TERNURAS DE UM PEITO AMANTE
Charles Fonseca
Quando poderei eu, mui doce até,
Dizer-vos do dito terno amor,
Que ausente em desejo me tornou,
E sem ele, errante, ‘stou a pé?
Quando poderei, falar-vos de flores,
Aragens, água fresca, abelhas, mel,
Eu que só sem amparo pus-me ao léu,
Que afinal sofro sem ele dores?
Quando vos desejar amor eterno
Que a vós venha de outrem, que perdure,
Do sentimento eterno enquanto dure
Mesmo sem receber a vós dou terno?
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sexta-feira, agosto 29, 2008
TERNURAS DE UM PEITO AMANTE. Charles Fonseca. Poesia.
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