MARTÍRIO
Junqueira Freire
Beijar-te a fronte linda
Beijar-te o aspecto altivo
Beijar-te a tez morena
Beijar-te o rir lascivo
Beijar o ar que aspiras
Beijar o pó que pisas
Beijar a voz que soltas
Beijar a luz que visas
Sentir teus modos frios,
Sentir tua apatia,
Sentir até répúdio,
Sentir essa ironia,
Sentir que me resguardas,
Sentir que me arreceias,
Sentir que me repugnas,
Sentir que até me odeias,
Eis a descrença e a crença,
Eis o absinto e a flor,
Eis o amor e o ódio,
Eis o prazer e a dor!
Eis o estertor de morte,
Eis o martírio eterno,
Eis o ranger dos dentes,
Eis o penar do inferno!
Mostrando postagens com marcador Junqueira Freire. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Junqueira Freire. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, novembro 20, 2008
MARTÍRIO. Junqueira Freire. Poesica.
Marcadores:Charles Fonseca,....Charles Fonseca,
Junqueira Freire,
Poesia
Escreva para o meu e-mail: silvafonseca@gmail.com
quinta-feira, setembro 21, 2006
Morte. Junqueira Freire. Poesia
MORTE
Junqueira Freire
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o termo
De dou fantasmas que a existência formam,
- Dessa alma vã e desse corpo enfermo.
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o nada,
Tu és a ausência das noções da vida.
Do prazer que nos custa a dor passada.
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és apenas
A visão mais real das que nos cercam,
Que nos extingues as visões terrenas.
Nunca temi sua destra,
Não sou o vulgo profano:
Nunca pensei que teu braço
Brande um punhal sobr' humano.
Nunca julguei-te em meus sonhos
Um esqueleto mirrado:
Nunca dei-te, p' ra voares,
Terrível ginete alado.
Nunca te dei uma foice
Dura, fina e recurvada;
Nunca chamei-te inimiga,
Ímpia, cruel, ou culpada.
Amei-te sempre: - e pertencer-te quero
Para sempre também, amiga morte.
Quero o chão, quero a terra, - esse elemento
Que não se sente dos vaivens da sorte.
Para tua hecatombe de um segundo
Não falta alguém? - Preenche-a comigo.
Leva-me à região da paz horrenda,
Leva-me ao nada, leva-me contigo.
Junqueira Freire
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o termo
De dou fantasmas que a existência formam,
- Dessa alma vã e desse corpo enfermo.
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o nada,
Tu és a ausência das noções da vida.
Do prazer que nos custa a dor passada.
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és apenas
A visão mais real das que nos cercam,
Que nos extingues as visões terrenas.
Nunca temi sua destra,
Não sou o vulgo profano:
Nunca pensei que teu braço
Brande um punhal sobr' humano.
Nunca julguei-te em meus sonhos
Um esqueleto mirrado:
Nunca dei-te, p' ra voares,
Terrível ginete alado.
Nunca te dei uma foice
Dura, fina e recurvada;
Nunca chamei-te inimiga,
Ímpia, cruel, ou culpada.
Amei-te sempre: - e pertencer-te quero
Para sempre também, amiga morte.
Quero o chão, quero a terra, - esse elemento
Que não se sente dos vaivens da sorte.
Para tua hecatombe de um segundo
Não falta alguém? - Preenche-a comigo.
Leva-me à região da paz horrenda,
Leva-me ao nada, leva-me contigo.
Marcadores:Charles Fonseca,....Charles Fonseca,
Junqueira Freire,
Poesia
Escreva para o meu e-mail: silvafonseca@gmail.com
Assinar:
Postagens (Atom)
