segunda-feira, abril 24, 2017

Que tal uma comidinha depois do vinho?

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Elliot Erwitt. Fotografia

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Corredor da Vitória. Charles Fonseca. Prosa

CORREDOR DA VITÓRIA
Charles Fonseca

Pelo Corredor da Vitória na Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos andei muito a pé pois não tinha dinheiro para o ônibus. Foi no tempo que só tinha duas camisas 'Volta ao Mundo' da Valisère. Uma, azul claro, a outra rosa. Vê como não tinha preconceito? Enquanto usava uma a outra estava secando. Quarto ano de medicina, um colega, ao comentar comigo meu guarda roupa, observou que eram só duas as camisas que eu usava, mês após mês. Parava no Hotel Plaza, lia os jornais na recepção, seguia em frente, almoçar. Morávamos no mesmo quarto nesse Corredor da Vitória, seis ao todo, três beliches, na Residência dos Universitários. Um, estudante de medicina consta que Lamarca passou por perto dele no sertão da Bahia. Falecido. O que morava na parte de cima do beliche, também do sertão, me propiciou um carnaval inesquecível ao inesperado colega de quarto que por lá apareceu atendendo a um antigo convite. Superou o trauma de um falecimento três meses atrás de um familiar e me recepcionou carinhosamente. Agora estou a lembrar de suas irmãs também hospitaleiras. Os céus o presentearam por esse gesto colocando no seu caminho, no salão de festas, melhor dizendo, uma bela morena, com a qual é casado até hoje, vão bem, obrigado. Tive um namorico com a prima dele, coisas de carnaval.O meu colega de beliche, no andar de cima, um assombro para mim. De aluno esforçado nos três primeiros anos, passou a ter nos últimos três anos notas excelentes em todos os estágios. Minha homenagem. Mais um beliche, o colega de baixo, ganhava seu dinheirinho como policial e soube que andou soltando colegas presos nas passeatas contra a ditadura. Já o homenageei. Encontrei-me há uns dez anos com ele e sua filha e, emocionado, relatei a ela o comportamento dele. No andar de cima do seu beliche, outro colega que, diferentemente de mim tinha vinte e sete camisas. Que fartura! No terceiro beliche, no andar de baixo um colega que mais lia sobre Marx, Engel, Lênin,Trotsky, Mao, que propriamente estudava a medicina. Um animal político que tinha a coragem de agarrar policial de metralhadora e derrubar na rua em plena passeata estudantil. Que coragem! O do andar de cima, esse destoava. Estudava filosofia. Deu o azar de ser homônimo de um líder estudantil que sumiu quando veio o golpe de 64. Os atrapalhados acharam que o líder era ele. Foi solto após um pequeno estágio no exército onde um major tinha prazer em ouvir o cândido, o doce companheiro de quarto toda segunda feira onde ele era obrigado a ir para dar satisfações ao sádico de plantão. Até que todos os monges do Mosteiro, esse era o apelido do nosso quarto, em concílio o aconselharam, depois de seis meses a não ir mais ao quartel. E assim foi feito, sem efeitos colaterais adversos.

A fêmea que mais protege a sua cria é a mulher

Salmos, 4

1.Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Salmo de Davi. 2.Quando vos invoco, respondei-me, ó Deus de minha justiça, vós que na hora da angústia me reconfortastes. Tende piedade de mim e ouvi minha oração. 3.Ó poderosos, até quando tereis o coração endurecido, no amor das vaidades e na busca da mentira? 4.O Senhor escolheu como eleito uma pessoa admirável, o Senhor me ouviu quando o invoquei. 5.Tremei, mas sem pecar; refleti em vossos corações, quando estiverdes em vossos leitos, e calai. 6.Oferecei vossos sacrifícios com sinceridade e esperai no Senhor. 7.Dizem muitos: Quem nos fará ver a felicidade? Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz de vossa face. 8.Pusestes em meu coração mais alegria do que quando abundam o trigo e o vinho. 9.Apenas me deito, logo adormeço em paz, porque a segurança de meu repouso vem de vós só, Senhor."

Matisse. Pintura

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domingo, abril 23, 2017

Depois. Autor desconhecido.

Porque deixamos tudo pra *Depois*?
*Depois* eu ligo.
*Depois* eu faço.
*Depois* eu falo.
*Depois* eu mudo.
Deixamos tudo pra *depois*, como se *depois* fosse o melhor.
O que não entendemos é que...
*Depois* o café esfria,
*Depois* a prioridade muda,
*Depois* o encanto se perde,
*Depois* o cedo fica tarde,
*Depois* a saudade passa,
*Depois* tanta coisa muda,
*Depois* os filhos crescem,
*Depois* a gente envelhece,
*Depois* o dia anoitece,
*Depois* a vida acaba.
Não deixe nada pra *depois*, porque na espera do *depois*, você pode perder os melhores momentos, as melhores experiências, os melhores amigos, os maiores amores, e todas as bênçãos que Deus tem pra você. Lembre-se que o *depois* pode ser tarde demais. O dia é hoje.

A parte mais importante da Santa missa é a Eucaristia

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Vittorio de Sica - Parlami d'Amore Mariu 1932. Música

Noventa por cento do meu tempo de prazer é ao lado da mulher que me deu a mão

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Mestre Julio. Fotografia

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O que é a Suma Teológica

Suma Teológica é o título da obra básica de São Tomás de Aquino, frade, teólogo e santo da Igreja Católica, um corpo de doutrina que se constitui numa das bases da dogmática do catolicismo e considerada uma das principais obras filosóficas da escolástica. Foi escrita entre os anos de 1265 a 1273.

Nesta obra, Aquino trata da natureza de Deus, das questões morais e da natureza de Jesus.

O suicídio. Fiódor Dostoievski. Prosa

"Não me acrediteis, considerai-me como um doente, mas lembrai-vos de minhas palavras; mesmo que eu não diga senão a vigésima parte da verdade, é de fazer fremir! Olhai quantos suicídios ocorrem entre os jovens. E eles se matam sem perguntar a si mesmos, como Hamlet, o que haveria 'em seguida' a questão da imortalidade da alma, da vida futura não existe para eles." - Fiódor Dostoievski em "Irmãos Karamazov"

Código de ética médica IV


IV - Ao médico cabe zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Medicina, bem como pelo prestígio e bom conceito da profissão.

Todo Azul do Mar - Flávio Venturini & Guilherme Arantes

As uvas. Charles Fonseca. Poesia

Ainda tomaremos juntos o vinho quem sabe quantas vezes? Quem sabe à luz de velas em quantas primaveras? Ou suco de uva dos parreirais por vezes?

Rua das rendeiras. Florianópolis. Fotografia


Cidade do Salvador. Charles Fonseca. Prosa

CIDADE DO SALVADOR
Charles Fonseca

Cidade do salvo à dor... oh dor! Saudade do bom que se foi, do belo que era, do justo que se pretende. Não é querer demais. Mais bem querer, mais haver, mais a ver, a ti não ter, minha bela e desgovernada Bahia de todos os pecados, todos os sofrimentos, todos os senões e eu ao sul de ti onde não existe o pecado a não ser os mesmos que ao norte tu sofres, minha amada terra natal, onde recebi minha herança em vida, o maior privilégio, a maior alegria da chegada, a maior tristeza se a perder em vida, mesmo distantes os meus amados estão perto, bem guardados, dentro do peito.

Velásquez. Pintura

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sábado, abril 22, 2017

Conheço um estado mental de orelhas enormes e peludas e cascos convictos

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A mulher deve ser sutil e singela

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Dr. André Marroig - Chá de realidade - Introdução - parte 1

Me Esqueci de Viver - Julio Iglesias

São Marcos, 8

1.Naqueles dias, como fosse novamente numerosa a multidão, enão tivessem o que comer, Jesus convocou os discípulos e lhes disse: 2.Tenho compaixão deste povo. Já há três dias perseveram comigo e não têm o que comer. 3.Se os despedir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho; e alguns deles vieram de longe! 4.Seus discípulos responderam-lhe: Como poderá alguém fartá-los de pão aqui no deserto? 5.Mas ele perguntou-lhes: Quantos pães tendes? Sete, responderam. 6.Mandou então que o povo se assentasse no chão. Tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e entregou-os a seus discípulos, para que os distribuíssem e eles os distribuíram ao povo. 7.Tinham também alguns peixinhos. Ele os abençoou e mandou também distribuí-los. 8.Comeram e ficaram fartos, e dos pedaços que sobraram levantaram sete cestos. 9.Ora, os que comeram eram cerca de quatro mil pessoas. Em seguida, Jesus os despediu. 10.E embarcando depois com seus discípulos, foi para o território de Dalmanuta. 11.Vieram os fariseus e puseram-se a disputar com ele e pediram-lhe um sinal do céu, para pô-lo à prova. 12.Jesus, porém, suspirando no seu coração, disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: jamais lhe será dado um sinal. 13.Deixou-os e seguiu de barca para a outra margem. 14.Aconteceu que eles haviam esquecido de levar pães consigo. Na barca havia um único pão. 15.Jesus advertiu-os: Abri os olhos e acautelai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes! 16.E eles comentavam entre si que era por não terem pão. 17.Jesus percebeu-o e disse-lhes: Por que discutis por não terdes pão? Ainda não tendes refletido nem compreendido? Tendes, pois, o coração insensível? 18.Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais mais? 19.Ao partir eu os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos recolhestes cheios de pedaços? Responderam-lhe: Doze. 20.E quando eu parti os sete pães entre os quatro mil homens, quantos cestos de pedaços levantastes? Sete, responderam-lhe. 21.Jesus disse-lhes: Como é que ainda não entendeis?... 22.Chegando eles a Betsaida, trouxeram-lhe um cego e suplicaram-lhe que o tocasse. 23.Jesus tomou o cego pela mão e levou-o para fora da aldeia. Pôs-lhe saliva nos olhos e, impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa? 24.O cego levantou os olhos e respondeu: Vejo os homens como árvores que andam. 25.Em seguida, Jesus lhe impôs as mãos nos olhos e ele começou a ver e ficou curado, de modo que via distintamente de longe. 26.E mandou-o para casa, dizendo-lhe: Não entres nem mesmo na aldeia. 27.Jesus saiu com os seus discípulos para as aldeias de Cesaréia de Filipe, e pelo caminho perguntou-lhes: Quem dizem os homens que eu sou? 28.Responderam-lhe os discípulos: João Batista; outros, Elias; outros, um dos profetas. 29.Então perguntou-lhes Jesus: E vós, quem dizeis que eu sou? Respondeu Pedro: Tu és o Cristo. 30.E ordenou-lhes severamente que a ninguém dissessem nada a respeito dele. 31.E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muito, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas, e fosse morto, mas ressuscitasse depois de três dias. 32.E falava-lhes abertamente dessas coisas. Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo. 33.Mas, voltando-se ele, olhou para os seus discípulos e repreendeu a Pedro: Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens. 34.Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 35.Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. 36.Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida? 37.Ou que dará o homem em troca da sua vida? 38.Porque, se nesta geração adúltera e pecadora alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os seus santos anjos. "

Os sapatinhos de José


Tenho o dever e afeto de dar apoio a quem me deu a mão

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Cacupé II. Charles Fonseca. Fotografia


Como demora a voltar o amor infante!

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A felicidade II. Charles Fonseca. Poesia

A FELICIDADE
Charles Fonseca

Se a felicidade bater, levanto ou se de pé vou rápido abrir a porta do meu coração, deixo ela fazer morada comigo e eu com ela. Bom que ela bata logo. Encontrará o seu lugar, o seu afago, a sua veneração, a minha mão, o meu olhar, um alisar, não corra não. Fique pra sempre, eu tão cansado, gosto de agrado, de querer bem, você já vem?

Picasso. Pintura

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Os peixes. Marianne Moore. Poesia

OS PEIXES
Marianne Moore

vade-
ando negro jade.
Das conchas azul-corvo um marisco
só ajeita os montes de cisco;
no que vai se abrindo e fechando

é que
nem ferido leque.
Os crustáceos que incrustam o flanco
da onda ali não encontram canto,
porque as setas submersas do

sol,
vidro em fibras sol-
vidas, passam por dentro das gretas
com farolete ligeireza —
iluminando de vez em

vez
o oceano turquês
de corpos. A correnteza crava
na quina férrea da fraga
uma cunha de ferro; e estrelas,

grãos
de arroz róseos, mães-
d'água tintas, siris que nem lírios
verdes e fungos submarinos
vão deslizando uns sobre os outros.

As
marcas externas
de mau-trato estão todas presentes
neste edifício resistente —
todo resquício material

de a-
cidente — ausência
de cornija, machadadas, queima e
sulcos de dinamite — teima em
ressaltar; já não é o que era

cova.
Repetida prova
demonstrou que ele pode viver
do que não pode reviver
seu viço. O mar nele envelhece.

Cumpra os limites de velocidade mesmo não tendo radar

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sexta-feira, abril 21, 2017

Cacupé I. Charles Fonseca. Fotografia

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Código de ética médica III

III - Para exercer a Medicina com honra e dignidade, o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa.

Conta-me a velha história. Música

O herói sem caráter não será preso

Provérbios, 13

1.Um filho sábio ama a disciplina, mas o incorrigível não aceita repreensões. 2.O homem de bem goza do fruto de sua boca, mas o desejo dos pérfidos é a violência. 3.Quem vigia sua boca guarda sua vida; quem muito abre seus lábios se perde. 4.O preguiçoso cobiça, mas nada obtém. É o desejo dos homens diligentes que é satisfeito. 5.O justo detesta a mentira; o ímpio só faz coisas vergonhosas e ignominiosas. 6.A justiça protege o que caminha na integridade, mas a maldade arruína o pecador. 7.Há quem parece rico, não tendo nada, há quem se faz de pobre e possui copiosas riquezas. 8.A riqueza de um homem é o resgate de sua vida, mas o pobre está livre de ameaças. 9.A luz do justo ilumina, enquanto a lâmpada dos maus se extingue. 10.O orgulho só causa disputas; a sabedoria se acha com os que procuram aconselhar-se. 11.Os bens que muito depressa se ajuntam se desvanecem; os acumulados pouco a pouco aumentam. 12.Esperança retardada faz adoecer o coração; o desejo realizado, porém, é uma árvore de vida. 13.Quem menospreza a palavra perder-se-á; quem respeita o preceito será recompensado. 14.O ensinamento do sábio é uma fonte de vida para libertar-se dos laços da morte. 15.Bom entendimento procura favor; o caminho dos pérfidos, porém, é escabroso. 16.Todo homem prudente age com discernimento, mas o insensato põe em evidência sua loucura. 17.Um mau mensageiro provoca a desgraça; o enviado fiel, porém, traz a saúde. 18.Miséria e vergonha a quem recusa a disciplina; honra ao que aceita a reprimenda. 19.O desejo cumprido deleita a alma. Os insensatos detestam os que fogem do mal. 20.Quem visita os sábios torna-se sábio; quem se faz amigo dos insensatos perde-se. 21.A desgraça persegue os pecadores; a felicidade é a recompensa dos justos. 22.O homem de bem deixa sua herança para os filhos de seus filhos; ao justo foi reservada a fortuna do pecador. 23.É abundante em alimento um campo preparado pelo pobre, mas há quem pereça por falta de justiça. 24.Quem poupa a vara odeia seu filho; quem o ama, castiga-o na hora precisa. 25.O justo come até se saciar, mas o ventre dos pérfidos conhece a penúria."

Chá de realidade - Episódio 7 - Sobre uma mínima casca

quinta-feira, abril 20, 2017

É se lhe parece. Charles Fonseca. Fotografia

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Arquejo. Charles Fonseca. Poesia

ARQUEJO
Charles Fonseca

Cevo tanto o passado,
Soco tanto no presente
Saco tanto tu ausente
‘Stou amargo e cansado

De cevar-te todo dia
De amar-te além do amor
De querer-te além da dor
Dói-me o peito em agonia

Na vacância do teu beijo
No aperto sem abraço
No meu peito em nó um laço
Na voragem só, arquejo!


<2012

Goya. Pintura

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A simbologia das velas na Igreja

A rica simbologia das velas justifica o fato de a Igreja ainda manter este tradicional elemento litúrgico nas celebrações

Cada vela se compõe de: cera, pavio e fogo, simbolizando as três Pessoas da Santíssima Trindade. A cera simboliza o Pai; o pavio, o Filho e o fogo, o Espírito Santo.

A vela sozinha acesa simboliza Cristo Nosso Senhor, porque a cera significa a sua Carne e o fogo, a Divindade.

As duas velas colocadas no altar, mandadas pelo ritual romano, têm sua origem no Antigo Testamento, quando o Rei Salomão fez dois castiçais de ouro e os pôs no altar do templo, um de cada lado (Êxodo, 25). Nesse capítulo, fala-se do candelabro que Deus mandou fazer para o templo.

Desde então foi sombra (ou figura) para a Lei da Graça, porque Cristo, na noite da Ceia, também dispôs as luzes para este sacrifício. Os dois candelabros representam o povo gentio e o povo judeu.

O fogo simboliza a Fé. Simboliza também a alegria dos povos no nascimento do Senhor. Também simboliza Cristo, que disse: “Eu sou a luz do mundo”.

A Missa é para iluminar, e os ministros (sacerdotes) são iluminados. A luz dos castiçais simboliza a fé do povo.

Foi o Papa Melquíades quem mandou usar dois castiçais. Ele governou a Igreja de 311 a 314. Muitas velas na Missa simbolizam a Fé dos assistentes.

Acendem-se velas — diz Santo Agostinho, em seus sermões: “Para Cristo acender, em nossos corações, o fogo de sua ardente caridade e amor, porque, por amar-nos tanto, padeceu até morrer na cruz”.

É tradição apostólica não celebrar missa sem o crucifixo. Coloca-se a cruz no meio do altar entre dois castiçais, porque significam o povo gentio e o judeu, dos quais Ele foi mediador.

Como tanto e por tão longo tempo?

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quarta-feira, abril 19, 2017

Por que Lula não processa a Odebrecht por calúnia?

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3 fábulas de La Fontaine

Agostinho dos Santos - Estrada do Sol

Freud. Fotografia

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Nas conversas de forno fogão família política religião economia as mulheres modernas aí estão

Código de ética médica. II

II - O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional.

A rosa encarnada. Charles Fonseca. Prosa

A ROSA ENCARNADA
Charles Fonseca

Comecei minha viagem em Ibicui. Guardei no peito uma rosa chamada saudade. Com que idade levarei de novo já velho essa herdade ao chão? Vem comigo, amiga, me dá tua mão. Levemos juntos na solidão esse amor, esse estar sempre junto, essa plantinha que é só nossa quem sabe de novo possa florir ou não. Vem, mulher amada, companheira desta jornada de trazer no peito também a saudade dos grotões das Minas Gerais ou de onde mais. Vamos ao Canadá de lá trazer esta flor de tua existência, de tua filha querida a saudade compungida, quem sabe na outra vida filha e netos então.

Impressionismo Filme Monet Parte 04/05.

A filha ausente presente e o Correio presente e tardo

A cada dois dias do Canadá uma filha amorosa telefona para a mãe. Isto é amor em gesto. Do leste da Bahia nosso operoso Correio consegue fazer chegar ao sul do Brasil um PAC em 28 dias de trote a cavalo lerdo. Isto é um descalabro.

Uma análise psiquiátrica do rapaz que desapareceu. MFC

UMA ANÁLISE PSIQUIÁTRICA DO RAPAZ , hoje DESAPARECIDO, QUE SE ISOLOU, ESCREVEU 14 LIVROS EM LINGUAGEM CIFRADA, JULGAVA-SE REENCARNAÇÃO DO FILÓSOFO GIORDANO BRUNO.
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A análise psiquiátrica abaixo não é voltada especificamente para esse caso, que não examinamos pessoalmente, ( e sim apenas por meio de dados da imprensa ) , mas sim para casos semelhantes - que são bem frequentes - , ou seja com estrutura psicopatológica aparentada.
Era um rapaz muito inteligente, estudante universitário de psicologia, escrevia sobre filosofia, cosmologia. A mãe , que também é psicóloga, não julgava que ele tivesse algum problema mental. Ficava o tempo quase todo fechado num quarto, colocou uma estátua de Giordano Bruno bem grande no meio do quarto. Dizem que sua fixação pelo filósofo ( de quem se julga a reencarnação ) dever-se-ia ao seu nome, que também é Bruno.
Muitos amigos(as) me escreveram para opinar ou pedir opiniões sobre casos como esses. Ficaram até meio assustados quando eu disse que esse tipo de situação é comum em psiquiatria. As pessoas tendem a imaginar que tudo em psiquiatria é “loucura”, “doido”, sendo que, na prática médica psiquiátrica, aproximadamente 80% dos pacientes não apresentam “loucura” nenhuma. Isso é conhecido desde Pinel, que cunhou o termo de “mania lúcida”; depois veio seu aluno Esquirol , que falou de “monomanias”, e depois dele Delasieuve, Falret, Baillarger, que discutiam a “folie raisonnante”, ou seja, “loucura racional”, ou “psicose raciocinante”. Tratados psiquiátricos de autores alemães, já no decorrer de todo o século XIX, tais como os de Kraepelin, Kraft-Ebing, Schülle, todos contêm capítulos inteiros dedicados às “psicoses racionais”. Ou seja, a psiquiatria, desde os seus primórdios, reconhece pessoas que raciocinam bem, até de forma genial, mas mesmo assim estão acometidas de graves transtornos, inclusive em nível psicótico.
Muitos pacientes obsessivos atingem o nível do delírio, da psicose. A obsessão é um dos modos que o paciente tem de controlar uma ansiedade; pode ser um tipo de controle tanto motor - que as vezes assume a forma de rituais, às vezes até a forma de tiques - quanto intelectual : pacientes que entregam-se obsessivamente à cálculos, temas, leituras, religiosidades. As obsessões, tanto as motoras quanto as intelectuais, têm o poder de diminuir a ansiedade ou estados interiores de tensão.
Muitos obsessivos , além da ansiedade, podem estar também propensos à uma “energia aumentada”, como se vê na doença bipolar. Aliás, é muito comum a associação entre a doença bipolar e situações obsessivo-compulsivas. Esta “energia aumentada” pode dar ao paciente uma dimensão um tanto megalomaníaca, uma energia tão intensa, que pode beirar à uma enorme profusão de pensamentos, à genialidade. O paciente sabe-se um “gênio”, ou uma pessoa de uma “espécie diferente”, uma outra estirpe, uma outra ordem, reencarnação de uma figura histórica, descendente de alguma ordem extra-galática, extra-terrestre ( a teoria dos “anjos decaídos”, a teoria dos “deuses astronautas”, a teoria dos “gigantes bíblicos”, a teoria da “queda do paraíso”, a teoria dos “exilados de Capela” ). Ou seja, a própria cultura humana é cheia de ideias de “seres superiores” que estão entre nós mas pertencem a uma outra ordem, outra dimensão, outro planeta. Talvez daí venham as ideias do rapaz que se julgava a reencarnação do filósofo-astrônomo Giordano Bruno, tanto é que, num dos quadros encontrados em seu quarto há uma pintura de Giordano sendo tocado por um extraterrestre.
A simbologia, os quadros, a estátua, tudo isto encontrado no quarto de Bruno ( é o nome do rapaz que se julgava a reencarnação de Giordano Bruno ), a ordenação perfeita, a limpeza cirúrgica, as paredes lisas e brancas, impecavelmente cobertas de escritos esotéricos, tudo isso fala a favor de uma necessidade e de um gosto pela ordem. A ordem é necessária ao obsessivo, tanto a ordem interna quanto a ordem externa. A ordem externa, sendo uma projeção da ordem interna, acaba servindo de um espelho reforçador para o ego, ou seja, é uma projeção do eu que serve de espelho para o próprio eu. Nesse espelho projetado o ego reforça sua convicção de que é especial , reforça sua ideia de proteção segura, sua “ordem”, sua regularidade, seu controle sobre o mundo. O obsessivo projeta sua ordem no mundo e esta ordem que ele projetou ele a capta de novo e a usa como carapaça reforçadora do ego.
Estas projeções podem ter um caráter fantástico, autístico, até delirante, porque o paciente tende a isolar-se dos demais, tende a fechar-se em um hermetismo esotérico , místico, científico ou filosófico. Fecha-se porque , geralmente, tais quadros podem também ser acompanahdos por uma fobia social, depressão, personalidade esquizóide, variação autística de Asperger.
A isso ajunta-se a “estranheza” que é votada à pessoa intelectualizada no Brasil. A inteligência, no Brasil, sente-se um verdadeiro “alien”. Mais um elemento para fazer o paciente sentir-se como pertencendo à uma ordem mística, uma ordem escondida, criptogrrafada ( seus livros são escritos com linguagem secreta, ou seja, criptografada ). Pensa : “não me entendem, eu lido com coisas misteriosas, ninguém aqui gosta disso, me perseguem, perseguem o que é intelectual”. E, na continuidade disso : “ eu sou estranho, sou de outra estirpe, não entendem meu trabalho, talvez por eu ser de uma outra raça, uma ordem superior, herdeiro de extra-terrestres”.
Pacientes com quadro obsessivo/fóbico/depressivo também costumam ter medo, timidez, gosto pelo isolamento, caráter “esquizoide” da personalidade. O grande físico Newton era um protótipo disso : isolado, fazendo parte de “ordens secretas”, passou 90% de seu tempo de vida lidando com temas esotéricos ( p.ex., buscando coincidências cabalísticas na Bíblia) e só 10% lidando com temas propriamente científicos.
Mas nem tudo é só delírio, só psicopatologia, na mente dessas pessoas, há também coisas “sadias”, como p.ex., a alta inteligência de que eles são detentores ( vide Newton ). Seu misticismo hermético, esotérico, também não é algo que se possa julgar como patológico. Mesmo do ponto de vista histórico, sempre existiram as “ordens secretas”, por exemplo a Ordem Rosacruz, Maçons, a Ordem dos Faraós, no Antigo Egito, ordens que eram detentoras de conhecimentos desconhecidos para a plebe. O sentimento do “Sagrado” ( vide os estudos do teólogo Rudoph Otto ) é algo genuíno dentro da psicologia humana, e de fato, provavelmente remete à nossa ligação com a Ordem do Universo. Tais sentimentos profundos - ligação com o Sagrado, busca de uma Ordem Superior, ordem esta que se manifesta por meio de nossa Consciência - existem em praticamente todas as eras, todas as mentes, de uma forma ou de outra. Por exemplo, o grande sucesso da série cinematográfica Matrix , provavelmente deve-se à sua reflexão sobre um “outro mundo”, uma “outra ordem”, uma “ordem escondida” do Universo, que se manifesta em nosso Mundo de modo disfarçado, enevoado, esfumaçado.
À consciência de “ser um elemento de outra ordem”, de ser um “indivíduo não-compreendido”, pode ajuntar-se àquela de ser perseguido, “se souberem de mim irão me atacar”, “assim como os mutantes do Prof. Xavier ( “X-Men”) eu serei atacado, pois sou diferente”.
Outro elemento sadio, normal, da personalidade, que se manifesta em casos como o de Bruno ( o rapaz “Giordano Bruno” ) , é aquele do “instinto laboral”, o “gosto pelo trabalho”, o gosto pelo controle do ambiente externo, gosto pela ordem do mundo, e, consequentemente, pela “ordem intelectual”. A obsessão psicopatológica, muitas vezes, nada mais é do que um exagero patológico dessas tendências normais. No Brasil, como o intelecto dificilmente encontra meios para manifestar-se, o delírio passa a ser, desta forma, “estimulado” pela ignorância do país. O problema é que as pessoas obsessivas, com frequência, também são isolados, e o isolamento propicia o viscejar e a piora do delírio. Muitos conteúdos delirantes , na verdade, são conteúdos da psicologia pessoal, fruto de um isolamento comunicativo com os demais. A comunicação com o próximo tem o poder de “polir”, aplainar, esmerilar, lapidar, nossas ideias, funcionando , assim, como um elemento “anti-delírio”. O isolamento obsessivo/depressivo/fóbico, portanto, propicia o surgimento e fortalecimento de ideias delirantes.
Isolado, muitas vezes, o obsessivo/depressivo/fóbico/delirante, projeta o seu ego em uma figura exterior, uma estátua, uma “reencarnação”, um nome, um título, uma profissão, uma “missão”. É um meio do indivíduo sentir-se menos sozinho, pois essa “projeção” serve de companhia ao seu próprio ego. É uma espécie de “identificação projetiva” ( descrita por Melanie Klein ) , ou seja, o indivíduo identifica-se com sua própria projeção psíquica. Vemos como, no caso de Bruno, como ele queria identificar-se fortemente com o filósofo/astrônomo/teólogo Giordano. Essa identificação cria um “amigo externo”, uma “companhia para a sua solidão”. E lhe aumenta a sensação de “ordem” , de controle, pois é uma “ordem” que está fora dele, está no mundo material, está no mundo concreto. A intensa simbologia, a intensa iconografia ( fotos, gráficos, estátuas, carimbos, placas, dísticos, frases lapidares, etc ) tudo isso cria a sensação de que a “ordem é vivida no mundo real” - e não apenas “pensada”, não apenas psíquica/abstrata, mas sim real,objetiva, concreta, objetificada.

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Marcelo Caixeta, médico psiquiatra ( hospitalasmigo@gmail.com ) . Escreve às terças, sextas, domingos, no Diário da Manhã ( acesso gratuito em www.impresso.dm.com.br )

terça-feira, abril 18, 2017

Freud. Fotografia


Os atos do penitente

1450. «Poenitentia cogit peccatorem omnia libenter sufferre; in corde eius contritio, in ore confessio, in opere tota humilitas vel fructifera satisfactio – A penitência leva o pecador a tudo suportar de bom grado: no coração, a contrição; na boca, a confissão; nas obras, toda a humildade e frutuosa satisfação» (42).

A CONTRIÇÃO

1451. Entre os atos do penitente, a contrição ocupa o primeiro lugar. Ela é «uma dor da alma e uma detestação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar no futuro» (43).

1452. Quando procedente do amor de Deus, amado sobre todas as coisas, a contrição é dita «perfeita» (contrição de caridade). Uma tal contrição perdoa as faltas veniais: obtém igualmente o perdão dos pecados mortais, se incluir o propósito firme de recorrer, logo que possível, à confissão sacramental (44).

1453. A contrição dita «imperfeita» (ou «atrição») é, também ela, um dom de Deus, um impulso do Espírito Santo. Nasce da consideração da fealdade do pecado ou do temor da condenação eterna e das outras penas de que o pecador está ameaçado (contrição por temor). Um tal abalo da consciência pode dar início a uma evolução interior, que será levada a bom termo sob a ação da graça, pela absolvição sacramental. No entanto, por si mesma, a contrição imperfeita não obtém o perdão dos pecados graves, mas dispõe para obtê-lo no sacramento da Penitência (45).

1454. É conveniente que a recepção deste sacramento seja preparada por um exame de consciência, feito à luz da Palavra de Deus. Os textos mais adaptados para este efeito devem procurar-se no Decálogo e na catequese moral dos evangelhos e das cartas dos Apóstolos: sermão da montanha e ensinamentos apostólicos (46). Catecismo

Não, nunca haverá mulher igual


Amor bandido. Joanna. Música

A tira-colo. Charles Fonseca. Poesia

A TIRA-COLO
Charles Fonseca

Tu és o meu amado irmão
te tive ao colo
nunca vi em ti um dolo
és pelo sangue lavado

De Cristo como tu dizes
muito mais que eu e outros
muito menos e são todos
a te amar por matizes

Cada qual bem a seu modo
de todos és o mais doce
que exemplo tu nos trouxe
caçula, a tira-colo.

Da Vinci. Pintura

Ambrogio de Predis - Ritratto di una dama.jpg

São Mateus, 8

1.Tendo Jesus descido da montanha, uma grande multidão o seguiu. 2.Eis que um leproso aproximou-se e prostrou-se diante dele, dizendo: Senhor, se queres, podes curar-me. 3.Jesus estendeu a mão, tocou-o e disse: Eu quero, sê curado. No mesmo instante, a lepra desapareceu. 4.Jesus então lhe disse: Vê que não o digas a ninguém. Vai, porém, mostrar-te ao sacerdote e oferece o dom prescrito por Moisés em testemunho de tua cura. 5.Entrou Jesus em Cafarnaum. Um centurião veio a ele e lhe fez esta súplica: 6.Senhor, meu servo está em casa, de cama, paralítico, e sofre muito. 7.Disse-lhe Jesus: Eu irei e o curarei. 8.Respondeu o centurião: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha casa. Dizei uma só palavra e meu servo será curado. 9.Pois eu também sou um subordinado e tenho soldados às minhas ordens. Eu digo a um: Vai, e ele vai; a outro: Vem, e ele vem; e a meu servo: Faze isto, e ele o faz... 10.Ouvindo isto, cheio de admiração, disse Jesus aos presentes: Em verdade vos digo: não encontrei semelhante fé em ninguém de Israel. 11.Por isso, eu vos declaro que multidões virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão no Reino dos céus com Abraão, Isaac e Jacó, 12.enquanto os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. 13.Depois, dirigindo-se ao centurião, disse: Vai, seja-te feito conforme a tua fé. Na mesma hora o servo ficou curado. 14.Foi então Jesus à casa de Pedro, cuja sogra estava de cama, com febre. 15.Tomou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela levantou-se e pôs-se a servi-los. 16.Pela tarde, apresentaram-lhe muitos possessos de demônios. Com uma palavra expulsou ele os espíritos e curou todos os enfermos. 17.Assim se cumpriu a predição do profeta Isaías: Tomou as nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nossos males (Is 53,4). 18.Certo dia, vendo-se no meio de grande multidão, ordenou Jesus que o levassem para a outra margem do lago. 19.Nisto aproximou-se dele um escriba e lhe disse: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. 20.Respondeu Jesus: As raposas têm suas tocas e as aves do céu, seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça. 21.Outra vez um dos seus discípulos lhe disse: Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar meu pai. 22.Jesus, porém, lhe respondeu: Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos. 23.Subiu ele a uma barca com seus discípulos. 24.De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande, que as ondas cobriam a barca. Ele, no entanto, dormia. 25.Os discípulos achegaram-se a ele e o acordaram, dizendo: Senhor, salva-nos, nós perecemos! 26.E Jesus perguntou: Por que este medo, gente de pouca fé? Então, levantando-se, deu ordens aos ventos e ao mar, e fez-se uma grande calmaria. 27.Admirados, diziam: Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem? 28.No outro lado do lago, na terra dos gadarenos, dois possessos de demônios saíram de um cemitério e vieram-lhe ao encontro. Eram tão furiosos que pessoa alguma ousava passar por ali. 29.Eis que se puseram a gritar: Que tens a ver conosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo? 30.Havia, não longe dali, uma grande manada de porcos que pastava. 31.Os demônios imploraram a Jesus: Se nos expulsas, envia-nos para aquela manada de porcos. 32.Ide, disse-lhes. Eles saíram e entraram nos porcos. Nesse instante toda a manada se precipitou pelo declive escarpado para o lago, e morreu nas águas. 33.Os guardas fugiram e foram contar na cidade o que se tinha passado e o sucedido com os endemoninhados. 34.Então a população saiu ao encontro de Jesus. Quando o viu, suplicou-lhe que deixasse aquela região."

segunda-feira, abril 17, 2017

Qual a cultura familiar deles?

.

Van Gogh. Pintura

Resultado de imagem

Quero bem a quem me incita a virtude mesmo que néscio

.

Quanto mais zurra mais o cão acua

.

Não se pode exigir flores de onde não há jardim

.

Tudo o que você deseja tem que dar antes

.

Discurso de Charlie Chaplin em "O grande ditador" legendado em português

A invisível cicatriz. Ruy Proença. Poesia

A INVISÍVEL CICATRIZ
Ruy Proença

nascer
é ser novinho em folha
e já deixar cicatriz

viver
é cobrir os outros
de cicatrizes
e ser coberto

mas nem tudo
são cicatrizes

algumas incisões
definitivamente
não se fecham

por isso
aliás
morremos

Perspectiva. Charles Fonseca. Fotografia

Exibindo IMG-20170416-WA0143.jpg

Pedido. Charles Fonseca. Poesia

PEDIDO
Charles Fonseca

Ah filhos, eu peço filhos,
Para que eu ame de novo
Pra que lhes dê em renovo
O que restou escondido

Para que chore sorrindo
Para que morra vivendo
Meu grande amor tão vincendo
Eles chegando, eu me indo!


domingo, abril 16, 2017

Só o amor não passa. Fotografia


Vejo 1% dos vídeos que me mandam pelo WhatsApp. Acho que a recíproca é verdadeira.

Fuja da pessoa manipuladora

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Se eu quiser falar com Deus - Gilberto Gil

As boas companhias segundo Platão

Prefiro andar em boa companhia:
"Parece-me, ó Sócrates, e talvez também a ti, que na vida presente não se possa atingir a verdade segura sobre essas coisas de modo algum, ou pelo menos com grandíssimas dificuldades. Mas acho que seria uma vileza não estudar sob cada aspecto as coisas ditas a esse respeito e abandonar a pesquisa antes de ser examinado cada meio. Porque, nestas coisas, de duas uma: ou se chega a conhecer como estão; ou, se não se consegue, aplica-se ao melhor e mais seguro dentre os argumentos humanos e, com ele, como sobre um barco, tenta-se a travessia do oceano. A menos que não se possa, com a maior comodidade e menor perigo, fazer a passagem com algum meio de transporte mais sólido, isto é, com a ajuda da palavra revelada de um deus."

Platão. Fédon, XXXV.

Éramos seis. Fotografia

Exibindo IMG-20170416-WA0104.jpg

Cântico dos Cânticos, 4

1.- Tu és bela, minha querida, tu és formosa! Por detrás do teu véu os teus olhos são como pombas, teus cabelos são como um rebanho de cabras descendo impetuosas pela montanha de Galaad, 2.teus dentes são como um rebanho de ovelhas tosquiadas que sobem do banho; cada uma leva dois (cordeirinhos) gêmeos, e nenhuma há estéril entre elas. 3.Teus lábios são como um fio de púrpura, e graciosa é tua boca. Tua face é como um pedaço de romã debaixo do teu véu; 4.teu pescoço é semelhante à torre de Davi, construída para depósito de armas. .Aí estão pendentes mil escudos, todos os escudos dos valentes. 5.Os teus dois seios são como dois filhotes gêmeos de uma gazela pastando entre os lírios. 6.Antes que sopre a brisa do dia, e se estendam as sombras, irei ao monte da mirra, e à colina do incenso. 7.És toda bela, ó minha amiga, e não há mancha em ti. 8.Vem comigo do Líbano, ó esposa, vem comigo do Líbano! Olha dos cumes do Amaná, do cimo de Sanir e do Hermon, das cavernas dos leões, dos esconderijos das panteras. 9.Tu me fazes delirar, minha irmã, minha esposa, tu me fazes delirar com um só dos teus olhares, com um só colar do teu pescoço. 10.Como são deliciosas as tuas carícias, minha irmã, minha esposa! Mais deliciosos que o vinho são teus amores, e o odor dos teus perfumes excede o de todos os aromas! 11.Teus lábios, ó esposa, destilam o mel; há mel e leite sob a tua língua. O perfume de tuas vestes é como o perfume do Líbano. 12.És um jardim fechado, minha irmã, minha esposa, uma nascente fechada, uma fonte selada. 13.Teus rebentos são como um bosque de romãs com frutos deliciosos; com ligústica e nardo, 14.nardo e açafrão, canela e cinamomo, com todas as árvores de incenso, mirra e aloés, com os balsámos mais preciosos. 15.És a fonte de meu jardim, uma fonte de água viva, um riacho que corre do Líbano. 16.- Levanta-te, vento do norte, vem tu, vento do sul. Sopra no meu jardim para que se espalhem os meus perfumes. Entre meu amado no seu jardim, prove-lhe os frutos deliciosos."

Abençoa Senhor as familias amém...

Provérbios, 12

1.Aquele que ama a correção ama a ciência, mas o que detesta a reprimenda é um insensato. 2.O homem de bem alcança a benevolência do Senhor; o Senhor condena o homem que premedita o mal. 3.Não se firma o homem pela impiedade, mas a raiz dos justos não será abalada. 4.Uma mulher virtuosa é a coroa de seu marido, mas a insolente é como a cárie nos seus ossos. 5.Os pensamentos dos justos são cheios de retidão; as tramas dos perversos são cheias de dolo. 6.As palavras dos ímpios são ciladas mortíferas, enquanto a boca dos justos os salva. 7.Transtornados, os ímpios não subsistirão, mas a casa dos justos permanecerá firme. 8.Avalia-se um homem segundo a sua inteligência, mas o perverso de coração incorrerá em desprezo. 9.Mais vale um homem humilde, que tem um servo, que o jactancioso, que não tem o que comer. 10.O justo cuida das necessidades do seu gado, mas cruéis são as entranhas do ímpio. 11.Quem cultiva sua terra será saciado de pão; quem procura as futilidades é um insensato. 12.O ímpio cobiça o laço do perverso, mas a raiz do justo produz fruto. 13.No pecado dos lábios há uma cilada funesta, mas o justo livra-se da angústia. 14.O homem se farta com o fruto de sua boca; cada qual recebe a recompensa da obra de suas mãos. 15.Ao insensato parece reto seu caminho, enquanto o sábio ouve os conselhos. 16.O louco mostra logo a sua irritação; o circunspecto dissimula o ultraje. 17.O homem sincero anuncia a justiça; a testemunha falsa profere mentira. 18.O falador fere com golpes de espada; a língua dos sábios, porém, cura. 19.Os lábios sinceros permanecem sempre constantes; a língua mentirosa dura como um abrir e fechar de olhos. 20.No coração dos que tramam males há engano; a alegria está naqueles que dão conselhos de paz. 21.Ao justo nenhum mal pode abater, mas os maus enchem-se de tristezas. 22.Os lábios mentirosos são abominação para o Senhor, mas os que procedem com fidelidade agradam-lhe. 23.O homem prudente oculta sua sabedoria; o coração dos insensatos proclama sua própria loucura. 24.A mão diligente dominará; a mão preguiçosa torna-se tributária. 25.A aflição no coração do homem o deprime; uma boa palavra restitui-lhe a alegria. 26.O justo guia seu companheiro, mas o caminho dos ímpios os perde. 27.O indolente não assa o que caçou; um homem diligente, porém, é um tesouro valioso. 28.A vida está na vereda da justiça; o caminho do ódio, porém, conduz à morte."

Cristo Já Ressuscitou

O ipê amarelo. Fotografia


Sexta feira santa na caatinga de Pernambuco. Charles Fonseca. Prosa

Em Nova Jerusalém já vivenciei esse espetáculo. Ninguém deve morrer sem vê-lo. Em plena caatinga vários cenários e a lua a passear. A multidão contrita se emociona em silêncio.

sábado, abril 15, 2017

Perda de tempo pensar várias vezes ao dia somente nisto nisso ou naquilo

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Concorrência feminina. Fotografia


Mantenho no meu Facebook alguns ilustrados em outras áreas só pra ver as bobagens políticas que postam para a massa

Apocalipse, 7

1.Depois disso, vi quatro Anjos que se conservavam em pé nos quatro cantos da terra, detendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, sobre o mar ou sobre árvore alguma. 2.Vi ainda outro anjo subir do oriente; trazia o selo de Deus vivo, e pôs-se a clamar com voz retumbante aos quatro Anjos, aos quais fora dado danificar a terra e o mar, dizendo: 3.Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes. 4.Ouvi então o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel; 5.da tribo de Judá, doze mil assinalados; da tribo de Rubem, doze mil; da tribo de Gad, doze mil; 6.da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Neftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; 7.da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; 8.da tribo de Zabulon, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados. 9.Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, 10.e bradavam em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro. 11.E todos os Anjos estavam ao redor do trono, dos Anciãos e dos quatro Animais; prostravam-se de face em terra diante do trono e adoravam a Deus, dizendo: 12.Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém. 13.Então um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm? 14.Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. 15.Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, 16.porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos. "

Florent Pagny - Ma Liberté De Penser

Quitte à tout prendre prenez mes gosses et la télé,
Ma brosse à dent mon revolver la voiture ça c'est déjà fait,
Avec les interdits bancaires prenez ma femme, le canapé,
Le micro onde, le frigidaire,
Et même jusqu'à ma vie privée
De toute façon à découvert,
Je peux bien vendre mon âme au Diable,
Avec lui on peut s'arranger,
Puisque ici tout est négociable, mais vous n'aurez pas,
Ma liberté de penser.

Prenez mon lit, les disques d'or, ma bonne humeur,
Les petites cuillères, tout ce qu'à vos yeux a de la valeur,
Et dont je n'ai plus rien à faire, quitte à tout prendre n'oubliez pas,
Le shit planqué sous l'étagère,
Tout ce qui est beau et compte pour moi,
J' préfère que ça parte à l'Abbé Pierre,
J' peux donner mon corps à la science,
S' il y'a quelque chose à prélever,
Et que ça vous donne bonne conscience, mais vous n'aurez pas,
Ma liberté de penser.

Ma liberté de penser.

J' peux vider mes poches sur la table,
Ca fait longtemps qu'elles sont trouées,
Baisser mon froc j'en suis capable, mais vous n'aurez pas,
Ma liberté de penser.

Quitte à tout prendre et tout solder,
Pour que vos petites affaires s'arrangent,
J' prends juste mon pyjama rayé,
Et je vous fais cadeaux des oranges,
Vous pouvez même bien tout garder,
J'emporterai rien en enfer,
Quitte à tout prendre j' préfère y' aller,
Si le paradis vous est offert,
Je peux bien vendre mon âme au diable,
Avec lui on peut s'arranger,
Puisque ici tout est négociable, mais vous n'aurez pas,
Non vous n'aurez pas,
Ma liberté de penser.
Ma liberté de penser.

A longa espera. Charles Fonseca. Poesia.

A LONGA ESPERA
Charles Fonseca

Ai, amada não te vás ainda
De minha vida tão curta agora
Que curto os dias saudade atroz
Dos que se foram tão cedo embora
Posto nós dois a ficarmos sós
O nosso fim em si destina

A esperar após jornada
Os que voltarem a tempo a nós
Se a nós vierem quem sabe ainda
A nos buscar já tanto avós
Posto sem sonhos a vida é finda
É só saudade, lembranç,a amarga!

<2012

The Royal Philharmonic Orchestra ♫ The Symphonic Beatles

Para o dia a dia só é bom morar em outro país se você ganha e gasta na moeda local

.

Pintura


Leu para ela 1430 páginas da biografia de Freud (Ernst Jones) e depois deu queixa da ouvinte na policia.

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Alabê de Jerusalém, por Altay Veloso - Sr. Brasil - 29/12/2013

E eu que te vi tão pequeno hoje te vejo qual um José tendo nos braços teu filho José. Quanta alegria me dás quantas a ele darás ao lado de tua mulher!

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Cântico dos Cânticos, 3

1.Durante as noites, no meu leito, busquei aquele que meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar. 2.Vou levantar-me e percorrer a cidade, as ruas e as praças, em busca daquele que meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar. 3.Os guardas encontraram-me quando faziam sua ronda na cidade. Vistes acaso aquele que meu coração ama? 4.Mal passara por eles, encontrei aquele que meu coração ama. Segurei-o, e não o largarei antes que o tenha introduzido na casa de minha mãe, no quarto daquela que me concebeu. 5.- Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e corças dos campos, não desperteis nem perturbeis o amor, antes que ele o queira. 6.- Que é aquilo que sobe do deserto como colunas de fumaça, exalando o perfume de mirra e de incenso, e de todos os aromas dos mercadores? 7.É a liteira de Salomão, escoltada por sessenta guerreiros, sessenta valentes de Israel; 8.todos hábeis manejadores de espada, e exercitados no combate; cada um deles leva a espada ao lado por causa dos terrores noturnos. 9.O rei Salomão mandou fazer para si uma liteira de madeira do Líbano. 10.Suas colunas são feitas de prata, seu encosto de ouro, seu assento de púrpura. O interior é bordado pelo amor das filhas de Jerusalém. 11.Saí, ó filhas de Sião, contemplai o rei Salomão, ostentando o diadema recebido de sua mãe no dia de suas núpcias, no dia da alegria de seu coração."

sexta-feira, abril 14, 2017

Freud. Charles Fonseca. Fotografia.


Provérbios, 11

1.A balança fraudulenta é abominada pelo Senhor, mas o peso justo lhe é agradável. 2.Vindo o orgulho, virá também a ignomínia, mas a sabedoria mora com os humildes. 3.A integridade dos justos serve-lhes de guia; mas a perversidade dos pérfidos arrasta-os à ruína. 4.No dia da cólera a riqueza não terá proveito, mas a justiça salva da morte. 5.A justiça do homem íntegro aplana-lhe o caminho, mas o ímpio se abisma em sua própria impiedade. 6.A justiça dos retos os salva, mas em sua própria cobiça os pérfidos se prendem. 7.Morto o ímpio, desaparece sua esperança, a esperança dos iníquos perecerá. 8.O justo livra-se da angústia; em seu lugar cai o malvado. 9.Com os lábios, o hipócrita arruína o seu próximo, mas os justos serão salvos pela ciência. 10.Com a felicidade dos justos, exulta a cidade; com a perdição dos ímpios solta brados de alegria. 11.Uma cidade prospera pela bênção dos justos, mas é destruída pelas palavras dos maus. 12.Quem despreza seu próximo demonstra falta de senso; o homem sábio guarda silêncio. 13.O perverso trai os segredos, enquanto um coração leal os mantém ocultos. 14.Por falta de direção cai um povo; onde há muitos conselheiros, ali haverá salvação. 15.Quem fica por fiador de um estranho cairá na desventura; o que evita os laços viverá tranqüilo. 16.Uma mulher graciosa obtém honras, mas os laboriosos alcançam fortuna. 17.O homem liberal faz bem a si próprio, mas o cruel prejudica a sua própria carne. 18.O ímpio obtém um lucro falaz, mas o que semeia justiça receberá uma recompensa certa. 19.Quem pratica a justiça o faz para a vida, mas quem segue o mal corre para a morte. 20.Os homens de coração perverso são odiosos ao Senhor; os de conduta íntegra são objeto de seus favores. 21.Na verdade, o iníquo não ficará impune, mas a posteridade dos justos será salva. 22.Um anel de ouro no focinho de um porco: tal é a mulher formosa e insensata. 23.O desejo dos justos é unicamente o bem; o que espera os ímpios é a cólera. 24.Há quem dá com liberalidade e obtém mais. Outros poupam demais e vivem na indigência. 25.A alma generosa será cumulada de bens; e o que largamente dá, largamente receberá. 26.O povo amaldiçoa o que esconde o trigo, mas a bênção virá sobre a cabeça dos que o vendem. 27.Quem investiga o bem busca o favor; o que busca o mal será por ele oprimido. 28.Quem confia em sua riqueza cairá, enquanto os justos reverdecerão como a folhagem. 29.O que perturba sua casa herda o vento, e o néscio será escravo do sábio. 30.O fruto do justo é uma árvore de vida; o que conquista as almas é sábio. 31.Se o justo recebe na terra sua recompensa, quanto mais o perverso e o pecador!"

Maria Bonita de Lampião. Fotografia

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Notre Dame de Paris - Belle HD

Belle

"Quasimodo (Garou)"

Belle
C'est un mot qu'on dirait inventé pour elle
Quand elle danse et qu'elle met son corps à jour, tel
Un oiseau qui étend ses ailes pour s'envoler
Alors je sens l'enfer s'ouvrir sous mes pieds

J'ai posé mes yeux sous sa robe de gitane
À quoi me sert encore de prier Notre-Dame
Quel
Est celui qui lui jettera la première pierre
Celui-là ne mérite pas d'être sur terre

Ô Lucifer !
Oh ! Laisse-moi rien qu'une fois
Glisser mes doigts dans les cheveux d'Esmeralda

"Frollo (Daniel Lavoie)"

Belle
Est-ce le diable qui s'est incarné en elle
Pour détourner mes yeux du Dieu éternel
Qui a mis dans mon être ce désir charnel
Pour m'empêcher de regarder vers le Ciel

Elle porte en elle le péché originel
La désirer fait-il de moi un criminel
Celle
Qu'on prenait pour une fille de joie une fille de rien
Semble soudain porter la croix du genre humain

Ô Notre-Dame!
Oh ! Laisse-moi rien qu'une fois
Pousser la porte du jardin d'Esmeralda

"Phoebus (Patrick Fiori)"

Belle
Malgré ses grands yeux noirs qui vous ensorcellent
La demoiselle serait-elle encore pucelle ?
Quand ses mouvements me font voir monts et merveilles
Sous son jupon aux couleurs de l'arc-en-ciel

Ma dulcinée laissez-moi vous êtes infidèle
Avant de vous avoir menée jusqu'à l'autel
Quel
Est l'homme qui détournerait son regard d'elle
Sous peine d'être changé en statue de sel

Ô Fleur-de-Lys,
Je ne suis pas homme de foi
J'irai cueillir la fleur d'amour d'Esmeralda

"Quasimodo, Frollo, Phoebus"

J'ai posé mes yeux sous sa robe de gitane
À quoi me sert encore de prier Notre-Dame
Quel
Est celui qui lui jettera la première pierre
Celui-là ne mérite pas d'être sur terre

Ô Lucifer !
Oh ! Laisse-moi rien qu'une fois
Glisser mes doigts dans les cheveux d'Esmeralda

Esmeralda.


TRADUÇÃO:

Bela,

É uma palavra inventada para ela
Quando ela dança e revela seu corpo, como
Um pássaro que estende suas asas para voar
Então eu sinto o inferno abrir sob os meus pés

Eu pus meus olhos sob seu vestido de cigana
De que me serve ainda rogar a Nossa Senhora?
Quem
é aquele que lhe jogará a primeira pedra?
Esse aí não merece mais viver sobre a terra

Ó Lucifer!
Oh, deixe-me somente uma vez
Escorregar meus dedos pelos cabelos de Esmeralda

Frollo:

Bela,
É o diabo que se encarnou nela
Para desviar meus olhos do Deus eterno?
Quem pôs no meu ser este desejo carnal
Para me impedir de olhar para o céu?

Ela traz nela o pecado original
Desejá-la faz de mim um criminoso
Aquela
Que se tomava por prostituta, uma filha das ruas
Parece de repente levar a cruz do gênero humano

Ó Nossa Senhora!
Oh, deixe-me somente uma vez
abrir a porta do jardim de Esmeralda!

Phoebus

Bela,
Apesar de seus grandes olhos negros que enfeitiçam
A senhorita seria ainda pura? (virgem)
Quando se movimentas me fazer ver um monte de maravilhosas
Sob sua lingeria da cor do arco-íris

Minha dulcinéia, (mulher idealizada por D. Quixote, referindo-se à Fleur de Lys) deixe-me ser infiel
Antes de levar-te ao altar
Qual
É o homem que desviaria o seu olhar dela
Sob a pena de tornar-se uma estátua de sal?

Oh, Flor de Lis
Eu não sou homem de fé
E irei colher a flor do amor de Esmeralda

Quasímodo, Frollo, Phoebus:

Eu pus meus olhos sob seu vestido de cigana
De que me serve ainda rogar a Nossa Senhora?
Quem
é aquele que lhe jogará a primeira pedra?
Esse aí não merece mais viver sobre a terra

Ó Lucifer!
Oh, deixe-me apenas uma vez
Escorregar meus dedos pelos cabelos de Esmeralda

Esmeralda.

Poste do YouTube músicas brasileiras de sua preferência

.

Fim da nossa estrada. Agnaldo Timóteo. Música

Salmos,3

1.Salmo de Davi, quando fugia de Absalão, seu filho. 2.Senhor, como são numerosos os meus perseguidores! É uma turba que se dirige contra mim. 3.Uma multidão inteira grita a meu respeito: Não, não há mais salvação para ele em seu Deus! 4.Mas vós sois, Senhor, para mim um escudo; vós sois minha glória, vós me levantais a cabeça. 5.Apenas elevei a voz para o Senhor, ele me responde de sua montanha santa. 6.Eu, que me tinha deitado e adormecido, levanto-me, porque o Senhor me sustenta. 7.Nada temo diante desta multidão de povo, que de todos os lados se dirige contra mim. 8.Levantai-vos, Senhor! Salvai-me, ó meu Deus! Feris no rosto todos os que me perseguem, quebrais os dentes dos pecadores. 9.Sim, Senhor, a salvação vem de vós. Desça a vossa bênção sobre vosso povo."

Paixão de um Homem. Waldick Soriano -

A mulher de roxo. Autor desconhecido. Prosa

Mulher de Roxo

Sempre de roxo, com roupas que lembravam o hábito usado pelas freiras, ela costumava perambular e dormir pela Rua Chile e imediações. Teria nascido em 1917 e morrido em 1997, aos 80 anos. Dizem que foi moça instruída, de boa família e que teria enlouquecido por causa de uma grande desilusão amorosa. O final da vida da Mulher de Roxo foi triste, assim como a sua imagem em vida, marcada pelo abandono de todas as coisas.

A história de Florinda Santos, a conhecida Mulher de Roxo, se transformou numa lenda urbana, uma figura mitológica conhecida por todos da localidade. Não importava se o dia era de chuva ou de sol, ela nunca faltava. Era só as portas do comércio da Rua Chile abrirem e dona Florinda já se encaminhava para a entrada da Slopper. Vestido com roupa de veludo violáceo, iniciava o ritual diário. Andava de um lado para o outro, falava sozinha e sempre pedia dinheiro. Tudo com muita educação. Afinal, dizia-se que a Mulher de Roxo, personagem dos tempos diários do centro da cidade, vinha de boa família.

Andava descalça com longas mantas, um torço e um enorme crucifixo. Tudo isso dava a ela um ar meio santo, meio louco, meio andarilho e meio mendigo. Algumas vezes a dama desfilou com uma roupa de noiva, com direito a buquê, véu e grinalda. Com todos esses componentes cênicos, contraditórios e demasiadamente humanos, a mulher de roxo despertou sentimentos em toda a cidade, medo e respeito, pena e carinho.

Qual sua origem? Poucos sabem direito. Uns defendem a tese de que havia perdido a fortuna e enlouquecido; outros apregoavam que teria visto a mãe matar o pai e depois suicidar-se; terceiros garantiam, ainda, que ela perdera a filha de consideração e a casa, na Ladeira da Montanha, numa batalha contra o jogo. Outros ainda contam que ela enlouqueceu porque teria sido abandonada no altar. Em outros depoimentos, aparece como uma bela mulher, a mais cortejada dentre as freqüentadoras do chá no final da tarde na Confeitaria Chile e como ex-professora em Paripe. Florinda, que nunca contou a ninguém, sua verdadeira história, perambulava com suas vestes roxas, inspiradas nas roupas das suas santas de devoção.

Vestida de freira, circulando livremente pela rua mais badalada de Salvador. A estranha indumentária, que incluía ainda um grande crucifixo, a transformou na Mulher de Roxo, a principal lenda urbana da capital. Foi assim que Florinda, a mendiga que jurava ser rica, passou a ser a personagem lendária, surgida, do nada, em frente à loja Sloper, nos anos 60 do século XX, em Salvador. Quando se enfeitava, com maquiagem forte no rosto e nos lábios, ela usava o espelho retrovisor dos automóveis estacionados. Como sanitário, servia-lhe qualquer território mais calmo. A Rua Chile era sua verdadeira casa, seu mundo, seu reinado. A intimidade com a rua era tão grande que ela sempre andava descalça. Na fachada da loja Sloper, localizava-se o seu trono de sarjeta. Na Rua Chile, chegava sempre muito cedo, circulava pelo centro e só recolhia o seu saco preto ao meio-dia, quando almoçava. Ao final do dia, voltava, andando, ao albergue noturno da prefeitura, situado na Baixa dos Sapateiros.

Muitas reportagens foram publicadas na época sobre a mulher de roxo ou dama de roxo. O jornalista Marecos Navarro gravou uma entrevista exclusiva com ela e é um dos raros documentos em que é possível ouvir a voz de Florinda. Em 1985 o cineasta baiano Robinson Roberto documentou um vídeo em Super 8 em que a mulher de roxo diz morar no albergue há três anos, e revela pertencer à família Rainha Princesa. Foi também personagem retratado na Galeota Gratidão do Povo, painel de 160 metros quadrados pintado por Carlos Bastos, que decora o plenário da Assembléia Legislativa.

Ela era tão cinematográfica que até inspirou um personagem do cineasta Glauber Rocha no filme O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969). A moça de manta roxa do filme era baseada na lenda viva da Rua Chile. Ela também inspirou o documentário A Mulher de Roxo, produzido pelo Pólo de Teledramaturgia da Bahia. O vídeo de 12 minutos, dirigido por Fernando Guerreiro e José Américo Moreira da Silva, mistura documentário e ficção. Haydil Linhares é uma das atrizes que vive Florinda Santos, a Mulher de Roxo.

A personagem lendária da Rua Chile hoje é só lembrança. Se em vida foi famosa ou anônima, rainha ou plebéia, foi uma lenda urbana de Salvador. Enclausurada em si mesma, ninguém conheceu sua verdadeira história, de riqueza ou pobreza, de princesa abandonada no altar ou professora. Talvez ela fosse tudo que sempre queria – uma personagem lendária que sobrevive no imaginário popular. Longa vida para essa dama/santa com sua aura de mistério.

Sexta-feira, dia 14 de Abril de 2017 – Evangelho segundo São João 18,1-40.19,1-42.

Naquele tempo, Jesus saiu com os seus discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia lá um jardim, onde Ele entrou com os seus discípulos.
Judas, que O ia entregar, conhecia também o local, porque Jesus Se reunira lá muitas vezes com os discípulos.
Tomando consigo uma companhia de soldados e alguns guardas, enviados pelos príncipes dos sacerdotes e pelos fariseus, Judas chegou ali, com archotes, lanternas e armas.
Sabendo Jesus tudo o que Lhe ia acontecer, adiantou-Se e perguntou-lhes:«A quem buscais?».
Eles responderam-Lhe: «A Jesus, o Nazareno». Jesus disse-lhes: «Sou Eu». Judas, que O ia entregar, também estava com eles.
Quando Jesus lhes disse: «Sou Eu», recuaram e caíram por terra.
Jesus perguntou-lhes novamente: «A quem buscais?». Eles responderam: «A Jesus, o Nazareno».
Disse-lhes Jesus: «Já vos disse que sou Eu. Por isso, se é a Mim que buscais, deixai que estes se retirem».
Assim se cumpriam as palavras que Ele tinha dito: «Daqueles que Me deste, não perdi nenhum».
Então, Simão Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco.
Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a tua espada na bainha. Não hei-de beber o cálice que meu Pai Me deu?».
Então, a companhia de soldados, o oficial e os guardas dos judeus apoderaram-se de Jesus e manietaram-n’O.
Levaram-n’O primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote nesse ano.
Caifás é que tinha dado o seguinte conselho aos judeus: «Convém que morra um só homem pelo povo».
Entretanto, Simão Pedro seguia Jesus com outro discípulo. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote,
enquanto Pedro ficava à porta, do lado de fora. Então o outro discípulo, conhecido do sumo sacerdote, falou à porteira e levou Pedro para dentro.
A porteira disse a Pedro: «Tu não és dos discípulos desse homem?». Ele respondeu: «Não sou».
Estavam ali presentes os servos e os guardas, que, por causa do frio, tinham acendido um braseiro e se aqueciam. Pedro também se encontrava com eles a aquecer-se.
Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
Jesus respondeu-lhe: «Falei abertamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem, e não disse nada em segredo.
Porque Me interrogas? Pergunta aos que Me ouviram o que lhes disse: eles bem sabem aquilo de que lhes falei».
A estas palavras, um dos guardas que estava ali presente deu uma bofetada a Jesus e disse-Lhe: «É assim que respondes ao sumo sacerdote?».
Jesus respondeu-lhe: «Se falei mal, mostra-Me em quê. Mas, se falei bem, porque Me bates?».
Então Anás mandou Jesus manietado ao sumo sacerdote Caifás.
Simão Pedro continuava ali a aquecer-se. Disseram-lhe então: «Tu não és também um dos seus discípulos?». Ele negou, dizendo: «Não sou».
Replicou um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: «Então eu não te vi com Ele no jardim?».
Pedro negou novamente, e logo um galo cantou.
Depois, levaram Jesus da residência de Caifás ao pretório. Era de manhã cedo. Eles não entraram no pretório, para não se contaminarem e assim poderem comer a Páscoa.
Pilatos veio cá fora ter com eles e perguntou-lhes: «Que acusação trazeis contra este homem?».
Eles responderam-lhe: «Se não fosse malfeitor, não t’O entregávamos».
Disse-lhes Pilatos: «Tomai-O vós próprios, e julgai-O segundo a vossa lei». Os judeus responderam: «Não nos é permitido dar a morte a ninguém».
Assim se cumpriam as palavras que Jesus tinha dito, ao indicar de que morte ia morrer.
Entretanto, Pilatos entrou novamente no pretório, chamou Jesus e perguntou-Lhe: «Tu és o rei dos judeus?».
Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?».
Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?».
Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui».
Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».
Disse-Lhe Pilatos: «Que é a verdade?». Dito isto, saiu novamente para fora e declarou aos judeus: «Não encontro neste homem culpa nenhuma.
Mas vós estais habituados a que eu vos solte alguém pela Páscoa. Quereis que vos solte o rei dos judeus?».
Eles gritaram de novo: «Esse não. Antes Barrabás». Barrabás era um salteador.
Então Pilatos mandou que levassem Jesus e O açoitassem.
Os soldados teceram uma coroa de espinhos, colocaram-Lha na cabeça e envolveram Jesus num manto de púrpura.
Depois aproximavam-se d’Ele e diziam: «Salve, rei dos judeus». E davam-Lhe bofetadas.
Pilatos saiu novamente para fora e disse: «Eu vo-l’O trago aqui fora, para saberdes que não encontro n’Ele culpa nenhuma».
Jesus saiu, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse-lhes: «Eis o homem».
Quando viram Jesus, os príncipes dos sacerdotes e os guardas gritaram: «Crucifica-O! Crucifica-O!». Disse-lhes Pilatos: «Tomai-O vós mesmos e crucificai-O, que eu não encontro n’Ele culpa alguma».
Responderam-lhe os judeus: «Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque Se fez Filho de Deus».
Quando Pilatos ouviu estas palavras, ficou assustado.
Voltou a entrar no pretório e perguntou a Jesus: «Donde és Tu?». Mas Jesus não lhe deu resposta.
Disse-Lhe então Pilatos: «Não me falas? Não sabes que tenho poder para Te soltar e para Te crucificar?».
Jesus respondeu-lhe: «Nenhum poder terias sobre Mim, se não te fosse dado do alto. Por isso, quem Me entregou a ti tem maior pecado».
A partir de então, Pilatos procurava libertar Jesus. Mas os judeus gritavam: «Se O libertares, não és amigo de César: todo aquele que se faz rei é contra César».
Ao ouvir estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado «Lagedo», em hebraico «Gabatá».
Era a Preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Disse então aos judeus: «Eis o vosso rei!».
Mas eles gritaram: «À morte, à morte! Crucifica-O!». Disse-lhes Pilatos: «Hei-de crucificar o vosso rei?». Replicaram-lhe os príncipes dos sacerdotes: «Não temos outro rei senão César».
Entregou-lhes então Jesus, para ser crucificado. E eles apoderaram-se de Jesus.
Levando a cruz, Jesus saiu para o chamado Lugar do Calvário, que em hebraico se diz Gólgota.
Ali O crucificaram, e com Ele mais dois: um de cada lado e Jesus no meio.
Pilatos escreveu ainda um letreiro e colocou-o no alto da cruz; nele estava escrito: «Jesus, o Nazareno, Rei dos judeus».
Muitos judeus leram esse letreiro, porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado era perto da cidade. Estava escrito em hebraico, grego e latim.
Diziam então a Pilatos os príncipes dos sacerdotes dos judeus: «Não escrevas: ‘Rei dos judeus’, mas que Ele afirmou: ‘Eu sou o rei dos judeus’».
Pilatos retorquiu: «O que escrevi está escrito».
Quando crucificaram Jesus, os soldados tomaram as suas vestes, das quais fizeram quatro lotes, um para cada soldado, e ficaram também com a túnica. A túnica não tinha costura: era tecida de alto a baixo como um todo.
Disseram uns aos outros: «Não a rasguemos, mas lancemos sortes, para ver de quem será». Assim se cumpria a Escritura: «Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica». Foi o que fizeram os soldados.
Estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho».
Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.
Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede».
Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca.
Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou.
Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia aquele sábado – os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele.
Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas,
mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis.
Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso lhe será quebrado».
Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão-de olhar para Aquele que trespassaram».
Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, embora oculto por medo dos judeus, pediu licença a Pilatos para levar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu-lho. José veio então tirar o corpo de Jesus.
Veio também Nicodemos, aquele que, antes, tinha ido de noite ao encontro de Jesus. Trazia uma mistura de quase cem libras de mirra e aloés.
Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em ligaduras juntamente com os perfumes, como é costume sepultar entre os judeus.
No local em que Jesus tinha sido crucificado, havia um jardim e, no jardim, um sepulcro novo, no qual ainda ninguém fora sepultado.
Foi aí que, por causa da Preparação dos judeus, porque o sepulcro ficava perto, depositaram Jesus.

Cristo Amigo. Carlinhos Brown

José

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quinta-feira, abril 13, 2017

Orlando Dias.Tenho ciúme de tudo. Música

O sacramento do perdão

1446. Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores da sua Igreja, antes de mais para aqueles que, depois do Baptismo, caíram em pecado grave e assim perderam a graça baptismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de se converterem e de reencontrarem a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como «a segunda tábua (de salvação), depois do naufrágio que é a perda da graça» (40).

1447. No decorrer dos séculos, a forma concreta segundo a qual a Igreja exerceu este poder recebido do Senhor variou muito. Durante os primeiros séculos, a reconciliação dos cristãos que tinham cometido pecados particularmente graves depois do Baptismo (por exemplo: a idolatria, o homicídio ou o adultério) estava ligada a uma disciplina muito rigorosa, segundo a qual os penitentes tinham de fazer penitência pública pelos seus pecados, muitas vezes durante longos anos, antes de receberem a reconciliação. A esta «ordem dos penitentes» (que apenas dizia respeito a certos pecados graves) só raramente se era admitido e, em certas regiões, apenas uma vez na vida. Durante século VII, inspirados pela tradição monástica do Oriente, os missionários irlandeses trouxeram para a Europa continental a prática «privada» da penitência que não exigia a realização pública e prolongada de obras de penitência, antes de receber a reconciliação com a Igreja. O sacramento processa-se, a partir de então, dum modo mais secreto, entre o penitente e o sacerdote. Esta nova prática previa a possibilidade da repetição e abria assim o caminho a uma frequência regular deste sacramento. Permitia integrar, numa só celebração sacramental, o perdão dos pecados graves e dos pecados veniais. Nas suas grandes linhas, é esta forma de penitência que a Igreja tem praticado até aos nossos dias.

1448. Através das mudanças que a disciplina e a celebração deste sacramento têm conhecido no decorrer dos séculos, distingue-se a mesma estrutura fundamental. Esta inclui dois elementos igualmente essenciais: por um lado, os actos do homem que se converte sob a acção do Espírito Santo, a saber, a contrição, a confissão e a satisfação: por outro, a acção de Deus pela intervenção da Igreja. A Igreja que, por meio do bispo e seus presbíteros, concede, em nome de Jesus Cristo, o perdão dos pecados e fixa o modo da satisfação, também reza pelo pecador e faz penitência com ele. Assim, o pecador á curado e restabelecido na comunhão eclesial.

1449. A fórmula de absolvição, em uso na Igreja latina, exprime os elementos essenciais deste sacramento: o Pai das misericórdias é a fonte de todo o perdão. Ele realiza a reconciliação dos pecadores pela Páscoa do seu Filho e pelo dom do seu Espírito, através da oração e do ministério da Igreja:

«Deus, Pai de misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo» (41). Catecismo

Um rio que corre na alma. Erorci Santana. Poesia

Um rio que corre na alma
Erorci Santana

Por mais que eu me seqüestre, aquele rio me
[ retoma.
E começa a desenhar-se na lembrança
seus contornos imprecisos, rio limpo, atravessando
a alma sem escoriações, sem danos, embora
maculada para sempre a sua líquida história,
evocação inscrita agora, nessa idade sazonada
e madura. Traz ao poema os primeiros signos
[ do mal.
Primeiro surgem os palustres afogados,
continentais criaturas, depois os assassinados,
cujos inquéritos policiais não decifraram
a condição de peixes compulsórios, os que
tomaram o rio de empréstimo e têm nele
a morada derradeira. Obriga-os ao fundo
um colar de pérolas vulcânicas, utilitárias
da construção civil de grutas.

(...)

Todo rio é da infância e principia com águas
de pouco caso e vai ganhando lenda
e autoridade a cada braça percorrida
para consumo próprio e assombração de inimigos.
E vai morrer, melhor, somar-se ao mar,
cumprindo o seu destino, feito os kamikazes,
os poemas, os meninos. Veste-se
de ira quando violada sua integridade,
ao jugo de substâncias estranhas submetido.
Deve vingar-se semeando a morte se preciso,
pestilências de calibre, delegar armas letais
aos esquadrões de sua guarda para dizimar
aqueles que cometem lesa-majestade contra ele.
Rio que se preze não deve dar testemunho
de pusilanimidade, deve disfarçar seus tristes tons,
creditar à pujança toda venenosa escuma.
E mesmo que os discípulos chorem lágrimas veladas,
esse Mestre deve transitar por entre eles
de cabeça erguida. Um rio assim antepara
os aguilhões da mágoa. Quem obtém um rio assim
não anda mais sozinho. Rio desse naipe,
mesmo turvo como sói, rio deve, até que banhem
o coração de toda humanidade as suas águas.

Frank Sinatra - "Got You Under My Skin" (Concert Collection)

Manter distância dos seus pais pode resultar no mesmo para você

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Klimt. Pintura

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Fácil: o ser ou o sistema?

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André Rieu - You'll Never Walk Alone

Eu te amo meu par eu te amo

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quarta-feira, abril 12, 2017

Nas águas de Maceió. Charles Fonseca. Poesia

NAS ÁGUAS DE MACEIÓ
Charles Fonseca

Nas águas de Maceió
Nas ondas à beira mar
Deitada balança só
Sereia Iemanjá

No vai e vem do seu corpo
Balançam os peitos nus
Balouçam à brisa sul
Cabelos cobrem seu dorso

Sou poeta, não me cobrem,
Amores pra ela vão
Ao fim é só ilusão
Sonhos que no peito dormem.

Serge Lama - Je suis malade




Je ne rêve plus je ne fume plus
Je n'ai même plus d'histoire
Je suis sale sans toi je suis laid sans toi
Je suis comme un orphelin dans un dortoir
Je n'ai plus envie de vivre ma vie
Ma vie cesse quand tu pars
Je n'ai plus de vie et même mon lit
Se transforme en quai de gare
Quand tu t'en vas
Je suis malade complètement malade
Comme quand ma mère sortait le soir
Et qu'elle me laissait seul avec mon désespoir
Je suis malade parfaitement malade
T'arrives on ne sait jamais quand
Tu repars on ne sait jamais où
Et ça va faire bientôt deux ans
Que tu t'en fous
Comme à un rocher comme à un péché
Je suis accroché à toi
Je suis fatigué je suis épuisé
De faire semblant d'être heureux quand ils sont là
Je bois toutes les nuits mais tous les whiskies
Pour moi ont le même goût
Et tous les bateaux portent ton drapeau
Je ne sais plus où aller tu es partout
Je suis malade complètement malade
Je verse mon sang dans ton corps
Et je suis comme un oiseau mort quand toi tu dors
Je suis malade parfaitement malade
Tu m'as privé de tous mes chants
Tu m'as vidé de tous mes mots
Pourtant moi j'avais du talent avant ta peau
Cet amour me tue et si ça continue
Je crèverai seul avec moi
Près de ma radio comme un gosse idiot
Écoutant ma propre voix qui chantera
Je suis malade complètement malade
Comme quand ma mère sortait le soir
Et qu'elle me laissait seul avec mon désespoir
Je suis malade c'est ça je suis malade
Tu m'as privé de tous mes chants
Tu m'as vidé de tous mes mots
Et j'ai le cœur complètement malade
Cerné de barricades t'entends je suis malade



Eu não sonho mais eu não fumo mais
Eu nem mesmo tenho mais história
Eu sou suja sem você sou feia sem você
Sou como uma orfã em um dormitório

Eu não tenho mais desejo de viver minha vida
Minha vida cessa quando você parte
Eu não tenho mais vida e mesmo minha cama
Se transforma em cais de porto
Quando você vai

Estou doente completamente doente
Como quando minha mãe saía à noite
E que ela me deixava sozinha com meu desespero

Estou doente perfeitamente doente
Você chega não se sabe jamais quando
Você parte não se sabe jamais para onde
E já vai fazer dois anos
Que você não se importa

Como à um rochedo como à um pecado
Estou presa à você
Eu estou cansada estou esgotada
De fingir estar feliz quando eles estão aqui

Eu bebo todas as noites mas todos os whiskies
para mim têm o mesmo gosto
E todos os barcos trazem tua bandeira
Eu nao sei mais onde ir você está em tudo

Estou doente completamente doente
Eu despejo meu sangue em teu corpo
E sou como um pássaro morto quando você dorme

Estou doente perfeitamente doente
Você me privou de todos os meus cantos
Você me esvaziou de todas as minhas palavras
No entanto eu tinha talento antes da tua pele

Este amor me mata e se isto continuar
Eu morrerei sozinha comigo
Perto de meu rádio como uma criança idiota
Escutando minha própria voz que cantará

Estou doente completamente doente
Como quando minha mãe saía à noite
E que ela me deixava sozinha com meu desespero

Estou doente é isto estou doente
Você me privou de todos os meus cantos
Você me esvaziou de todas as minhas palavras
E eu tenho o coração completamente doente
cercado de barricadas ouve estou doente

Pedra. Charles Fonseca. Fotografia