumaça de um charuto.

Não é minha esta casa, aí entrarei no entanto.
Quebrarei o portão, marcharei entre as flores.

Ouça
as mãos
tecendo a língua
e sua linguagem

Daquele que amo
quero o nome, a fome
e a memória.

Você é
Testemunha —
A pá é irmã do canhão.

No Canadá Centrum multivitaminico 500 comp. custa menos de 10 dólares canadenses. No Brasil com 150 custa mais de 140 reais.

Quando você distingue o falso olhar carente do olhar apaixonado você atinge o refinado erótico.

À LA MER. Charles Fonseca.

À LA MER
Charles Fonseca.

C'était le jour d'Aparecida
C'était nuit sentant le jasmin
Aragan de la mer venant pour moi,
Nuit noire, bougie rétrécie.

Souffler la brise, balancer la mer,
Ça sent le jasmin, arôme la sargasse,
Le vent froid réchauffe l'étreinte
Ils transportent des bateaux, nous rêvons tous les deux.

500 FRENCH PHRASES AND WORDS. Francês.

quinta-feira, novembro 15, 2018

Mãe linda. Filho também.


4 heures parler français couramment & plus de 400 French dialogues. Francês.

A sogra do coração. Charles Fonseca. Fotografia.


A CENA. Charles Fonseca. Poesia.

VENHAM. Charles Fonseca. Poesia.

VENHAM
Charles Fonseca

Agora ao cair da tarde
passada a correria
percalços do dia a dia
pedaços do ser pela estrada

Nesta vida tão concreta
cheia de tantos buracos
na alma estrada os traços
deixo pros meus que na certa

Têm lá seus trincados
saudades deles me cobrem
nostalgia, não me cobrem
dívidas, saldos trocados

Ficam para o vir a ser
para o foi tão bom, que pena
ir adiante, cantilena,
os aguardo, venham ver.

O MATRIMÔNIO NO SENHOR

1612. A aliança nupcial entre Deus e o seu povo Israel tinha preparado a Aliança nova e eterna, pela qual o Filho de Deus, encarnando e dando a sua vida, uniu a Si, de certo modo, toda a humanidade por Ele salva (116), preparando assim as «núpcias do Cordeiro» (117).

1613. No umbral da sua vida pública, Jesus realiza o seu primeiro sinal –a pedido da sua Mãe – por ocasião duma festa de casamento (118). A Igreja atribui uma grande importância à presença de Jesus nas bodas de Caná. Ela vê nesse facto a confirmação da bondade do matrimónio e o anúncio de que, doravante, o matrimónio seria um sinal eficaz da presença de Cristo.

1614. Na sua pregação, Jesus ensinou sem equívocos o sentido original da união do homem e da mulher, tal como o Criador a quis no princípio: a permissão de repudiar a sua mulher, dada por Moisés, era uma concessão à dureza do coração (119): a união matrimonial do homem e da mulher é indissolúvel: foi o próprio Deus que a estabeleceu: «Não separe, pois, o homem o que Deus uniu» (Mt 19, 6).

1615. Esta insistência inequívoca na indissolubilidade do vínculo matrimonial pôde criar perplexidade e aparecer como uma exigência impraticável (120). No entanto, Jesus não impôs aos esposos um fardo impossível de levar e pesado demais (121), mais pesado que a Lei de Moisés. Tendo vindo restabelecer a ordem original da criação, perturbada pelo pecado, Ele próprio dá a força e a graça de viver o matrimónio na dimensão nova do Reino de Deus. É seguindo a Cristo, na renúncia a si próprios e tornando a sua cruz (122), que os esposos poderão «compreender» (123) o sentido original do matrimónio e vivê-lo com a ajuda de Cristo. Esta graça do Matrimónio cristão é fruto da cruz de Cristo, fonte de toda a vida cristã.

1616. É o que o Apóstolo Paulo nos dá a entender, quando diz: «Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, a fim de a santificar» (Ef 5, 25-26): e acrescenta imediatamente: «"Por isso o homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher e serão os dois uma só carne". É grande este mistério, digo-o em relação a Cristo e à Igreja» (Ef 5, 31-32).

1617. Toda a vida cristã tem a marca do amor esponsal entre Cristo e a Igreja. Já o Baptismo, entrada no povo de Deus, é um mistério nupcial: é, por assim dizer, o banho de núpcias (124) que precede o banquete das bodas, a Eucaristia. O Matrimónio cristão, por sua vez, torna-se sinal eficaz, sacramento da aliança de Cristo com a Igreja. E uma vez que significa e comunica a graça desta aliança, o Matrimónio entre baptizados é um verdadeiro sacramento da Nova Aliança (125).


Catecismo

A expressão do dia. Francês.


A GRADE. Carl Sandburg. Poesia.

A GRADE
Carl Sandburg

Tradução: Carlos Machado

Agora, a mansão à beira do lago já está
concluída, e os trabalhadores estão
começando a grade.
São barras de ferro com pontas de aço, capazes
de tirar a vida de qualquer um que se
arrisque sobre elas.
Como grade, é uma obra-prima e impedirá a
entrada de todos os famintos e vagabundos
e de todas as crianças vadias à procura de
um lugar para brincar.
Entre as barras e sobre as pontas de aço nada
passará, exceto a Morte, a Chuva e o Dia de
Amanhã.

Vem, alma cansada! Hino

TESÃO. Charles Fonseca. Poesia.

TESÃO
Charles Fonseca

Me perfuma os teus cheiros
me inebriam longe banhos
distantes finco os lanhos
tu me abraças em meneios

Serpenteias sobre verga
se enroscam em desalinho
pêlos pelos caminhos
do teu Éden que a mim chega

Muita a imaginação
nado em lago prazeres
tu em mim em ti lazeres
eu em ti é só tesão.

quarta-feira, novembro 14, 2018

APAGÃO Charles Fonseca. Poesia.

APAGÃO
Charles Fonseca

Como fazer um poema
se não há inspiração
se todo esforço é em vão
tudo vira cantilena

Ora pois recolho a pena
nada de teclar à toa
tudo há de ficar na boa
na toada, quem aguenta

Dar ouvido a este bardo
a olhar os seus escritos
miserere digo contrito
é noite, apago o facho.

Poeta e jardineiro. Charles Fonseca. Fotografia.


Elizabeth Taylor. Fotografia.

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé

Evangelho segundo S. Lucas 17,11-19.

Naquele tempo, indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer. Era um samaritano. Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?». E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou»."

Hino 521: A Cidade Santa.

Français précoce. Francês inicial.

Clique:
https://www.bonjourdefrance.com/exercices/contenu/apprendre-les-saisons-francais-precoce.html

Apprendre les saisons en s'amusant (francais). Francês.

AULA DE DESENHO. Maria Esther Maciel. Poesia.

AULA DE DESENHO
Maria Esther Maciel

Estou lá onde me invento e me faço:
De giz é meu traço. De aço, o papel.
Esboço uma face a régua e compasso:
É falsa. Desfaço o que fiz.
Retraço o retrato. Evoco o abstrato
Faço da sombra minha raiz.
Farta de mim, afasto-me
e constato: na arte ou na vida,
em carne, osso, lápis ou giz
onde estou não é sempre
e o que sou é por um triz.

Les jours de la semaine. Francês.

SILÊNCIO. Charles Fonseca. Poesia.

SILÊNCIO
Charles Fonseca

Quando ele foi embora
ficou nela a saudade
daquele menino bondade
que viu nascer outrora

Agora já feito homem
parte, ruflam as asas
adejar em outras plagas
pousar quem sabe onde

Quem sabe em outro ninho
noutro tipo de afeto
diferente que é certo
ninho materno carinho

Assim fica a mãe dorida
o coração em pedaços
reza a Deus que não percalços
atrapalhem sua vida

Que a do seu filho amado
extensão seu próprio ser
quem sabe num novo bebê,
seu neto? um choro calado.

terça-feira, novembro 13, 2018

A CADA DIA. Poesia. Charles Fonseca.

Bilhetinho apaixonado


Apprendre les transports en s'amusant (français). Francês.

Grammaire Française. Francês.

Clique:
https://www.bonjourdefrance.com/exercices/emploi-des-articles-et-des-propositions-devant-des-lieux-geographiques.html

Eloqua Explique - Les Prépositions Avant Les Lieux Propres. Francês.

MEL. Charles Fonseca. Poesia.

MEL
Charles Fonseca

Só depois de novo céu
só depois de nova terra
este blog aqui se encerra
minha imagem permanece
a memória não fenece
pós tudo só leite e mel.

O MATRIMÔNIO SOB A PEDAGOGIA DA LEI

1609. Na sua misericórdia, Deus não abandonou o homem pecador. As penas que se seguiram ao pecado, «as dores do parto» (112), o trabalho «com o suor do rosto» (Gn 3, 19), constituem também remédios que reduzem os malefícios do pecado. Depois da queda, o matrimónio ajuda a superar o auto-isolamento, o egoísmo, a busca do próprio prazer, e a abrir-se ao outro, à mútua ajuda, ao dom de si.

1610. A consciência moral relativamente à unidade e indissolubilidade do matrimónio desenvolveu-se sob a pedagogia da antiga Lei. A poligamia dos patriarcas e dos reis ainda não é explicitamente rejeitada. No entanto, a Lei dada a Moisés visa proteger a mulher contra um domínio arbitrário por parte do homem, ainda que a mesma Lei comporte também, segundo a palavra do Senhor, vestígios da «dureza do coração» do homem, em razão da qual Moisés permitiu o repúdio da mulher (113).

1611. Ao verem a Aliança de Deus com Israel sob a imagem dum amor conjugal, exclusivo e fiel (114), os profetas prepararam a consciência do povo eleito para uma inteligência aprofundada da unicidade e indissolubilidade do matrimónio (115). Os livros de Rute e de Tobias dão testemunhos comoventes do elevado sentido do matrimónio, da fidelidade e da ternura dos esposos. E a Tradição viu sempre no Cântico dos Cânticos uma expressão única do amor humano, enquanto reflexo do amor de Deus, amor «forte como a morte», que «nem as águas caudalosas conseguem apagar» (Ct 8, 6-7).


Catecismo

Você conhece algum petista, petralha, apaniguado ou ingênuo que lhe declarou estar envergonhado consigo próprio e com a organização criminosa que o(a) seduziu?

A chantagem de Toffoli

O abate. Fotografia.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, ar livre e texto

POR ENQUANTO. Charles Fonseca. Poesia.

POR ENQUANTO
Charles Fonseca

Pra quem esteve nas garras
foi presa joão ninguém
por amar quem foi alguém
hoje liberto de amarras

Ainda restam sementes
trazidas lá do passado
ervas daninhas, coitado,
teimam ainda serpentes

Aves de rapinagem
eu pomba arribaçã
ruflo asas pro amanhã
descortino só paisagem

Passagem desta que é boa
pra outra ainda melhor
antes de dar o corpo ao pó
que saudade, fico à toa

A pensar nos que eu amo
na mulher de todo o dia
eu e ela na alforria
ela e eu nós por enquanto.

A sogra e nossa amiga. Charles Fonseca. Fotografia.

TORRE DE BABEL. Décio Pignatari. Poesia.

torre de babel
Décio Pignatari


TORRE DE BABEL
TORRE DE BELÉM
TURRIS EBURNEA
TOUR EIFFEL
TOUR DE FORCE
TOWER OF LONDON
TOUR DE NESLE
TORRE DI PISA
TORRE A ESMO

ENEREATLRIE
TBOIOCRDEFO
EARREEDBTSF
RRUSIOSOEEO
OTEBEDTTALO
ULORBTEOAOF
ROOSLNRRETE
MNPDERFRRLM
ETDEUWEREIN
URUD

LIVE 08 - Aula de francês pra iniciantes - cours de français pour débutants

"Evangelho segundo S. Lucas 17,7-10.

Naquele tempo, disse o Senhor: «Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele volta do campo: ‘Vem depressa sentar-te à mesa’? Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, até que eu tenha comido e bebido. Depois comerás e beberás tu’. Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou? Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer’»."

segunda-feira, novembro 12, 2018

Amigas.


HISTÓRIA. Alexei Bueno. Poesia.

HISTÓRIA
Alexei Bueno

Não é minha esta casa, aí entrarei no entanto.
Quebrarei o portão, marcharei entre as flores,
Encherei meu pulmão com os estranhos odores
Do jardim adubado a sêmen, sangue e pranto.

Porei a porta abaixo, enfrentarei o espanto
Dos vultos me fitando; e apesar dos bolores
Envergarei sem medo os trajes de idas cores,
Nas suas mãos beberei, entoarei seu canto!

Com os corpos rolarei de milhões de mulheres
Sem corpo. Ei-los que já me saúdam e me
[ aclamam,
Meus perdidos avós, desamparados seres.

Estendem-me suas mãos como a um filho que os
[ salva.
Deles vim, mas é a mim que eles agora clamam
A vida, como a um pai, um sol sonhando na alva.

Hino 322 "Cristo Valerá"

O humilde aprende mais e melhor que o orgulhoso 

Hino 193

MISTÉRIO. Charles Fonseca. Poesia.

MISTÉRIO
Charles Fonseca

Guardo comigo as fotos
marcos de grande emoção
matéria prima a monção
da alma delas devoto

São os ventos agonia
saudade dor que carrego
contínua sem alforria
de um amor não deserto

De amar inda que ao longe
sorrir num sonho etéreo
o amor é um mistério
por que, quando, como, onde?

TILLY. Charles Fonseca. Poesia.

TILLY
Charles Fonseca

É tanta a paz que usufruo
que penso não ser real
será um sonho banal
ou só imagem futuro?

Ouço ser realidade
por quem me é companheira
hoje como da vez primeira
mulher, teu nome é bondade.

sábado, novembro 10, 2018

NINANDO A NINA. Charles Fonseca. Poesia.

NINANDO A NINA
Charles Fonseca

Agora já quase extinto
aquele amor crepitante
fumega e a todo instante
me rói a saudade instinto

De bem querer eu de novo
a ti, alma fugidia
pois que tu me judia
eu quero ver teu renovo

Como o foi nas primícias
na fase do querer bem
tu ao meu colo neném
e eu a ninar só carícias.

Oh quão bela a Holanda. Melhor seria Olinda. Não fora a luta ínvia. Expulsos, cultos. Hosanas.

Cantor Cristão, Hino 60 "Coroai"

O MATRIMÔNIO SOB O REGIME DO PECADO

1606. Todo o homem faz a experiência do mal, à sua volta e em si mesmo. Esta experiência faz-se também sentir nas relações entre o homem e a mulher. Desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, o espírito de domínio, a infidelidade, o ciúme e conflitos capazes de ir até ao ódio e à ruptura. Esta desordem pode manifestar-se de um modo mais ou menos agudo e ser mais ou menos ultrapassada, conforme as culturas, as épocas, os indivíduos. Mas parece, sem dúvida, ter um carácter universal.

1607. Segundo a fé, esta desordem, que dolorosamente comprovamos, não procede da natureza do homem e da mulher, nem da natureza das suas relações, mas do pecado. Ruptura com Deus, o primeiro pecado teve como primeira consequência a ruptura da comunhão original do homem e da mulher. As suas relações são distorcidas por acusações recíprocas (106); a atracção mútua, dom próprio do Criador (107), converte-se em relação de domínio e de cupidez (108): a esplêndida vocação do homem e da mulher para serem fecundos, multiplicarem-se e submeterem a terra (109) fica sujeita às dores do parto e do ganha-pão (110).

1608. No entanto, a ordem da criação subsiste, apesar de gravemente perturbada. Para curar as feridas do pecado, o homem e a mulher precisam da ajuda da graça que Deus, na sua misericórdia infinita, nunca lhes recusou (111). Sem esta ajuda, o homem e a mulher não podem chegar a realizar a união das suas vidas para a qual Deus os criou «no princípio».


Catecismo

A expressão do dia. Francês.


MEU ANJO. Álvares de Azevedo. Poesia.

MEU ANJO
Álvares de Azevedo

Meu anjo tem o encanto, a maravilha
Da espontânea canção dos passarinhos;
Tem os seios tão alvos, tão macios
Como o pêlo sedoso dos arminhos.

Triste de noite na janela a vejo
E de seus lábios o gemido escuto
É leve a criatura vaporosa
Como a frouxa fumaça de um charuto.

Parece até que sobre a fronte angélica
Um anjo lhe depôs coroa e nimbo...
Formosa a vejo assim entre meus sonhos
Mais bela no vapor do meu cachimbo.

Como o vinho espanhol, um beijo dela
Entorna ao sangue a luz do paraíso.
Dá morte num desdém, num beijo vida,
E celestes desmaios num sorriso!

Mas quis a minha sina que seu peito
Não batesse por mim nem um minuto,
E que ela fosse leviana e bela
Como a leve fumaça de um charuto!

Ilha do japonês. Charles Fonseca. Fotografia.


sexta-feira, novembro 09, 2018

COROLA. Charles Fonseca. Poesia.

COROLA
Charles Fonseca

Em respeito a tanta dor
me afasto e de longe
me pergunto quando onde
com quem por que, por favor

Se afaste de mim também
até a maturidade
lá verás já com saudade
do passado do aquém

Do alguém que já se foi
por amor emudeceu
foi embora em androceu
chorou por ti gineceu

Agora não mais semente
somente vida futura
à tua espera ventura
de a ti beijar novamente.

CÍRIOS. Charles Fonseca. Poesia.

CÍRIOS
Charles Fonseca

De tanto sofrer pressão
resistir ao vil conchavo
não ser mais que escravo
de aspirar a amplidão

Golpeado foi o pobre
vários foram os exílios
mareou os olhos cílios
círios em flor no exórdio.
 

"A Única Esperança". Hino.

Difícil conviver com remanescentes petralhas até serem enjaulados e tolerar os ingênuos e idiotas com dor de corno.

quinta-feira, novembro 08, 2018

O SACRAMENTO DO MATRIMÓNIO

1601. «O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, entre os baptizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento» (93) .

I. O matrimónio no desígnio de Deus

1602. A Sagrada Escritura começa pela criação do homem e da mulher, à imagem e semelhança de Deus (94), e termina com a visão das «núpcias do Cordeiro» (Ap 19, 9) (95). Do princípio ao fim, a Escritura fala do matrimónio e do seu «mistério», da sua instituição e do sentido que Deus lhe deu, da sua origem e da sua finalidade, das suas diversas realizações ao longo da história da salvação, das suas dificuldades nascidas do pecado e da sua renovação «no Senhor» (1 Cor 7, 39), na Nova Aliança de Cristo e da Igreja (96).

O MATRIMÓNIO NA ORDEM DA CRIAÇÃO

1603. «A íntima comunidade da vida e do amor conjugal foi fundada pelo Criador e dotada de leis próprias [...]. O próprio Deus é o autor do matrimónio» (97). A vocação para o matrimónio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, tais como saíram das mãos do Criador. O matrimónio não é uma instituição puramente humana, apesar das numerosas variações a que esteve sujeito no decorrer dos séculos, nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais. Tais diversidades não devem fazer esquecer os traços comuns e permanentes. Muito embora a dignidade desta instituição nem sempre e nem por toda a parte transpareça com a mesma clareza (98), existe, no entanto, em todas as culturas, um certo sentido da grandeza da união matrimonial. Porque «a saúde da pessoa e da sociedade está estreitamente ligada a uma situação feliz da comunidade conjugal e familiar» (99).

1604. Deus, que criou o homem por amor, também o chamou ao amor, vocação fundamental e inata de todo o ser humano. Porque o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus (100) que é amor (1 Jo 4, 8.16). Tendo-os Deus criado homem e mulher, o amor mútuo dos dois torna-se imagem do amor absoluto e indefectível com que Deus ama o homem. É bom, muito bom, aos olhos do Criador (101). E este amor, que Deus abençoa, está destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum do cuidado da criação: «Deus abençoou-os e disse-lhes: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a"» (Gn 1, 28).

1605. Que o homem e a mulher tenham sido criados um para o outro, afirma-o a Sagrada Escritura: «Não é bom que o homem esteja só» (Gn 2, 18). A mulher, «carne da sua carne» (102), isto é, sua igual, a criatura mais parecida com ele, é-lhe dada por Deus como uma ,auxiliar» (103), representando assim aquele «Deus que é o nosso auxílio» (104). «Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe, para se unir à sua mulher: e os dois serão uma só carne» (Gn 2, 24). Que isto significa uma unidade indefectível das duas vidas, o próprio Senhor o mostra, ao lembrar qual foi, «no princípio», o desígnio do Criador (105): «Portanto, já não são dois, mas uma só carne» (Mt 19, 6).


Catecismo

ROTUNDO. Charles Fonseca. Poesia.

ROTUNDO
Charles Fonseca

É como um circo o mundo
redondo e itinerante
logo chega e vai adiante
platéia palhaço rotundo

É nosso mundo interno
repleto de fantasias
superego agonias
prazeres desejo eterno

E assim somos nós
sujeitos a sonhos, dramas,
quer cavalheiros ou damas
sem eles adeus aos sós.

LIVE 07 - Aula de francês pra iniciantes - cours de français pour débutants

Evangelho segundo S. Lucas 15,1-10.

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem.

Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles».

Jesus disse-lhes então a seguinte parábola:
«Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar?
Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros
e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’.

Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.

Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda, até a encontrar?
Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’.

Eu vos digo: Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa».

quarta-feira, novembro 07, 2018

QUATRO. Charles Fonseca. Poesia.

QUATRO
Charles Fonseca

Pra tanto amor que foi dado
tão pouco foi retribuido
que o filho hoje contrito
saudoso e desconsolado

A minorar tem tão pouco
que alerta os que inda tem
uma mãe não lhes convêm
cego ou surdo ou mudo mouco.

Família.

A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas a sorrir, pessoas sentadas e interiores

Eloqua Explique - Le verbe faire. Francês.

AMIZADE. Charles Fonseca. Poesia.

AMIZADE
Charles Fonseca

À venda nas ilusões 
supermercado da esquina
um coração que estima
um amor contém senões

Todo empacotado
contido lacinho de fita
carente a alma agita
mais um que é pobre coitado

A viver em ziguezague
olhar perdido no corpo
à venda e quer o trôco,
melhor o amor de amizade.

terça-feira, novembro 06, 2018

A VOLTA. Charles Fonseca. Poesia.

A VOLTA
Charles Fonseca

Alívio sentir saudade
do perto longe impossível
voltar triste pra o exílio
só restar ter piedade

De mim de ti de outra pessoa
que a ti tornou por pétreo
o que foi pra mim tão róseo
teu coração, tua alma boa.

COAXO. Charles Fonseca. Poesia.

COAXO
Charles Fonseca

Vendedor água parada
raspador fundo cacimba
limpador bom pra sentina
escória apetralhada

Medra baronesa charco
coaxa o sapo barbudo
fareja ao longe o urubu
faz água barco furado.



PIRILAMPOS. Charles Fonseca. Poesia.

PIRILAMPOS
Charles Fonseca

Cai a tarde desce a noite
avança a madrugada
dorme ao lado a amada
eu insone o sono foi-se

Vem a aurora beira a alva
apagam os pirilampos
que luziam, quantos prantos
no escuro, chora a alma

Do poeta sem consolo
por amados, descaminhos,
que ficam sem meu carinho
sem teto sem luz, eu  choro.

segunda-feira, novembro 05, 2018

Praias do Flamengo. Salvador.


A tua ascendência e descendência pode ser solapada. O fato antropológico sobrevive.

Apago incêndios e mato jacarés com poemas e crônicas

FANAL. Charles Fonseca. Poesia.

FANAL
Charles Fonseca

Dá pena estar por refém
de vingança extemporânea
fico à beira litorânea
olho o mar vejo ninguém

Olho em terra e há algoz
a mirar eu já liberto
das garras destino certo
cego surdo mudo a sós

Estou além da fronteira
do mar do céu ou da terra
o afeto em mim se encerra
nova paz por derradeira

Num plano espiritual
no mais além o aquém só
rasteja, serpente ao pó,
em mim há norte fanal.

O POETA E A ROSA. Charles Fonseca. Poesia.

O POETA E A ROSA
Charles Fonseca

Para mim foi longe demais
não volto à mesma fonte
de água parada eu geronte
quero estar com a amada em paz

Com ela todos os dias
nunca de vez em quando
pra sempre sem mais um pranto
não preciso de alforria

De ser objeto desejo
de novo eu ser escravo
ela é uma rosa, não ao cravo,
na alma só ela almejo.

domingo, novembro 04, 2018

VÁRIO. Charles Fonseca. Poesia.

VÁRIO
Charles Fonseca

Declina uma amizade
na base do troca troca
esmaece de verdade
o que foi tão bom outrora

Após o arrependimento
o que segue é mui incerto
quem dá mais qual o momento
cedo tarde ou logo presto?

O porvir é variado
pode ser em linha reta
em ziguezague ao poeta
lacrimoso ao vate vário.

SENESCENTE. Charles Fonseca. Poesia.

SENESCENTE
Charles Fonseca

Que pena, senhora dama,
já passou por mim o tempo
de querer-te eu ao relento
me pus foi-se a esperança,

Caiu qual estrela cadente
do orbe morreu à beira
foi tanta da vez primeira
findou em mim senescente.

MARAM. Marmores e Granitos

Clique
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Se doeu escreva. Se chorou faça poesia. Alegre cante a alegria. Se triste a escrita expia.

Na Bahia. Praia do Forte. Fotografia.


Abrir a economia. Despetizar o estado. Atrair o capital. Emprego e renda para assalariados. Combate ao crime organizado dentro e fora do estado.

CANTOCHÃO. Charles Fonseca. Poesia.

CANTOCHÃO
Charles Fonseca

Agora já me despeço
do meu amor em pedaços
jarro trincado estilhaços
inda há vida me prezo

Deixo pétalas ao chão
em volta sementes de outrora
que germinem vou embora
um réquiem ao cantochão.