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segunda-feira, março 09, 2026

NINGUÉM ME AMA


 

Ir embora de manso vento, por perto basta os que me cercam, sem alarde, os que de longe ficam já é tarde, olho o céu, o firmamento. Não se precupem logo haveremos de estar de braços dados nova morada, do Pai celeste em novos passos, caem os panos rápido, só alvoradas.

 Charles Fonseca 

NINGUÉM É DE NINGUÉM


 

Mingau quente se come pelas beiradas


 

9. SANTO

1. Santo! Santo! Santo! Deus Onipotente!

Cedo de manhã cantaremos teu louvor.

Santo! Santo! Santo! Deus Jeová triúno,

És um só Deus, excelso Criador.

 

2. Santo! Santo! Santo! Todos os remidos,

Juntos com os anjos, proclamam teu louvor.

Antes de formar-se o firmamento e a terra.

Eras, e sempre és e hás de ser, Senhor.

 

3. Santo! Santo! Santo! Nós, os pecadores,

Não podemos ver tua glória sem tremor.

Tu somente és Santo; não há nenhum outro,

Puro e perfeito, excelso Benfeitor.

 

4. Santo! Santo! Santo! Deus Onipotente!

Tuas obras louvam teu nome com fervor.

Santo! Santo! Santo! Justo e compassivo,

És um só Deus, supremo Criador.

NESTA RUA


 

O ANDAIME. Fernando Pessoa

 Cancioneiro

 
O Andaime
 
O tempo que eu hei sonhado
Quantos anos foi de vida!
Ah, quanto do meu passado
Foi só a vida mentida
De um futuro imaginado! 

Aqui à beira do rio
Sossego sem ter razão.
Este seu correr vazio
Figura, anônimo e frio,
A vida vivida em vão. 

A 'sp'rança que pouco alcança!
Que desejo vale o ensejo?
E uma bola de criança
Sobre mais que minha 's'prança,
Rola mais que o meu desejo. 

Ondas do rio, tão leves
Que não sois ondas sequer,
Horas, dias, anos, breves
Passam - verduras ou neves
Que o mesmo sol faz morrer. 

Gastei tudo que não tinha.
Sou mais velho do que sou.
A ilusão, que me mantinha,
Só no palco era rainha:
Despiu-se, e o reino acabou. 

Leve som das águas lentas,
Gulosas da margem ida,
Que lembranças sonolentas
De esperanças nevoentas!
Que sonhos o sonho e a vida! 

Que fiz de mim? Encontrei-me
Quando estava já perdido.
Impaciente deixei-me
Como a um louco que teime
No que lhe foi desmentido. 

Som morto das águas mansas
Que correm por ter que ser,
Leva não só lembranças -
Mortas, porque hão de morrer. 

Sou já o morto futuro.
Só um sonho me liga a mim -
O sonho atrasado e obscuro
Do que eu devera ser - muro
Do meu deserto jardim. 

Ondas passadas, levai-me
Para o alvido do mar!
Ao que não serei legai-me,
Que cerquei com um andaime
A casa por fabricar. 

SALVADOR


 

TROPICALISMO

 "Transgressão, Hibridismo e Experimentação – O Tropicalismo foi um movimento cultural brasileiro surgido no final da década de 1960 que teve forte impacto nas artes visuais, na música, na literatura e no teatro. Caracterizou-se por uma atitude irreverente, experimental e crítica diante das tradições culturais e políticas vigentes, propondo uma síntese entre o popular e o erudito, o nacional e o estrangeiro, o moderno e o arcaico.

No campo das artes visuais, um dos marcos iniciais do Tropicalismo foi a obra “Tropicália” (1967), de Hélio Oiticica, uma instalação que convidava o público a interagir com um labirinto construído com elementos típicos da cultura brasileira. Essa obra não apenas nomeou o movimento como também sintetizou seu espírito antropofágico e sensorial, rompendo as barreiras entre arte e vida, espectador e obra. A Antropofagia, movimento da arte moderna da primeira metade do XX, foi uma grande inspiração para o movimento tropicalista.

O Tropicalismo também teve grande expressão na música, com nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes e Tom Zé, que misturaram gêneros como bossa nova, rock psicodélico, samba, música caipira e ritmos africanos, em letras muitas vezes críticas à situação política do país sob a ditadura militar. Além disso, o movimento se alinhava a uma crítica às noções fixas de identidade nacional e ao conservadorismo cultural. Os tropicalistas defendiam uma arte que refletisse as contradições do Brasil e que fosse capaz de incorporar a complexidade do país, tanto em sua diversidade cultural quanto em sua realidade social e política.

Apesar de sua curta duração, o Tropicalismo marcou profundamente a cultura brasileira, sendo lembrado como um momento de transgressão, inovação estética e enfrentamento simbólico à repressão. Seu legado permanece presente em expressões artísticas contemporâneas que dialogam com a multiplicidade e a crítica cultural"

7.As águas da torrente jamais poderão apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Quisesse alguém dar tudo o que tem para comprar o amor... Seria tratado com desprezo.

 Cânticos de Salomão 

NERVOS DE AÇO


 

HOPPER. Ronaldo Costa Fernandes

Em Hopper, não há a solidão que todos dizem.


Aquele casal na lanchonete,

as moças no quarto

ou no vagão de trem

estão imobilizados de vida

— de vida tão grave

que nada escapa (como nos buracos negros)

de seu campo de gravidade.


Ali estão os autômatos de Hopper

em sua fantástica viagem em torno de si mesmo.


Não é a vida americana

que é criticada.

O que nos desnorteia em Hopper

— e nos fascina —

é que nos vemos na lanchonete,

na parada de ônibus ou no vagão de trem.

Estamos imobilizados — hopperianos —

em têmpera e colorido,

fixos na tela do tempo,

e, irremediavelmente, presos a nós mesmos,

a vida como um quadro americano

do qual não podemos escapar

NEM EU


 

domingo, março 08, 2026

“Na ordem das coisas criadas, a natureza racional é um bem tão grande que nenhum outro bem poderia tornar feliz o espírito humano senão o Sumo Bem, ou seja, o mesmo Deus” (Da natureza do bem, capítulo 7).

 Santo Agostinho 

8 - Adoração

A Deus, supremo Benfeitor,

Vós anjos e homens dai louvor;

A Deus o Filho, a Deus o Pai,

A Deus Espírito, glória dai.

NEM ÀS PAREDES CONFESSO


 

"O anseio de novidades impele o homem para a angústia extrema." Santo Agostinho

DESEJOS ESPIRITUAIS


 

NEGUE


 

Espalho cultura.

NAQUELA MESA


 

OCEANO. Ana Cecília de Souza Bastos

Somos oceano nas extremidades.

Contemplo minhas unhas,

conchas do mar.

Tanto brilham essas partes!

Fecham extremidades,

ilusória completude.


Somos oceano,

peixe e cautela,

flutuação e peso em luta na água,

correnteza e vida,

ave e liberdade.

E nada quero dizer do amor.


Alheio-me, abstraio-me,

ânsia e vertigem,

sonho profundidades inauditas,

mergulho.

NÃO ME DIGA ADEUS


 

Vejo violetas sossegadas à meia sombra; fico a sonhar na alfombra, são como as mulheres, beleza. São delicadas estão na origem do mundo só nos dão eu me afundo, meu ser nelas desagua.

 Charles Fonseca 

NÃO DEIXE O SAMBA MORRER


 

MULHERES


 

NADA ALÉM


 

Queria que nos visitássemos. Eu na flor dos oitenta anos. Ela aquela adolescente adubada agora com cicatrizes e na alma lanhos. Demais, declinei da oportunidade. Preferi ficar com meu sonho realidade. Nada de outros encantos. Poderia me trazer prantos. Eu e esta a me querer, meu fado.

 Charles Fonseca 

7 - Maravilhas Divinas

1. Ao Deus de amor e de imensa bondade,

Com voz de júbilo vinde e aclamai;

Com coração transbordante de graças,

Seu grande amor, todos, vinde e louvai.

 

* No céu, na terra, que maravilhas

* Vai operando o poder do Senhor!

* Mas seu amor aos homens perdidos

* Das maravilhas és sempre a maior!

 

2. Já nossos pais nos contaram a glória

De Deus, falando com muito prazer,

Que nas tristezas, nos grandes perigos,

Ele os salvou por seu grande poder.


* No céu, na terra, que maravilhas

* Vai operando o poder do Senhor!

* Mas seu amor aos homens perdidos

* Das maravilhas és sempre a maior!


3. Hoje, também nós bem alto cantamos

Que as orações Ele nos atendeu;

Seu forte braço, que é tão compassivo,

Em nosso auxílio, Ele sempre estendeu.


* No céu, na terra, que maravilhas

* Vai operando o poder do Senhor!

* Mas seu amor aos homens perdidos

* Das maravilhas és sempre a maior!


4. Como até hoje e daqui para sempre,

Ele será nosso eterno poder,

Nosso castelo bem forte e seguro,

E a nossa fonte de excelso prazer.


* No céu, na terra, que maravilhas

* Vai operando o poder do Senhor!

* Mas seu amor aos homens perdidos

* Das maravilhas és sempre a maior!

NA CADÊNCIA DO SAMBA


 

NAOLEÃO E JOSEPHINE

 “Quando o general Bonaparte se apaixonou pela Madame de Beauharnais, foi amor em todo o poder e força do termo”, assim escreveu Auguste de Marmont, amigo de Napoleão, sobre quando o corsário se interessou por Joséphine no ano de 1795. Os dois haviam se conhecido num dos salões de Madame de Stäel e Napoleão ficou completamente arrebatado por aquela graciosa viúva, 6 anos mais velha. A jovem mãe era considerada uma mulher de ótima aparência e fazia uma bela figura nos salões em que costumava frequentar.


O interesse dé Bonaparte, porém, foi levemente correspondido, causando assim desconcerto entre os amigos de Joséphine, que se sentiu atraída pela ambição e inteligência do pretendente. Aos 26, o general já era rico e famoso. Mudou-se para uma belíssima casa na Place Vendôme e redobrou os apelos para a amada. Seu afeto por aquela a quem chamou de o “único objeto em meu coração” pode ser conferido numa série de cartas ele lhe dirigiu ao longo dos anos inciais de seu relacionamento.


“Foi aparentemente sua primeira paixão e ele sentiu-a como todo o vigor de sua natureza”, completou Auguste de Marmont, fazendo uma reflexão sobre a natureza dos sentimentos do futuro imperador dos franceses para com Joséphine. Depois que Napoleão se tornou o herói do Termidor, a viúva de Beauharnais ficou cada vez mais tentada a permitir que ele lhe fizesse a corte e então lhe escreveu:


"Já não vindes mais ver tua amiga que vos quer muito. Desertaste-a mesmo. Isso é um erro, pois ela está ternamente atraída por vós. Vinde almoçar comigo amanhã, septiti. Quero ver-vos e falar convosco sobre assuntos de vosso interesse. Boa noite, mon ami, je vous abrace" (apud WILLIAMS, 2014, p. 115).


Assim que recebeu essa carta, Napoleão rapidamente respondeu que: “Não posso imaginar a razão para o tom de sua carta. Imploro que acredite que ninguém deseja tanto sua amizade como eu, ninguém está mais ansioso por prova-lo” (apud WILLIAMS, 2014, p. 115). Logo no início, Joséphine resistiu aos pedidos do general por maior intimidade em seu relacionamento, embora não por muito tempo. Em dezembro de 1795, sua biógrafa Kate Williams acredita que eles já tinham se tornado amantes. Às 7 da manhã do dia 29, ele escreveu uma carta para a amante, extasiado depois de sua primeira noite juntos:


"Acordo preenchido por pensamentos vossos. Vossa imagem, e os prazeres inebriantes da noite passada não dão descanso aos meus sentidos. Doce e emocionante Joséphine, que estranho poder tendes sobre meu coração! Estais zangada comigo? Estais infeliz? Estais incomodada? Minha alma está quebrada de desgosto e meu amor por vós nega-me repouso. Mas como posso descansar, quando cedo à sensação que me esmaga o ser, quando bebo dos vossos lábios e do vosso coração uma chama entorpecente? Sim! Uma noite ensinou-me quão aquém da realidade fica vosso retrato! Começais ao meio dia: em três horas irei ver-vos novamente. Até lá mil beijos, mio dolce amore, mas não me devolvais nenhum porque me incendeiam a alma" (apud WILLIAMS, 2014, p. 116).


Diferentemente de outras cartas de amor trocadas no período entre amantes como Lorde Nelson a Emma (que dizia ama-la como “a um pudim”), as de Napoleão a Joséphine são consideradas uma obra-prima do amor-paixão. Naquela época, o amor romântico propalado pelas obras de Goethe, ou A Nova Heloísa de Rousseau, era expresso por meio desse correio sentimental.


O general deu vazão ao desejo sexual na escrita de suas palavras, muitas vezes chegando a furar o papel, tamanha era a força e impaciência com que ele segurava a pena e cobria as palavras erradas com borrões. Vivia na expectativa de tê-la novamente entre os braços. Na cama, os dois se entregavam aos mais curiosos jogos de sedução, desde o uso de fantasias ao de espelhos estrategicamente posicionados no quarto para refletir seus corpos nus, iluminados pela chama das velas. Conforme Napoleão escreveria mais tarde, ele nunca “esqueceu essas visitas” à “pequena floresta negra”. Assim que se tornaram amantes, ele logo demonstrou interesse em toma-la por esposa e se jogava aos seus pés quando ela se recusava a aceitar.


Texto: Renato Drummond Tapioca Neto

Imagem: Napoleão e Joséphine em seu leito de amor. Cena gerada por I.A, segundo os retratos pintados na época.


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LEÃO 14


 

NA BAIXA DO SAPATEIRO


 

22.Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23.mansidão, autodomínio. Contra estas coisas não existe lei.

 Gálatas 5

sábado, março 07, 2026

MUCURIPE


 

A me olhar o sol da tarde aos poucos me reconfigura como se olhasse pra uma escultura aqui e ali uma fissura na alma que faz um vazio vate. À noite um outro aparece nos sonhos dos restos diurnos às vezes sombrios outros alegres.

 Charles Fonseca 

MOLAMBO


 

Sonhar é acordar-se para dentro. Mario Quintana

PERTO DE JESUS


 

O meu é Severino. Como não tenho outro de pia Como há muitos Severinos nesta Sertânia, deram então de me chamar de "Severino da Maria". João Cabral de Melo Neto.

MODA DA MULA PRETA


 

Luiza Mendes Furia

Canto o que vem comigo desde antes

e são modulações do mesmo grito


Como os grilos que ora tracejam a noite

com seu canto simplesmente folha transformado em vida.


Hoje, que hei de dizer-te?

Que esteve claro o dia e turva a vista


Que nada retive de seu esplendor

já outonal, senão um ritmo


Este que faz as mãos acariciar as palavras

como se fossem de vidro.

MOÇA. 2


 

"Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça." Romanos 6:14

MOÇA


 

"O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê".

 Platão 

MINHA NAMORADA


 

33.Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. 34.Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal.

 São Mateus 6

DE VOLTA PRO ACONCHEGO


 

sexta-feira, março 06, 2026

DE PAPO PRO AR


 

"Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo"

 Platão 

DAS ROSAS


 

CRISTO MEU MESTRE


 

6 - Glória Ao Senhor.

1. A nosso Pai do céu tributa, lábio meu,

Glória e louvor!

A quem seu Filho deu, o qual por nós morreu,

A quem me prostro eu; glória ao Senhor!

 

2. Louvemos ao Senhor, o Santo Redentor,

O Rei Jesus!

Sua morte me remiu, a mim, tão pecador,

E assim o céu me abriu; glória a Jesus!

 

3. Espírito de Deus, mandado por Jesus,

Louvor a ti!

De Cristo o grande amor revela, Instruidor!

Sê meu renovador! Louvor a ti!

 

4. Louvemos com ardor, com gozo e com fervor

O trino Deus!

Eternamente ali, em canto abrasador,

Trindade santa, a ti louvor nos céus!

[DESLOCAM-SE SOB O SOL] Deslocam-se sob o sol ou sob a chuva, sozinhas ou com os filhos às costas, protegidas por invisíveis guarda-sóis ou guarda-chuvas. Se há goteiras no telhado e a casa alaga, inventam máquinas sugadoras de líquido e engolem o excesso para que o berço permaneça seco e quente. Optam por viver em mar aberto, mas adaptam-se perfeitamente a solos áridos e inóspitos. Mulheres são anfíbias.

 Dalila Teles Veras

ESCULTURA


 

16.Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, 17.a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda boa obra.

 II Timóteo 3

SALVADOR


 

Há um silêncio estranho. Não recebí mensagem. Estaria doente, estaria emburrada ou quer me dar um arranho? Faz assim não pois eu te amo não do jeito que você quer. Será que é amuo de mulher sinto em ti na alma um lanho.

 Charles Fonseca 

ESCRITURA


 

JOÃO GUIMARÃES ROSA

 Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou.


João Guimarães Rosa

Escultura


 

quinta-feira, março 05, 2026

Conheça as várias famílias de todos os seus amigos. Olha bem, segue o que digo. As tuas amigas agradecem.

 Charles Fonseca 

DAMA DAS CAMÉLIAS


 

Um toque, um amasso por cima do que palpita em baixo. Braços que se tocam. Cartões fundo da arca. Corpos que se enroscam. E aquele sorriso que o querer disfarça.

 Charles Fonseca 

ARQUITETURA


 

Que se beijem que se abracem. Que a si compareçam em encontros da palavra. Que a si e de si sorriam sem falso. Que um falso amor não disfarcem.

 Charles Fonseca 

BAHIA


 

Saudade de meu pai. Do nada uma risada. Por tudo não se queixava. Um longo suspiro. Nem um ai.

 Charles Fonseca 

CREIO EM TI


 

ESCULTURA


 

Sobrou um tantinho de alma daquele peito de infante. Neste creio que a cada instante amacie a dureza voragem.

 Charles Fonseca 

FOTOGRAFIA


 

Fotógrafa do interior bem num cantinho da alma tens no corpo uma adaga onde dormita meu amor.

 Charles Fonseca 

PINTURA


 

Há sons de violão os violinos gemem os seios arfam, tremem, Há um poeta em vão.

PINTURA


 

5 - Presença Divina

1. Onipotente Rei, aqui presente sê

No teu poder;

Em teu excelso amor inspira-nos louvor;

Queremos-te, Senhor, engrandecer.

 

2. Ó poderoso Deus, nos ouve lá dos céus

A petição.

Vem-nos abençoar, e vem fazer brotar

O que se semear no coração.

 

3. Vem Tu, Consolador, sê testificador

Da redenção.

No templo vem entrar, a obra completar.

Das manchas vem limpar o coração.

 

4. Ó grande, trino Deus, sim, Te adoramos nós.

E só a Ti!

Santificar-nos-ás, ao céu nos levarás,

A glória nos darás Contigo aí.

quarta-feira, março 04, 2026

PROFECIA


 

FOTOGRAFIA


 

Mega sena é jogo de bamburra

CORAÇÃO DE ESTUDANTE


 

PINTURA


 

Do alto monte dos 81 digo que hás de encontrar amor que seja singular simpático romântico original.

 Charles Fonseca 

PINTURA


 

Espalhei poema ao firmamento das ondas frias de Cabo Frio. Um lamento. A musa que eu vi sumiu.

 Charles Fonseca 

ESCULTURA


 

ESCULTURA


 

ESCULTURA


 

Deus abençoe meu genro a nora a sogra. Ele doce suave. Ela diligente carinhosa. A sogra mulher sábia a toda prova. A mulher sem igual e para sempre.

 Charles Fonseca 

PINTURA


 

4. AO DEUS SANTO

 4 - Ao Deus Santo

           

Santo, Santo, Santo,

És Tu, Senhor!

Louvem-Te nos altos céus,

E na terra os filhos teus,

Ó Deus de amor.


ESCULTURA


 

DALILA TELES VERAS

 o rubicão ali está e precisa ser atravessado

na margem a poeta e seu pálido poema hesitam

diante do incontornável ponto sem retorno
funda-se o gesto destemido e ação determinante

antes do mergulho

cantarola uma canção para embalar utopias
e braços flácidos nada e afunda nada e afunda

ESCULTURA


 

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CONCEIÇÃO. Cauby Peixoto


 

"O conselho do Senhor é para aqueles que o temem, e ele lhes faz saber o seu pacto."

 Salmo 25

terça-feira, março 03, 2026

ESCULTURA


 

Não me queixo não me deixo enganar. Cada qual segue no seu destino e deste outros voam dos ninhos. Vazios na alma.

 Charles Fonseca 

MARIA BETÂNIA


 

Se a prioridade é o trabalho que o lar alguma coisa há

COMO VAI VOCÊ?


 

ESCULTURA


 

FÓRUM RUY BARBOSA. SALVADOR.

O sisudo Ruy Barbosa toda noite nos observava. Eu e ela no escuro uma paixão e eu bolinava. O seu nome eu não digo. Confesso tinha saudade. Não me quis. Nem sei se ainda vive. No meu peito é que a guardo. Quero vê-la. Alguém me diz?


Charles Fonseca 

SALVADOR


 

DOMINGO NO PARQUE (1967). Gilberto Gil

 • Gilberto Gil



DOMINGO NO PARQUE

(1967)


O rei da brincadeira

Ê, José!

O rei da confusão

Ê, João!

Um trabalhava na feira

Ê, José!

Outro na construção

Ê, João!


A semana passada

No fim da semana

João resolveu não brigar

No domingo de tarde

Saiu apressado

E não foi pra Ribeira jogar

Capoeira!

Não foi pra lá

Pra Ribeira, foi namorar


O José como sempre

No fim da semana

Guardou a barraca e sumiu

Foi fazer no domingo

Um passeio no parque

Lá perto da Boca do Rio


Foi no parque

Que ele avistou

Juliana

Foi que ele viu

Foi que ele viu Juliana na roda com João

Uma rosa e um sorvete na mão

Juliana seu sonho, uma ilusão

Juliana e o amigo João


O espinho da rosa feriu Zé

(Feriu Zé!) (Feriu Zé!)

E o sorvete gelou seu coração

O sorvete e a rosa

Ô, José!

A rosa e o sorvete

Ô, José!

Foi dançando no peito

Ô, José!

Do José brincalhão

Ô, José!


O sorvete e a rosa

Ô, José!

A rosa e o sorvete

Ô, José!

Oi girando na mente

Ô, José!

Do José brincalhão

Ô, José!


Juliana girando

Oi girando!

Oi, na roda gigante

Oi, girando!

Oi, na roda gigante

Oi, girando!

O amigo João (João)


O sorvete é morango

É vermelho!

Oi, girando e a rosa

É vermelha!

Oi girando, girando

É vermelha!

Oi, girando, girando


Olha a faca! (Olha a faca!)

Olha o sangue na mão

Ê, José!

Juliana no chão

Ê, José!

Outro corpo caído

Ê, José!

Seu amigo João

Ê, José!


Amanhã não tem feira

Ê, José!

Não tem mais construção

Ê, João!

Não tem mais brincadeira

Ê, José!

Não tem mais confusão

Ê, João!

PINTURA


 

Principais Estratégias na Entrevista Psiquiátrica.

 

Abertura com Pergunta Aberta: Começar com perguntas amplas, como "Em que posso ajudar?", permitindo que o paciente conte sua história, o que diminui a ansiedade e desconfiança nos primeiros 5 a 8 minutos.

Empatia e Escuta Ativa: Adotar uma postura de escuta compassiva, focando em acolher o sofrimento sem julgamentos morais, éticos ou religiosos.

Manejo do Tempo e Conteúdo:

Pacientes proliixos: Utilizar perguntas fechadas ou de múltipla escolha para guiar a conversa para temas relevantes.

Evitar o "reflexo semiológico": Não interromper imediatamente com perguntas técnicas ao ouvir a primeira queixa.

Entrevista Motivacional: Técnica focada em aumentar a motivação intrínseca do paciente para mudanças de comportamento, explorando a ambivalência.

Observação e Exame do Estado Mental: A avaliação começa desde o momento em que o paciente entra no consultório, observando comportamento, aparência, fala e humor.

Fontes Múltiplas: Em emergências ou casos complexos, a entrevista inclui o relato de familiares ou acompanhantes para validação das informações.

Acolhimento da Fala: Não pôr em dúvida os sintomas relatados e evitar conclusões apressadas, garantindo que o paciente se sinta seguro. 

Essas abordagens visam não só o diagnóstico, mas também aumentar a aderência ao tratamento


IA

O NOME DE MINHA AMADA


 

Justiça: A virtude mais completa, aplicada nas relações sociais.

 IA

FOTOGRAFIA


 

CONSTRUÇÃO. Chico Buarque

 Chico Buarque



CONSTRUÇÃO


Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego


Amou daquela vez como se fosse o último

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contramão atrapalhando o sábado

     (Composição: Chico Buarque - 1971)

PINTURA


 

DENTRO DO PEITO. Charles Fonseca

 Não chorei não dei um pio. Sem piedade só o golpe no consórcio. Minha vocação seria o sacerdócio. Caí na estrada vate vadio. A epopeia a só caminhada. Nova companhia malfadada. Bodas de ouro com todo o direito. Longa jornada. A minha dentro do peito.


 

SALA DAS LÁGRIMAS

 Sempre que o trono de São Pedro fica vazio, o mundo inteiro para com os olhos fixos em uma pequena chaminé no telhado da Capela Sistina. 


Quando a fumaça branca (Fumata Bianca) sobe aos céus, os sinos tocam: Habemus Papam! Temos um Papa, esse é um dos símbolos mais famosos da humanidade. 


Mas o que as câmeras nunca mostram é o momento de puro impacto humano que acontece logo em seguida, longe dos olhares da multidão.


Assim que aceita a eleição e escolhe seu nome oficial, antes de aparecer na sacada para o mundo, o novo Papa é levado a um cômodo minúsculo, logo ao lado do altar da Capela Sistina. 


Esse quarto reservado, mobiliado de forma simples com um sofá de veludo vermelho e uma mesa, é conhecido historicamente como a "Sala das Lágrimas" (Camera Lacrimatoria), o nome não é por acaso e carrega um peso emocional esmagador.


Nesse pequeno quarto, ficam dispostas três batinas brancas de tamanhos diferentes (pequeno, médio e grande), preparadas pela tradicional alfaiataria Gammarelli, para que o eleito possa se vestir rapidamente, mas os relatos de bastidores revelam que a imensa maioria dos cardeais, ao entrarem ali sozinhos e perceberem a responsabilidade de liderar mais de 1,3 bilhão de fiéis, simplesmente desaba a chorar. 


É o momento exato em que a ficha cai: ele deixará seu antigo nome, sua pátria e sua privacidade para sempre, o homem chora de angústia e choque, para que, minutos depois, o líder possa sorrir e abençoar a multidão que o aguarda na Praça de São Pedro.


Você conhecia esse lado tão humano e solitário por trás de um dos cargos mais poderosos do mundo? 


O que você faria se recebesse uma responsabilidade desse tamanho? 👇🕊️


📚 Fontes e Referências:


Vatican News – Protocolos e rituais da eleição papal.


Gammarelli (Roma) – A história da confecção das três batinas para o conclave.


Arquivos do Vaticano – Descrição arquitetônica e histórica da Capela Sistina.


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Assionara Souza VOLTAR DE NOVO A POUSAR OS OLHOS

Voltar de novo a pousar os olhos

Nos elefantes de pedra do sertão

Passivos e silenciosos, engolem

A poeira dos dias em seu repouso sem fim

Sua silhueta búdica se alonga no horizonte árido

Lançando aos viajantes um

Bocejo azul de céu permanente

O vento morno cava superfícies imperceptíveis

Tangendo para mais longe o sentido da eternidade

Enquanto a criança que fui sonha sempre com o dia em que

Os elefantes rochosos acordem do sono

Levantem-se e partam em bando

Ao encontro de um glorioso e definitivo ocaso

COMO NOSSOS PAIS


 

9.Porque, se confessares com tua boca que Jesus é Senhor e creres em teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 10.Pois quem crê de coração obtém a justiça, e quem confessa com a boca, a salvação.

 Romanos 10

segunda-feira, março 02, 2026

3. Louvor Ao Senhor

Ó gratos ao Senhor,

Ao vosso Rei louvai;

Com alegria e com fervor, (bis)

Seu culto celebrai!(bis)

A Ele pertencem

Bênção e sabedoria,

Sim, glória e soberania,

Agora e pra sempre, sem fim.

COMO É GRANDE O MEU AMOR POR VOCÊ


 

Generosidade: Meio-termo entre a avareza e a prodigalidade.

 IA

COMEÇARIA TUDO OUTRA VEZ


 

PARA O MANUAL DE LITERATURA DO ENSINO MÉDIO. Hans Magnus Enzensberger .

Não leia odes, meu filho, leia os horários dos trens:

são mais exatos. Desenrole os mapas náuticos

enquanto ainda é tempo. Fique atento, não cante.

Virá o dia em que voltarão a pregar listas

no portão e a pintar marcas no peito dos que dizem

não. Aprenda a passar incógnito, aprenda mais que

a mudar de bairro, de passaporte, de rosto.

Exercite a pequena traição,

a imunda salvação de cada dia. É para

fazer fogo que servem as encíclicas,

e os manifestos, para embrulhar a manteiga e o sal

dos indefesos. Raiva e paciência são necessárias

para soprar nos pulmões do poder

o pó fino e mortífero, moído

por aqueles que tanto puderam aprender,

que são exatos, por você.

COM AÇUCAR, COM AFETO


 

Alegria alegria parabéns pra vocês, um poema miudinho na minh'alma só carinho, pai sogro avô eu à mercê. Meu limite é 89, agora 81, o IBGE anuncia se a mais estou a cargo também da providência divina.

 Charles Fonseca 

COIMBRA


 

11.É ele a pedra rejeitada por vós, os construtores, mas que se tornou a pedra angular. 12.Pois não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos".

 Atos dos Apóstolos 

domingo, março 01, 2026

CHUVAS DE VERÃO


 

Até qualquer hora, que seja breve, não demores a tua alegria. Obrigado.

 Charles Fonseca 

CHUÁ CHUÁ


 

O tempo passa e não nos vemos na estação da agonia. Ele passa como o vento balouça as gaivotas. Leves à beira-mar só isso importa. Nossos altos e baixos ninguém espia.

 Charles Fonseca 

CHOVE LÁ FORA


 

"Parece que a idade vai influindo numa tristeza de despedida do mundo, de todos… essa sensação de esvaziamento, de falta de propósitos."

 DEFMA

MAIS PERTO


 

A temperança (sophrosyne) em Aristóteles é a virtude ética que modera os prazeres corporais (especialmente tato e gosto), equilibrando desejos e apetites através da razão. É o "meio-termo" entre a indulgência (excesso) e a insensibilidade (falta), sendo um autocontrole essencial para a vida feliz e virtuosa, adquirido pelo hábito.

 IA

1. ANTÍFONA

 1. A Ti, ó Deus, fiel e bom Senhor.

Eterno Pai, Supremo Benfeitor,

Nós, os teus servos, vimos dar louvor,

Aleluia! Aleluia!

 

2. A Ti, Deus Filho, Salvador Jesus,

Da graça a fonte, da verdade a luz,

Por teu amor, medido pela cruz,

Aleluia! Aleluia!

 

3. A Ti, ó Deus, real Consolador,

Divino fogo, santificador,

Que nos anima e nos acende o amor,

Aleluia! Aleluia!

 

4. A Ti, Deus trino, Poderoso Deus,

Que estás presente sempre junto aos teus,

A ministrar as bênçãos lá dos céus,

Aleluia! Aleluia!

FOTOGRAFIA


 

17.Pois Deus não enviou o seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele 18.Quem nele crê não é julgado; quem não crê, já está julgado, porque não creu no Nome do Filho único de Deus.

 São João 3

CHIQUITA BACANA


 

SONETO DO AMIGO. Vinícius de Moraes,

Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.


É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.


Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com o meu próprio engano.


O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica...


foto" manuel bandeira - chico buarque - tom jobim e vinicius de moraes

sábado, fevereiro 28, 2026

FOTOGRAFIA


 

Lembro de quem não fiz melhor. Quando o faço me dói no peito. Tão dolente que tranco a porta. Escondo de mim a chave, coração ao eito.

 Charles Fonseca 

FOTOGRAFIA


 

Depois da família antropológica nada melhor que a família nuclear

 Charles Fonseca 

CHICO MINEIRO


 

FOTOGRAFIA


 

VEJA SÓ Adverso e desgostoso digo não redondamente em áspero e bom som. Desconheço. Desminto e nem sequer. Denego nego contradigo viro a página rasgo a página queimo. Longe de mim. Nem assim nem assado nem pensar. Não tenho estômago para. Me inclua fora desse enredo. Cansei. Quizila. Sem chance. Não e não. Em hipótese nenhuma. Nem por pensamento. Não e nões. Fora de questão. Nens e nães. Atravesso inteiro para o outro lado — lá onde a recusa é nunca — e atiro aos cães o que sofri. Tire seu cavalo da chuva. A chuva lava meu rosto.

 Eucanaã Ferraz

CHEGA DE SAUDADE


 

A virtude é o equilíbrio entre dois extremos viciosos. Exemplo: A coragem é o meio entre a covardia (falta) e a temeridade (excesso).

 IA

FOTOGRAFIA


 

A INÚTIL LIÇÃO. Disseram que não sou eu, não contestei, consenti; e que num tempo remoto fui o contrário de mim. Mergulhado em meu avesso buscando saber quem sou errei o meu endereço enquanto a vida passou.

 Roberval Pereyr 

SALVADOR


 

Sua expressão facial pode sugerir depressão

FOTOGRAFIA


 

33.Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. 34.Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal.

 São Mateus 3

A vaidade


 

sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Já um quarto de século e meu querer bem é tanto que nada me abate ao pranto, minha mulher venero. Espero mais alguns anos dados a mão nos altos céus sorrimos pra todos quantos a nós o bem fizeram e não nos deixaram ao léu.

 Charles Fonseca 

ESTATÍSTICA DO BLOG


 

CHÃO DE ESTRELAS


 

CORO SANTO


 

Só a duas mãos sustê-los lindos, as pernas trêmulas a emoção avança, os lábios túrgidos a palpitar tão rubros e tudo o mais avermelhados lindos.

 Charles Fonseca 

FOTOGRAFIA


 

Apagar um a um os rastros da discórdia. A mala ia cheia de afeto, sonho que um dia daria certo, foi sem concorde, sem palácio, não houve graça só a de Deus havia.

 Charles Fonseca 

PINTURA


 

"Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor," Atos 3:19

PINTURA


 

BACKUP. Giselle Viana

lá no umbral

umbilical, no bico

da primeira mamadeira

lá na murcha folhagem

do ipê transplantado

onde o pé largou a terra

para dar o passo

lá nesse sertão de alma

onde a comida é rala

e a farinha engrossa

o caldo

lá onde o desígnio é rio

intermitente

onde oscila o sinal

de internet e, de repente,

é lápis sem ponta o que era

traço, o suco faz-se sulco: é inverno

— na ponta seca do compasso,

lá onde o mundo cresce, lá

onde algo se perde,

lá — e somente lá —

é que eu existo

se a memória fenece

na cama

da calma, no imemorial

átomo

no antílope azul

e seu último sono terrestre

PINTURA


 

E antes do Big Bang?

PINTURA


 

A virtude em Aristóteles é uma disposição de caráter (hábito) que busca o "meio-termo" justo entre o excesso e a falta, elevando a razão humana à excelência e levando à felicidade

 IA

CHALANA


 

CHOVE CHUVINHA. Charles Fonseca

Chove chuvinha na vidraça, chove chuvinha no meu sapatinho dourado disse a nina, lembrança dela criança tão linda, nunca mais ouvi gorgeio de sua alma tão bela. A minha filha só, única, começou a viver na Centenário, tapete vermelho domingo brumário como hoje a chover as nuvens plúmbeas.


SALVADOR