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domingo, julho 17, 2016

Romanos, 3

1.Em que, então, se avantaja o judeu? Ou qual é a utilidade da circuncisão?

2.Muita, em todos os aspectos. Principalmente porque lhes foram confiados os oráculos de Deus.

3.Mas então! Se alguns deles não foram fiéis, acaso a sua infidelidade destruirá a fidelidade de Deus?

4.De modo algum. Porque Deus há de ser reconhecido como veraz, e todo homem como mentiroso, segundo está escrito: Assim, serás reconhecido justo nas tuas palavras e vencerás, quando julgares (Sl 50,6).

5.Portanto, se a nossa injustiça realça a justiça de Deus, que diremos então? Para falar como os homens: não é injusto Deus quando descarrega a sua cólera?

6.Certo que não! De outra maneira, como julgaria Deus o mundo?

7.Mas, se a verdade de Deus brilha ainda mais para a sua glória por minha mentira, por que serei eu ainda julgado pecador?

8.Então, por que não faríamos o mal para que dele venha o bem, expressão que os caluniadores, falsamente, nos atribuem? É justo que estes tais sejam condenados.

9.E então? Avantajamo-nos a eles? De maneira alguma. Pois já demonstramos que judeus e gregos estão todos sob o domínio do pecado, como está escrito:

10.Não há nenhum justo, não há sequer um.

11.Não há um só que tenha inteligência, um só que busque a Deus.

12.Extraviaram-se todos e todos se perverteram. Não há quem faça o bem, não há sequer um (Sl 13,lss).

13.A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas enganam; veneno de áspide está debaixo dos seus lábios (Sl 5,10; 139,4).

14.A sua boca está cheia de maldição e amargar (Sl 9,28).

15.Os seus pés são velozes para derramar sangue.

16.Há destruição e ruína nos seus caminhos,

17.e não conhecem o caminho da paz (Is 59,7s).

18.Não há temor a Deus diante dos seus olhos (Sl 35,2).

19.Ora, sabemos que tudo o que diz a lei, di-lo aos que estão sujeitos à lei, para que toda boca fique fechada e que o mundo inteiro seja reconhecido culpado diante de Deus:

20.Porquanto pela observância da lei nenhum homem será justificado diante dele, porque a lei se limita a dar o conhecimento do pecado.

21.Mas, agora, sem o concurso da lei, manifestou-se a justiça de Deus, atestada pela lei e pelos profetas.

22.Esta é a a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo, para todos os fiéis (pois não há distinção;

23.com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus),

24.e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo.

25.Deus o destinou para ser, pelo seu sangue, vítima de propiciação mediante a fé. Assim, ele manifesta a sua justiça; porque no tempo de sua paciência, ele havia deixado sem castigo os pecados anteriores.

26.Assim, digo eu, ele manifesta a sua justiça no tempo presente, exercendo a justiça e justificando aquele que tem fé em Jesus.

27.Onde está, portanto, o motivo de se gloriar? Foi eliminado. Por qual lei? Pela das obras? Não, mas pela lei da fé.

28.Porque julgamos que o homem é justificado pela fé, sem as observâncias da lei.

29.Ou Deus só o é dos judeus? Não é também Deus dos pagãos? Sim, ele o é também dos pagãos.

30.Porque não há mais que um só Deus, o qual justificará pela fé os circuncisos e, também pela fé, os incircuncisos.

31.Destruímos então a lei pela fé? De modo algum. Pelo contrário, damos-lhe toda a sua força.

terça-feira, junho 07, 2016

I Coríntios, 2

1.Também eu, quando fui ter convosco, irmãos, não fui com o prestígio da eloqüência nem da sabedoria anunciar-vos o testemunho de Deus.

2.Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado.

3.Eu me apresentei em vosso meio num estado de fraqueza, de desassossego e de temor.

4.A minha palavra e a minha pregação longe estavam da eloqüência persuasiva da sabedoria; eram, antes, uma demonstração do Espírito e do poder divino,

5.para que vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

6.Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados.

7.Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória.

8.Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a houvessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória).

9.É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam.

10.Todavia, Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus.

11.Pois quem conhece as coisas que há no homem, senão o espírito do homem que nele reside? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.

12.Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou

13.e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais.

14.Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar.

15.O homem espiritual, ao contrário, julga todas as coisas e não é julgado por ninguém.

16.Por que quem conheceu o pensamento do Senhor, se abalançará a instruí-lo (Is 40,13)? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.

sábado, junho 04, 2016

Romanos, 2

1.Assim, és inescusável, ó homem, quem quer que sejas, que te arvoras em juiz. Naquilo que julgas a outrem, a ti mesmo te condenas; pois tu, que julgas, fazes as mesmas coisas que eles.

2.Ora, sabemos que o juízo de Deus contra aqueles que fazem tais coisas corresponde à verdade.

3.Tu, ó homem, que julgas os que praticam tais coisas, mas as cometes também, pensas que escaparás ao juízo de Deus?

4.Ou desprezas as riquezas da sua bondade, tolerância e longanimidade, desconhecendo que a bondade de Deus te convida ao arrependimento?

5.Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus,

6.que retribuirá a cada um segundo as suas obras:

7.a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade;

8.mas ira e indignação aos contumazes, rebeldes à verdade e seguidores do mal.

9.Tribulação e angústia sobrevirão a todo aquele que pratica o mal, primeiro ao judeu e depois ao grego;

10.mas glória, honra e paz a todo o que faz o bem, primeiro ao judeu e depois ao grego.

11.Porque, diante de Deus, não há distinção de pessoas.

12.Todos os que sem a lei pecaram, sem aplicação da lei perecerão; e quantos pecaram sob o regime da lei, pela lei serão julgados.

13.Porque diante de Deus não são justos os que ouvem a lei, mas serão tidos por justos os que praticam a lei.

14.Os pagãos, que não têm a lei, fazendo naturalmente as coisas que são da lei, embora não tenham a lei, a si mesmos servem de lei;

15.eles mostram que o objeto da lei está gravado nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua consciência, bem como os seus raciocínios, com os quais se acusam ou se escusam mutuamente.

16.Isso aparecerá claramente no dia em que, segundo o meu Evangelho, Deus julgar as ações secretas dos homens, por Jesus Cristo.

17.Mas tu, que és chamado judeu, e te apóias na lei, e te glorias de teu Deus;

18.tu, que conheces a sua vontade, e instruído pela lei sabes aquilatar a diferença das coisas;

19.tu, que te ufanas de ser guia dos cegos, luzeiro dos que estão em trevas,

20.doutor dos ignorantes, mestre dos simples, porque encontras na lei a regra da ciência e da verdade;

21.tu, que ensinas aos outros... não te ensinas a ti mesmo! Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas!

22.Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras! Tu, que abominas os ídolos, pilhas os seus templos!

23.Tu, que te glorias da lei, desonras a Deus pela transgressão da lei!

24.Porque assim fala a Escritura: "Por vossa causa o nome de Deus é blasfemado entre os pagãos (Is 52,5).

25.A circuncisão, em verdade, é proveitosa se guardares a lei. Mas, se fores transgressor da lei, serás, com tua circuncisão, um mero incircunciso.

26.Se, portanto, o incircunciso observa os preceitos da lei, não será ele considerado como circunciso, apesar de sua incircuncisão?

27.Ainda mais, o incircunciso de nascimento, cumprindo a lei, te julgará que, com a letra e com a circuncisão, és transgressor da lei.

28.Não é verdadeiro judeu o que o é exteriormente, nem verdadeira circuncisão a que aparece exteriormente na carne.

29.Mas é judeu o que o é interiormente, e verdadeira circuncisão é a do coração, segundo o espírito da lei, e não segundo a letra. Tal judeu recebe o louvor não dos homens, e sim de Deus.