sexta-feira, junho 05, 2026
De cartola e bengalinha
Será que ela pensa sempre o que penso quer de longe quer de perto um aperto há deserto um mergulho nela em acerto? Ou será que aqui não ali talvez ainda está devez por que não amadurece? E de interrogação em interrogação nunca chegamos ao fim entre nós. Há sempre nós nos nossos estares em nossos sonhos a carne nua e crua e eu nela a me acolher nua.
Charles Fonseca
Deus viu que a luz era boa, e Deus separou a luz e as trevas.
Gênesis 1
quinta-feira, junho 04, 2026
Fiquei feliz. Alguém a escrever a biografia de um contemporâneo. Honesto, discreto, ético. Não há como inventar adjetivo a uma alma substancialmente íntegra. Que abra o que lhe vai no peito. Que não exagere eventuais erros nem oculte o passado sabido. Homem de grandes amores. Por certo ainda há dores. Quero o livro físico. Quero o miolo on line. Relíquias a guardar com carinho. E com cuidado.
Charles Fonseca
"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!" Romanos 8:15
Coisa atípica andar à procura da luz sem Jesus consubstancial ao Pai. Orgulho à parte ler a Bíblia e crer no Credo Niceio Constantinopolitano que o corrobora é só virtude.
Charles Fonseca
MISSA
Não existe poema sem emoção. Tem que ter a contundência de um soco. Tem que falar de dor, tem que causar alvoroço. Hoje vi a foto da casa de meus pais. Na favela Língua de Vaca em Salvador. Dentro dela a minha avó 96, meu pai 95, minha mãe 65 o caçula ainda 65. Como sinto, como me orgulho, em volta a comunidade, o entulho. Dentro uma família com muitos frutos, a religião, a ética, o trabalho justo, quanta emoção!
SEGREDO
Nada a fazer, é feriado, a não sobre Itacaré aos nossos alfarrábios recorrer. Já madrugada e por Madalena chorar. Era num beco, o menestrel em serenata. A praia, o mar imenso arraia à beira-mar. Chorava que dava pena, o afeto a aflorar. Eu e a família, havia morcegos de cabeça pra baixo como depois tudo em minha vida entornou.
Charles Fonseca
CONVERSA DE BOTEQUIM
Como velhas árvores todos são. Ela 96 eu 81, ela 73 e a ponta de rama 70. Desmanchar um guarda-roupa. Quantas lembranças nele dormiam. Coisas velhas anos a fio querendo ir embora deixam saudades e em nós ressentem o bota-fora. Chega o novo, novas arrumações. Tudo é passageiro. Somos aqui não mais que estrangeiros em viagem às nuvens, os ventos monções.
Charles Fonseca
ATÉ AMANHÃ
Um homem virtuoso não se deixa dominar pela saudade. Ela existe no seu peito mesmo que seja a décadas. Se viveu até agora porque haveria de deixá-la às velas da nau enfunadas ao desprezo. Eu a amo, ela tão bela!
Charles Fonseca
SIDARTA. 3 Hermann Hesse
29.Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas, 30.pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
Mateus 11
NINGUÉM ME AMA
quarta-feira, junho 03, 2026
Fatos passados movem moinhos. Retornam em lembranças travestidas assim ora desinibidas ora fantasiadas. Nos sonhos afloram abruptas sem que nem pra que diriam. Digo tudo tem um por que, um quando, um onde, angustiam.
Charles Fonseca
"O Senhor aperfeiçoará o que me diz respeito. A tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre; não abandones as obras das tuas mãos." Salmos 138:8
SIDARTA. Herman Hesse
“Uma árvore diz: uma semente se esconde em mim, uma faísca, um pensamento, uma possibilidade imensa. Sou a vida da vida eterna. A tentativa e o risco que a Mãe corre comigo é único e particular. Minhas veias, meu tronco, as cicatrizes em minha casca, são exclusivos, assim como são singulares minhas folhas e seus jogos com o vento. Fui feita para refletir o eterno em seu mais minucioso detalhe.”
Uma atrapalhada quase louca saltita e canta perto do rebento inerte. Antes que durma até o outro dia e a cena se repete. Dia após dia. Ano após ano. E nós aonde vamos? Oremos irmãos. Só Jesus na causa.
Charles Fonseca
terça-feira, junho 02, 2026
MINHA SOGRA. 96
Sim a hora pede música relaxante. O dia de muito agito. Chego a querer nada ouvir em torno. Entorna a paciência, sobra uma borra. Hora de devaneio, de imaginar sem objeto, de amar o que está perto da alma, dentro do peito.
ESCULPIR A ALMA
A casa representa a alma. Charles Fonseca
Morar bem é uma arte. Já me hospedei em casa de pau a pique e coberta de palha. Linda com uma fogueira na porta à lua cheia para espantar a onça sussuarana. Em casas de telhado de ripa telhado de vez em quando um urubu mexia a pousar ou levantar voo. Amo urubús. Numa mofada sem janela o quarto era o único vão. Num palácio, cheio de luxo no imóvel e na alma. A casa representa a alma. Já morei numa a puta desalmada. Meu irmão classificava este tipo de casa de damas alegres. Ele já coabitara numa destas. E dava risada.
O bandido laranja rosna.
BRASIL PANDEIRO
SIDARTA. 1
8.Finalmente, irmãos, ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso, virtuoso ou que de qualquer modo mereça louvor.
O FIO DE ARIADNE. Charles Fonseca
Cada vez mais um pouquinho assim como não quer nada e o pouco é uma jornada, é como entrar num labirinto cuja saída eu sei de cor. É como se Ariadne me guiasse pelo seu fio que nela começa e o tomo cada vez mais ao Minotauro inimigo do nosso amor que cresce quase sem corpo mais alma um dia, talvez. Ao colo da bela resvalo ao seio onde habito, quem sabe, só Deus.
SIDARTA. Hermann Hesse
Hermann Hesse (1877-1962) extraordinário escritor alemão, autor de, entre outros, “Sidarta” (1922) e “Damien”(1919), vencedor do Nobel de Literatura em 1946. Li “Sidarta”, em 1973, livro fundamental na minha vida.
“Precisamos ficar tão sozinhos, isolados, de tal forma que nos obrigue a nos interiorizar até chegarmos ao ser absolutamente profundo que somos. Não é fácil, nem indolor este isolamento... Mas quando vencemos esta solidão, encontramos o maior tesouro de todos: nossa alma, a presença de Deus em nós mesmos. A partir disso, nos encontramos no meio de todas as coisas, sem nos perturbar com nada, pois sabemos sem a menor dúvida, que somos um com todo o universo.”
“Uma árvore diz: uma semente se esconde em mim, uma faísca, um pensamento, uma possibilidade imensa. Sou a vida da vida eterna. A tentativa e o risco que a Mãe corre comigo é único e particular. Minhas veias, meu tronco, as cicatrizes em minha casca, são exclusivos, assim como são singulares minhas folhas e seus jogos com o vento. Fui feita para refletir o eterno em seu mais minucioso detalhe.”
“Não existe realidade a não ser a que existe dentro de nós. Por isso tanta gente vive uma vida longe da realidade. Aceitam as imagens do mundo como reais e não dão chance para o seu próprio universo interior se manifestar.”
“A árvore diz: a minha força é a fé. Nada sei sobre meus pais nem sobre as milhares de crianças que cada ano despontam em mim. Vivo o segredo de minha semente até o limite. E nada mais me importa. Confio no Deus, na inteligência suprema, que existe em mim. Confio na natureza sagrada do que faço. Nesta fé eu vivo.”
“Quando somos acometidos por algum problema insolúvel e nossas vidas se tornam terríveis, a árvore nos aconselha: “Aquiete-se!! Olhe para mim, me escute! A vida não é fácil. Mas também não é difícil. Deixe que Deus fale dentro de você, como eu faço todos os dias, e seus pensamentos se aquietarão. Você está ansioso porque seu caminho o leva para longe de sua casa. Mas cada dia, mesmo que indiretamente, você está mais perto de sua casa, de seu lar. Sua casa não é aqui nem lá. Sua casa está dentro de você – senão, não está em lugar algum.”
segunda-feira, junho 01, 2026
TESEU E O MINOTAURO
A lenda de Teseu e o Minotauro é um dos mitos mais famosos da Grécia Antiga. O herói ateniense Teseu voluntariamente viajou a Creta e entrou no complexo Labirinto, onde derrotou a criatura monstruosa (metade homem, metade touro). Ele conseguiu escapar com vida graças à ajuda da princesa Ariadne.A clássica história desenrola-se através dos seguintes passos principais:O Tributo de Atenas: Como castigo pela morte de um príncipe cretense, Atenas foi forçada a enviar, a cada ciclo de anos, 7 rapazes e 7 moças para serem devorados pelo Minotauro, que habitava um labirinto na ilha de Creta.A Missão de Teseu: O príncipe ateniense Teseu voluntariou-se para ir no terceiro grupo, com o objetivo de matar a fera e acabar com o sofrimento do seu povo.O Fio de Ariadne: Ao chegar a Creta, a princesa Ariadne apaixonou-se por Teseu. Para ajudá-lo a escapar do labirinto após a batalha, ela deu-lhe um novelo de lã. Teseu amarrou a ponta na entrada e foi desenrolando o fio à medida que avançava.O Confronto: Teseu encontrou o Minotauro nas profundezas do labirinto e, após uma luta feroz, matou a criatura.O Fim Trágico: Teseu cumpriu a promessa e fugiu de Creta com Ariadne, mas acabou por deixá-la na ilha de Naxos. Ao regressar a Atenas, esqueceu-se de trocar as velas pretas do seu navio por velas brancas (o sinal combinado de vitória). Ao ver o navio de luto, o seu pai, o Rei Egeu, atirou-se ao mar num ato de desespero — dando origem ao nome do Mar Egeu.
IA
"Invoco o Senhor, que é digno de louvor, e sou salvo dos meus inimigos." Salmos 18:3
domingo, maio 31, 2026
Remorso: O SentimentoO que é: É a angústia ou peso na consciência que surge por ter feito algo errado.Foco: É um sentimento de autopunição e costuma ficar preso ao passado.Consequência: Muitas vezes é passivo. A pessoa sofre e se lamenta, mas não necessariamente toma uma atitude para mudar de comportamento
IA
+10 O falo é a representação simbólica do pênis em ereção. Ele não se resume à anatomia, funcionando como um significante cultural e psicanalítico que simboliza poder, força, fertilidade, domínio e completude
IA
Alguém ligou para mim. Em vídeo. No WhatsApp. Ato falho? O falo fala.
O CIÚME
O ciúme faz coisas que até o diabo duvida. Tema difícil este. Poucos escrevem sobre ele sem dizer algo de si. Eu por exemplo. Uma fraqueza da alma. Quando é só desta. O que resta? Conviver com o imponderável.
A ÁGUIA, O GATO E A PORCA SELVAGEM
Uma águia construiu seu ninho no topo de uma árvore alta, um gato com sua família ocupou um buraco no tronco na metade do caminho para baixo e uma porca selvagem com suas crias ocuparam seus aposentos no pé. Eles poderiam ter se dado muito bem como vizinhos se não fosse pela malvada astúcia do gato.
Subindo até o ninho da águia, ela disse para a águia:
- "Você e eu estamos em grande perigo, aquela criatura terrível, a porca selvagem, que está morando no pé da árvore, pretende arrancá-la, para que ela possa devorar a sua família e a minha quando tiver vontade."
Tendo assim amedrontado a águia, que quase desmaiou com tanto terror, a gata desceu da árvore e disse à porca selvagem:
- "Devo adverti-la contra aquele pássaro terrível, a águia. Ela só está esperando a chance de voar para baixo e carregar um dos seus porquinhos quando você sair, para alimentar sua ninhada."
Ela conseguiu assustar tanto a porca selvagem quanto a águia. Então ela voltou ao seu buraco na árvore, do qual, fingindo ter medo, nunca saiu de dia. Somente à noite ela esgueirava-se sem ser vista para conseguir comida para seus filhotes.
A águia teve medo de sair de seu ninho e a porca selvagem não ousou deixar sua casa entre as raízes, com o tempo, eles e suas famílias perecessem de fome, seus cadáveres forneceram ao gato grande quantidade de alimento para sua família em crescimento.
Moral da história: Não deixe o medo te paralisar.
MÁSCARA NEGRA
As águas da torrente jamais poderão apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Quisesse alguém dar tudo o que tem para comprar o amor... Seria tratado com desprezo.
Cânticos dos Cânticos
O BILHETINHO
Talvez seja melhor não postar mais para ti. Parece que nosso mundo não tem pontos de encontro. Se tem como, onde, por que, ou não?
O MASTRO
Desconheço quem não quisesse ter curtido um pouco mais o corpo. Aquele beijo gostoso aquele amasso aquele toque devasso ou pudico. Um olhar mais que lambido medindo de cima abaixo ou aquele parado enquanto o mastro a si erige.
AS ESCRITURAS. 1
Melhor seria que me dedicasse a leituras teológicas. Tratam do Criador e deste seu criado. No entanto tenho necessidade de viver mais enquanto terráqueo. Me ajudam a dissipar tanto amores vãos quanto os que me deixaram marcas na alma. As mulheres. Desde criança em Ibicuí, Bahia. Zelinha, na escola primária. Aos 20 anos procurei por ela e a irmã me informou que estava na maternidade para o seu primeiro bebê. Uma ou outra nem vou citar Deus sabe porque. Ibicuí me deixou outra marca. A filha do coronel da polícia que ao me reencontrar quis passear comigo sozinha até uma casa de reserva que uma amiga lhe emprestava. Declinei do convite. Continua em próximas escrituras.
Capturei uma foto. Dela. A eterna. Marca do que se foi. Tudo muito intenso. O maior amor da adolescência. E no entanto a vejo ao longe. Quem não tem lembrança semelhante? Foi em Jequié. Bahia. Onde está a sua escondida? Só no fundo da alma? Isso nunca passa.
Forasteiros vieram e se evadiram. E eu presente. À distância aqui ainda espero. Por que se foram, o que queriam e não acharam eis um mistério. O que lhes deu guarida? Quem pensaram encontrar, vida dorida.
Charles Fonseca
MEU PEQUENO CACHOEIRO
Quanto mais autoritário mais frágil o ser transparece.
NERVOS DE AÇO
sábado, maio 30, 2026
Transbordo em escritos. O pé de fruta pão. O cacaual. O pé de manacá. O ipê amarelo. A mangueira onde a canela Nick dorme o sono dos justos. E onde Freud dormita o meu cão pastor especialista em reconhecer quem era ou não meu amigo. Charles Fonseca
Transborda a emoção ao ouvir a voz de filhos. De netos nem se fala, um prazer infindo. Destes é como um chilrrear de passarinhos. Amor a mais, carinhos. Charles Fonseca
PASSAREDO
Visitar órfãos viúvos e encarcerados. Este já fiz a mando de minha mãe como está no Evangelho. Falta visitar órfãos e viúvos. A quem primeiro? Aos órfãos suponho. Viúvos creio pouco provável. Viúvas posso ser mal interpretado. Os hospitalizados se amigos, parentes, mulher amada. Aqui está minha fraqueza. Quando chegar a minha vez, quem estará ao meu lado?
Charles Fonseca
Guardo comigo fotos. Em vão sonhar o que passou. No entanto obturam a dor. Do nunca mais. Eu já me vou. Talvez um dia quem sabe se lembrem de mim um vate. Vão-se, ruflam asas. No meu peito lembranças batem. Charles Fonseca
Saudades de Matão
A primeira namoradinha. Saudades dela até. Tudo foi um sonho então. Saudades de Jequié.
Charles Fonseca
De minha parte procuro psi. Saem coisas da arca da velha. Nada forçado, discreta. Batem asas. Uma vez por semana. É a espera.
Charles Fonseca
RODA VIVA
Campos do Jordão. Antes o Dedo de Deus. Lembranças que não se vão. Antes que venha o adeus. Aquela mulher tão gostosa. Jamais a vi igual. Agora tenho tal qual. Profunda. Túmida. Sestrosa.
Charles Fonseca
Na alma lacunas. Foi usado um trado. No mais profundo. Então virei um bardo. Alivia o vazio. Amores ceifados.
Charles Fonseca
Hebreus 11:1: "Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos."
AS OBCENIDADES
Há desejos que não devem ser satisfeitos. São contra a moral e os bons costumes. Se está me lendo lhe acorre alguns. Estes nem escrevo. Se os escrevo não devem ser lidos. Se falo nem ouvidos. Estes são órgãos de desejos. Vibram se percebem ditos obcenos. Se são tocados dão arrepios. Pra mim me livro deles se escrevo. São saliências e reentrâncias que profundas transformo em símbolos.
Charles Fonseca
Caetano Veloso Cajuína Existirmos: a que será que se destina? Pois quando tu me deste a rosa pequenina Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina Do menino infeliz não se nos ilumina tampouco turva-se a lágrima nordestina Apenas a matéria vida era tão fina E éramos olharmo-nos intacta retina A cajuína cristalina em Teresina
Caetano Veloso
sexta-feira, maio 29, 2026
De novo a casa cheia. Meus amores mas falta ela. Bela mulher a alma é bela o corpo também, me dou à meia. Nunca mais o amasso calvinista, não mais o faz de conta, tampouco a transgressão de monta, agora e até onde alcança a vista.
Charles Fonseca
Há uma comunidade virtual que nada faz a não ser jogar sem ônus financeiro na Internet.
Charles Fonseca
A MULHER PROFUNDA.
Ter uma cama macia e larga. Uma mulher suave e profunda. De alma e onde meu corpo afunda. Nunca falha. Mas um dia haverá de vir em que só a alma acontece. Na terra ou no celeste. Meu pai foi se foi aos 95. Tomara que o ultrapasse. Aos 95 quase impossível. Desejo que a pulsão escópica permaneça tão jovem quanto já fui. Se riscar o palito de fósforo a chama lampeja. Haja mulher, basta uma. Profunda.
Charles Fonseca
UMA CASA PORTUGUESA
O DESEJO
Estou perdendo interesse por este Blog. Apesar de mais de 2.800.000 visualizações desde 2006. Me serviu como vicariante de frustrações. Ficou sendo a expressão de pulsão escópica. O desejo em curso. Aquele algo mais que tanta falta me faz.
Difícil. Só alma. O corpo pede. Por que sem abraço? Tenho que escrever. E o amasso? Ela cede? Sonha? Vale a fantasia. A alegoria. Precede? E a sede? Deve ser quentinho, humida, túmida. E a profundidade?
MISSA
quinta-feira, maio 28, 2026
Não esquece de fazer nossa oração. A de todas as noites. Semelhante à do desjejum matinal. Uma benção. Costume da infância. Assim me sugere a mulher que arriscou em mim. De certa forma me tirou do mau caminho. E me fez conhecer tantas pessoas do bem. Na origem uma conversa de meu pai com amiga de décadas.
Charles Fonseca
VANDO
O CORVO
POEMA NOTURNO: 'O CORVO'
O CORVO ("The Raven).
"Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
'É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais.'
Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.
E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: 'Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais.'
Minha alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: 'Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais.'
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.
Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.
Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
'Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais.'
Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: 'Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?'
E o Corvo disse: 'Nunca mais'.
Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: 'Nunca mais.'
No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: 'Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora.'
E o Corvo disse: 'Nunca mais.'
Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
'Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: 'Nunca mais.'
Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: 'Nunca mais.'
Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.
Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: 'Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora.'
E o Corvo disse: 'Nunca mais.'
'Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: Existe acaso um bálsamo no mundo?'
E o Corvo disse: 'Nunca mais.'
'Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!'
E o Corvo disse: 'Nunca mais.'
'Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua.'
E o Corvo disse: 'Nunca mais.'
E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!"
Edgar Allan Poe*
Leituras Livres
* (poema traduzido por Machado de Assis em 1883)
Mulheres. Singulares nunca iguais. Ótimo. Seria um tédio se todas que passaram por mim fossem como a primeira que ingênuo me apaixonei perdidamente. Faltou uma conversa com psi. Como agora faço uma vez por semana. Com uma certa ansiedade sobre mitos símbolos fábulas Aconselho a todos experimentar. Às vezes dói.
Charles Fonseca
EU SONHEI QUE TU ESTAVAS TÃO LINDA
CIGANA DE CATUMBI
Uma Cadela levava na boca um pedaço de carne quando, ao passar por um riacho, viu a sua imagem refletida na água. No reflexo, a carne parecia muito maior. Então a cadela soltou a carne que levava entre os dentes para tentar pegar a que via na água. Assim, acabou ficando sem as duas carnes. Sem a do reflexo, que não existia, e sem a verdadeira, que foi levada pela correnteza.
Esopo
Sem corpo a corpo ocorre às vezes alma com alma. Inexplicável. Uma adentra na outra, fundem-se. E nunca mais se largam. Assim é a vida. Vontade não falta de dar um abraço, um roçar sem ter motivo, um olhar, um sorriso, ser acolhido, envolvido, de arranjar estratagema de estar presente, um subterfúgio, dia e hora marcados.
Charles Fonseca
"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores;" Salmos 1:1
VATAPÁ
quarta-feira, maio 27, 2026
Lindo o neto ser acolhido na Primeira Comunhão. A fé em nosso Salvador Jesus Cristo. Logo cedo fez-se irmão a ser seguido, minha oração.
AVE MARIA
A mula de Balaão é um famoso relato bíblico (encontrado no livro de Números, capítulo 22). O profeta Balaão seguia para amaldiçoar o povo de Israel, mas sua mula, vendo um anjo invisível com uma espada, recusou-se a avançar. Irritado, Balaão bateu na mula, até que Deus fez o animal falar para repreendê-lo.
IA
31.Depois disto, que nos resta a dizer? Se Deus está conosco, quem estará contra nós?
Romanos 8
NAQUELA MESA
De ilusão também se vive. Pode ser pode não ser. Mas o sonho do bem querer a todos atinge é vida. Só a razão não dá conta.
Charles Fonseca
Amei de paixão. Décadas. Súbito, a poda. Doeu. Sobrevivi em novos rebentos de amor. Amigas inesquecíveis. Até uma paixão recolhida. O que foi fruto secou. Flores caíram. Sementes existem e novos ciclos de vida estão cada qual a seu tempo exuberantes.
Charles Fonseca
MISSA
Viver um grande amor. Todos querem. Difícil é ter o sentimento sem o esdrúxulo termo conjunção carnal. Ou conjuminação. E assim ocorre. Sem vazar. Quase angelical. Não desejo para o pior inimigo. Até os aprisionados usufruem. A dita visita íntima. Sem esta manter a saúde mental e até a física fica árida. Mesmo no deserto há oásis. E quando não convém declarar-se apaixonado? E quando se desconfia que o ser amado está carente? Resta usar símbolos, as letras. As palavras. Nestas corre o fio do desejo. A sublimação.
Charles Fonseca
terça-feira, maio 26, 2026
Como é difícil ultrapassar o dia sem um gesto de carinho. Mesmo que seja falso. Vontade de dar um passo em falso. Que me aconselha, amigo? Você faria? Dá agonia? De minha parte fico onde estou. Até que eu abrace o meu amor. Assim como não quer nada. Até que para mim sorria. Lindos lábios açucarados. Fantasie, tudo passa. Olhar o céu escuro. Alisar o seu pescoço. O lóbulo da orelha. Os pombinhos pra mim arrulham. De mais a mais sonhe. Aqui tudo pode.
Charles Fonseca
NAQUELA MESA
VERSÍCULO
"Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?" Lucas 12:25
Há um impacto no peito quando vejo a mãe. E você como se sente ao ver só a foto dela, não está mais não. Só na memória, tão boa pra ti, pra mim então...
Charles Fonseca
segunda-feira, maio 25, 2026
Se fizer poema ela do poeta suspeita. Se não fizer é que esconde a verdade. Assim é difícil talvez quem sabe ela já sabe há muito, a ela convém, é treita. Amigos amigos a paixão resiste. Muita vez já vem de longe. Da pré história do esconde esconde. Ela faz que não sabe, você faz que acredita, no fundo no fundo o seu corpo agita e você sonha como tê-la em seus braços, onde?
Charles Fonseca
TRAVESSIA
o meu colega fernando pessoa cultivava a heteronimia. compreendo-o. não é porém o meu caso. eu cultivo ser eu, nada mais, nada menos. partir de mim e regressar a mim, ou, como tem acontecido, partir de mim e não regressar a esse. deixar o mim de ser o tal. passar o mim a ser outro. de cada vez que fala o outro dizer eu. às vezes dizer eu e não saber qual o mim que fala. eu escolhi o mais simples: ser, apenas, quem for. o meu colega fernando pessoa escolheu a heteronimia. será que o compreendo?
A. Pedro Correia
ASA BRANCA
"Considerai os corvos, que não semeiam nem ceifam; não têm despensa nem celeiro; contudo, Deus os alimenta. Quanto mais não valeis vós do que as aves!" Lucas 12:24
NO RANCHO FUNDO
Peço a todos. Não me falem nem mandem qualquer notícia mensagens ou assemelhados sobre economia ou política.
domingo, maio 24, 2026
5.Os que semeiam com lágrimas, ceifarão em meio a canções.
Salmos 126
FASCINAÇÃO
Sabem meu nome completo, o primeiro nome dos meus ancestrais? Um dia haverão de saber. Está escrito no Livro da Vida.
Quando os homens dizem 'hoje tem' as mulheres envolvidas ou não deixam transparecer um semblante alegre. Com razão. É que há uma pulsão nelas originária de Eva a tentar Adão. Delícia. Hoje digo amanhã tem. E fico alegre também. Um tal de amor transferencial. Uma revolução psíquica, uma pulsão transformadora. Difícil. Necessária. Um deslocamento. Mas só em cinquenta minutos de psi à distância. E seja o que Deus quiser.
Charles Fonseca
AS ROSAS NÃO FALAM
Me vejo impressionantemente velho. Oitenta e um. Academia três vezes por semana. Quinze a vinte minutos de esteira a 3,8 km hora. Levantamento de peso já cheguei a 7 kg. Estou insatisfeito. Só a mente permanece bem. Acho até mais jovem do que aos vinte anos. Os céus é a terra. Aquele próximo. Esta com seus atrativos à distância. E a Internet a mil. E as amizades à distância. Por que não no outro bairro? E as visitas desejadas? E o mais bem mais pensado do que dito?
Charles Fonseca
TU DISSESTE EM JURANENTO
"A tua misericórdia é a coluna do céu e da terra. Se a retirares, tudo cairá."
São Boaventura
Assim. Aqui não. O ambiente é outro. Quem sabe contexto além. Aqui é aquém. Adiante alhures. Será algures. Há gente. É sonho. Agora. Não ha ninguém. O que importa? Encosta a porta. Fecha a janela. Já está aberta. Ajunta. Ai, monta.
Charles Fonseca
ESPERANDO NA JANELA
Sambar é chorar de nostalgia diz o seresteiro. Escrevo e mando meus recados. De amor que se faz impossível. De paixão, de toque, de enlevo e gozo. De sorrir falso ante o real. Não desisto. Será que ela pensa igual? E por que não?
Charles Fonseca
FEITIO DE ORAÇÃO
A crônica do dia ocorreu num sonho-mensagem na Rua Padre Feijó ou adjacências. Peguei um buzu. Uma morena num amasso me apertou os peitinhos. Delícia. De imediato a convidei para ir comigo. Ela topou. Sem gastos. A não ser o interminável erótico. No sonho tudo pode.
Charles Fonseca
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CHEGA DE SAUDADE
"...As almas dos poetas Andam perdidas na vida, Como as estrelas no ar, Sentem o vento gemer Ouvem as rosas chorar..." ____ Florbela Espanca ____
A minha mega cena será amanhã. Mergulhar nos meus poréns. E minha amiga que gosto tanto não se deixar envolver com o meu pranto. A psi da minha vida. O tempo do meu presente. Não a quero para sempre como psi, só como amiga. E eu cronista.
Charles Fonseca
CASA NO CAMPO
sábado, maio 23, 2026
Pra que mais passado? Agora é só ir adiante. O tempo urge. Ainda que turve o olhar do que finado.
Charles Fonseca
"Se quereis progredir no amor de Deus, meditai todos os dias a Paixão do Senhor."
São Boaventura
Não há como se apaixonar por mim se não vir minha alma. O resto é consequência. A imagem ao espelho não ajuda. A foto só se for com inteligência artificial. Raramente alguém se arrisca. E eu sou tímido. Mesmo quando estou túmido.
Charles Fonseca
CANECA DE COURO
Esse tal de Eros terrestre a mim me atrapalha a ascensão celeste. De dia sou todo campestre. De noite me é estrela guia. E ela faz que não sabe e eu faço também. Quando será o que convém a nós, a sós, tem gente olhando, agora, vai, vem, não dói?
Charles Fonseca
Carrego seu Coração Comigo, E. E. Cummings
Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração
Nunca estou sem ele
Onde quer que vá, você vai comigo
E o que quer eu que faça sozinho
Eu faço por você
Não temo meu destino
Você é meu destino, minha doçura
Eu não quero o mundo por mais belo que seja
Porque você é meu mundo, minha verdade.
Eis o grande segredo que ninguém sabe.
Aqui está a raiz da raiz
O broto do broto e o céu do céu
De uma árvore chamada vida
Que cresce mais que a alma pode esperar
ou a mente pode esconder
E esse é o prodígio que mantém
as estrelas à distância.
Eu carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração.
Edward Estlin Cummings
MARIA
E vi nela o que outros não viram. E assim já está por décadas. Passou a oportunidade me dizem os arcanos. São tantos anos, num adeus se encerra.
Charles Fonseca
Escrever é minha válvula de escape. Quando a paixão explode. Quando a tensão erótica se faz presente. A amizade corre risco que se ausente. É casa de marimbondo. Uma nuvem deles frementes. O caldo entorna.
Charles Fonseca




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