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terça-feira, agosto 11, 2020

O TYGRE. William Blake

O TYGRE 
William Blake 

 Tradução: Augusto de Campos 

Tygre! Tygre! Brilho, brasa 
que a furna noturna abrasa, 
que olho ou mão armaria tua feroz symetrya? 
Em que céu se foi forjar o fogo do teu olhar?
 
Em que asas veio a chama? 
Que mão colheu esta flama? 
Que força fez retorcer em nervos todo o teu ser? 
E o som do teu coração de aço, que cor, que ação? 

Teu cérebro, quem o malha? 
Que martelo? Que fornalha o moldou? 
Que mão, que garra 
seu terror mortal amarra? 

Quando as lanças das estrelas 
cortaram os céus, ao vê-las, 
quem as fez sorriu talvez? 
Quem fez a ovelha te fez? 

Tygre! Tygre! Brilho, brasa 
que a furna noturna abrasa, 
que olho ou mão armaria 
tua feroz symmetrya?

quarta-feira, setembro 12, 2018

O TYGRE. William Blake. Poesia.

O TYGRE
William Blake

Tradução: Augusto de Campos

Tygre! Tygre! Brilho, brasa
que a furna noturna abrasa,
que olho ou mão armaria
tua feroz symmetrya?

Em que céu se foi forjar
o fogo do teu olhar?
Em que asas veio a chamma?
Que mão colheu esta flamma?

Que força fez retorcer
em nervos todo o teu ser?
E o som do teu coração
de aço, que cor, que ação?

Teu cérebro, quem o malha?
Que martelo? Que fornalha
o moldou? Que mão, que garra
seu terror mortal amarra?

Quando as lanças das estrelas
cortaram os céus, ao vê-las,
quem as fez sorriu talvez?
Quem fez a ovelha te fez?

Tygre! Tygre! Brilho, brasa
que a furna noturna abrasa,
que olho ou mão armaria
tua feroz symmetrya?

segunda-feira, setembro 25, 2017

Tigre, Tigre. William Blake. Poesia

TIGRE,TIGRE
William Blake

Tigre, tigre que flamejas
Nas florestas da noite.
Que mão que olho imortal
Se atreveu a plasmar tua terrível simetria?

Em que longínquo abismo, em que remotos céus
Ardeu o fogo de teus olhos?
Sobre que asas se atreveu a ascender?
Que mão teve a ousadia de capturá-lo?
Que espada, que astúcia foi capaz de urdir
As fibras do teu coração?

E quando teu coração começou a bater,
Que mão, que espantosos pés
Puderam arrancar-te da profunda caverna,
Para trazer-te aqui?
Que martelo te forjou ? Que cadeia?
Que bigorna te bateu ? Que poderosa mordaça
Pôde conter teus pavorosos terrores?

Quando os astros lançaram os seus dardos,
E regaram de lágrimas os céus,
Sorriu Ele ao ver sua criação?
Quem deu vida ao cordeiro também te criou?

Tigre, tigre, que flamejas
Nas florestas da noite.
Que mão, que olho imortal
Se atreveu a plasmar tua terrível simetria?

William Blake
(Tradução de Ângelo Monteiro)