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terça-feira, agosto 27, 2019
"A poesia lida com o que pode ser"
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domingo, março 31, 2019
"A fraqueza do nosso intelecto está para as coisas mais evidentes como os olhos da coruja para a luz do sol"
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terça-feira, setembro 02, 2014
“A cultura é o melhor conforto para a velhice”. (Aristóteles)
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quarta-feira, fevereiro 06, 2013
Ética a Nicômaco. Aristóteles
Ética a Nicômaco
Aristóteles
*A virtude ética é adquirida pelo hábito; não nascemos com ela, mas nossa natureza é capaz de adquiri-la e aperfeiçoá-la. A virtude tem dois aspectos, o intelectual e o moral; a virtude intelectual (sabedoria) provém em sua maior parte da instrução, que lhe é necessária para se manifestar e se desenvolver. Também exige prática e tempo, enquanto a virtude moral (prudência) é filha dos bons hábitos.
*Não nascemos com nenhuma virtude moral; na verdade, nada modifica uma condição que nos é dada pela natureza; por exemplo, a pedra tem um peso que é seu: nada muda essa situação, nem que ela seja jogada ao ar mil vezes ela perderá seu peso; o fogo não saberia descer, só sabe subir; e assim sucessivamente com todos os corpos que não podem modificar suas características originais. Ao nascer, não temos nem virtudes, nem vícios.
*Não é pois por um dom da natureza que uma virtude nasce em nós; somos sim naturalmente predispostos a adquiri-la e vivenciá-la, desde que a aperfeiçoemos pelo costume, assim como acontece com as artes e os ofícios.
*Aquilo que deve ser estudado, aprendemos pela prática: é construindo que nos tornamos arquitetos; é tocando a cítara que nos tornamos citaristas.
*O mesmo acontece com as virtudes. De tanto enfrentar situações perigosas e de nos habituar ao medo ou à audácia, passamos a ser pusilânimes ou corajosos.
*A virtude ética está relacionada com sentimentos e ações. No entanto, agir virtuosamente e ser virtuoso são coisas diferentes. Ser virtuoso requer três coisas: a) que a pessoa saiba o que está fazendo; b) que tenha a intenção de fazer o que está fazendo; c) que tenha essa intenção por saber que é o mais correto e por nenhum outro motivo; d) e que aja com firmeza e determinação.
*Sendo assim, o modo como somos educados desde a infância não tem pouca importância. Que digo? Tem importância extrema, na verdade é essencial. Por isso é importante exercer nossas atividades de modo virtuoso, determinadamente, pois as diferenças de conduta podem criar hábitos diferentes em quem nos cerca.
*Vejamos o que acontece nas cidades: os legisladores, ao bem habituá-los, formam cidadãos virtuosos. E essa deve ser a intenção de todo legislador. Todos aqueles que não se comportam assim, deixam de cumprir seu papel, pois é só por aí que uma Cidade difere da outra, uma boa Cidade de uma cidade má.
Aristóteles
*A virtude ética é adquirida pelo hábito; não nascemos com ela, mas nossa natureza é capaz de adquiri-la e aperfeiçoá-la. A virtude tem dois aspectos, o intelectual e o moral; a virtude intelectual (sabedoria) provém em sua maior parte da instrução, que lhe é necessária para se manifestar e se desenvolver. Também exige prática e tempo, enquanto a virtude moral (prudência) é filha dos bons hábitos.
*Não nascemos com nenhuma virtude moral; na verdade, nada modifica uma condição que nos é dada pela natureza; por exemplo, a pedra tem um peso que é seu: nada muda essa situação, nem que ela seja jogada ao ar mil vezes ela perderá seu peso; o fogo não saberia descer, só sabe subir; e assim sucessivamente com todos os corpos que não podem modificar suas características originais. Ao nascer, não temos nem virtudes, nem vícios.
*Não é pois por um dom da natureza que uma virtude nasce em nós; somos sim naturalmente predispostos a adquiri-la e vivenciá-la, desde que a aperfeiçoemos pelo costume, assim como acontece com as artes e os ofícios.
*Aquilo que deve ser estudado, aprendemos pela prática: é construindo que nos tornamos arquitetos; é tocando a cítara que nos tornamos citaristas.
*O mesmo acontece com as virtudes. De tanto enfrentar situações perigosas e de nos habituar ao medo ou à audácia, passamos a ser pusilânimes ou corajosos.
*A virtude ética está relacionada com sentimentos e ações. No entanto, agir virtuosamente e ser virtuoso são coisas diferentes. Ser virtuoso requer três coisas: a) que a pessoa saiba o que está fazendo; b) que tenha a intenção de fazer o que está fazendo; c) que tenha essa intenção por saber que é o mais correto e por nenhum outro motivo; d) e que aja com firmeza e determinação.
*Sendo assim, o modo como somos educados desde a infância não tem pouca importância. Que digo? Tem importância extrema, na verdade é essencial. Por isso é importante exercer nossas atividades de modo virtuoso, determinadamente, pois as diferenças de conduta podem criar hábitos diferentes em quem nos cerca.
*Vejamos o que acontece nas cidades: os legisladores, ao bem habituá-los, formam cidadãos virtuosos. E essa deve ser a intenção de todo legislador. Todos aqueles que não se comportam assim, deixam de cumprir seu papel, pois é só por aí que uma Cidade difere da outra, uma boa Cidade de uma cidade má.
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segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Nos caminhos da alma
A alma em Aristóteles.
Segundo Aristóteles, o princípio que dá vida aos seres animados, a alma, possui faculdades. Algumas criaturas animadas possuem todas as faculdades, outras algumas e outras ainda, apenas uma.
As faculdades da alma são: a Faculdade Nutritiva, a Faculdade Sensitiva e a Faculdade Intelectiva. Devemos ter presente que Aristóteles realiza suas investigações partindo sempre do objeto para chegar a identificar o órgão que conhece esse objeto, ou seja, usa o método genealógico. Por exemplo: parte dos objetos visíveis para chegar ao órgão da visão. Ele afirma: É “necessário estudar-se os objetos antes da ação, será acerca deles que devemos em primeiro lugar encetar a nossa investigação [...]” (Aristóteles, 2001, 415a 20, p.60).
Fonte:http://www.suelymonteiro.blogspot.com/2008/06/alma-em-aristteles.html#links
Segundo Aristóteles, o princípio que dá vida aos seres animados, a alma, possui faculdades. Algumas criaturas animadas possuem todas as faculdades, outras algumas e outras ainda, apenas uma.
As faculdades da alma são: a Faculdade Nutritiva, a Faculdade Sensitiva e a Faculdade Intelectiva. Devemos ter presente que Aristóteles realiza suas investigações partindo sempre do objeto para chegar a identificar o órgão que conhece esse objeto, ou seja, usa o método genealógico. Por exemplo: parte dos objetos visíveis para chegar ao órgão da visão. Ele afirma: É “necessário estudar-se os objetos antes da ação, será acerca deles que devemos em primeiro lugar encetar a nossa investigação [...]” (Aristóteles, 2001, 415a 20, p.60).
Fonte:http://www.suelymonteiro.blogspot.com/2008/06/alma-em-aristteles.html#links
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sábado, dezembro 17, 2011
Sobre a responsabilidade de construção de nosso próprio caráter.
Segundo Aristóteles, os homens só se tornam justos (ou virtuosos, pois a justiça é a virtude que abarca todas as outras), através do hábito e da prática de atos justos. Mas para se praticar atos justos, é estritamente necessário um mestre (um tipo de treinador), que já tenha adquirido uma disposição de caráter permanente (hexis), e necessariamente virtuosa, para que possa ensinar, e despertar a virtude nos homens que se submetem (ou são submetidos) à tal educação. Mas assim como atletas olímpicos, que só conseguem se sair vitoriosos porque treinaram voluntariamente e habitualmente, para se adquirir a “hexis” virtuosa, os homens devem querer agir e praticar atos voluntários, pois apenas o ensino do mestre, sem a prática (e a vontade) do estudante, não lhes garante a aprendizagem das virtudes.
“(…)mas porque os atos que estão de acordo com as virtudes tenham determinado caráter, não se segue que sejam praticados de maneira justa ou temperante. Também é mister que o agente se encontre em determinada condição ao praticá-los:
- em primeiro lugar deve ter conhecimento do que faz;
- em segundo, deve escolher os atos, e escolhê-los por eles mesmos;
- e em terceiro, sua ação deve proceder de um caráter firme e imutável(…), aquelas mesmas que resultam da prática amiudada de atos justos e temperantes – são, numa palavra, tudo” .
Logo, os próprios homens são co-responsáveis pela disposição de caráter que adquiriram através da práxis.
http://projetophronesis.wordpress.com/category/filosofia-antiga/aristoteles/
“(…)mas porque os atos que estão de acordo com as virtudes tenham determinado caráter, não se segue que sejam praticados de maneira justa ou temperante. Também é mister que o agente se encontre em determinada condição ao praticá-los:
- em primeiro lugar deve ter conhecimento do que faz;
- em segundo, deve escolher os atos, e escolhê-los por eles mesmos;
- e em terceiro, sua ação deve proceder de um caráter firme e imutável(…), aquelas mesmas que resultam da prática amiudada de atos justos e temperantes – são, numa palavra, tudo” .
Logo, os próprios homens são co-responsáveis pela disposição de caráter que adquiriram através da práxis.
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