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sexta-feira, fevereiro 19, 2016

TRANSPARÊNCIAS. Charles Fonseca. Poesia

TRANSPARÊNCIAS
Charles Fonseca

Não quero as transparências
De ti, mulher, que és da rua
Vestida, estás sempre nua
Despida, te sobram ausências.

Em ti, que cheia és vazia
Moram em bordel fantasmas
De dia recendes miasmas
De noite a mil almas mias.