Quem sou eu

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terça-feira, março 17, 2026

LEÃOZINHO


 

Quando me imagino a meio metro da prima fico a imaginar prima ela em me olhar, prima em me sorrir, prima em abraçar e eu fico a ver luzir este olhar encantador este sorriso boca em flor e fico a avermelhar.

 Charles Fonseca 

ARQUITETURA


 

Quando demoro em criar confiança numa pessoa é que algo retine no sino que soa.

 Charles Fonseca 

LEÃO


 

Graças a Deus dezoito e trinta. Hora do Angelus cristão. Hora em preces diversas. Em nós a contrição.

 Charles Fonseca 

BAHIA


 

Foi como se grande estrondo ouvisse a alma do surdo, como se tromba d'água em deserto a tudo levasse em roldão. E agora o profético chegou ao Apocalipse porque ele está tão triste e lhe foi informado não é que esteja cansado é que o pus pra fora, hoje ele vai embora já não mais resiste.

 Charles Fonseca 

UM AMOR ASSIM DELICADO


 

Largos laços de fita amarela. A outra usava estreitas fitinhas. Cabelos em cachos meias fininhas. Domingo pra igreja família bela. Tempos de minha infância o menor a usar bombóia o do meio sorria a toa pai e mãe a Bíblia à mão. Era em Ibicui. Éramos então cinco. Um deles se foi ainda sinto. Saudade do Ataide irmão.

 Charles Fonseca 

ROSA DE HIROSHIMA


 

Meu objetivo é tornar este blog espetacular até que no firmamento brilhe.

 Charles Fonseca 

TENHO SEDE


 

Tantos anos aquela figurinha linda a mim veio dos céus. Já querendo mamar. Não me contive e abracei a avó. Eram mais de duas horas da madrugada. Agora que linda família constrói! E a saudade que a mim mói.

 Charles Fonseca 

ESSE PAPO


 

Filha, parabéns. Você é o maior amor de minha vida. Família linda a que você constrói. Saudades.

 Charles Fonseca 

CANTOS GREGORIANOS


 

MEU FASCÍNIO

A rotina de um monge em um mosteiro é centrada na disciplina, oração e trabalho, seguindo o lema "ora et labora" (reza e trabalha). O dia começa cedo, frequentemente por volta das 4h00 ou 5h00 da manhã, com orações comunitárias (como as Matinas) e segue com momentos de silêncio, estudos, trabalho manual e refeições simples, buscando a proximidade com Deus. 

Aspectos Centrais da Rotina Monástica:

Oração Comunitária (Liturgia das Horas): Os monges se reúnem na capela várias vezes ao dia para cantar e rezar, dividindo a jornada em momentos de oração, como o canto gregoriano.

Trabalho (Manual ou Intelectual): Os monges se dedicam a tarefas para a manutenção do mosteiro (horta, cozinha, limpeza) ou para a subsistência, como produção de artesanatos, bolos, bolachas, ou estudos e cópia de livros.

Silêncio e Contemplação: O silêncio é uma prática comum para cultivar a interioridade, especialmente nos corredores e dormitórios.

Refeições Comunitárias: As refeições são geralmente feitas em silêncio, às vezes com leitura de textos sagrados.

Vida Simples: A rotina é caracterizada pela sobriedade, vivendo com poucas posses e em obediência. 

A rotina pode variar ligeiramente dependendo da ordem religiosa (beneditinos, cistercienses, etc.), mas a estrutura de equilíbrio entre oração e trabalho é comum. 


IA

ALGUÉM ME AVISOU


 


 

27.Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou.

TEMPO REI


 

Para Aristóteles, a mentira é uma falha ética grave que destrói a credibilidade, resultando na perda de confiança, mesmo quando o mentiroso fala a verdade. Ele define a mentira como afirmar que algo "é" quando não é, ou "não é" quando é, posicionando a verdade como a conformidade com a realidade.

 IA

SALVADOR


 

segunda-feira, março 16, 2026

Pedras no meio do caminho. Na beira da estrada. Nas ribanceiras, beira de água. Entre elas buracos. Enormes. Não descritos na estrada da vida. Poucos tiveram suspeitas. E o silêncio avaro. Há destes convenientes por motivos vários. Também os há por inveja. E ainda os que se ditos teriam evitado tragédias.

 Charles Fonseca 

CAJUINA


 

Fim de tarde o meu tempo de maior reflexão. Tempos idos. Adolescente. A Fazenda do Velho Elói. A sábia mulher dantes prostituta naqueles ermos da caatinga. Casal rico. A cem metros a única água disponível em toda a região. Pela manhã ovos da galinha com leite da vaquinha magra e farinha com açúcar.À noite de novo. Tenho saudades.

 Charles Fonseca 

MENINO BONITO


 

20.Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.

 APOCALIPSE 3

ONDE QUER QUE SEJA


 

Uma rotina. Todos os dias às 15 horas desço ao playground da nossa morada. Trinta minutos sem fazer uso do celular. E se alguém for saindo ou chegando saúdo. Meu pai fazia assim. Sempre distribuindo um mini poema de sua autoria. Aquele velhinho suave. Morada da sabedoria.

 Charles Fonseca 

EU SOU A CHUVA QUE LANÇA A AREIA DO SAARA


 

Depois de muitos anos divorciou-se. Ela o quis. Arrependida a ele disse que não soube ver que ele era um romântico. E ela o que foi?

RECONVEXO


 

Todo dia se faça presente. Olhe, abrace, beije, WhatsApp, Email. Faça alguma coisa pelo teu amor.

O ATLETA


 

Por não me fazer doce colho o amargo.

 Charles Fonseca 

BRASIL PANDEIRO


 

UMA HISTÓRIA COM REFRÕES. Adélia Prado

Por causa da chuva,

a vida toma a presença

de quando eu era menina

e comia de tudo e muito.

O estômago satisfeito

gerava bons pensamentos.

Sentir medo era bom,

a mãe abraçava a gente,

oh! vida maravilhosa!

A oficina parava às quatro e meia,

o pai comia primeiro

pra tomar banho depois.

Tudo ainda por acontecer:

um puxado na casa,

trocar por tacos o piso de tijolos,

lamparinas por lâmpadas,

e, quem sabe, um rádio,

um ferro elétrico.

Oh! vida maravilhosa!

Ideias me beliscando

como piabinhas no córrego

beliscando-me as pernas,

meu noivo e eu nos contínhamos,

teria uma lua de mel para comer sozinha,

cartões nos felicitando,

caixas cheias de presentes.

Oh! vida maravilhosa!

Se cavasse bem

onde morava a Egita benzedeira,

encontraria uma botija estourando de ouro

e quando o menino nascesse

ia tremer de fascínio e medo

pelos cabritinhos que volta e meia

arrombavam a cerca da horta.

Eu imitaria minha mãe

abraçando ele com força:

Tonim, Tonim, é só um cabritim,

e o mel do amor escorreria

dos olhos pro coração.

Oh! vida maravilhosa!

VEJA


 

Abaixo das campas todo orgulho jaz

LAMENTO SERTANEJO


 

A terra me chama pra carne o céu me mostra estrelas e fico assim da fome às beiras a ti estrela escarlate. Tu avermelhada a piscar eu te quero épocas priscas penso nas madrugadas o que queres de mim. Insista.

 Charles Fonseca 

SANGUE LATINO


 

"Andarei no meio de vós, e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo." Levítico 26:12

domingo, março 15, 2026

NAVE ERRANTE


 

O QUE EU ESCREVIA. Czeslaw Milosz

O que eu escrevia de súbito pareceu

ridículo. Eu não era capaz de exprimir.

Olhei para o mundo imenso, pulsante,

os cotovelos apoiados em um corrimão de pedra.

Rios corriam, velas rasgavam nuvens,

poentes desmaiavam. Todos os belos países,

todos os seres que desejei

se ergueram no céu como grandes luas.

Olhar fixo nesses estranhos lumes moventes,

contando seus arcos astrológicos,

sussurrei: mundo, cessa, piedade, eu me afogo.

Palavra nenhuma basta para a beleza.

Eu enxergava dentro de mim extensos vales

e podia, o passo alado e brônzeo,

lançar-me acima deles em muletas de ar.

Mas isso se foi, noite sem memória.

É NATURAL


 

Nao gosto de mulher por conta. Gosto da que conta estrelas no céu

NASCEMOS PARA CANTAR


 

Prefiro uma Igreja mais reverente

CONSAGRAÇÃO


 

O beijo foi bem chupado. Dia dos namorados. Bastava aí ter chegado. Um recuo e tudo acabado. Ocorre que deixou um sabor uma sensação diferente uma paixão fremente e um caminho de dor. Às favas a real família agora o dantes sonhado cinco anos ansiado sede abaixo da braguilha. Foram meses de loucura um tal de quero agora ficaste na minha história, agora, empurra.

 Charles Fonseca 

NADA POR MIM


 

A família originária a família antropológica a destruída e a que restou tão vária. Não há como esquecer. Que Deus a tenha. Que de novo a nós venha nos descendentes, fim da jornada.

 Charles Fonseca 

NA SOMBRA DE UMA ÁRVORE


 

12.Bem-aventurado o homem que suporta com paciência a provação! Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.

NA MINHA OPINIÃO...


 

sábado, março 14, 2026

Espero que guardes a foto. Avermelhada e em alto relevo. O entorno desfocado. O centro por ti tresloucado. Imagino arroseada. Que a guardes com carinho em ti seu próprio ninho. E se de si desaguar nossa seiva opalescente que aí fique docemente e nós dois a arfar.

 Charles Fonseca 

NA ASA DO VENTO. Caetano Veloso



Deu meia noite, a lua faz o claro
Eu assubo nos aro, vou brincar no vento leste
A aranha tece puxando o fio da teia
A ciência da abeia, da aranha e a minha
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, viu?
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, 'tá?
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, viu?
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, 'tá?
Muita gente desconhece
Deu meia noite, a lua faz o claro
Eu assubo nos aro, vou brincar no vento leste
A aranha tece puxando o fio da teia
A ciência da abeia, da aranha e a minha
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, viu?
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, 'tá?
Muita gente desconhece
A Lua é clara, o Sol tem rastro vermelho
É o mar um grande espelho onde os dois vão se mirar
Rosa amarela quando murcha perde o cheiro
O amor é bandoleiro, pode inté custar dinheiro
É fulô que não tem cheiro e todo mundo quer cheirar
Todo mundo quer cheirar, olará, viu?
Todo mundo quer cheirar
Todo mundo quer cheirar, olará, 'tá?
Todo mundo quer cheirar
Todo mundo quer cheirar olará, viu?
Todo mundo quer cheirar
Deu meia noite, a lua faz o claro
Eu assubo nos aro, vou brincar no vento leste
A aranha tece puxando o fio da teia
A ciência da abeia, da aranha e a minha
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, viu?
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, 'tá?
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, viu?
Muita gente desconhece
A Lua é clara, o Sol tem rastro vermelho
É o mar um grande espelho onde os dois vão se mirar
Rosa amarela quando murcha perde o cheiro
O amor é bandoleiro, pode inté custar dinheiro
É fulô que não tem cheiro e todo mundo quer cheirar
Todo mundo quer cheirar, olará, viu?
Todo mundo quer cheirar
Todo mundo quer cheirar, olará, 'tá?
Todo mundo quer cheirar
Todo mundo quer cheirar olará, viu?
Todo mundo quer cheirar
Todo mundo quer cheirar, olará, 'tá?
Todo mundo quer cheirar
Deu meia noite, a Lua faz o claro
Eu assubo nos aro, vou brincar no vento leste
A aranha tece puxando o fio da teia
A ciência da abeia, da aranha e a minha
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, viu?
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, 'tá?
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, viu?
Muita gente desconhece
Muita gente desconhece, olará, 'tá?
Muita gente desconhece

Este blog é fruto da solidão. Dos meus momentos a sós. Abro a Internet e alargo o meu ter. Há tantas coisas a ver! Até escuros e alvorada do ser. E a amplidão.

 Charles Fonseca 

O TROVADOR


 

PARA A MORTE. QUANDO A MORTE VIROU SÍMBOLO NESTA CIDADE? Amal Albukamar

Os cigarros da hora se acabaram

enquanto o homem traga o tempo irritado entre os lábios,

esmaga a cinza do pecado e enterra milhares de mulheres nos dedos.

Deus pendura as plaquinhas desta vida no corpo dos mortos,

e os fios emaranhados choram abraçados pelo sangue e se estendem entre os túmulos dos vivos para puxar o coração dos coveiros.

Morre a vida da areia,

morrem as trepadeiras em cima dos corpos nos muros destruídos que não conservam as lágrimas dos perdedores.

Tudo aqui morre, tudo menos os mortos.

A morte aqui é eternidade,

a morte aqui é aquele bêbado que escreve um poema na rocha usando o cinzel

de seu eu, sem se dar conta.

Não sabe que há uma fenda na pedra da existência, vazia de sentido.



A morte aqui é a luta,

luta entre as coisas esvaziadas de sua realidade

e uma mulher que, como eu, esfrega o corpo com o sal do nada.

Nenhuma morte cola no vestido das noivas quando gritam nas primeiras núpcias.

Nenhuma luz nasce do ventre da estéril que carrega dentro dela um poema.

Não tem sentido o vazio,

não tem outro sentido a realidade

que este: nascer, sempre, do amanhecer do sétimo céu.

Freud meu cão pastor


 

Não se acanhe em ter se apaixonado. É da vida sensitiva. Melhor que só ser comida de abutres. Uma morada de idosos. Lá não há solidão. Há amor de mão na mão. E pode haver outros gozos. Uma oração, um oremos, sem ser iludido por laços que te amarram ao cais solidão.

Case. Nada pior que a solidão. Ou vá para uma casa de idosos. Melhor que de mão em mão.

O RANCHO DA GOIABADA


 

Caimmy cantou as praieiras. Era do mar da Bahia. Canto am minhas rasteiras no ócio, ai agonia... Que fazer, tempo de sobra. Ideias no azul anil, sereias de Cabo Frio me ouvem, sorriem, glosam?

 Charles Fonseca 

Chegando converso contigo. Eu e a musa. A mente confusa. Sou dela um seu amigo. Uma mulher, a orla da praia onde o mar desmaia. Espalha estrelas volúveis por sobre a areia. Aos céus ao firmamento, ai sentimento, vate vário sonha sereia.

 Charles Fonseca 



O MESTRE SALA DOS MARES


 

FOTOGRAFIA


 

Sabe, me vês assim sisudo é que ela de mim se foi fui ao fundo. E se voltar já fui embora, fiz esse poema, longa história. Se voltar não me amasse a alma. Pergunte como fomos tão longe e nossa memória?

 Charles Fonseca 

FOTOGRAFIA


 

Ao amanhecer ou sob a lua ao sol ou só no escuro, no mole ou só quando duro, de óculos ou só a vista, quando vieres o cabo é frio melhor se perto da orla ir fundo ou só na orla, na borda se virgem nua.

 Charles Fonseca 

O MENINO DA BRAÇANÃ


 

12.Portanto, como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão, longanimidade,

 Colossenses 3

sexta-feira, março 13, 2026

Hoje é o dia do meu neto José. Saudade no peito dia de glória. Dia de pequena grande história. Sorrio e não sei se choro até.

 


O MENINO DA PORTEIRA


 

A RESPOSTA

Se tua moral foi jogada ao chão e tu ficas que acontece então? Sabe-se como começa mas não como termina. Pode ser suave. Mas quando sobre ti te cerca a alienação parental ai, ela vem com tudo, com todas as armas. E se te defendes sem agressão pode ser que muitos anos depois vem inesperada proposta de remissão. Como vão os netos pode ser uma boa resposta. Que este drama nunca te bata à porta.



Benditos os que prepararam o caminho até minha mulher. Meu pai, minha comadre.


 

55.Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?

 I Coríntios 15

O CIO DA TERRA


 

O SAPO E O ESCORPIÃO

 Um escorpião, desejando atravessar um largo rio, pediu a um sapo que o levasse nas costas.

— "Você está louco?" — disse o sapo. — "Se eu te carregar, você me pica com seu ferrão venenoso e eu morro!"

— "Por favor, não seja tolo," — respondeu o escorpião. — "Se eu te picar, você afunda e eu morro afogado também. Faz sentido, não?"

O sapo hesitou, mas a lógica parecia correta e ele aceitou. O escorpião subiu nas costas do sapo e começaram a travessia.

No meio do rio, na parte mais funda, o escorpião fincou seu ferrão no sapo.

Sentindo o veneno paralisar seu corpo, o sapo, enquanto afundava, perguntou incrédulo:

— "Por que fez isso, escorpião? Agora nós dois vamos morrer!"

O escorpião respondeu:

— "Eu não pude evitar... É a minha natureza." IA

quinta-feira, março 12, 2026

SALVADOR


 

Angélica Torres Lima.

meio-dia a pino:

cidade afogueada

terra de zinco


pendurado entre galhos

o sol esperneia:

raios grafitam paredes


pássaros tocam

o sol nos sonhos:

boceja o dia


escultura natural:

garça em pose

sobre o museu nacional


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SATURNO


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O BÊBADO E O EQUILIBRISTA


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Não existe preço só apreço. Aquela vida em impulso. O toque no eu profundo. O peito expandido. O fundo tipo caqui. Adocicado. Um tanto salgado. Uma água que corre. Uma verga de escore. O gemido ao vento que passa. Um roçar até o fundo. Este a acomodar-se qualquer que seja o tamanho.

 Charles Fonseca 


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ESCULTURA


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11 - Ao Deus Trino

1. Ó Deus, bom Pai e Benfeitor,

A Ti rendemos, com ardor,

Louvor leal sem fim, Senhor,

De todos nós Sustentador.

 

2. E Tu, Deus Filho, ó bom Jesus,

Por nós sofreste numa cruz;

De Ti nos vem a clara luz,

Que nossos pés aos céus conduz.

 

3. Tu, Deus, Espírito veraz,

Oh! Nossas almas satisfaz

Com gozo, com divina paz,

E as nossas aflições desfaz.

 

4. Ó infinito e excelso Deus,

Ampara-nos, embora réus,

Com bênçãos, lá dos altos céus,

A todos nós, os filhos teus.


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NÓS EM FLORIPA


 

Que venham quando nós por perto. Com suas descobertas suas dúvidas. A seus pais demos o que pudemos. Com muitas falhas e alguns acertos. E assim será, depois as asas a voar que façam no futuro o que agora os recebe de braços abertos. Auguro.

 Charles Fonseca 


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SALVADOR


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POEMA. André Caramuru Aubert

 12. poema


o que está escrito na placa é uma instrução para mim, diz que

devo sorrir, e é isso que vou fazer, porque devo fazê-lo, porque

sorrio sempre, faz parte da etiqueta, dos bons modos, mesmo

quando eu sei que a próxima esquina não trará alívio, que a

noite não trará alívio (a madrugada, muito menos), quando

sei enfim que nada trará alívio eu sorrio, sorrio sempre que

se requer isso de mim, e nas fotografias, em todas elas, eu

sorrio, apesar dos meus suíços dentes podres eu sorrio, e

só fico imaginando em que momento da história passou a

ser obrigatório aparecer sorrindo em fotografias, na mesma

época, quem sabe, em que ser feliz passou a ser uma obrigação

          até mesmo

             para as pessoas tristes?


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NUNCA


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"É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor." Lucas 2:11

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NOSSOS MOMENTOS


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quarta-feira, março 11, 2026

Então ela achegou-se terna. Eu não alcancei a dimensão do intento. Era o ser em desalento. O trauma a vergastar paixão incerta.

 Charles Fonseca 


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NATAL


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Que sejam felizes é o que peço. Mais do que fui e foram. Meus ancestrais família nuclear atores. Qual germe flor fruto sementeiem.

 Charles Fonseca 


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NOSSA CANÇÃO


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De cada lugar uma saudade. Uma alegria uma tristeza. O aprendizado. Do arraial a família de origem. Da cidade o amor paixão. Em cada qual uma ilusão em todas mil, certezas.

 Charles Fonseca 

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NECESSITADO


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A MELHOR RESPOSTA

 "A melhor resposta é aquela que não se dá" é um ditado popular que exalta o silêncio como forma de sabedoria, maturidade e controle emocional diante de provocações, ofensas ou discussões inúteis. Significa que não reagir poupa energia, evita conflitos desnecessários e preserva a paz interior. 

Principais Aspectos:

Silêncio como Poder: O silêncio é visto como um "patuá de gente grande" e uma ferramenta de inteligência emocional.

Controle e Maturidade: Evita o desgaste com brigas e conversas improdutivas, demonstrando que você está acima da provocação.

Tempo como Resposta: Muitas vezes, o silêncio funciona como uma resposta que o tempo ou as atitudes darão por você.

Evitar o Desnecessário: Palavras em excesso podem piorar a situação; calar-se demonstra maturidade. 

Em suma, o ditado sugere que, diante de negatividade, o silêncio é a resposta mais poderosa." IA

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SALVADOR


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"e disse-lhes: Por que estais dormindo? Lenvantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação." Lucas 22:46

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NOS BAILES DA VIDA


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Não volto onde não salva'dor. Pra que? pra ser lançado às feras estas de longas eras, nem que com fantasia e bangô. Prefiro ficar onde o cabo é frio onde a praia é ali, areia/sereia etérea a mim sorri.

 Charles Fonseca 


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NONO MANDAMENTO


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terça-feira, março 10, 2026

Vi naquele evento um clã ensimesmado. Previsto assegurado tudo em ordem. Uns olhar etéreo sem norte. Outros nem lá estavam quem pode? Uma desgarrada a se achegar em oratória. Um bebê a chegar à vida. As orações os lamentos a morte.

 Charles Fonseca 


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PINTURA


 

Especializei-me em ser generalista. Fiz paradas em muitos lugares. Penso que ainda há vagares a me chamar e há pouco tempo à vista.

 Charles Fonseca 


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PINTURA


 

SANTO AGOSTINHO. Estilo

" O estilo de Santo Agostinho é marcado pela fusão de filosofia platônica com teologia cristã, caracterizado por uma prosa introspectiva, apaixonada e analítica, focada na interioridade, na graça divina e na busca pela verdade. Sua escrita frequentemente utiliza confissões pessoais, diálogos e metáforas para explicar conceitos complexos como tempo, alma e o livre-arbítrio. 

Casa do Saber

Casa do Saber

 +4

Principais Características do Estilo Agostiniano:

Introspecção e Psicologia: Foca na análise da alma humana, sua interioridade e busca pessoal por Deus.

Fusão Fé-Razão: Harmoniza a fé cristã com a filosofia neoplatônica.

Estilo Confessional: Uso de narrativas em primeira pessoa, como em sua obra "Confissões".

Uso de Metáforas: Explica conceitos teológicos e filosóficos de forma profunda e poética.

Providencialismo Histórico: Defesa de que a história é um plano divino, com foco na "Cidade de Deus".

A Iluminação Divina: Teoria de que o conhecimento verdadeiro é revelado por Deus.

Ética do Amor: Associa o amor à vontade humana e à busca pela virtude. " IA


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PINTURA


 

DESPERTAR. Henrique Augusto Chadon

Quando os olhos se abriram na manhã

ele viu réstias de luz

sentiu o vento leve panejando as cortinas.

Não sabia onde estava.

Nada em volta era familiar

nada chegava do dia anterior.

Deitado ficou

sem lembranças, sem nada pensar.

Apenas um vivente acordando

de um sono sem sonhos de cem anos.

O sol, o vento

as cortinas na janela...

Uma nova aurora

dia qualquer, qualquer lugar.



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A LEBRE E A TARTARUGA


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HINO BENEDITINO


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NOITE DOS MASCARADOS


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Um abraço. Toda semana mande esta mensagem para quem lhe merece. O WhatsApp agradece.

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SALVADOR


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CARAMURU José de Santa Rita Durão

De um varão em mil casos agitados,

Que as praias discorrendo do Ocidente,

Descobriu recôncavo afamado

Da capital brasílica potente;

Do Filho do Trovão denominado,

Que o peito domar soube à fera gente,

O valor cantarei na adversa sorte,

Pois só conheço herói quem nela é forte.


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NOITE CHEIA DE ESTRELAS


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Vem como um abalo no peito. Sonho com algo que fumega. Que bom que é como quimera. Assustado sorrio da peta. De vez em quando ocorre. Foi hera agarrada a mim como a um muro. Livre dela hoje concluo. Lição de vida minha alma acolhe.

 Charles Fonseca 


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PINTURA



 
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AUXÍLIO DIVINO

 1. Santo Deus, vem inflamar

Nossos débeis corações;

Vem as trevas dissipar,

Livra-nos de imperfeições.

 

2. Sim, ó Deus, vem dirigir

Este culto a celebrar;

Vem, oh, vem-nos revestir

De fervor pra Te louvar!


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NO RANCHO FUNDO


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SALVADOR

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"Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória, o Espírito de Deus." I Pedeo, 4

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Claude Monet. Impressionismo

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segunda-feira, março 09, 2026

"Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente.".

 Fernando Pessoa 

PULSÃO DE VIDA E PULSÃO DE MORTE


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NINGUÉM ME AMA


 

Ir embora de manso vento, por perto basta os que me cercam, sem alarde, os que de longe ficam já é tarde, olho o céu, o firmamento. Não se precupem logo haveremos de estar de braços dados nova morada, do Pai celeste em novos passos, caem os panos rápido, só alvoradas.

 Charles Fonseca 

NINGUÉM É DE NINGUÉM


 

Mingau quente se come pelas beiradas


 

9. SANTO

1. Santo! Santo! Santo! Deus Onipotente!

Cedo de manhã cantaremos teu louvor.

Santo! Santo! Santo! Deus Jeová triúno,

És um só Deus, excelso Criador.

 

2. Santo! Santo! Santo! Todos os remidos,

Juntos com os anjos, proclamam teu louvor.

Antes de formar-se o firmamento e a terra.

Eras, e sempre és e hás de ser, Senhor.

 

3. Santo! Santo! Santo! Nós, os pecadores,

Não podemos ver tua glória sem tremor.

Tu somente és Santo; não há nenhum outro,

Puro e perfeito, excelso Benfeitor.

 

4. Santo! Santo! Santo! Deus Onipotente!

Tuas obras louvam teu nome com fervor.

Santo! Santo! Santo! Justo e compassivo,

És um só Deus, supremo Criador.

NESTA RUA


 

O ANDAIME. Fernando Pessoa

 Cancioneiro

 
O Andaime
 
O tempo que eu hei sonhado
Quantos anos foi de vida!
Ah, quanto do meu passado
Foi só a vida mentida
De um futuro imaginado! 

Aqui à beira do rio
Sossego sem ter razão.
Este seu correr vazio
Figura, anônimo e frio,
A vida vivida em vão. 

A 'sp'rança que pouco alcança!
Que desejo vale o ensejo?
E uma bola de criança
Sobre mais que minha 's'prança,
Rola mais que o meu desejo. 

Ondas do rio, tão leves
Que não sois ondas sequer,
Horas, dias, anos, breves
Passam - verduras ou neves
Que o mesmo sol faz morrer. 

Gastei tudo que não tinha.
Sou mais velho do que sou.
A ilusão, que me mantinha,
Só no palco era rainha:
Despiu-se, e o reino acabou. 

Leve som das águas lentas,
Gulosas da margem ida,
Que lembranças sonolentas
De esperanças nevoentas!
Que sonhos o sonho e a vida! 

Que fiz de mim? Encontrei-me
Quando estava já perdido.
Impaciente deixei-me
Como a um louco que teime
No que lhe foi desmentido. 

Som morto das águas mansas
Que correm por ter que ser,
Leva não só lembranças -
Mortas, porque hão de morrer. 

Sou já o morto futuro.
Só um sonho me liga a mim -
O sonho atrasado e obscuro
Do que eu devera ser - muro
Do meu deserto jardim. 

Ondas passadas, levai-me
Para o alvido do mar!
Ao que não serei legai-me,
Que cerquei com um andaime
A casa por fabricar. 

SALVADOR


 

TROPICALISMO

 "Transgressão, Hibridismo e Experimentação – O Tropicalismo foi um movimento cultural brasileiro surgido no final da década de 1960 que teve forte impacto nas artes visuais, na música, na literatura e no teatro. Caracterizou-se por uma atitude irreverente, experimental e crítica diante das tradições culturais e políticas vigentes, propondo uma síntese entre o popular e o erudito, o nacional e o estrangeiro, o moderno e o arcaico.

No campo das artes visuais, um dos marcos iniciais do Tropicalismo foi a obra “Tropicália” (1967), de Hélio Oiticica, uma instalação que convidava o público a interagir com um labirinto construído com elementos típicos da cultura brasileira. Essa obra não apenas nomeou o movimento como também sintetizou seu espírito antropofágico e sensorial, rompendo as barreiras entre arte e vida, espectador e obra. A Antropofagia, movimento da arte moderna da primeira metade do XX, foi uma grande inspiração para o movimento tropicalista.

O Tropicalismo também teve grande expressão na música, com nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes e Tom Zé, que misturaram gêneros como bossa nova, rock psicodélico, samba, música caipira e ritmos africanos, em letras muitas vezes críticas à situação política do país sob a ditadura militar. Além disso, o movimento se alinhava a uma crítica às noções fixas de identidade nacional e ao conservadorismo cultural. Os tropicalistas defendiam uma arte que refletisse as contradições do Brasil e que fosse capaz de incorporar a complexidade do país, tanto em sua diversidade cultural quanto em sua realidade social e política.

Apesar de sua curta duração, o Tropicalismo marcou profundamente a cultura brasileira, sendo lembrado como um momento de transgressão, inovação estética e enfrentamento simbólico à repressão. Seu legado permanece presente em expressões artísticas contemporâneas que dialogam com a multiplicidade e a crítica cultural"

7.As águas da torrente jamais poderão apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Quisesse alguém dar tudo o que tem para comprar o amor... Seria tratado com desprezo.

 Cânticos de Salomão 

NERVOS DE AÇO


 

HOPPER. Ronaldo Costa Fernandes

Em Hopper, não há a solidão que todos dizem.


Aquele casal na lanchonete,

as moças no quarto

ou no vagão de trem

estão imobilizados de vida

— de vida tão grave

que nada escapa (como nos buracos negros)

de seu campo de gravidade.


Ali estão os autômatos de Hopper

em sua fantástica viagem em torno de si mesmo.


Não é a vida americana

que é criticada.

O que nos desnorteia em Hopper

— e nos fascina —

é que nos vemos na lanchonete,

na parada de ônibus ou no vagão de trem.

Estamos imobilizados — hopperianos —

em têmpera e colorido,

fixos na tela do tempo,

e, irremediavelmente, presos a nós mesmos,

a vida como um quadro americano

do qual não podemos escapar

NEM EU


 

domingo, março 08, 2026

“Na ordem das coisas criadas, a natureza racional é um bem tão grande que nenhum outro bem poderia tornar feliz o espírito humano senão o Sumo Bem, ou seja, o mesmo Deus” (Da natureza do bem, capítulo 7).

 Santo Agostinho 

8 - Adoração

A Deus, supremo Benfeitor,

Vós anjos e homens dai louvor;

A Deus o Filho, a Deus o Pai,

A Deus Espírito, glória dai.

NEM ÀS PAREDES CONFESSO


 

"O anseio de novidades impele o homem para a angústia extrema." Santo Agostinho

DESEJOS ESPIRITUAIS


 

NEGUE


 

Espalho cultura.

NAQUELA MESA


 

OCEANO. Ana Cecília de Souza Bastos

Somos oceano nas extremidades.

Contemplo minhas unhas,

conchas do mar.

Tanto brilham essas partes!

Fecham extremidades,

ilusória completude.


Somos oceano,

peixe e cautela,

flutuação e peso em luta na água,

correnteza e vida,

ave e liberdade.

E nada quero dizer do amor.


Alheio-me, abstraio-me,

ânsia e vertigem,

sonho profundidades inauditas,

mergulho.

NÃO ME DIGA ADEUS


 

Vejo violetas sossegadas à meia sombra; fico a sonhar na alfombra, são como as mulheres, beleza. São delicadas estão na origem do mundo só nos dão eu me afundo, meu ser nelas desagua.

 Charles Fonseca 

NÃO DEIXE O SAMBA MORRER


 

MULHERES


 

NADA ALÉM


 

Queria que nos visitássemos. Eu na flor dos oitenta anos. Ela aquela adolescente adubada agora com cicatrizes e na alma lanhos. Demais, declinei da oportunidade. Preferi ficar com meu sonho realidade. Nada de outros encantos. Poderia me trazer prantos. Eu e esta a me querer, meu fado.

 Charles Fonseca 

7 - Maravilhas Divinas

1. Ao Deus de amor e de imensa bondade,

Com voz de júbilo vinde e aclamai;

Com coração transbordante de graças,

Seu grande amor, todos, vinde e louvai.

 

* No céu, na terra, que maravilhas

* Vai operando o poder do Senhor!

* Mas seu amor aos homens perdidos

* Das maravilhas és sempre a maior!

 

2. Já nossos pais nos contaram a glória

De Deus, falando com muito prazer,

Que nas tristezas, nos grandes perigos,

Ele os salvou por seu grande poder.


* No céu, na terra, que maravilhas

* Vai operando o poder do Senhor!

* Mas seu amor aos homens perdidos

* Das maravilhas és sempre a maior!


3. Hoje, também nós bem alto cantamos

Que as orações Ele nos atendeu;

Seu forte braço, que é tão compassivo,

Em nosso auxílio, Ele sempre estendeu.


* No céu, na terra, que maravilhas

* Vai operando o poder do Senhor!

* Mas seu amor aos homens perdidos

* Das maravilhas és sempre a maior!


4. Como até hoje e daqui para sempre,

Ele será nosso eterno poder,

Nosso castelo bem forte e seguro,

E a nossa fonte de excelso prazer.


* No céu, na terra, que maravilhas

* Vai operando o poder do Senhor!

* Mas seu amor aos homens perdidos

* Das maravilhas és sempre a maior!

NA CADÊNCIA DO SAMBA


 

NAOLEÃO E JOSEPHINE

 “Quando o general Bonaparte se apaixonou pela Madame de Beauharnais, foi amor em todo o poder e força do termo”, assim escreveu Auguste de Marmont, amigo de Napoleão, sobre quando o corsário se interessou por Joséphine no ano de 1795. Os dois haviam se conhecido num dos salões de Madame de Stäel e Napoleão ficou completamente arrebatado por aquela graciosa viúva, 6 anos mais velha. A jovem mãe era considerada uma mulher de ótima aparência e fazia uma bela figura nos salões em que costumava frequentar.


O interesse dé Bonaparte, porém, foi levemente correspondido, causando assim desconcerto entre os amigos de Joséphine, que se sentiu atraída pela ambição e inteligência do pretendente. Aos 26, o general já era rico e famoso. Mudou-se para uma belíssima casa na Place Vendôme e redobrou os apelos para a amada. Seu afeto por aquela a quem chamou de o “único objeto em meu coração” pode ser conferido numa série de cartas ele lhe dirigiu ao longo dos anos inciais de seu relacionamento.


“Foi aparentemente sua primeira paixão e ele sentiu-a como todo o vigor de sua natureza”, completou Auguste de Marmont, fazendo uma reflexão sobre a natureza dos sentimentos do futuro imperador dos franceses para com Joséphine. Depois que Napoleão se tornou o herói do Termidor, a viúva de Beauharnais ficou cada vez mais tentada a permitir que ele lhe fizesse a corte e então lhe escreveu:


"Já não vindes mais ver tua amiga que vos quer muito. Desertaste-a mesmo. Isso é um erro, pois ela está ternamente atraída por vós. Vinde almoçar comigo amanhã, septiti. Quero ver-vos e falar convosco sobre assuntos de vosso interesse. Boa noite, mon ami, je vous abrace" (apud WILLIAMS, 2014, p. 115).


Assim que recebeu essa carta, Napoleão rapidamente respondeu que: “Não posso imaginar a razão para o tom de sua carta. Imploro que acredite que ninguém deseja tanto sua amizade como eu, ninguém está mais ansioso por prova-lo” (apud WILLIAMS, 2014, p. 115). Logo no início, Joséphine resistiu aos pedidos do general por maior intimidade em seu relacionamento, embora não por muito tempo. Em dezembro de 1795, sua biógrafa Kate Williams acredita que eles já tinham se tornado amantes. Às 7 da manhã do dia 29, ele escreveu uma carta para a amante, extasiado depois de sua primeira noite juntos:


"Acordo preenchido por pensamentos vossos. Vossa imagem, e os prazeres inebriantes da noite passada não dão descanso aos meus sentidos. Doce e emocionante Joséphine, que estranho poder tendes sobre meu coração! Estais zangada comigo? Estais infeliz? Estais incomodada? Minha alma está quebrada de desgosto e meu amor por vós nega-me repouso. Mas como posso descansar, quando cedo à sensação que me esmaga o ser, quando bebo dos vossos lábios e do vosso coração uma chama entorpecente? Sim! Uma noite ensinou-me quão aquém da realidade fica vosso retrato! Começais ao meio dia: em três horas irei ver-vos novamente. Até lá mil beijos, mio dolce amore, mas não me devolvais nenhum porque me incendeiam a alma" (apud WILLIAMS, 2014, p. 116).


Diferentemente de outras cartas de amor trocadas no período entre amantes como Lorde Nelson a Emma (que dizia ama-la como “a um pudim”), as de Napoleão a Joséphine são consideradas uma obra-prima do amor-paixão. Naquela época, o amor romântico propalado pelas obras de Goethe, ou A Nova Heloísa de Rousseau, era expresso por meio desse correio sentimental.


O general deu vazão ao desejo sexual na escrita de suas palavras, muitas vezes chegando a furar o papel, tamanha era a força e impaciência com que ele segurava a pena e cobria as palavras erradas com borrões. Vivia na expectativa de tê-la novamente entre os braços. Na cama, os dois se entregavam aos mais curiosos jogos de sedução, desde o uso de fantasias ao de espelhos estrategicamente posicionados no quarto para refletir seus corpos nus, iluminados pela chama das velas. Conforme Napoleão escreveria mais tarde, ele nunca “esqueceu essas visitas” à “pequena floresta negra”. Assim que se tornaram amantes, ele logo demonstrou interesse em toma-la por esposa e se jogava aos seus pés quando ela se recusava a aceitar.


Texto: Renato Drummond Tapioca Neto

Imagem: Napoleão e Joséphine em seu leito de amor. Cena gerada por I.A, segundo os retratos pintados na época.


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LEÃO 14


 

NA BAIXA DO SAPATEIRO


 

22.Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23.mansidão, autodomínio. Contra estas coisas não existe lei.

 Gálatas 5

sábado, março 07, 2026

MUCURIPE


 

A me olhar o sol da tarde aos poucos me reconfigura como se olhasse pra uma escultura aqui e ali uma fissura na alma que faz um vazio vate. À noite um outro aparece nos sonhos dos restos diurnos às vezes sombrios outros alegres.

 Charles Fonseca 

MOLAMBO


 

Sonhar é acordar-se para dentro. Mario Quintana

PERTO DE JESUS


 

O meu é Severino. Como não tenho outro de pia Como há muitos Severinos nesta Sertânia, deram então de me chamar de "Severino da Maria". João Cabral de Melo Neto.

MODA DA MULA PRETA


 

Luiza Mendes Furia

Canto o que vem comigo desde antes

e são modulações do mesmo grito


Como os grilos que ora tracejam a noite

com seu canto simplesmente folha transformado em vida.


Hoje, que hei de dizer-te?

Que esteve claro o dia e turva a vista


Que nada retive de seu esplendor

já outonal, senão um ritmo


Este que faz as mãos acariciar as palavras

como se fossem de vidro.

MOÇA. 2


 

"Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça." Romanos 6:14

MOÇA


 

"O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê".

 Platão 

MINHA NAMORADA


 

33.Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. 34.Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal.

 São Mateus 6

DE VOLTA PRO ACONCHEGO


 

sexta-feira, março 06, 2026

DE PAPO PRO AR


 

"Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo"

 Platão 

DAS ROSAS


 

CRISTO MEU MESTRE


 

6 - Glória Ao Senhor.

1. A nosso Pai do céu tributa, lábio meu,

Glória e louvor!

A quem seu Filho deu, o qual por nós morreu,

A quem me prostro eu; glória ao Senhor!

 

2. Louvemos ao Senhor, o Santo Redentor,

O Rei Jesus!

Sua morte me remiu, a mim, tão pecador,

E assim o céu me abriu; glória a Jesus!

 

3. Espírito de Deus, mandado por Jesus,

Louvor a ti!

De Cristo o grande amor revela, Instruidor!

Sê meu renovador! Louvor a ti!

 

4. Louvemos com ardor, com gozo e com fervor

O trino Deus!

Eternamente ali, em canto abrasador,

Trindade santa, a ti louvor nos céus!

[DESLOCAM-SE SOB O SOL] Deslocam-se sob o sol ou sob a chuva, sozinhas ou com os filhos às costas, protegidas por invisíveis guarda-sóis ou guarda-chuvas. Se há goteiras no telhado e a casa alaga, inventam máquinas sugadoras de líquido e engolem o excesso para que o berço permaneça seco e quente. Optam por viver em mar aberto, mas adaptam-se perfeitamente a solos áridos e inóspitos. Mulheres são anfíbias.

 Dalila Teles Veras

ESCULTURA


 

16.Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, 17.a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda boa obra.

 II Timóteo 3

SALVADOR


 

Há um silêncio estranho. Não recebí mensagem. Estaria doente, estaria emburrada ou quer me dar um arranho? Faz assim não pois eu te amo não do jeito que você quer. Será que é amuo de mulher sinto em ti na alma um lanho.

 Charles Fonseca 

ESCRITURA


 

JOÃO GUIMARÃES ROSA

 Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou.


João Guimarães Rosa

Escultura


 

quinta-feira, março 05, 2026

Conheça as várias famílias de todos os seus amigos. Olha bem, segue o que digo. As tuas amigas agradecem.

 Charles Fonseca 

DAMA DAS CAMÉLIAS


 

Um toque, um amasso por cima do que palpita em baixo. Braços que se tocam. Cartões fundo da arca. Corpos que se enroscam. E aquele sorriso que o querer disfarça.

 Charles Fonseca 

ARQUITETURA


 

Que se beijem que se abracem. Que a si compareçam em encontros da palavra. Que a si e de si sorriam sem falso. Que um falso amor não disfarcem.

 Charles Fonseca 

BAHIA


 

Saudade de meu pai. Do nada uma risada. Por tudo não se queixava. Um longo suspiro. Nem um ai.

 Charles Fonseca 

CREIO EM TI


 

ESCULTURA


 

Sobrou um tantinho de alma daquele peito de infante. Neste creio que a cada instante amacie a dureza voragem.

 Charles Fonseca 

FOTOGRAFIA


 

Fotógrafa do interior bem num cantinho da alma tens no corpo uma adaga onde dormita meu amor.

 Charles Fonseca 

PINTURA


 

Há sons de violão os violinos gemem os seios arfam, tremem, Há um poeta em vão.

PINTURA


 

5 - Presença Divina

1. Onipotente Rei, aqui presente sê

No teu poder;

Em teu excelso amor inspira-nos louvor;

Queremos-te, Senhor, engrandecer.

 

2. Ó poderoso Deus, nos ouve lá dos céus

A petição.

Vem-nos abençoar, e vem fazer brotar

O que se semear no coração.

 

3. Vem Tu, Consolador, sê testificador

Da redenção.

No templo vem entrar, a obra completar.

Das manchas vem limpar o coração.

 

4. Ó grande, trino Deus, sim, Te adoramos nós.

E só a Ti!

Santificar-nos-ás, ao céu nos levarás,

A glória nos darás Contigo aí.

quarta-feira, março 04, 2026

PROFECIA


 

FOTOGRAFIA


 

Mega sena é jogo de bamburra

CORAÇÃO DE ESTUDANTE


 

PINTURA


 

Do alto monte dos 81 digo que hás de encontrar amor que seja singular simpático romântico original.

 Charles Fonseca 

PINTURA


 

Espalhei poema ao firmamento das ondas frias de Cabo Frio. Um lamento. A musa que eu vi sumiu.

 Charles Fonseca 

ESCULTURA


 

ESCULTURA


 

ESCULTURA


 

Deus abençoe meu genro a nora a sogra. Ele doce suave. Ela diligente carinhosa. A sogra mulher sábia a toda prova. A mulher sem igual e para sempre.

 Charles Fonseca 

PINTURA


 

4. AO DEUS SANTO

 4 - Ao Deus Santo

           

Santo, Santo, Santo,

És Tu, Senhor!

Louvem-Te nos altos céus,

E na terra os filhos teus,

Ó Deus de amor.


ESCULTURA