Charles Fonseca
segunda-feira, março 23, 2026
Esta vida é um palco dizia meu velho pai. Já estive em tantos deles por companhia um espírito mal. Os atores como eu a música sob o proscenio o maestro circo mambembe a plateia quero mais.
BONECA COBIÇADA
Não julgues a casa alheia achando que a tua é má ao longe tudo encandeia cá e lá más fadas há.
NADA ALÉM
Todo dia comemoro este amar adulto que a mim chegou e imploro que em mim permaneça antes que de mim lembrem só o vulto. A minha mulher eu dela por inteiro ha um amor verdadeiro permanecer em nós é mister.
Charles Fonseca
MANHÃ DE CARNAVAL
Deus abençoe os meus netos. Que tenham com ele comunhão. Sem pós modernices de aluvião. Com Jesus e os arcanjos decerto. Na hóstia consagrada então.
Charles Fonseca
FIM DE CASO
Mata a gente a saudade. A música o coração plange. O peito sem ela constrange. Amortece a vida, a vontade. Acontece que ela está vindo agora de novo ao nosso ninho. Ai, o seu carinho. Bimbalham os sinos na minha estória.
Charles Fonseca
ROSA
19.Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que está em vós e que recebestes de Deus? ... e que, portanto, não pertenceis a vós mesmos?
domingo, março 22, 2026
SALVADOR. O BECO.
Saudade é a ausência presente
Charles Fonseca
"Sofrer é outro nome do ato de viver / Rir, astúcia do rosto... / Esquecer, outro nome do ofício de perder".
Drummond
Verdade eu a adorei. Errei. Nunca mais a ninguém adorar. É vão. Jequié. Estraçalhado coração. Penei.
Charles Fonseca
O VENTO
Era casa de oitão dentro moravam só dois. Alegria no estar a sós. Era em Floripa então. Agora é Cabo Frio antes Aracaju e Salvador. Ela é a minha flor. Me aquece nas noites de frio
Charles Fonseca
PENSANDO EM TI
A pós-modernidade é um período sociocultural e filosófico iniciado na segunda metade do século XX, marcado pela crítica à razão iluminista, pela descrença em "verdades absolutas" e pela fragmentação da realidade. Caracteriza-se pelo individualismo, relativismo, consumismo e intenso uso de tecnologia (Era Digital).
IA
CABECINHA NO OMBRO
Por mais que me tenham feito sofrer há sempre um mais além.
Entregue à vontade de Deus mesmo se filha em UTI orgulho tenho dele e ao fim se fosse restava adeus. É assim o meu deleite à minha veneração, meu filho a minha benção sempre terás hei de.
Charles Fonseca
NERVOS DE AÇO
Ah se eu tivesse ido pro Morro de São Paulo Edifício tanto bem teria ocorrido o velho tinha razão Sr. Altamiro! Ah ilusão da fértil cabruca terra de segunda dizia o velho, deixem comigo que cuido do resto, vão passear e sorria.
Charles Fonseca
HINO AO AMOR
Ali não era o meu lugar. Só consulta sem gerar procedimento era um comportamento desfocado naquela clínica. Quanto mais melhor. E eu no mínimo necessário. Foi bom enquanto durou. Estamos aqui às ordens. Felicidades.
Charles Fonseca
AQUARELA
Se amor não é qual é este sentimento? Francesco Petrarca
Se amor não é qual é este sentimento?
Mas se é amor, por Deus, que coisa é a tal?
Se boa por que tem ação mortal?
Se má por que é tão doce o seu tormento?
Se eu ardo por querer por que o lamento
Se sem querer o lamentar que val?
Ó viva morte, ó delicioso mal,
Tanto podes sem meu consentimento.
E se eu consinto sem razão pranteio.
A tão contrário vento em frágil barca,
Eu vou por alto-mar e sem governo.
É tão grave de erro, de ciência é parca
Que eu mesmo não sei bem o que eu anseio
E tremo em pleno estio e ardo no inverno.
VIDE VERSO MEU ENDEREÇO
"Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor."
Coríntios
CARINHOSO
Aos céus peço clemência apaguem da minha memória tanta dor na minha história conservem só belas reminiscências. E do pouco que me reste ainda me tragam os presentes no entanto tão ausentes, faltam estrelas no meu celeste.
Charles Fonseca
PEDAÇO DE MIM
sábado, março 21, 2026
Não é bom se fazer presente a quem te fez grande mal.
BRASIL PANDEIRO
Lá vem o avião de Brasília traz a minha amada e irmã aquela é como imã esta no meu peito habita chã. Volta amada este meu verso diz o quanto te quero, vem, tu ao meu lado és o meu bem não demores volta presto.
Charles Fonseca
SALVADOR
Houve uma de Maracás que o pai comprava mamona. Era fogosa no zás entra logo quero cama. Podia ser de pé, na escada, no portão, na bananeira. Era qual porta bandeira rebolava dava ré.
Charles Fonseca
FORÇA ESTRANHA
Para Aristóteles, o conceito de amor estava intrinsecamente ligado à philia (amizade/amor recíproco). Em sua Ética a Nicômaco, ele aborda a amizade como essencial para a felicidade (eudaimonia) e a virtude. A verdadeira amizade, segundo ele, é aquela entre pessoas boas que desejam o bem umas às outras.
IA
CARINHOSO
A mão sobre os braços lhe foi negado. Sobre os ombros no esconso. É pérfido é sonso. A visita lhe foi negada. Assim a cada investida se afasta do que é real fantasia que é o tal. É alma apenada doída.
Charles Fonseca
RODA-VIVA
Há uma sombra em seu olhar. Na boca um sorriso em disfarce. Ouve o inconsciente gozo rapace. Na sua face quem vem lá?
Charles Fonseca
CONTO DE AREIA
Lc 1,68-79 O Messias e seu Precursor
– Bendito seja o Senhor Deus de Israel, *
porque a seu povo visitou e libertou;
– e fez surgir um poderoso Salvador *
na casa de Davi, seu servidor,
– como falara pela boca de seus santos, *
os profetas desde os tempos mais antigos,
– para salvar-nos do poder dos inimigos *
e da mão de todos quantos nos odeiam.
– Assim mostrou misericórdia a nossos pais, *
recordando a sua santa Aliança
– e o juramento a Abraão, o nosso pai, *
de conceder-nos que, libertos do inimigo,
= a ele nós sirvamos sem temor †
em santidade e em justiça diante dele, *
enquanto perdurarem nossos dias.
= Serás profeta do Altíssimo, ó menino, †
pois irás andando à frente do Senhor *
para aplainar e preparar os seus caminhos,
– anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados,
– pela bondade e compaixão de nosso Deus, *
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,
– para iluminar a quantos jazem entre as trevas *
e na sombra da morte estão sentados
– e para dirigir os nossos passos, *
guiando-os no caminho da paz.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Ninguém jamais falou como fala este homem!
A CASINHA DA COLINA
Sem casa pra morar. Sem mulher. Sem filhos em torno. Só lenço e documento. E a força. A vontade de sair gritando. Corredor do Shopping Barra. A fotografia. Um marco dourado. A parede da memória. A casa 536 que a abriga. Ano 2001. O do apagão. A história.
Charles Fonseca
Uma rapidinha? Aperte aqui.
sexta-feira, março 20, 2026
SALMO 91
Salmo 91(92) – Louvor ao Deus Criador
Ant. 1. Como é bom salmodiar em louvor ao Deus Altíssimo!
– Como é bom agradecermos ao Senhor * / e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo! / – Anunciar pela manhã vossa bondade, * / e o vosso amor fiel, a noite inteira, / – ao som da lira de dez cordas e da harpa, * / com canto acompanhado ao som da cítara.
– Pois me alegrastes, ó Senhor, com vossos feitos, * / e rejubilo de alegria em vossas obras. / – Quão imensas, ó Senhor, são vossas obras, * / quão profundos são os vossos pensamentos!
– Só o homem insensato não entende, * / só o estulto não percebe nada disso! / – Mesmo que os ímpios floresçam como a erva, * / ou prosperem igualmente os malfeitores, / – são destinados a perder-se para sempre. * / Vós, porém, sois o Excelso eternamente!
= Eis que os vossos inimigos, ó Senhor, † / eis que os vossos inimigos vão perder-se, * / e os malfeitores serão todos dispersados.
– Vós me destes toda a força de um touro, * / e sobre mim um óleo puro derramastes; / – triunfante posso olhar meus inimigos, * / vitorioso escuto a voz de seus gemidos.
– O justo crescerá como a palmeira, * / florirá igual ao cedro que há no Líbano; / – na casa do Senhor estão plantados, * / nos átrios de meu Deus florescerão.
– Mesmo no tempo da velhice darão frutos, * / cheios de seiva e de folhas verdejantes; / – e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus: * / meu Rochedo, não existe nele o mal!”
A FAMA
Na água daquela bica se banhava uma rosa menina. Os peitinhos arrebitados. Mais abaixo bom volume mostrava um coxão bem formado. A água vinha da serra. Aquele casarão ela aquele bundão o poeta em confusão ardia por dentro a fera. Ao cair da tarde vamos dormir perguntou ela anuiu. Primeiro andar a noite um breu vontade de encostar lhe deu camas juntas pernas, a vara avara. Sorriu pra ele a vontade escancarada, ninguém a subir a escada, chave na porta e lhe deu. Aqui paro a história não conto mais se houve gozo se levou a fama pra história se restou a fama de tolo.
BAHIA
O rosado soube entrar na guerra mas não sabe sair. Você sugere o que?
LÁBIOS QUE BEIJEI
Criados os filhos sorrio pros netos. Que venham bisnetos será um desvario? Quem viver verá. Quem se for também. Sempre haverá alguém aqui ou do lado de lá.
Charles Fonseca
FLORISBELA
SALMO 50
2. Salmo 50(51) – Tende piedade, ó meu Deus!
Ant. 1. Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!
– Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! * / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! / – Lavai-me todo inteiro do pecado, * / e apagai completamente a minha culpa!
– Eu reconheço toda a minha iniquidade, * / o meu pecado está sempre à minha frente. / – Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, * / e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!
– Mostrais assim quanto sois justo na sentença, * / e quanto é reto o julgamento que fazeis. / – Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade * / e pecador já minha mãe me concebeu.
– Mas vós amais os corações que são sinceros, * / na intimidade me ensinais sabedoria. / – Aspergi-me e serei puro do pecado, * / e mais branco do que a neve ficarei.
– Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, * / e exultarão estes meus ossos que esmagastes. / – Desviai o vosso olhar dos meus pecados * / e apagai todas as minhas transgressões!
– Criai em mim um coração que seja puro, * / dai-me de novo um espírito decidido. / – Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, * / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
– Dai-me de novo a alegria de ser salvo * / e confirmai-me com espírito generoso! / – Ensinarei vosso caminho aos pecadores, * / e para vós se voltarão os transviados.
– Da morte como pena, libertai-me, * / e minha língua exaltará vossa justiça! / – Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, * / e minha boca anunciará vosso louvor!
– Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, * / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. / – Meu sacrifício é minha alma penitente, * / não desprezeis um coração arrependido!
– Sede benigno com Sião, por vossa graça, * / reconstruí Jerusalém e os seus muros! / – E aceitareis o verdadeiro sacrifício, * / os holocaustos e oblações em vosso altar!
Ant. 1. Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido!
SAMBA DA VOLTA
5.Mas ele foi trespassado por causa das nossas transgressões, esmagado em virtude das nossas iniqüidades. O castigo que havia de trazer-nos a paz, caiu sobre ele, sim, por suas feridas fomos curados.
Isaías
CANTO GREGORIANO
A sanha foi tanta de destruir um grande amor. Que te fiz eu a mais a menos e agora que resta a não ser leve rancor? Mal escondido fumega ao borralho aquele amor primeiro aquele abraço. Ainda ha tempo pede perdão antes que nos vá por sob as campas aquele choro vão
Charles Fonseca
A FLOR E O ESPINHO
Obrigado quem sabe um dia talvez nos vejamos outra vez no Rio da adolescência na Copacabana da não inocência já sabendo onde é bela morena mulher.
Charles Fonseca
quinta-feira, março 19, 2026
CANTO GREGORIANO
Canção do Exílio de Gonçalves Dias
“Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.”
O BAILE DA SAUDADE
Por tantas dores quero ir logo. Por meus amores quero ficar mais.
Charles Fonseca
Há perguntas que não se fazem pois só escarificam cicatrizes.
Charles Fonseca
Lua de São Jorge obrigado meu irmão me recebestes da ilusão 2001 pós apagão. Luar do São João Rio de Contas Taboquinhas ainda em mim se aninham na alma amores vãos. Assim de lua em lua ponho em verso a alma em terra até que chegue à celeste morada de todos, a tua.
Charles Fonseca
LUA DE SÃO JORGE
Caso todos os dias com minha mulher
"para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim." Atos 26:18
CANTO GREGORIANO
Digite acima um substantivo e depois enter ou ir
PINTURA
quarta-feira, março 18, 2026
IGUAL A TODA GENTE o dia passa correndo, tento agarrá-lo pelo colarinho mas, apressado feito o coelho do livro, o dia me escapa, não que seja especial, não é nada especial esse dia esbaforido que me escapa: mas ele se parece com a gente neste sentido, por ser comum, um dia comum igual a toda gente, comum, e capaz de alegrias improváveis, igual a toda gente, e apressado e difícil de ser capturado e mantido assim, sem mudar mais nada em nossas caixas de lembranças, igual a toda gente.
Nilson Galvão
EU SÓ QUERO UM XODÓ
No tempo do rola-pau. Edimilson Rocha
A fazenda Esperança, do seu Bernardo e dona Josefina, ficava em uma elevação, de frente para a Lagoa do Choro, formada pelo Rio Esfolado, a poucos quilômetros da Vila de Aparecida. A casa de alvenaria, coberta de telha, era alpendrada pela frente e pelas laterais. Tinha 3 quartos, uma sala, uma cozinha e uma despensa. No quarto do casal, um oratório com imagens de santos, principalmente a de Nossa Senhora de Fátima, santa da devoção e gratidão. Não tinham filhos. Na frente da mansão, a 300 metros, a lagoa, rasa e extensa, mas bastante piscosa, onde frequentavam bandos de pomba verdadeira, patos, marrecas, paturis, garças socós, galinha d’água e frango d’água; os peixes, eram, principalmente, curimatãs, piaus, traíras, mandis, surubins e a terrível piranha. Na lateral esquerda, o pomar, com fruteiras variadas: mangueiras, laranjeiras, goiabeiras, ateiras, pitombeiras e um frondoso tamarindeiro; mais ao fundo, a casa da farinhada e o engenho de madeira puxado a boi, para moer cana para a rapadura e o açúcar mascavo; o curral, para o gado e os apriscos, para ovelhas e bodes; as galinhas eram criadas soltas; nos fundos da casa, a roça para o milho, o feijão, a mandioca, abóboras e melancias; na lateral direita, a estrada para a vila.
Seu Bernardo e dona Josefina eram católicos fervorosos, devotos de Nossa Senhora de Fátima . Não esqueciam as graças alcançadas, quando de suas vindas de Portugal: com o navio lotado, em meio à tempestade, relâmpagos, trovões, ventania, ondas gigantes, escuridão total. Contritos em orações à imagem da santa, que traziam consigo, consideraram um milagre escaparem ilesos de tamanha tormenta. Sempre frequentavam a Vila de Aparecida, para orações na pequena capela. Ficavam encantados com a história de que a Virgem Maria havia aparecido a uma pastora , em procura de uma ovelha perdida, no local em que foi erguida a capela. Sensibilizado e em ato de pura fé cristã, resolveu doar meia légua da suas terras à santa, tendo como limites uma grande pedra , que marcou com o ferro da sua fazenda e ficou conhecida como “ pedra ferrada”, indo até uma vereda em frente à capela, que passou a ser conhecida como “ vereda da Senhora “.
Seu João era o capataz da fazenda, escravo com cerca de 50 anos, estatura mediana, cabelos grisalhos, rosto redondo, musculoso, atitude austera, comandava uma dúzia de outros escravos, nos trabalhos da roça e cuidados com os animais. Era casado com dona Bastiana, 48 anos, cabelos escuros e cacheados, um tanto obesa, ativa e meiga, também escrava, que cuidava dos afazeres da casa, juntamente com outras serviçais. Tinham um único filho, o Praxedes ( Xexé), criado com muito carinho e zelo, paparicado por todos. Gostava, desde pequeno, de ouvir da sua mãe histórias misteriosas e mitológicas de duendes e assombrações, como: Saci Pererê, Mula sem cabeça, Boitatá, Curupira e Pé de garrafa. Ficava impressionado, com ar de credulidade naquelas fantasias. Teve uma infância livre, gozando de todas as aventuras da vida no campo, tomando leite mugido na porteira do curral, subindo em árvores, comendo frutas maduras no pomar, ajudando a descascar mandioca para a farinhada, tocando o boi no engenho para moer a cana e beber a garapa, pescando na lagoa, cuidando dos cavalos; fazendo armadilhas para pegar pássaros: alçapões, gaiolas e arapucas; caçando passarinhos com sua baladeira. Nunca havia, ainda, experimentado a espingarda bate-bucha do pai. Um dia, quando foi dar água para o cavalo do patrão na lagoa, encontrou, em uma mata fechada, um pé de castanhola com frutos caídos, roídos, e rastros de paca. Ficou empolgado, nunca havia caçado um animal de couro. À tarde, carregou a espingarda do pai com pólvora, uma bucha bem socada com a vaqueta, 5 caroços de chumbo grosso e outra bucha. Guardou na capanga espoletas e a lanterna . As pacas, ariscas, só aparecem no escuro, antes da lua sair. Cedo se posicionou em um galho de árvore com boa visibilidade, e esperou com ansiedade. Com o escurecer, os ruídos da lagoa passaram a ecoar: coaxar de sapos, cantos de marrecas, tetéus, garças e inhumas. Cada vez ficando mais apreensivo e concentrado. Ao sentir uma pisada, espingarda já com a espoleta, focou a lanterna, notou os grandes olhos luminosos da caça, sentiu um ligeiro tremor, acionou o cão, engatilhou, apontou a arma, pressionou o gatilho e disparou. O tiro saiu apartado, ecoando distante, espantando os animais; a paca fugiu; na moita próxima, um bater de asas e um grito estridente de: rola-pau! rola-pau!; um rasga-mortalha passou com seu canto agourento. Um suor frio percorreu seu corpo, pensando em alma penada; lembrou que o rio tinha o nome de Esfolado porque um homem foi assaltado em sua margem e teve seu rosto esfolado, para não ser reconhecido; e a lagoa era do Choro pelo mesmo motivo. Assustado e transido de medo, desceu depressa e rumou com pressa para casa, enfrentando garranchos e cipós. Em casa, com várias escoriações e com cara chorosa, contou para a mãe o acontecido. Após repreensões e recomendações de cuidados, feitos os curativos, sua genitora explicou-lhe o seguinte: o rola-pau é um pássaro que raramente aparece por aqui, de hábitos noturnos, vive à beira dos lagos e tem seu canto estranho que assusta as pessoas. Conta a lenda que , em tempos remotos, havia um casal com um filho. O pai, austero, trabalhava na roça de sol a sol; a mãe cuidava da casa e o temia, pois quase sempre era agredida por ele; o filho, garoto levado, por sua vez, apenhava da mãe, quando aprontava suas traquinagens. Um dia, após uma agressão, a mãe preparou o almoço do seu homem e mandou o garoto levá-lo na roça; este, com raiva da mãe, resolveu se vingar e comeu o almoço, e disse ao pai que, naquele dia, sua mãe não mandara, por pirraça, nenhuma, comida. Ao chegar em casa, o homem, faminto e enfurecido, bateu muito na mulher. O filho, escondido em uma moita, assistia a tudo contente e exclamando: haja pau! haja pau! A mãe, muito magoada, lhe rogou uma praga: ele haveria de se transformar em metade pássaro e metade menino e vagar pelo mundo nas noites escuras, assustando as pessoas. Xexé, então, prometeu à mãe, que, daquele dia em diante, ia se dedicar ao trabalho e nunca mais iria perseguir os animais.
Edmilson, 10/25.
CRER E OBSERVAR
Deus meu Pai te peço morte serena, vou a ti e levo saudades. Deixo aqui outras são plenas de irmãos filhos e netos tardos. Se assim não for que seja rápido o até breve, o quanto foi bom estar convosco e neste tom vou indo com adeus plácidos.
SALVADOR
Assista a "21 Emergências que todo Médico e Acadêmico de Medicina precisa dominar" no YouTube
BALADA DO LOUCO
Todos acham tudo pouco. Todos querem amor a mais.
SALVADOR
5.Mas ele foi trespassado por causa das nossas transgressões, esmagado em virtude das nossas iniqüidades. O castigo que havia de trazer-nos a paz, caiu sobre ele, sim, por suas feridas fomos curados.
Isaías 53
terça-feira, março 17, 2026
LEÃOZINHO
Quando me imagino a meio metro da prima fico a imaginar prima ela em me olhar, prima em me sorrir, prima em abraçar e eu fico a ver luzir este olhar encantador este sorriso boca em flor e fico a avermelhar.
Charles Fonseca
ARQUITETURA
Quando demoro em criar confiança numa pessoa é que algo retine no sino que soa.
Charles Fonseca
LEÃO
Graças a Deus dezoito e trinta. Hora do Angelus cristão. Hora em preces diversas. Em nós a contrição.
Charles Fonseca
BAHIA
Foi como se grande estrondo ouvisse a alma do surdo, como se tromba d'água em deserto a tudo levasse em roldão. E agora o profético chegou ao Apocalipse porque ele está tão triste e lhe foi informado não é que esteja cansado é que o pus pra fora, hoje ele vai embora já não mais resiste.
Charles Fonseca
UM AMOR ASSIM DELICADO
Largos laços de fita amarela. A outra usava estreitas fitinhas. Cabelos em cachos meias fininhas. Domingo pra igreja família bela. Tempos de minha infância o menor a usar bombóia o do meio sorria a toa pai e mãe a Bíblia à mão. Era em Ibicui. Éramos então cinco. Um deles se foi ainda sinto. Saudade do Ataide irmão.
Charles Fonseca
ROSA DE HIROSHIMA
Meu objetivo é tornar este blog espetacular até que no firmamento brilhe.
Charles Fonseca
TENHO SEDE
Tantos anos aquela figurinha linda a mim veio dos céus. Já querendo mamar. Não me contive e abracei a avó. Eram mais de duas horas da madrugada. Agora que linda família constrói! E a saudade que a mim mói.
Charles Fonseca
ESSE PAPO
Filha, parabéns. Você é o maior amor de minha vida. Família linda a que você constrói. Saudades.
Charles Fonseca
CANTOS GREGORIANOS
MEU FASCÍNIO
A rotina de um monge em um mosteiro é centrada na disciplina, oração e trabalho, seguindo o lema "ora et labora" (reza e trabalha). O dia começa cedo, frequentemente por volta das 4h00 ou 5h00 da manhã, com orações comunitárias (como as Matinas) e segue com momentos de silêncio, estudos, trabalho manual e refeições simples, buscando a proximidade com Deus.
Aspectos Centrais da Rotina Monástica:
Oração Comunitária (Liturgia das Horas): Os monges se reúnem na capela várias vezes ao dia para cantar e rezar, dividindo a jornada em momentos de oração, como o canto gregoriano.
Trabalho (Manual ou Intelectual): Os monges se dedicam a tarefas para a manutenção do mosteiro (horta, cozinha, limpeza) ou para a subsistência, como produção de artesanatos, bolos, bolachas, ou estudos e cópia de livros.
Silêncio e Contemplação: O silêncio é uma prática comum para cultivar a interioridade, especialmente nos corredores e dormitórios.
Refeições Comunitárias: As refeições são geralmente feitas em silêncio, às vezes com leitura de textos sagrados.
Vida Simples: A rotina é caracterizada pela sobriedade, vivendo com poucas posses e em obediência.
A rotina pode variar ligeiramente dependendo da ordem religiosa (beneditinos, cistercienses, etc.), mas a estrutura de equilíbrio entre oração e trabalho é comum.
IA
ALGUÉM ME AVISOU
27.Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou.
TEMPO REI
Para Aristóteles, a mentira é uma falha ética grave que destrói a credibilidade, resultando na perda de confiança, mesmo quando o mentiroso fala a verdade. Ele define a mentira como afirmar que algo "é" quando não é, ou "não é" quando é, posicionando a verdade como a conformidade com a realidade.
IA
SALVADOR
segunda-feira, março 16, 2026
Pedras no meio do caminho. Na beira da estrada. Nas ribanceiras, beira de água. Entre elas buracos. Enormes. Não descritos na estrada da vida. Poucos tiveram suspeitas. E o silêncio avaro. Há destes convenientes por motivos vários. Também os há por inveja. E ainda os que se ditos teriam evitado tragédias.
Charles Fonseca
CAJUINA
Fim de tarde o meu tempo de maior reflexão. Tempos idos. Adolescente. A Fazenda do Velho Elói. A sábia mulher dantes prostituta naqueles ermos da caatinga. Casal rico. A cem metros a única água disponível em toda a região. Pela manhã ovos da galinha com leite da vaquinha magra e farinha com açúcar.À noite de novo. Tenho saudades.
Charles Fonseca
MENINO BONITO
20.Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.
APOCALIPSE 3
ONDE QUER QUE SEJA
Uma rotina. Todos os dias às 15 horas desço ao playground da nossa morada. Trinta minutos sem fazer uso do celular. E se alguém for saindo ou chegando saúdo. Meu pai fazia assim. Sempre distribuindo um mini poema de sua autoria. Aquele velhinho suave. Morada da sabedoria.
Charles Fonseca
EU SOU A CHUVA QUE LANÇA A AREIA DO SAARA
Depois de muitos anos divorciou-se. Ela o quis. Arrependida a ele disse que não soube ver que ele era um romântico. E ela o que foi?
RECONVEXO
Todo dia se faça presente. Olhe, abrace, beije, WhatsApp, Email. Faça alguma coisa pelo teu amor.
O ATLETA
Por não me fazer doce colho o amargo.
Charles Fonseca
BRASIL PANDEIRO
UMA HISTÓRIA COM REFRÕES. Adélia Prado
Por causa da chuva,
a vida toma a presença
de quando eu era menina
e comia de tudo e muito.
O estômago satisfeito
gerava bons pensamentos.
Sentir medo era bom,
a mãe abraçava a gente,
oh! vida maravilhosa!
A oficina parava às quatro e meia,
o pai comia primeiro
pra tomar banho depois.
Tudo ainda por acontecer:
um puxado na casa,
trocar por tacos o piso de tijolos,
lamparinas por lâmpadas,
e, quem sabe, um rádio,
um ferro elétrico.
Oh! vida maravilhosa!
Ideias me beliscando
como piabinhas no córrego
beliscando-me as pernas,
meu noivo e eu nos contínhamos,
teria uma lua de mel para comer sozinha,
cartões nos felicitando,
caixas cheias de presentes.
Oh! vida maravilhosa!
Se cavasse bem
onde morava a Egita benzedeira,
encontraria uma botija estourando de ouro
e quando o menino nascesse
ia tremer de fascínio e medo
pelos cabritinhos que volta e meia
arrombavam a cerca da horta.
Eu imitaria minha mãe
abraçando ele com força:
Tonim, Tonim, é só um cabritim,
e o mel do amor escorreria
dos olhos pro coração.
Oh! vida maravilhosa!
VEJA
Abaixo das campas todo orgulho jaz
LAMENTO SERTANEJO
A terra me chama pra carne o céu me mostra estrelas e fico assim da fome às beiras a ti estrela escarlate. Tu avermelhada a piscar eu te quero épocas priscas penso nas madrugadas o que queres de mim. Insista.
Charles Fonseca
SANGUE LATINO
"Andarei no meio de vós, e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo." Levítico 26:12
domingo, março 15, 2026
NAVE ERRANTE
O QUE EU ESCREVIA. Czeslaw Milosz
O que eu escrevia de súbito pareceu
ridículo. Eu não era capaz de exprimir.
Olhei para o mundo imenso, pulsante,
os cotovelos apoiados em um corrimão de pedra.
Rios corriam, velas rasgavam nuvens,
poentes desmaiavam. Todos os belos países,
todos os seres que desejei
se ergueram no céu como grandes luas.
Olhar fixo nesses estranhos lumes moventes,
contando seus arcos astrológicos,
sussurrei: mundo, cessa, piedade, eu me afogo.
Palavra nenhuma basta para a beleza.
Eu enxergava dentro de mim extensos vales
e podia, o passo alado e brônzeo,
lançar-me acima deles em muletas de ar.
Mas isso se foi, noite sem memória.
É NATURAL
Nao gosto de mulher por conta. Gosto da que conta estrelas no céu
NASCEMOS PARA CANTAR
Prefiro uma Igreja mais reverente
CONSAGRAÇÃO
O beijo foi bem chupado. Dia dos namorados. Bastava aí ter chegado. Um recuo e tudo acabado. Ocorre que deixou um sabor uma sensação diferente uma paixão fremente e um caminho de dor. Às favas a real família agora o dantes sonhado cinco anos ansiado sede abaixo da braguilha. Foram meses de loucura um tal de quero agora ficaste na minha história, agora, empurra.
Charles Fonseca
NADA POR MIM
A família originária a família antropológica a destruída e a que restou tão vária. Não há como esquecer. Que Deus a tenha. Que de novo a nós venha nos descendentes, fim da jornada.
Charles Fonseca
NA SOMBRA DE UMA ÁRVORE
12.Bem-aventurado o homem que suporta com paciência a provação! Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.
NA MINHA OPINIÃO...
sábado, março 14, 2026
Espero que guardes a foto. Avermelhada e em alto relevo. O entorno desfocado. O centro por ti tresloucado. Imagino arroseada. Que a guardes com carinho em ti seu próprio ninho. E se de si desaguar nossa seiva opalescente que aí fique docemente e nós dois a arfar.
Charles Fonseca
NA ASA DO VENTO. Caetano Veloso
Este blog é fruto da solidão. Dos meus momentos a sós. Abro a Internet e alargo o meu ter. Há tantas coisas a ver! Até escuros e alvorada do ser. E a amplidão.
Charles Fonseca
O TROVADOR
PARA A MORTE. QUANDO A MORTE VIROU SÍMBOLO NESTA CIDADE? Amal Albukamar
Os cigarros da hora se acabaram
enquanto o homem traga o tempo irritado entre os lábios,
esmaga a cinza do pecado e enterra milhares de mulheres nos dedos.
Deus pendura as plaquinhas desta vida no corpo dos mortos,
e os fios emaranhados choram abraçados pelo sangue e se estendem entre os túmulos dos vivos para puxar o coração dos coveiros.
Morre a vida da areia,
morrem as trepadeiras em cima dos corpos nos muros destruídos que não conservam as lágrimas dos perdedores.
Tudo aqui morre, tudo menos os mortos.
A morte aqui é eternidade,
a morte aqui é aquele bêbado que escreve um poema na rocha usando o cinzel
de seu eu, sem se dar conta.
Não sabe que há uma fenda na pedra da existência, vazia de sentido.
–
A morte aqui é a luta,
luta entre as coisas esvaziadas de sua realidade
e uma mulher que, como eu, esfrega o corpo com o sal do nada.
Nenhuma morte cola no vestido das noivas quando gritam nas primeiras núpcias.
Nenhuma luz nasce do ventre da estéril que carrega dentro dela um poema.
Não tem sentido o vazio,
não tem outro sentido a realidade
que este: nascer, sempre, do amanhecer do sétimo céu.
Freud meu cão pastor
Não se acanhe em ter se apaixonado. É da vida sensitiva. Melhor que só ser comida de abutres. Uma morada de idosos. Lá não há solidão. Há amor de mão na mão. E pode haver outros gozos. Uma oração, um oremos, sem ser iludido por laços que te amarram ao cais solidão.
Case. Nada pior que a solidão. Ou vá para uma casa de idosos. Melhor que de mão em mão.
O RANCHO DA GOIABADA
Caimmy cantou as praieiras. Era do mar da Bahia. Canto am minhas rasteiras no ócio, ai agonia... Que fazer, tempo de sobra. Ideias no azul anil, sereias de Cabo Frio me ouvem, sorriem, glosam?
Charles Fonseca
Chegando converso contigo. Eu e a musa. A mente confusa. Sou dela um seu amigo. Uma mulher, a orla da praia onde o mar desmaia. Espalha estrelas volúveis por sobre a areia. Aos céus ao firmamento, ai sentimento, vate vário sonha sereia.
O MESTRE SALA DOS MARES
FOTOGRAFIA
Sabe, me vês assim sisudo é que ela de mim se foi fui ao fundo. E se voltar já fui embora, fiz esse poema, longa história. Se voltar não me amasse a alma. Pergunte como fomos tão longe e nossa memória?
Charles Fonseca
FOTOGRAFIA
Ao amanhecer ou sob a lua ao sol ou só no escuro, no mole ou só quando duro, de óculos ou só a vista, quando vieres o cabo é frio melhor se perto da orla ir fundo ou só na orla, na borda se virgem nua.
Charles Fonseca
O MENINO DA BRAÇANÃ
12.Portanto, como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão, longanimidade,
Colossenses 3
sexta-feira, março 13, 2026
Hoje é o dia do meu neto José. Saudade no peito dia de glória. Dia de pequena grande história. Sorrio e não sei se choro até.
O MENINO DA PORTEIRA
A RESPOSTA
Se tua moral foi jogada ao chão e tu ficas que acontece então? Sabe-se como começa mas não como termina. Pode ser suave. Mas quando sobre ti te cerca a alienação parental ai, ela vem com tudo, com todas as armas. E se te defendes sem agressão pode ser que muitos anos depois vem inesperada proposta de remissão. Como vão os netos pode ser uma boa resposta. Que este drama nunca te bata à porta.
Benditos os que prepararam o caminho até minha mulher. Meu pai, minha comadre.
55.Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?
I Coríntios 15
O CIO DA TERRA
O SAPO E O ESCORPIÃO
Um escorpião, desejando atravessar um largo rio, pediu a um sapo que o levasse nas costas.
— "Você está louco?" — disse o sapo. — "Se eu te carregar, você me pica com seu ferrão venenoso e eu morro!"
— "Por favor, não seja tolo," — respondeu o escorpião. — "Se eu te picar, você afunda e eu morro afogado também. Faz sentido, não?"
O sapo hesitou, mas a lógica parecia correta e ele aceitou. O escorpião subiu nas costas do sapo e começaram a travessia.
No meio do rio, na parte mais funda, o escorpião fincou seu ferrão no sapo.
Sentindo o veneno paralisar seu corpo, o sapo, enquanto afundava, perguntou incrédulo:
— "Por que fez isso, escorpião? Agora nós dois vamos morrer!"
O escorpião respondeu:
— "Eu não pude evitar... É a minha natureza." IA
quinta-feira, março 12, 2026
SALVADOR
Angélica Torres Lima.
meio-dia a pino:
cidade afogueada
terra de zinco
pendurado entre galhos
o sol esperneia:
raios grafitam paredes
pássaros tocam
o sol nos sonhos:
boceja o dia
escultura natural:
garça em pose
sobre o museu nacional
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SATURNO
O BÊBADO E O EQUILIBRISTA
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Não existe preço só apreço. Aquela vida em impulso. O toque no eu profundo. O peito expandido. O fundo tipo caqui. Adocicado. Um tanto salgado. Uma água que corre. Uma verga de escore. O gemido ao vento que passa. Um roçar até o fundo. Este a acomodar-se qualquer que seja o tamanho.
Charles Fonseca
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ESCULTURA
11 - Ao Deus Trino
1. Ó Deus, bom Pai e Benfeitor,
A Ti rendemos, com ardor,
Louvor leal sem fim, Senhor,
De todos nós Sustentador.
2. E Tu, Deus Filho, ó bom Jesus,
Por nós sofreste numa cruz;
De Ti nos vem a clara luz,
Que nossos pés aos céus conduz.
3. Tu, Deus, Espírito veraz,
Oh! Nossas almas satisfaz
Com gozo, com divina paz,
E as nossas aflições desfaz.
4. Ó infinito e excelso Deus,
Ampara-nos, embora réus,
Com bênçãos, lá dos altos céus,
A todos nós, os filhos teus.
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NÓS EM FLORIPA
Que venham quando nós por perto. Com suas descobertas suas dúvidas. A seus pais demos o que pudemos. Com muitas falhas e alguns acertos. E assim será, depois as asas a voar que façam no futuro o que agora os recebe de braços abertos. Auguro.
Charles Fonseca
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SALVADOR
POEMA. André Caramuru Aubert
12. poema
o que está escrito na placa é uma instrução para mim, diz que
devo sorrir, e é isso que vou fazer, porque devo fazê-lo, porque
sorrio sempre, faz parte da etiqueta, dos bons modos, mesmo
quando eu sei que a próxima esquina não trará alívio, que a
noite não trará alívio (a madrugada, muito menos), quando
sei enfim que nada trará alívio eu sorrio, sorrio sempre que
se requer isso de mim, e nas fotografias, em todas elas, eu
sorrio, apesar dos meus suíços dentes podres eu sorrio, e
só fico imaginando em que momento da história passou a
ser obrigatório aparecer sorrindo em fotografias, na mesma
época, quem sabe, em que ser feliz passou a ser uma obrigação
até mesmo
para as pessoas tristes?
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NUNCA
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"É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor." Lucas 2:11
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NOSSOS MOMENTOS
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quarta-feira, março 11, 2026
Então ela achegou-se terna. Eu não alcancei a dimensão do intento. Era o ser em desalento. O trauma a vergastar paixão incerta.
Charles Fonseca
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NATAL
Que sejam felizes é o que peço. Mais do que fui e foram. Meus ancestrais família nuclear atores. Qual germe flor fruto sementeiem.
Charles Fonseca
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NOSSA CANÇÃO
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De cada lugar uma saudade. Uma alegria uma tristeza. O aprendizado. Do arraial a família de origem. Da cidade o amor paixão. Em cada qual uma ilusão em todas mil, certezas.
Charles Fonseca
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NECESSITADO
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A MELHOR RESPOSTA
"A melhor resposta é aquela que não se dá" é um ditado popular que exalta o silêncio como forma de sabedoria, maturidade e controle emocional diante de provocações, ofensas ou discussões inúteis. Significa que não reagir poupa energia, evita conflitos desnecessários e preserva a paz interior.
Principais Aspectos:
Silêncio como Poder: O silêncio é visto como um "patuá de gente grande" e uma ferramenta de inteligência emocional.
Controle e Maturidade: Evita o desgaste com brigas e conversas improdutivas, demonstrando que você está acima da provocação.
Tempo como Resposta: Muitas vezes, o silêncio funciona como uma resposta que o tempo ou as atitudes darão por você.
Evitar o Desnecessário: Palavras em excesso podem piorar a situação; calar-se demonstra maturidade.
Em suma, o ditado sugere que, diante de negatividade, o silêncio é a resposta mais poderosa." IA
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SALVADOR
"e disse-lhes: Por que estais dormindo? Lenvantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação." Lucas 22:46
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NOS BAILES DA VIDA
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Não volto onde não salva'dor. Pra que? pra ser lançado às feras estas de longas eras, nem que com fantasia e bangô. Prefiro ficar onde o cabo é frio onde a praia é ali, areia/sereia etérea a mim sorri.
Charles Fonseca
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NONO MANDAMENTO
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terça-feira, março 10, 2026
Vi naquele evento um clã ensimesmado. Previsto assegurado tudo em ordem. Uns olhar etéreo sem norte. Outros nem lá estavam quem pode? Uma desgarrada a se achegar em oratória. Um bebê a chegar à vida. As orações os lamentos a morte.
Charles Fonseca
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PINTURA
Especializei-me em ser generalista. Fiz paradas em muitos lugares. Penso que ainda há vagares a me chamar e há pouco tempo à vista.
Charles Fonseca
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PINTURA
SANTO AGOSTINHO. Estilo
" O estilo de Santo Agostinho é marcado pela fusão de filosofia platônica com teologia cristã, caracterizado por uma prosa introspectiva, apaixonada e analítica, focada na interioridade, na graça divina e na busca pela verdade. Sua escrita frequentemente utiliza confissões pessoais, diálogos e metáforas para explicar conceitos complexos como tempo, alma e o livre-arbítrio.
Casa do Saber
Casa do Saber
+4
Principais Características do Estilo Agostiniano:
Introspecção e Psicologia: Foca na análise da alma humana, sua interioridade e busca pessoal por Deus.
Fusão Fé-Razão: Harmoniza a fé cristã com a filosofia neoplatônica.
Estilo Confessional: Uso de narrativas em primeira pessoa, como em sua obra "Confissões".
Uso de Metáforas: Explica conceitos teológicos e filosóficos de forma profunda e poética.
Providencialismo Histórico: Defesa de que a história é um plano divino, com foco na "Cidade de Deus".
A Iluminação Divina: Teoria de que o conhecimento verdadeiro é revelado por Deus.
Ética do Amor: Associa o amor à vontade humana e à busca pela virtude. " IA
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PINTURA
DESPERTAR. Henrique Augusto Chadon
Quando os olhos se abriram na manhã
ele viu réstias de luz
sentiu o vento leve panejando as cortinas.
Não sabia onde estava.
Nada em volta era familiar
nada chegava do dia anterior.
Deitado ficou
sem lembranças, sem nada pensar.
Apenas um vivente acordando
de um sono sem sonhos de cem anos.
O sol, o vento
as cortinas na janela...
Uma nova aurora
dia qualquer, qualquer lugar.
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A LEBRE E A TARTARUGA
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HINO BENEDITINO
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NOITE DOS MASCARADOS
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Um abraço. Toda semana mande esta mensagem para quem lhe merece. O WhatsApp agradece.
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SALVADOR
CARAMURU José de Santa Rita Durão
De um varão em mil casos agitados,
Que as praias discorrendo do Ocidente,
Descobriu recôncavo afamado
Da capital brasílica potente;
Do Filho do Trovão denominado,
Que o peito domar soube à fera gente,
O valor cantarei na adversa sorte,
Pois só conheço herói quem nela é forte.
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NOITE CHEIA DE ESTRELAS
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Vem como um abalo no peito. Sonho com algo que fumega. Que bom que é como quimera. Assustado sorrio da peta. De vez em quando ocorre. Foi hera agarrada a mim como a um muro. Livre dela hoje concluo. Lição de vida minha alma acolhe.
Charles Fonseca
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PINTURA
AUXÍLIO DIVINO
1. Santo Deus, vem inflamar
Nossos débeis corações;
Vem as trevas dissipar,
Livra-nos de imperfeições.
2. Sim, ó Deus, vem dirigir
Este culto a celebrar;
Vem, oh, vem-nos revestir
De fervor pra Te louvar!
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NO RANCHO FUNDO
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SALVADOR
"Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória, o Espírito de Deus." I Pedeo, 4
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Claude Monet. Impressionismo
segunda-feira, março 09, 2026
"Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente.".
Fernando Pessoa
PULSÃO DE VIDA E PULSÃO DE MORTE
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NINGUÉM ME AMA
Ir embora de manso vento, por perto basta os que me cercam, sem alarde, os que de longe ficam já é tarde, olho o céu, o firmamento. Não se precupem logo haveremos de estar de braços dados nova morada, do Pai celeste em novos passos, caem os panos rápido, só alvoradas.
Charles Fonseca
NINGUÉM É DE NINGUÉM
Mingau quente se come pelas beiradas
9. SANTO
1. Santo! Santo! Santo! Deus Onipotente!
Cedo de manhã cantaremos teu louvor.
Santo! Santo! Santo! Deus Jeová triúno,
És um só Deus, excelso Criador.
2. Santo! Santo! Santo! Todos os remidos,
Juntos com os anjos, proclamam teu louvor.
Antes de formar-se o firmamento e a terra.
Eras, e sempre és e hás de ser, Senhor.
3. Santo! Santo! Santo! Nós, os pecadores,
Não podemos ver tua glória sem tremor.
Tu somente és Santo; não há nenhum outro,
Puro e perfeito, excelso Benfeitor.
4. Santo! Santo! Santo! Deus Onipotente!
Tuas obras louvam teu nome com fervor.
Santo! Santo! Santo! Justo e compassivo,
És um só Deus, supremo Criador.
NESTA RUA
O ANDAIME. Fernando Pessoa
Cancioneiro
| O tempo que eu hei sonhado Quantos anos foi de vida! Ah, quanto do meu passado Foi só a vida mentida De um futuro imaginado! Aqui à beira do rio A 'sp'rança que pouco alcança! Ondas do rio, tão leves Gastei tudo que não tinha. Leve som das águas lentas, Que fiz de mim? Encontrei-me Som morto das águas mansas Sou já o morto futuro. Ondas passadas, levai-me |
SALVADOR
TROPICALISMO
"Transgressão, Hibridismo e Experimentação – O Tropicalismo foi um movimento cultural brasileiro surgido no final da década de 1960 que teve forte impacto nas artes visuais, na música, na literatura e no teatro. Caracterizou-se por uma atitude irreverente, experimental e crítica diante das tradições culturais e políticas vigentes, propondo uma síntese entre o popular e o erudito, o nacional e o estrangeiro, o moderno e o arcaico.
No campo das artes visuais, um dos marcos iniciais do Tropicalismo foi a obra “Tropicália” (1967), de Hélio Oiticica, uma instalação que convidava o público a interagir com um labirinto construído com elementos típicos da cultura brasileira. Essa obra não apenas nomeou o movimento como também sintetizou seu espírito antropofágico e sensorial, rompendo as barreiras entre arte e vida, espectador e obra. A Antropofagia, movimento da arte moderna da primeira metade do XX, foi uma grande inspiração para o movimento tropicalista.
O Tropicalismo também teve grande expressão na música, com nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes e Tom Zé, que misturaram gêneros como bossa nova, rock psicodélico, samba, música caipira e ritmos africanos, em letras muitas vezes críticas à situação política do país sob a ditadura militar. Além disso, o movimento se alinhava a uma crítica às noções fixas de identidade nacional e ao conservadorismo cultural. Os tropicalistas defendiam uma arte que refletisse as contradições do Brasil e que fosse capaz de incorporar a complexidade do país, tanto em sua diversidade cultural quanto em sua realidade social e política.
Apesar de sua curta duração, o Tropicalismo marcou profundamente a cultura brasileira, sendo lembrado como um momento de transgressão, inovação estética e enfrentamento simbólico à repressão. Seu legado permanece presente em expressões artísticas contemporâneas que dialogam com a multiplicidade e a crítica cultural"
7.As águas da torrente jamais poderão apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Quisesse alguém dar tudo o que tem para comprar o amor... Seria tratado com desprezo.
Cânticos de Salomão
NERVOS DE AÇO
HOPPER. Ronaldo Costa Fernandes
Em Hopper, não há a solidão que todos dizem.
Aquele casal na lanchonete,
as moças no quarto
ou no vagão de trem
estão imobilizados de vida
— de vida tão grave
que nada escapa (como nos buracos negros)
de seu campo de gravidade.
Ali estão os autômatos de Hopper
em sua fantástica viagem em torno de si mesmo.
Não é a vida americana
que é criticada.
O que nos desnorteia em Hopper
— e nos fascina —
é que nos vemos na lanchonete,
na parada de ônibus ou no vagão de trem.
Estamos imobilizados — hopperianos —
em têmpera e colorido,
fixos na tela do tempo,
e, irremediavelmente, presos a nós mesmos,
a vida como um quadro americano
do qual não podemos escapar
NEM EU
domingo, março 08, 2026
“Na ordem das coisas criadas, a natureza racional é um bem tão grande que nenhum outro bem poderia tornar feliz o espírito humano senão o Sumo Bem, ou seja, o mesmo Deus” (Da natureza do bem, capítulo 7).
Santo Agostinho
8 - Adoração
A Deus, supremo Benfeitor,
Vós anjos e homens dai louvor;
A Deus o Filho, a Deus o Pai,
A Deus Espírito, glória dai.
NEM ÀS PAREDES CONFESSO
"O anseio de novidades impele o homem para a angústia extrema." Santo Agostinho
DESEJOS ESPIRITUAIS
NEGUE
Espalho cultura.
NAQUELA MESA
OCEANO. Ana Cecília de Souza Bastos
Somos oceano nas extremidades.
Contemplo minhas unhas,
conchas do mar.
Tanto brilham essas partes!
Fecham extremidades,
ilusória completude.
Somos oceano,
peixe e cautela,
flutuação e peso em luta na água,
correnteza e vida,
ave e liberdade.
E nada quero dizer do amor.
Alheio-me, abstraio-me,
ânsia e vertigem,
sonho profundidades inauditas,
mergulho.
NÃO ME DIGA ADEUS
Vejo violetas sossegadas à meia sombra; fico a sonhar na alfombra, são como as mulheres, beleza. São delicadas estão na origem do mundo só nos dão eu me afundo, meu ser nelas desagua.
Charles Fonseca
NÃO DEIXE O SAMBA MORRER
MULHERES
NADA ALÉM
Queria que nos visitássemos. Eu na flor dos oitenta anos. Ela aquela adolescente adubada agora com cicatrizes e na alma lanhos. Demais, declinei da oportunidade. Preferi ficar com meu sonho realidade. Nada de outros encantos. Poderia me trazer prantos. Eu e esta a me querer, meu fado.
Charles Fonseca
7 - Maravilhas Divinas
1. Ao Deus de amor e de imensa bondade,
Com voz de júbilo vinde e aclamai;
Com coração transbordante de graças,
Seu grande amor, todos, vinde e louvai.
* No céu, na terra, que maravilhas
* Vai operando o poder do Senhor!
* Mas seu amor aos homens perdidos
* Das maravilhas és sempre a maior!
2. Já nossos pais nos contaram a glória
De Deus, falando com muito prazer,
Que nas tristezas, nos grandes perigos,
Ele os salvou por seu grande poder.
* No céu, na terra, que maravilhas
* Vai operando o poder do Senhor!
* Mas seu amor aos homens perdidos
* Das maravilhas és sempre a maior!
3. Hoje, também nós bem alto cantamos
Que as orações Ele nos atendeu;
Seu forte braço, que é tão compassivo,
Em nosso auxílio, Ele sempre estendeu.
* No céu, na terra, que maravilhas
* Vai operando o poder do Senhor!
* Mas seu amor aos homens perdidos
* Das maravilhas és sempre a maior!
4. Como até hoje e daqui para sempre,
Ele será nosso eterno poder,
Nosso castelo bem forte e seguro,
E a nossa fonte de excelso prazer.
* No céu, na terra, que maravilhas
* Vai operando o poder do Senhor!
* Mas seu amor aos homens perdidos
* Das maravilhas és sempre a maior!
NA CADÊNCIA DO SAMBA
NAOLEÃO E JOSEPHINE
“Quando o general Bonaparte se apaixonou pela Madame de Beauharnais, foi amor em todo o poder e força do termo”, assim escreveu Auguste de Marmont, amigo de Napoleão, sobre quando o corsário se interessou por Joséphine no ano de 1795. Os dois haviam se conhecido num dos salões de Madame de Stäel e Napoleão ficou completamente arrebatado por aquela graciosa viúva, 6 anos mais velha. A jovem mãe era considerada uma mulher de ótima aparência e fazia uma bela figura nos salões em que costumava frequentar.
O interesse dé Bonaparte, porém, foi levemente correspondido, causando assim desconcerto entre os amigos de Joséphine, que se sentiu atraída pela ambição e inteligência do pretendente. Aos 26, o general já era rico e famoso. Mudou-se para uma belíssima casa na Place Vendôme e redobrou os apelos para a amada. Seu afeto por aquela a quem chamou de o “único objeto em meu coração” pode ser conferido numa série de cartas ele lhe dirigiu ao longo dos anos inciais de seu relacionamento.
“Foi aparentemente sua primeira paixão e ele sentiu-a como todo o vigor de sua natureza”, completou Auguste de Marmont, fazendo uma reflexão sobre a natureza dos sentimentos do futuro imperador dos franceses para com Joséphine. Depois que Napoleão se tornou o herói do Termidor, a viúva de Beauharnais ficou cada vez mais tentada a permitir que ele lhe fizesse a corte e então lhe escreveu:
"Já não vindes mais ver tua amiga que vos quer muito. Desertaste-a mesmo. Isso é um erro, pois ela está ternamente atraída por vós. Vinde almoçar comigo amanhã, septiti. Quero ver-vos e falar convosco sobre assuntos de vosso interesse. Boa noite, mon ami, je vous abrace" (apud WILLIAMS, 2014, p. 115).
Assim que recebeu essa carta, Napoleão rapidamente respondeu que: “Não posso imaginar a razão para o tom de sua carta. Imploro que acredite que ninguém deseja tanto sua amizade como eu, ninguém está mais ansioso por prova-lo” (apud WILLIAMS, 2014, p. 115). Logo no início, Joséphine resistiu aos pedidos do general por maior intimidade em seu relacionamento, embora não por muito tempo. Em dezembro de 1795, sua biógrafa Kate Williams acredita que eles já tinham se tornado amantes. Às 7 da manhã do dia 29, ele escreveu uma carta para a amante, extasiado depois de sua primeira noite juntos:
"Acordo preenchido por pensamentos vossos. Vossa imagem, e os prazeres inebriantes da noite passada não dão descanso aos meus sentidos. Doce e emocionante Joséphine, que estranho poder tendes sobre meu coração! Estais zangada comigo? Estais infeliz? Estais incomodada? Minha alma está quebrada de desgosto e meu amor por vós nega-me repouso. Mas como posso descansar, quando cedo à sensação que me esmaga o ser, quando bebo dos vossos lábios e do vosso coração uma chama entorpecente? Sim! Uma noite ensinou-me quão aquém da realidade fica vosso retrato! Começais ao meio dia: em três horas irei ver-vos novamente. Até lá mil beijos, mio dolce amore, mas não me devolvais nenhum porque me incendeiam a alma" (apud WILLIAMS, 2014, p. 116).
Diferentemente de outras cartas de amor trocadas no período entre amantes como Lorde Nelson a Emma (que dizia ama-la como “a um pudim”), as de Napoleão a Joséphine são consideradas uma obra-prima do amor-paixão. Naquela época, o amor romântico propalado pelas obras de Goethe, ou A Nova Heloísa de Rousseau, era expresso por meio desse correio sentimental.
O general deu vazão ao desejo sexual na escrita de suas palavras, muitas vezes chegando a furar o papel, tamanha era a força e impaciência com que ele segurava a pena e cobria as palavras erradas com borrões. Vivia na expectativa de tê-la novamente entre os braços. Na cama, os dois se entregavam aos mais curiosos jogos de sedução, desde o uso de fantasias ao de espelhos estrategicamente posicionados no quarto para refletir seus corpos nus, iluminados pela chama das velas. Conforme Napoleão escreveria mais tarde, ele nunca “esqueceu essas visitas” à “pequena floresta negra”. Assim que se tornaram amantes, ele logo demonstrou interesse em toma-la por esposa e se jogava aos seus pés quando ela se recusava a aceitar.
Texto: Renato Drummond Tapioca Neto
Imagem: Napoleão e Joséphine em seu leito de amor. Cena gerada por I.A, segundo os retratos pintados na época.
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