sexta-feira, fevereiro 28, 2020

PAZ. Charles Fonseca. Poesia

PAZ
Charles Fonseca

Onda pós onda medito em paz
a beira mar assovia o vento
chega a noite não ao relento
ouço cantigas das de ninar
recordo o tempo dizia o pai
dorme criança mamãe 'stá contigo
e eu ao lado rezo contrito
anjos do céu descansa em paz.

ALVO. Charles Fonseca. Poesia

A raposa e o corvo. Esopo

Um corvo roubou um queijo, e com ele no bico foi pousar em uma árvore. Uma raposa, atraída cheiro, desejou logo comer o queijo; mas como! a árvore era alta, e o corvo tem asas, e sabe voar. Recorreu pois a raposa às suas manhas:

- Bons dias, meu amo, disse; quanto folgo de o ver assim belo e nédio. Certo entre o povo aligero não há quem o iguale. Dizem que o rouxinol o excede, porque canta; pois eu afirmo que V. Exa. não canta porque não quer; se o quisesse, desbancaria a todos os rouxinóis.

Ufano por se ver com tanta justiça apreciado, o corvo quis mostrar que também cantava, e logo que abriu o bico, caiu-lhe o queijo. A raposa o apanhou, e, safa, disse:

- Adeus, Sr. Corvo, aprenda a desconfiar das adulações, e não lhe ficará cara a lição pelo preço desse queijo.

MORAL DA HISTÓRIA: Desconfiai quando vos virdes mui gabados; o adulador escarnece de vossa credulidade, e prepara-se para vos fazer pagar por bom preço os seus elogios.

Silêncios: Catarina Eufémia de Sophia de Mello Breyner Andresen

Os Paralamas Do Sucesso - Óculos

Evangelho segundo S. Lucas 9,22-25.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22 “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

23 Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25 Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?”

História da Arte 13 - Surrealismo - Profº Fulvio Pacheco

O tinhoso morde a cauda se você não debate com ele

quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Hospede seu inimigo na estrebaria

Dar-lhes-ei uma dica

Dar-lhes-ei uma dica: quem tiver tempo, dinheiro e disposição, e deseja ganhar MUITO DINHEIRO, sendo, é claro, realmente útil à humanidade, construa e equipe uma escola verdadeiramente conservadora e edificante, onde não haja nenhum resíduo de vermelhose. Tenho certeza que haverá enorme fila para matrículas. Quem resolver se aventurar e desejar dicas, conte comigo. Tenhas certeza de que ficarás rico. Andre Marroig

Se o meio ambiente é de pouco segredo fale o menos que puder e ouça o a mais que houver

A LEVITAR. Charles Fonseca. Poesia

Curso de Shantala.


LUIZ MELODIA- PÉROLA NEGRA (ORIGINAL)

Não debata política ou religião com parentes e amigos de opinião diferente da sua. E a amizade continua.

A rã e o boi. Esopo

A rã e o boi
Esopo


Uma rã estava no prado olhando um boi e sentiu tal inveja do tamanho dele que começou a inflar para ficar maior.

Então, outra rã chegou e perguntou se o boi era o maior dos dois.

A primeira respondeu que não – e se esforçou para inflar mais.

Depois, repetiu a pergunta:

– Quem é maior agora?

A outra rã respondeu:

– O boi.

A rã ficou furiosa e tentou ficar maior inflando mais e mais, até que arrebentou.

MORAL DA HISTÓRIA: Quem tenta parecer maior do que é se arrebenta.

A Lapidação de Santo Estevão.

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Evangelho segundo S. Lucas 9,22-25.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 22 “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

23 Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25 Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?”

quarta-feira, fevereiro 26, 2020

Coro de los esclavos hebreos - Verdi (Nabucco)

Tomada de Monte Castelo - 75 anos da FEB

OUTROS MUNDOS. Charles Fonseca. Poesia

OUTROS MUNDOS
Charles Fonseca

Olha pro céu minha amada
assenta-te agora na relva
antes que a noite em entrega
nos cubra seu manto enluarada
e que a nós em espera
nos envolva quiescente
os pirilampos em nascente
cortejem em luzes quimeras
riscos no azul profundo
as nossas luzes no orbe
que piscam enquanto podem
sóis do além outros mundos.

Johann Strauss II - Thousand and one Nights Waltz

NELA. Charles Fonseca. Poesia

NELA
Charles Fonseca

Ai, abraços da Ava
por sobrenome Gardner
me deixa garfo e colher
quero colher lá em casa
para uma comidinha
conversa de fogo e fogão
ao frango assado o tição
gosto demais de galinha
pode ser ao molho pardo
ou então a cabidela
cabe tudo eu com ela
ela comida eu bardo.

Ansiedade. Edvard Munch

Ansiedade

GRUPO APOCALIPSE DE LONDRINA " TU ÉS FIEL"

NA ANTESSALA. Antonio Carlos Secchin. Poesia

NA ANTESSALA
Antonio Carlos Secchin

Espalhei dezoito heterônimos
em ruas do Rio e Lisboa.
Todos eles, se reunidos,
não valem um só de Pessoa.

Trancafiei-me num mosteiro,
esperando de Deus um dom.
O que Ele me deu foi pastiche
da poesia de Drummond.

Ressoa na minha gaveta
um comício de versos reles.
Em coro parecem dizer:
Não somos Cecília Meireles.

O desavisado leitor
não espere muito de mim.
O máximo, que mal consigo,
é chegar a Antonio Secchin.

Nunca permita que o calem!

A complicada arte de ver. Rubem Alves

A COMPLICADA ARTE DE VER
Rubem Alves

O que vemos e o que deixamos de ver.

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”.
Fiquei em silêncio aguardando que ela me contasse os sinais da sua loucura.

E Ela foi contando : “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria!
Alguns dias atras, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas.
Mas, cortada a cebola, eu tive um susto.
Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.
De repente, a cebola se transformou em obra de arte para ser vista!
O mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões…
Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico.

Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda.
Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro:
- ‘Rosa de água com escamas de cristal’.

Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.

Ver é muito complicado.
Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro.
Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou:
- “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”.

Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado.

Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só
viam o lixo.

Adélia Prado disse:
- "Deus, de vez em quando, me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.

Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem.

Não ser cego não basta para ver as árvores e as flores.

"Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa.

O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver.

O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”.

Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu:
- “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”.


Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”:
- “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados.

Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas – e ajustamos a nossa ação.

O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre.
Os olhos não gozam…

Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos.

Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças.

Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.

Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: - - "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas”.

Por isso – porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver – eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana.

Como o Jesus menino do poema de Caeiro.

Sua missão seria partejar “olhos vagabundos”…

_Rubem Alves_

Bolsonaro

O Carnaval

O Carnaval faz parte da multimilenar tradição do pão e circo. Sempre haverá ele e seus assemelhados. Não faltará publico. Festa socialmente saudável. Quanto mais educado um povo menos excessos.

Escultura. João Borges.

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SÓS. Charles Fonseca. Poesia.

SÓS
Charles Fonseca

Quem se vinga não consente
ver herança genética
fica a distância estratégica
põe-se como que ausente
não dos que mesmo assim
são ancestrais queira ou não
prontos a conceder perdão
antes que chegue o fim
quando o corpo foi ao pó
a alma só é espírito
fica na espera no críptico
repouso até o Rei Sol
o Senhor dos senhores
o Bendito das Nações
a todos conceda perdões
o amém pros salvos sós.

PT pediu arreglo a Moro

Quando o feio sorri não aparece o zangado

LAVRADA. Charles Fonseca.

LAVRADA
Charles Fonseca

Pescar em águas turvas
ou pleno mar revolto
prefiro remansos curvos
onde penso no novo
relembro lutas passadas
umas cruéis e temíveis
silentes ou muitos decibéis
roupas sujas mal lavadas
mal passadas ou até bem
muitas não me contém
saio nú alma lavrada.

No branco II. Wassily Kandinsky

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Use o feio pára raio

Foi um rio que passou em minha vida...

CLIQUE > https://youtu.be/DFBBy0RY8p0

Folhas Secas (Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito) - Beth Carvalho

Evangelho segundo S. Mateus 6,1-6.16-18.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1 “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2 Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3 Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4 de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5 Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6 Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.

16 Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17 Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18 para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.

Tchaikovsky - Swan Lake, No.13 Danses des Cygnes IV. Allegro moderato / ...

terça-feira, fevereiro 25, 2020

MINHA ESCRITA. Charles Fonseca.

MINHA ESCRITA
Charles Fonseca

Saudades da admirada
alma que sabe que é musa
mantém ereta e confusa
minha verve envergonhada
de dizer a todos o tudo
que não vivo sem a dita
que sustém a minha escrita
caneta, tinteiro, eis tudo.

Morte e Vida. Gustav Klimt

Morte e Vida

AUTORRETRATO COMO BOI. Donizete Galvão. Poesia

AUTORRETRATO COMO BOI
Donizete Galvão

Eu boi.
Boi de mim mesmo.
Boi sonso.
Boi de canga.
Boi de carro.
Boi de ônibus.
Boi de arado.
Boi sangrado por ferrão.
Boi de carreto
Boi em prédio de vidro.
Boi com crachá
e carteira assinada.
Boi comprovado.
Boi indistinto
na boiada da cidade.
Boi tangido.
Boi bernento.
Boi de joelhos
sem um mugido
na escuridão.
No curral da insônia,
rumino palavras pastadas
na ribanceira dos dias.

O espelho me evita

AFINAL. Charles Fonseca. Poesia

AFINAL
Charles Fonseca

Ao declinar o dia da vida
no amadurecer dos labores
foram-se tantos amores
quem sabe o teu um dia
que me oculta os teus
ainda virá o tempo
de não ficar ao relento
qual tu nos dias meus
em que a ti me dei tanto
depois foi tanta a torpeza
que a ti faltou a beleza
só me restou algum pranto
pintaram pra ti um quadro
de cores negras sombrio
que resisti com meu brio
faltou-te régua e compasso
agora em espiral
canto suave o adeus
cuida bem dos que são teus
são lindos, bons, afinal.

Beethoven - Moonlight Sonata (FULL)

TARDE FRIA DE CARNAVAL. Charles Fonseca.

TARDE FRIA DE CARNAVAL
Charles Fonseca

Tarde fria dia de carnaval
longes lembranças ainda em meu peito
fumegam paixões em trejeitos
de outros tempos foram afinal
por bem ou por mal a mim necessárias
naqueles momentos fiz o que pude
umas erradas outras virtudes
do meu peito afloraram

O Café à Noite. Vincent van Gogh

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O GIRASSOL. Charles Fonseca. Poesia

O GIRASSOL
Charles Fonseca

Desfolhar o girassol
que gira em torno de ti,
inveja dele, ai de mim,
feio, distante, já no arrebol.
Alem do mais tenho diva
que me faz acalanto
lento lerdo em oitiva
estrelas sem desencanto.

Rita Hayworth

A mulher que ama seu homem homenageia seu próprio pai

Classical Music for Studying and Concentration | Mozart Music Study, Rel...

A satisfação sexual deve ocorrer de preferência com quem você admira a alma.

segunda-feira, fevereiro 24, 2020

Impossível apagar a sua história se você a conta num blog

Não posto endereçado a censores morais.

ALFORRIA. Charles Fonseca. Poesia

ALFORRIA
Charles Fonseca

Quando estiver comigo a sós
e tu na só saudade
quero te ver a vontade
é mui grande assim num só
aperto de mão um olhar
um abraço meio de banda
cujo aperto sinta o drama
de dar outro à beira mar
ou estão quem sabe ao muro
do forte de Humaitá
a olhar o céu azul
ou nas ondinhas vagar
nosso céu as Três Marias
ou o Cruzeiro do Sul
são astros nos olham nús
silentes à nossa alforria.

Tumba de Júlio II. Michelangelo

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EU QUERO. Charles Fonseca. Poesia

EU QUERO
Charles Fonseca

U'a negra mão de ferro
articulada com seus dedos
não sabe muitos segredos
que a minha em ti espero
passear por teus entalhes
dedilhar teu corpo em Braille
eriçado eu nem escrevo
pra não passar por cabotino
muito menos libertino
nem sequer poeta vero
pt., saudações, eu quero..

Lulu Santos Como uma onda - Clip Original

A ESPIÃ. Charles Fonseca. Poesia

A ESPIÃ
Charles Fonseca

Quero estar em tuas retinas
bem atrás das lentes escuras
que afastam aventura
de outro olhar penitente
Quero estar todo abraçado
a ti por alma pura
ao teu corpo em natura
e nós dois de novo em gozo
Quero mais e muito mais
pelo Espírito Santo
te beijar por todo canto
'té a lua nua em ais
pedir agora já é dia
foi-se embora a madrugada
faz sol e alvorada
já cansei de ser espia.

O número 17A . Jackson Pollock

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