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domingo, novembro 10, 2019

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução.

segunda-feira, abril 18, 2016

Provérbios, 23


1.Quando te assentares à mesa com um grande, considera com atenção quem está diante de ti:

2.põe uma faca na tua garganta, se tu sentes muito apetite;

3.não cobices seus manjares que são alimentos enganosos.

4.Não te afadigues para te enriqueceres, evita aplicar a isso teu espírito.

5.Mal fixas os olhos nos bens, e nada mais há, porque a riqueza tem asas como a águia que voa para o céu.

6.Não comas com homem invejoso, não cobices seus manjares,

7.porque ele se mostra tal qual se calculou em si mesmo. Ele te diz: Come e bebe, mas seu coração não está contigo.

8.Comido o bocado, tu o vomitarás e desperdiçarás tuas amabilidades.

9.Não fales aos ouvidos do insensato porque ele desprezaria a sabedoria de tuas palavras.

10.Não toques no marco antigo, não penetres na terra dos órfãos

11.porque seu vingador é poderoso e defenderá sua causa contra ti.

12.Aplica teu coração à instrução e teus ouvidos às palavras da ciência.

13.Não poupes ao menino a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá,

14.castigando-o com a vara, salvarás sua vida da morada dos mortos.

15.Meu filho, se o teu espírito for sábio, meu coração alegrar-se-á contigo!

16.Meus rins estremecerão de alegria, quando teus lábios proferirem palavras retas.

17.Que teu coração não inveje os pecadores, mas permaneça sempre no temor do Senhor

18.porque [então] haverá certamente um futuro e tua esperança não será frustrada.

19.Ouve, meu filho: sê sabio, dirige teu coração pelo caminho reto,

20.não te ajuntes com os bebedores de vinho, com aqueles que devoram carnes,

21.pois o ébrio e o glutão se empobrecem e a sonolência veste-se com andrajos.

22.Dá ouvidos a teu pai, àquele que te gerou e não desprezes tua mãe quando envelhecer.

23.Adquire a verdade e não a vendas, adquire sabedoria, instruções e inteligência.

24.O pai do justo exultará de alegria; aquele que gerou um sábio alegrar-se-á nele.

25.Que teu pai se alegre por tua causa, que viva na alegria aquela que te deu à luz!

26.Meu filho, dá-me teu coração. Que teus olhos observem meus caminhos,

27.pois a meretriz é uma fossa profunda e a entranha, um poço estreito:

28.como um salteador ele fica de emboscada e, entre os homens, multiplica os infiéis.

29.Para quem os ah? Para quem os ais? Para quem as contendas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem motivo? Para quem o vermelho dos olhos?

30.Para aqueles que permanecem junto ao vinho, para aqueles que vão saborear o vinho misturado.

31.Não consideres o vinho: como ele é vermelho, como brilha no copo, como corre suavemente!

32.Mas, no fim, morde como uma serpente e pica como um basilisco!

33.Os teus olhos verão coisas estranhas, teu coração pronunciará coisas incoerentes.

34.Serás como um homem adormecido no fundo do mar, ou deitado no cimo dum mastro:

35.Feriram-me, dirás tu; e não sinto dor! Bateram-me... e não sinto nada. Quando despertei eu? Quero mais ainda!

terça-feira, agosto 04, 2015

Provérbios, 9

Provérbios, 9

1.A Sabedoria edificou sua casa, talhou sete colunas.
2.Matou seus animais, preparou seu vinho e dispôs a mesa.
3.Enviou servas, para que anunciassem nos pontos mais elevados da cidade:
4.Quem for simples apresente-se! Aos insensatos ela disse:
5.Vinde comer o meu pão e beber o vinho que preparei.
6.Deixai a insensatez e vivereis; andai direito no caminho da inteligência!
7.Quem censura um mofador, atrai sobre si a zombaria; o que repreende o ímpio, arrisca-se a uma afronta.
8.Não repreendas o mofador, pois ele te odiará. Repreende o sábio e ele te amará.
9.Dá ao sábio: tornar-se-á ele mais sábio ainda, ensina ao justo e seu saber aumentará.
10.O temor do Senhor é o princípio da Sabedoria, e o conhecimento do Santo é a inteligência,
11.porque por mim se multiplicarão teus dias e ser-te-ão acrescentados anos de vida.
12.Se tu és sábio, é para teu bem que o és, mas se tu és um mofador, só tu sofrerás as conseqüências.
13.A senhora Loucura é irrequieta, uma tola que não sabe nada.
14.Ela se assenta à porta de sua casa, numa cadeira, nos pontos mais altos da cidade,
15.para convidar os viandantes que seguem direito seu caminho.
16.Quem for simples venha para cá! Aos insensatos, ela diz:
17.As águas furtivas são mais doces e o pão tomado às escondidas é mais delicioso.
18.Ignora ele que ali há sombras e que os convidados [da senhora Loucura] jazem nas profundezas da região dos mortos.

segunda-feira, maio 25, 2015

Provérbios, 23 Salomão

Provérbios, 23
Salomão

1. Quando te assentares à mesa com um grande, considera com atenção quem está diante de ti:
2. põe uma faca na tua garganta, se tu sentes muito apetite;
3. não cobices seus manjares que são alimentos enganosos.
4. Não te afadigues para te enriqueceres, evita aplicar a isso teu espírito.
5. Mal fixas os olhos nos bens, e nada mais há, porque a riqueza tem asas como a águia que voa para o céu.
6. Não comas com homem invejoso, não cobices seus manjares,
7. porque ele se mostra tal qual se calculou em si mesmo. Ele te diz: Come e bebe, mas seu coração não está contigo.
8. Comido o bocado, tu o vomitarás e desperdiçarás tuas amabilidades.
9. Não fales aos ouvidos do insensato porque ele desprezaria a sabedoria de tuas palavras.
10. Não toques no marco antigo, não penetres na terra dos órfãos
11. porque seu vingador é poderoso e defenderá sua causa contra ti.
12. Aplica teu coração à instrução e teus ouvidos às palavras da ciência.
13. Não poupes ao menino a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá,
14. castigando-o com a vara, salvarás sua vida da morada dos mortos.
15. Meu filho, se o teu espírito for sábio, meu coração alegrar-se-á contigo!
16. Meus rins estremecerão de alegria, quando teus lábios proferirem palavras retas.
17. Que teu coração não inveje os pecadores, mas permaneça sempre no temor do Senhor
18. porque [então] haverá certamente um futuro e tua esperança não será frustrada.
19. Ouve, meu filho: sê sabio, dirige teu coração pelo caminho reto,
20. não te ajuntes com os bebedores de vinho, com aqueles que devoram carnes,
21. pois o ébrio e o glutão se empobrecem e a sonolência veste-se com andrajos.
22. Dá ouvidos a teu pai, àquele que te gerou e não desprezes tua mãe quando envelhecer.
23. Adquire a verdade e não a vendas, adquire sabedoria, instruções e inteligência.
24. O pai do justo exultará de alegria; aquele que gerou um sábio alegrar-se-á nele.
25. Que teu pai se alegre por tua causa, que viva na alegria aquela que te deu à luz!
26. Meu filho, dá-me teu coração. Que teus olhos observem meus caminhos,
27. pois a meretriz é uma fossa profunda e a entranha, um poço estreito:
28. como um salteador ele fica de emboscada e, entre os homens, multiplica os infiéis.
29. Para quem os ah? Para quem os ais? Para quem as contendas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem motivo? Para quem o vermelho dos olhos?
30. Para aqueles que permanecem junto ao vinho, para aqueles que vão saborear o vinho misturado.
31. Não consideres o vinho: como ele é vermelho, como brilha no copo, como corre suavemente!
32. Mas, no fim, morde como uma serpente e pica como um basilisco!
33. Os teus olhos verão coisas estranhas, teu coração pronunciará coisas incoerentes.
34. Serás como um homem adormecido no fundo do mar, ou deitado no cimo dum mastro:

35. Feriram-me, dirás tu; e não sinto dor! Bateram-me... e não sinto nada. Quando despertei eu? Quero mais ainda!

segunda-feira, agosto 04, 2014

Provérbios 2 Salomão. Igreja. Cristianismo

Provérbios 2
Salomão


1. Meu filho, se aceitares as minhas palavras e conservares os meus preceitos,
2. dando ouvidos à sabedoria e inclinando o coração para o entendimento;

3. se invocares a inteligência e chamares o entendimento;
4. se procurares a sabedoria como se procura o dinheiro e a buscares como um tesouro escondido,
5. então entenderás o temor de Javé e alcançarás o conhecimento de Deus.
6. De facto, é Javé quem dá a sabedoria, e da sua boca vêm o conhecimento e o entendimento.
7. Ele reserva a sensatez para os rectos. Ele é escudo para os que se comportam com integridade.
8. Ele vigia as estradas do direito, e guarda o caminho dos seus fiéis.
9. Então entenderás a justiça e o direito, a rectidão e todos os caminhos da felicidade.
10. Porque a sabedoria penetrará no teu coração, e terás gosto no conhecimento.
11. A reflexão guardar-te-á, e o entendimento proteger-te-á,
12. para te livrar do mau caminho e do homem que fala com perversidade;
13. dos que abandonam a estrada recta para seguir caminhos tenebrosos;
14. dos que se alegram com a prática do mal e se satisfazem com a perversidade;
15. dos que seguem veredas tortuosas e caminhos desviados.
16. A sabedoria livrar-te-á da mulher estrangeira, a forasteira que seduz com palavras,
17. que abandonou o companheiro da sua juventude e esqueceu a aliança do seu Deus.
18. A casa dela conduz à morte, os seus caminhos levam para o reino das sombras.
19. Os que lá entram nunca mais voltam e não encontram as veredas da vida.
20. Por isso, seguirás o caminho dos bons e observarás as veredas dos justos,
21. porque os rectos habitarão a Terra e os íntegros permanecerão nela.
22. Os injustos, porém, serão expulsos da Terra, e os infiéis serão dela arrancados.

terça-feira, outubro 11, 2011

Cântico dos Cânticos, 5

1.Venha o meu amado ao seu jardim e saboreie os seus melhores frutos.
1.Já vou ao meu jardim, ó minha irmã e esposa, e aí colho minha mirra com meus aromas; aí sorvo o favo com o mel e bebo o vinho com meu leite.
1.Comei, amigos, bebei e inebriai-vos, meus caros!
2.Eu durmo, mas meu coração vigia. É a voz do meu amado a bater:
2.“Abre-me, ó minha irmã e amada, minha pomba, minha imaculada, pois minha cabeça está cheia de orvalho e meus cabelos, do sereno da noite”.
3.“Tirei minha túnica; vou vesti-la de novo? Lavei meus pés; vou tornar a sujá-los?”
4.Meu amado desliza a mão pela abertura e meu ventre na hora estremece.
5.Levanto-me para abrir ao amado: minhas mãos destilam a mirra e meus dedos, cheios de mirra escolhida, seguram a maçaneta da fechadura.
6.Então abri ao amado: mas ele se afastara e passara adiante. Minha alma se derreteu, porque partira; procurei-o e não o encontrei, chamei-o, e não me respondeu.
7.Encontraram-me os guardas que faziam a ronda da cidade: bateram em mim e me feriram, arrancaram-me o manto as sentinelas das muralhas.
8.Eu vos conjuro, mulheres de Jerusalém: se encontrardes meu amado, o que lhe direis? — “Que eu desfaleço de amor!”
9.Que tem o teu amado mais que os outros, ó mais bela das mulheres? Que tem o teu amado mais que os outros, para que assim nos conjures?
10.Meu amado é claro e corado, inconfundível entre milhares.
11.Sua cabeça é ouro puro e os anéis de seus cabelos, como cachos de palmeira, negros como o corvo.
12.Seus olhos são como pombas à beira dos riachos, lavadas em leite e repousando junto a torrentes borbulhantes.
13.Suas faces são como canteiros de aromas, como tufos de ungüentos; seus lábios, como lírios, destilando mirra escolhida.
14.Suas mãos são torneadas em ouro, cheias de jacintos; seu ventre é marfim lavrado, guarnecido de safiras.
15.Suas pernas são colunas de mármore sustentadas sobre bases de ouro; seu aspecto é como o do Líbano, alto como os cedros.
16.Seu paladar é só doçura e todo ele é desejável: tal é o meu amado e ele é quem me ama, ó mulheres de Jerusalém.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Provérbios, 8

1. Não é a Sabedoria que está clamando? e a prudência não está levantando a voz?
2. Nos mais altos postos, ao longo do caminho, de pé, no meio das estradas,
3. junto às portas, na entrada da cidade, nos portões de saída, ela grita:
4. “A vós, humanos, estou continuamente clamando, aos filhos de Adão se dirige a minha voz.
5. Aprendei, ingênuos, a sagacidade e vós, insensatos, prestai atenção!
6. Escutai, pois falarei de coisas importantes, e se abrirão meus lábios para anunciarem o que é reto.
7. Meu paladar saboreia a verdade, e meus lábios detestam o que é ímpio.
8. Todas as sentenças de minha boca são justas, nelas não há nada de tortuoso ou perverso;
9. são todas leais para os que têm inteligência e retas, para quem encontrou o conhecimento.
10. Acolhei minha disciplina, e não o dinheiro; e minha doutrina, mais que o ouro puro.
11. Pois a Sabedoria é melhor do que as jóias, e tudo o que é desejável não se compara com ela!
12. Eu, a Sabedoria, moro com a prudência, e descobri a arte da reflexão.
13. O temor do SENHOR odeia o mal. Detesto o orgulho e a soberba, a má conduta e a boca falsa.
14. É meu o conselho e a prudência, são minhas a inteligência e a fortaleza.
15. É por mim que reinam os reis e os príncipes decretam leis justas;
16. por mim governam os chefes, e os poderosos dão sentenças justas.
17. Amo aqueles que me amam, e os que por mim madrugam me encontram.
18. Comigo estão a riqueza e a glória, as grandes fortunas e a justiça.
19. Meu fruto é melhor do que o ouro, e o ouro fino, e meus produtos valem mais do que a prata preciosa.
20. Eu ando pelos caminhos da justiça, no meio das sendas do direito,
21. para enriquecer os que me amam e encher os seus tesouros.
22. O SENHOR me gerou no início de suas obras, antes de ter feito coisa alguma, no princípio;
23. desde a eternidade fui designada, desde os tempos antigos, antes que a terra fosse feita.
24. Ainda não havia os abismos, e eu já fora concebida, quando ainda não havia os mananciais das águas:
25. antes que fossem plantadas as montanhas, antes das colinas, eu fui dada à luz.
26. Ele ainda não havia feito a terra e os campos, nem os primeiros elementos do orbe terrestre.
27. Quando preparava os céus, ali eu estava, quando, por uma lei inviolável, delimitava os abismos; S
28. quando firmava as nuvens lá no alto e as fontes do abismo mostravam sua violência;
29. quando fixava ao mar os seus limites e às águas, para que não ultrapassassem suas bordas, e lançava os fundamentos da terra,
30. eu estava ao seu lado como mestre-de-obras; eu era seu encanto, dia após dia, brincando, todo o tempo, na sua presença,
31. brincando na superfície da terra e alegrando-me em estar com os filhos dos homens.
32. Agora, meus filhos, escutai-me: felizes os que guardam meus caminhos!
33. Ouvi a disciplina para vos tornardes sábios, e não a desprezeis.
34. Feliz aquele que me escuta, velando em meu portal cada dia, guardando os umbrais da minha porta!
35. Quem me encontrar, encontrará a vida e gozará das delícias do SENHOR.
36. Mas quem pecar contra mim prejudica-se a si mesmo: todos os que me odeiam, amam a morte.

terça-feira, setembro 20, 2011

Cântico dos Cânticos, 2. Rei Salomão. Bíblia. Poesia

Cântico dos Cânticos, 2
1.Eu sou a flor do campo e o lírio dos vales.
2.Como o lírio entre espinhos, assim é minha amada, entre as moças.
3.Como a macieira entre as árvores dos bosques, assim é o meu amado, entre os moços. À sombra de quem eu tanto desejara me sentei, e seu fruto é doce ao meu paladar.
4.Ele me introduziu na sua adega, e a sua bandeira sobre mim é Amor!
5.Sustentai-me com bolos de uvas, revigorai-me com maçãs, porque desfaleço de amor.
6.Sua mão esquerda está sob minha cabeça e sua direita me abraça.
7.Eu vos conjuro, mulheres de Jerusalém, pelas corças e gazelas do campo, que não desperteis nem façais acordar a amada, até que ela o queira.
8.É a voz do meu amado! Ei-lo que vem, saltando pelos montes, pulando por sobre as colinas.
9.Meu amado parece uma gazela, um filhote de corça. Ei-lo de pé atrás do muro, espiando pelas janelas, observando através das grades.
10.Meu amado me fala assim:
10.“Levanta-te, minha amada, minha rola, minha bela, e vem!
11.O inverno passou, as chuvas cessaram e já se foram.
12.Aparecem as flores no campo, chegou o tempo da poda, a rola já faz ouvir seu canto em nossa terra.
13.A figueira produz seus primeiros figos, soltam perfume as vinhas em flor. Levanta-te, minha amada, minha bela, e vem!
14.Minha rola, que moras nas fendas da rocha, no esconderijo escarpado, mostra-me o teu rosto e a tua voz ressoe aos meus ouvidos, pois a tua voz é suave e o teu rosto é lindo!”
15.Pegai as raposas, as pequenas raposas que devastam as vinhas, pois nossas vinhas estão em flor.
16.O meu amado é todo meu e eu sou dele. Ele é um pastor entre os lírios
17.até que surja o dia e fujam as sombras. Volta, meu amado, imita a gazela e o filhote da corça por sobre os montes de Beter.

sábado, dezembro 19, 2009

Cântico dos Cânticos, 7. Rei Salomão

Cântico dos Cânticos, 7
Rei Salomão

Vira, vira, Sulamita, vira, vira, para que possamos ver-te! Por que olhais para a Sulamita, entre dois coros a dançar?

Quão belos são teus pés nas sandálias, ó filha de príncipe! Os contornos dos teus quadris são como colares, fabricados por mãos de artista.

Teu umbigo é uma taça torneada onde nunca faltará vinho de qualidade; teu ventre é um monte de trigo, cercado de lírios.

Teus dois seios são como dois filhotes de cervo, gêmeos de gazela,

e teu pescoço é como uma torre de marfim. Teus olhos são como as piscinas de Hesebon, junto à porta de Bat-Rabim; e teu nariz é como a torre do Líbano, que aponta na direção de Damasco.

Tua cabeça é como o Carmelo e teus cabelos têm a cor da púrpura, prendendo o rei com os seus anéis.

Quão bela e quão encantadora és tu, ó querida, entre as delícias!

Teu talhe assemelha-se ao da palmeira e teus seios, a cachos.

Eu disse: “Subirei à palmeira e colherei seus frutos!” E teus seios serão como cachos de uva e o perfume da tua boca, como o das maçãs.

Teu paladar será como vinho excelente…

…Digno de ser bebido por meu amado e degustado por seus lábios e dentes.

Eu sou para meu amado e seu desejo é para mim.

Vem, amado, saiamos para o campo, pernoitemos nas aldeias:

De manhã iremos logo para as vinhas, a ver se a videira floresceu, se as flores estão-se abrindo, se floresceram as romãzeiras: ali te darei os meus amores.

As mandrágoras espalharam seu perfume: às nossas portas, todos os melhores frutos, novos e velhos, guardei para ti, ó meu amado.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Cântico dos Cânticos, 5. Rei Salomão. Poesia..

Cântico dos Cânticos, 5
Rei Salomão.

Venha o meu amado ao seu jardim e saboreie os seus melhores frutos.

Já vou ao meu jardim, ó minha irmã e esposa, e aí colho minha mirra com meus aromas; aí sorvo o favo com o mel e bebo o vinho com meu leite.

Comei, amigos, bebei e inebriai-vos, meus caros!

Eu durmo, mas meu coração vigia. É a voz do meu amado a bater:

“Abre-me, ó minha irmã e amada, minha pomba, minha imaculada, pois minha cabeça está cheia de orvalho e meus cabelos, do sereno da noite”.

“Tirei minha túnica; vou vesti-la de novo? Lavei meus pés; vou tornar a sujá-los?”

Meu amado desliza a mão pela abertura e meu ventre na hora estremece.

Levanto-me para abrir ao amado: minhas mãos destilam a mirra e meus dedos, cheios de mirra escolhida, seguram a maçaneta da fechadura.

Então abri ao amado: mas ele se afastara e passara adiante. Minha alma se derreteu, porque partira; procurei-o e não o encontrei, chamei-o, e não me respondeu.

Encontraram-me os guardas que faziam a ronda da cidade: bateram em mim e me feriram, arrancaram-me o manto as sentinelas das muralhas.

Eu vos conjuro, mulheres de Jerusalém: se encontrardes meu amado, o que lhe direis? — “Que eu desfaleço de amor!”

Que tem o teu amado mais que os outros, ó mais bela das mulheres? Que tem o teu amado mais que os outros, para que assim nos conjures?

Meu amado é claro e corado, inconfundível entre milhares.

Sua cabeça é ouro puro e os anéis de seus cabelos, como cachos de palmeira, negros como o corvo.

Seus olhos são como pombas à beira dos riachos, lavadas em leite e repousando junto a torrentes borbulhantes.

Suas faces são como canteiros de aromas, como tufos de ungüentos; seus lábios, como lírios, destilando mirra escolhida.

Suas mãos são torneadas em ouro, cheias de jacintos; seu ventre é marfim lavrado, guarnecido de safiras.

Suas pernas são colunas de mármore sustentadas sobre bases de ouro; seu aspecto é como o do Líbano, alto como os cedros.

Seu paladar é só doçura e todo ele é desejável: tal é o meu amado e ele é quem me ama, ó mulheres de Jerusalém.

sexta-feira, maio 29, 2009

CâNTICOS DOS CÂNTICOS DO REI SALOMÃO

CâNTICOS DOS CÂNTICOS DO REI SALOMÃO
Capítulo 1

1. O mais belo dos Cânticos de Salomão.
2. - Ah! Beija-me com os beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho,
3. e suave é a fragrância de teus perfumes; o teu nome é como um perfume derramado: por isto amam-te as jovens.
4. Arrasta-me após ti; corramos! O rei introduziu-me nos seus aposentos. Exultaremos de alegria e de júbilo em ti. Tuas carícias nos inebriarão mais que o vinho. Quanta razão há de te amar!
5. Sou morena, mas sou bela, filhas de Jerusalém, como as tendas de Cedar, como os pavilhões de Salomão.
6. Não repareis em minha tez morena, pois fui queimada pelo sol. Os filhos de minha mãe irritaram-se contra mim; puseram-me a guardar as vinhas, mas não guardei a minha própria vinha.
7. Dize-me, ó tu, que meu coração ama, onde apascentas o teu rebanho, onde o levas a repousar ao meio-dia, para que eu não ande vagueando junto aos rebanhos dos teus companheiros.
8. - Se não o sabes, ó mais bela das mulheres, vai, segue as pisadas da ovelhas, e apascenta os cabritos junto às cabanas dos pastores.
9. - À égua dos carros do faraó eu te comparo, ó minha amiga;
10. tuas faces são graciosas entre os brincos, e o teu pescoço entre os colares de pérolas.
11. Faremos para ti brincos de ouro com glóbulos de prata.
12. - Enquanto o rei descansa em seu divã, meu nardo exala o seu perfume;
13. meu bem-amado é para mim um saquitel de mirra, que repousa entre os meus seios;
14. meu bem-amado é para mim um cacho de uvas nas vinhas de Engadi.
15. - Como és formosa, amiga minha! Como és bela! Teus olhos são como pombas.
16. - Como é belo, meu amor! Como és encantador! Nosso leito é um leito verdejante,
17. as vigas de nossa casa são de cedro, suas traves de cipreste;


Resultado de imagem para pintura rei salomão

sexta-feira, maio 30, 2008

Quão belos são os teus pés. Rei Salomão

QUÃO BELOS SÃO OS TEUS PÉS
Rei Salomão

Quão belos são os teus pés
nas sandálias que trazes, ó filha de príncipe!
As colunas das tuas pernas são como anéis
trabalhados por mãos de artista.
o teu umbigo é uma taça arredondada,
que nunca está desprovida de vinho.
O teu ventre é como um monte de trigo
cercado de lírios.
Os teus dois seios são como dois filhinhos
gêmeos duma gazela.
O teu pescoço é como uma torre de marfim.
Os teus olhos são como as piscinas de Hesebon,
que estão situadas junto da porta de Bat-Rabim.
O teu nariz é como a torre do Líbano,
que olha para Damasco.
A tua cabeça levanta-se como o monte Carmelo;
os cabelos da tua cabeça são como a púrpura
um rei ficou preso às suas madeixas.
Quão formosa e encantadora és,
meu amor, minhas delícias!
A tua figura é semelhante a uma palmeira.
Eu disse. Subirei à palmeira,
e colherei os seus frutos.
Os teus seios serão, para mim, como cachos de uvas,
e o perfume da tua boca como o das maçãs.
(trecho da Bíblia, Velho Testamento)