Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.
Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.
Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.
Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.
MORAL DA HISTÓRIA: Uma boa ação ganha outra.
ESOPO
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domingo, dezembro 29, 2019
O leão e o rato
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domingo, outubro 13, 2019
O lobo esfomeado
O lobo esfomeado
Passando um lobo esfaimado por uma casa, ouviu chorar dentro um menino, e lhe dizia a mãe:
- Se choras, hei-de-te dar ao lobo.
Este, parecendo-lhe ser aquilo assim, esperou um pouco; porém vendo que, sossegando-se o menino, a mãe, fazendo-lhe carícias, lhe dizia:
- Se vier o lobo havemos de matá-lo.
Uivando partiu dali, dizendo:
- Esta diz uma cousa, e faz outra! Há muitos cobiçosos, que cegos da sua utilidade, esperam cousas impossíveis.
Esopo
Passando um lobo esfaimado por uma casa, ouviu chorar dentro um menino, e lhe dizia a mãe:
- Se choras, hei-de-te dar ao lobo.
Este, parecendo-lhe ser aquilo assim, esperou um pouco; porém vendo que, sossegando-se o menino, a mãe, fazendo-lhe carícias, lhe dizia:
- Se vier o lobo havemos de matá-lo.
Uivando partiu dali, dizendo:
- Esta diz uma cousa, e faz outra! Há muitos cobiçosos, que cegos da sua utilidade, esperam cousas impossíveis.
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segunda-feira, outubro 07, 2019
O velho e a mosca
O velho e a mosca
Repousava à soalheira um Velho calvo, com a cabeça descoberta, e uma Mosca não fazia senão picar-lhe na calva. Acudia logo o Velho com a mão, e como ela fugisse mui depressa, dava em si mesmo grandes palmadas, de que a Mosca gostava e se ria. Disse o Velho:
- Ride-vos, embora, de quantas vezes eu der em mim; que isso não me mata, mas se uma só vez vos acerta, ficareis morta, e pagareis o novo e o velho.
Esopo
Repousava à soalheira um Velho calvo, com a cabeça descoberta, e uma Mosca não fazia senão picar-lhe na calva. Acudia logo o Velho com a mão, e como ela fugisse mui depressa, dava em si mesmo grandes palmadas, de que a Mosca gostava e se ria. Disse o Velho:
- Ride-vos, embora, de quantas vezes eu der em mim; que isso não me mata, mas se uma só vez vos acerta, ficareis morta, e pagareis o novo e o velho.
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domingo, outubro 06, 2019
O mosquito e o touro. Esopo.
O mosquito e o touro
Um mosquito pousou no chifre de um touro que pastava e lá ficou por muito tempo, vendo a paisagem.
Antes de ir embora, voou e perguntou ao touro:
- O meu peso o incomodou, senhor touro? Gostaria de saber a sua opinião! Se assim for, basta dizer e procurarei não incomodá-lo mais.
O touro, que sequer havia percebido a presença do mosquito, respondeu sem muito interesse.
- Tanto faz. Se quiser ficar, fique, se quiser ir, vá embora. Para mim não faz nenhuma diferença.
Moral da Estória:
Nem sempre os outros nos dão a importância que pensamos ter.
Esopo
Um mosquito pousou no chifre de um touro que pastava e lá ficou por muito tempo, vendo a paisagem.
Antes de ir embora, voou e perguntou ao touro:
- O meu peso o incomodou, senhor touro? Gostaria de saber a sua opinião! Se assim for, basta dizer e procurarei não incomodá-lo mais.
O touro, que sequer havia percebido a presença do mosquito, respondeu sem muito interesse.
- Tanto faz. Se quiser ficar, fique, se quiser ir, vá embora. Para mim não faz nenhuma diferença.
Moral da Estória:
Nem sempre os outros nos dão a importância que pensamos ter.
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quinta-feira, outubro 03, 2019
O ratinho da cidade e o ratinho do campo
O ratinho da cidade e o ratinho do campo
Certo dia um ratinho do campo convidou seu amigo que morava na cidade para ir visitá-lo em sua casa no meio da relva. O ratinho da cidade foi, mas ficou muito chateado quando viu o que havia para jantar: grãos de cevada e umas raízes com gosto de terra.
- Coitado de você, meu amigo! - exclamou ele - leva uma vida de formiga! Venha morar comigo na cidade que nós dois juntos vamos acabar com todo o toucinho deste país!
E lá se foi o ratinho do campo para a cidade. O amigo mostrou para ele uma despensa com queijo, mel, cereais, figos e tâmaras. O ratinho do campo ficou de queixo caído. Resolveram começar o banquete na mesma hora. Mas mal deu para sentir cheirinho: a porta da despensa se abriu e alguém entrou. Os dois ratos fugiram apavorados e se esconderam no primeiro buraco apertado que encontraram. Quando a situação se acalmou e os amigos iam saindo com todo o cuidado do esconderijo, outra pessoa entrou na despensa e foi preciso sumir de novo. A essas alturas o ratinho do campo já estava caindo pelas tabelas.
- Até logo - disse ele - já vou indo. Estou vendo que sua vida é um luxo só, mas para mim não serve. É muito perigosa. Vou para minha casa, onde posso comer minha comidinha simples em paz.
Moral da Estória:
Mais vale uma vida modesta com paz e sossego que todo o luxo do mundo com perigos e preocupações.
Esopo
Certo dia um ratinho do campo convidou seu amigo que morava na cidade para ir visitá-lo em sua casa no meio da relva. O ratinho da cidade foi, mas ficou muito chateado quando viu o que havia para jantar: grãos de cevada e umas raízes com gosto de terra.
- Coitado de você, meu amigo! - exclamou ele - leva uma vida de formiga! Venha morar comigo na cidade que nós dois juntos vamos acabar com todo o toucinho deste país!
E lá se foi o ratinho do campo para a cidade. O amigo mostrou para ele uma despensa com queijo, mel, cereais, figos e tâmaras. O ratinho do campo ficou de queixo caído. Resolveram começar o banquete na mesma hora. Mas mal deu para sentir cheirinho: a porta da despensa se abriu e alguém entrou. Os dois ratos fugiram apavorados e se esconderam no primeiro buraco apertado que encontraram. Quando a situação se acalmou e os amigos iam saindo com todo o cuidado do esconderijo, outra pessoa entrou na despensa e foi preciso sumir de novo. A essas alturas o ratinho do campo já estava caindo pelas tabelas.
- Até logo - disse ele - já vou indo. Estou vendo que sua vida é um luxo só, mas para mim não serve. É muito perigosa. Vou para minha casa, onde posso comer minha comidinha simples em paz.
Moral da Estória:
Mais vale uma vida modesta com paz e sossego que todo o luxo do mundo com perigos e preocupações.
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segunda-feira, setembro 30, 2019
O rato e a doninha. Esopo. Fábula.
O rato e a doninha
Uma Doninha, como de velha e cansada, não pudesse já caçar, usava esta manha: Enfarinhava-se toda e punha-se mui queda a um canto da casa. Vinham alguns Ratos que cuidando ser outra coisa, chegavam por comer, e ela os comia. Por derradeiro veio um Rato velho, que tinha já escapado de muitos trances, e posto de longe disse:
- Por mais artes que uses, não me colherás. Engana tu a esses pequenos; mas eu, conheço-te bem, não hei de chegar a ti.
E dizendo isto, foi-se.
Esopo
Uma Doninha, como de velha e cansada, não pudesse já caçar, usava esta manha: Enfarinhava-se toda e punha-se mui queda a um canto da casa. Vinham alguns Ratos que cuidando ser outra coisa, chegavam por comer, e ela os comia. Por derradeiro veio um Rato velho, que tinha já escapado de muitos trances, e posto de longe disse:
- Por mais artes que uses, não me colherás. Engana tu a esses pequenos; mas eu, conheço-te bem, não hei de chegar a ti.
E dizendo isto, foi-se.
Esopo
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domingo, setembro 29, 2019
Os dois amigos e o urso. Jean de La Fontaine. Fábula.
Os dois amigos e o urso
Um urso acometeu dois passageiros:
Um deles, que os pés tinha mais ligeiros,
Pôs-se em cima duma árvore escondido:
Vendo, o outro, que tinha mau partido,
Estendendo-se em terra nem bulia
Nem respirava: morto se fazia.
Cheirando-o por orelhas e por cara,
O deixa intacto a fera, e se separa.
Dizem que, se encontrou uma pessoa
Que julga estar já morta, lhe perdoa.
O da árvore, já livre do perigo,
Vindo com ar de riso ao seu amigo,
Lhe disse:
"Que segredo era o que o horrendo
Urso te estava agora aqui dizendo?"
"- Disse-me, responde ele, que em jornadas
Não leve semelhantes camaradas."
Moral da Estória:
Vê com quem andas para saber com que podes realmente contar.
Jean de La Fontaine
Um urso acometeu dois passageiros:
Um deles, que os pés tinha mais ligeiros,
Pôs-se em cima duma árvore escondido:
Vendo, o outro, que tinha mau partido,
Estendendo-se em terra nem bulia
Nem respirava: morto se fazia.
Cheirando-o por orelhas e por cara,
O deixa intacto a fera, e se separa.
Dizem que, se encontrou uma pessoa
Que julga estar já morta, lhe perdoa.
O da árvore, já livre do perigo,
Vindo com ar de riso ao seu amigo,
Lhe disse:
"Que segredo era o que o horrendo
Urso te estava agora aqui dizendo?"
"- Disse-me, responde ele, que em jornadas
Não leve semelhantes camaradas."
Moral da Estória:
Vê com quem andas para saber com que podes realmente contar.
Jean de La Fontaine
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sexta-feira, setembro 27, 2019
O rei dos macacos e os dois homens
O rei dos macacos e os dois homens
Caminhavam dois companheiros, tendo perdido o caminho, depois de terem andado muito, chegaram à terra dos macacos. Foram logo levados ante o rei, que vendo-os lhes disse:
- Na vossa terra, e nessa por onde vindes, que se disse de mim, e do meu reino?
Respondeu um dos companheiros:
- Dizem que sois rei grande, de gente sábia, e lustrosa.
O outro, que era amigo de falar verdade, respondeu:
- Toda vossa gente são macacos irracionais, forçado é que o rei também seja macaco.
Como isto ouviu o rei, mandou que matassem a este, e ao primeiro fizessem mimos, e o tratassem muito bem.
Esopo
Caminhavam dois companheiros, tendo perdido o caminho, depois de terem andado muito, chegaram à terra dos macacos. Foram logo levados ante o rei, que vendo-os lhes disse:
- Na vossa terra, e nessa por onde vindes, que se disse de mim, e do meu reino?
Respondeu um dos companheiros:
- Dizem que sois rei grande, de gente sábia, e lustrosa.
O outro, que era amigo de falar verdade, respondeu:
- Toda vossa gente são macacos irracionais, forçado é que o rei também seja macaco.
Como isto ouviu o rei, mandou que matassem a este, e ao primeiro fizessem mimos, e o tratassem muito bem.
Esopo
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quarta-feira, setembro 25, 2019
Os carneiros e o açougueiro. Esopo. Fábula.
Os carneiros e o açougueiro
Estando juntos uns Carneiros, entrou o Carniceiro, e eles não se alvoroçaram, nem fizeram caso disso. Tomou o Carniceiro um e logo o matou; e nem com ver sangue temeram os outros. Foi por diante e os matou a todos um a um até o derradeiro, que, vendo-se manietado, disse:
- Por certo, com razão padecemos, pois vendo o nosso mal não quisemos entendê-lo. No princípio às marradas nos poderíamos defender, vendo que nos matavam, então não quisemos; agora eu só não posso: e assim acabámos todos.
Esopo
Estando juntos uns Carneiros, entrou o Carniceiro, e eles não se alvoroçaram, nem fizeram caso disso. Tomou o Carniceiro um e logo o matou; e nem com ver sangue temeram os outros. Foi por diante e os matou a todos um a um até o derradeiro, que, vendo-se manietado, disse:
- Por certo, com razão padecemos, pois vendo o nosso mal não quisemos entendê-lo. No princípio às marradas nos poderíamos defender, vendo que nos matavam, então não quisemos; agora eu só não posso: e assim acabámos todos.
Esopo
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terça-feira, setembro 17, 2019
O soldado e o pífano
Um soldado velho aposentado e enfadado da guerra, por se tirar de ocasiões, assentou de queimar todas as armas, que tinha; e pondo-o em efeito, tinha entre elas um Pífano, o qual lhe rogava que não quisesse queimá-lo, dizendo, que ele não era arma, nem instrumento de matar ou ferir, pelo que não merecia pena.
- Tu a mereces maior - respondeu o Soldado - e a ti hei de queimar primeiro; porque não prestando tu para pelejar, atiçavas os outros, se matassem na peleja.
E logo o queimou com as armas.
Esopo
Fábula
- Tu a mereces maior - respondeu o Soldado - e a ti hei de queimar primeiro; porque não prestando tu para pelejar, atiçavas os outros, se matassem na peleja.
E logo o queimou com as armas.
Esopo
Fábula
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terça-feira, setembro 10, 2019
O vinho de Maomé
O vinho de Maomé
Certo dia colocaram vinho, este divino suco da uva, dentro de uma magnífica taça de ouro que estava a mesa de Maomé.
- Oh, que honra! - pensou o vinho - que glória para mim estar à mesa de Maomé!
Porém, subitamente ocorreu-lhe outro pensamento e ele disse consigo mesmo:
- Mas que honra é essa, e que glória? Por que estou tão satisfeito? Nada disso é verdade. Escute, chegou a hora de minha morte. Dentro em breve deixarei minha linda casa, esta magnífica taça de ouro, para entrar na escura caverna do corpo humano.
E uma vez lá dentro, meu suco doce e perfumado será transformado em água.
Oh, céus! - gritou desesperado - façam justiça, vinguem-me por tal ofensa! Não é justo que me desprezem assim! Júpiter, pai Júpiter - orou o vinho - mesmo que esta terra produza as melhores e mais lindas uvas do mundo, fazei com que elas não se transformem em vinho!
Júpiter ouviu a prece do vinho e decidiu atendê-la.
Quando Maomé terminou de beber o conteúdo da taça de ouro, Júpiter fez com que todos os vapores do vinho lhe subissem à cabeça e ele ficou embriagado. E enquanto estava sob o efeito do vinho, Maomé comportou-se como um louco, fazendo bobagens uma atrás da outra. Quando finalmente ficou novamente sóbrio, baixou uma lei proibindo a seus seguidores que tomassem vinho.
Desse dia em diante, a vinha, com suas gostosas frutas, foi deixada em paz.
Leonardo da Vinci
Certo dia colocaram vinho, este divino suco da uva, dentro de uma magnífica taça de ouro que estava a mesa de Maomé.
- Oh, que honra! - pensou o vinho - que glória para mim estar à mesa de Maomé!
Porém, subitamente ocorreu-lhe outro pensamento e ele disse consigo mesmo:
- Mas que honra é essa, e que glória? Por que estou tão satisfeito? Nada disso é verdade. Escute, chegou a hora de minha morte. Dentro em breve deixarei minha linda casa, esta magnífica taça de ouro, para entrar na escura caverna do corpo humano.
E uma vez lá dentro, meu suco doce e perfumado será transformado em água.
Oh, céus! - gritou desesperado - façam justiça, vinguem-me por tal ofensa! Não é justo que me desprezem assim! Júpiter, pai Júpiter - orou o vinho - mesmo que esta terra produza as melhores e mais lindas uvas do mundo, fazei com que elas não se transformem em vinho!
Júpiter ouviu a prece do vinho e decidiu atendê-la.
Quando Maomé terminou de beber o conteúdo da taça de ouro, Júpiter fez com que todos os vapores do vinho lhe subissem à cabeça e ele ficou embriagado. E enquanto estava sob o efeito do vinho, Maomé comportou-se como um louco, fazendo bobagens uma atrás da outra. Quando finalmente ficou novamente sóbrio, baixou uma lei proibindo a seus seguidores que tomassem vinho.
Desse dia em diante, a vinha, com suas gostosas frutas, foi deixada em paz.
Leonardo da Vinci
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terça-feira, abril 16, 2019
O urso e a raposa
Um urso passava o tempo contando como gostava dos homens.
- Não vou lá perturbar nem estraçalhar os homens - disse ele.
A raposa respondeu com um sorriso:
- Eu ia ficar mais convencida com sua bondade se você não comesse eles vivos!
Moral da Estória:
Mais vale ter pena dos vivos do que respeito com os mortos.
Esopo
- Não vou lá perturbar nem estraçalhar os homens - disse ele.
A raposa respondeu com um sorriso:
- Eu ia ficar mais convencida com sua bondade se você não comesse eles vivos!
Moral da Estória:
Mais vale ter pena dos vivos do que respeito com os mortos.
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quarta-feira, março 06, 2019
O urso e as abelhas. Fábula. Esopo.
O urso e as abelhas
Um urso topou com uma arvore caída que servia de deposito de mel para um enxame de abelhas. Começou a farejar o tronco quando uma das abelhas do enxame voltou do campo de trevos. Adivinhando o que ele queria, deu uma picada daquelas no urso e depois desapareceu no buraco do tronco. O urso ficou louco de raiva e se pôs a arranhar o tronco com as garras na esperança de destruir o ninho. A única coisa que conseguiu foi fazer o enxame ficar atrás dele. O urso fugiu a toda velocidade e só se salvou porque mergulhou num lago.
Moral da Estória:
Mais vale suportar um só ferimento em silêncio do que perder o controle e acabar todo machucado.
Esopo
Um urso topou com uma arvore caída que servia de deposito de mel para um enxame de abelhas. Começou a farejar o tronco quando uma das abelhas do enxame voltou do campo de trevos. Adivinhando o que ele queria, deu uma picada daquelas no urso e depois desapareceu no buraco do tronco. O urso ficou louco de raiva e se pôs a arranhar o tronco com as garras na esperança de destruir o ninho. A única coisa que conseguiu foi fazer o enxame ficar atrás dele. O urso fugiu a toda velocidade e só se salvou porque mergulhou num lago.
Moral da Estória:
Mais vale suportar um só ferimento em silêncio do que perder o controle e acabar todo machucado.
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terça-feira, março 05, 2019
O veado no lago. Fábula. Esopo
O veado no lago
Um veado foi matar a sede em um lago. Enquanto bebia, viu seu reflexo na água.
Ficou muito orgulhoso dos chifres, tão grandes e com tantas galhadas!
Mas depois olhou para os pés, e ficou desapontado por serem tão pequenos e fracos.
Ele estava tão distraído quando surgiu um leão, saltando para cima dele.
O veado virou-se e correu. Como era muito ligeiro, conseguiu manter uma boa distância do leão, na campina aberta.
Porém, quando precisou entrar no bosque, a galhada do veado acabou presa nos ramos das árvores.
Não conseguiu mais correr, e o leão o alcançou.
Quando o leão o agarrou nas presas, o veado gritou:
- Que desgraça a minha! Fui salvo pelas próprias partes que desprezei e fui traído pelas partes que admirei!
Moral da Estória:
O que desvalorizamos, o que deixamos de lado, muitas vezes é o que nos mantém.
Esopo
Um veado foi matar a sede em um lago. Enquanto bebia, viu seu reflexo na água.
Ficou muito orgulhoso dos chifres, tão grandes e com tantas galhadas!
Mas depois olhou para os pés, e ficou desapontado por serem tão pequenos e fracos.
Ele estava tão distraído quando surgiu um leão, saltando para cima dele.
O veado virou-se e correu. Como era muito ligeiro, conseguiu manter uma boa distância do leão, na campina aberta.
Porém, quando precisou entrar no bosque, a galhada do veado acabou presa nos ramos das árvores.
Não conseguiu mais correr, e o leão o alcançou.
Quando o leão o agarrou nas presas, o veado gritou:
- Que desgraça a minha! Fui salvo pelas próprias partes que desprezei e fui traído pelas partes que admirei!
Moral da Estória:
O que desvalorizamos, o que deixamos de lado, muitas vezes é o que nos mantém.
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sábado, maio 31, 2014
O gato e o papagaio Esopo. Fábula. Prosa
O gato e o papagaio
Esopo
Um homem comprou um lindo papagaio de penas coloridas.
E, em vez de o fechar numa gaiola ou prendê-lo a um poleiro com uma corrente no pé, deixou-o voar em liberdade pela casa. O papagaio ficou todo contente com isso, e voava de sala para sala, palrando de alegria. Depois empoleirava-se no cordão de um luxuoso reposteiro.
- Mas quem és tu ? - perguntou uma voz furiosa lá de baixo - acaba com esse barulho horrível imediatamente.
O papagaio viu um gato a olhar para ele, lá em baixo, no tapete.
- Eu sou um papagaio. Cheguei há pouco e faço todo o barulho que posso - disse ele .
- Pois eu tenho vivido aqui toda a minha vida - respondeu o gato - já nasci nesta casa, e a minha mãe ensinou-me que para aqui ficar o melhor é estar calado.
- Então cala-te - disse o papagaio alegremente - não sei o que fazes nesta casa, mas sei o que devo fazer. O meu dono comprou-me por causa da minha voz e eu quero ter a certeza de que ele me ouve .
Moral das Estória:
Pessoas diferentes devem ser avaliadas por coisas diferente.
Esopo
Um homem comprou um lindo papagaio de penas coloridas.
E, em vez de o fechar numa gaiola ou prendê-lo a um poleiro com uma corrente no pé, deixou-o voar em liberdade pela casa. O papagaio ficou todo contente com isso, e voava de sala para sala, palrando de alegria. Depois empoleirava-se no cordão de um luxuoso reposteiro.
- Mas quem és tu ? - perguntou uma voz furiosa lá de baixo - acaba com esse barulho horrível imediatamente.
O papagaio viu um gato a olhar para ele, lá em baixo, no tapete.
- Eu sou um papagaio. Cheguei há pouco e faço todo o barulho que posso - disse ele .
- Pois eu tenho vivido aqui toda a minha vida - respondeu o gato - já nasci nesta casa, e a minha mãe ensinou-me que para aqui ficar o melhor é estar calado.
- Então cala-te - disse o papagaio alegremente - não sei o que fazes nesta casa, mas sei o que devo fazer. O meu dono comprou-me por causa da minha voz e eu quero ter a certeza de que ele me ouve .
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Pessoas diferentes devem ser avaliadas por coisas diferente.
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domingo, setembro 15, 2013
As rãs em busca de um rei. Esopo. Fábula.
As rãs andavam muito amoladas porque viviam sem lei, por isso pediram a Zeus que arranjasse um rei para elas. Zeus percebeu a ingenuidade das rãs e jogou um toco de árvore no lago. No começo as rãs ficaram apavoradas com o barulho da água quando caiu o toco e mergulharam bem para o fundo. Um pouco depois, vendo que o toco não se mexia, subiram para a superfície e escalaram o toco. Aquele rei não prestava, pensaram, e lá se foram pedir outro rei a Zeus. Mas Zeus já tinha perdido a paciência e lhes mandou uma cegonha, que num instante devorou todas as suas súditas.
Moral: Saiba quando se dar por satisfeito.
Autor: Esopo
Moral: Saiba quando se dar por satisfeito.
Autor: Esopo
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quinta-feira, setembro 20, 2012
A cabra e o cabreiro
A CABRA E O CABREIRO
Chamava um cabreiro a suas cabras para levá-las ao estábulo.
Uma delas, ao passar por um rico pasto se deteve, e o cabreiro lhe jogou uma pedra, porém com tão má sorte que lhe quebrou um chifre. Então o cabreiro lhe suplicou que não contasse ao patrão, ao que a cabra respondeu:
- Quisera eu ficar calada, mas não poderia! Bem claro está à vista meu chifre quebrado.
Esopo
Chamava um cabreiro a suas cabras para levá-las ao estábulo.
Uma delas, ao passar por um rico pasto se deteve, e o cabreiro lhe jogou uma pedra, porém com tão má sorte que lhe quebrou um chifre. Então o cabreiro lhe suplicou que não contasse ao patrão, ao que a cabra respondeu:
- Quisera eu ficar calada, mas não poderia! Bem claro está à vista meu chifre quebrado.
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sábado, janeiro 21, 2012
O passarinho e o morcego. Fábula. Prosa. Esopo
O PASSARINHO E O MORCEGO
Quando caía a noite, um passarinho que tinha sido posto numa gaiola começava a cantar. Um morcego ouviu sua voz. Foi perguntar-lhe por que de dia ele descansava e à noite cantava. O passarinho respondeu: - Tenho minhas razões. Foi cantando de dia que terminei preso; desde então, aprendi a ser sensato. O morcego lhe disse: - A prudência agora não adianta de nada: por que não a usaste antes de te prenderem!
Esopo
Quando caía a noite, um passarinho que tinha sido posto numa gaiola começava a cantar. Um morcego ouviu sua voz. Foi perguntar-lhe por que de dia ele descansava e à noite cantava. O passarinho respondeu: - Tenho minhas razões. Foi cantando de dia que terminei preso; desde então, aprendi a ser sensato. O morcego lhe disse: - A prudência agora não adianta de nada: por que não a usaste antes de te prenderem!
Esopo
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segunda-feira, janeiro 09, 2012
O leão, a raposa e a corça. Prosa
O LEÃO, A RAPOSA E A CORÇA
O leão estava muito doente e disse à raposa, sua boa amiga: - Quer que eu fique curado e viva? Vá buscar a grande corça que mora na floresta, convença-a com suas doces palavras e traga-a para mim: preciso de suas vísceras e de seu coração. A raposa se foi encontrou a corça correndo pelos campos. Saudou-a amavelmente e disse-lhe: - Vou lhe dar uma boa notícia. Sabe que nosso rei, o leão, é meu vizinho. Ele está doente, quase morrendo. Ele se perguntou que animal seria o rei após sua morte. O javali, disse ele, é meio roliço; o urso, preguiçoso; a pantera, irritadiça; o tigre, fanfarrão. A corsa, concluiu ele, é a mais digna de reinar: tem um porte esbelto, vive muito e tem chifres temíveis. Em suma: você foi a escolhida. Que adianta ter sido a primeira a lhe dar essa notícia? Prometa-me uma coisa: tenho medo de que ele me chame. Ele precisa sobretudo de meus conselhos. E agora, vá até lá e assista-o em seus últimos instantes. A corça, ouvindo isso, se deixou levar pelos elogios e foi até a gruta do leão sem saber o que a esperava. Mal chegou e a fera foi logo saltando sobre ela. Mas só conseguiu rasgar-lhe as orelhas com suas garras. A corça fugiu em desabalada carreira pelo campo. A raposa esfregou as patas de raiva: tanto trabalho para nada! Quanto ao leão, lamentava-se rugindo, acossado pela fome e pela amargura: precisava mais uma vez que a raposa usasse de sua astúcia para trazer a corça de volta. - O senhor está me dando uma tarefa difícil e penosa - disse a raposa -, mas vou me esforçar. E, como um cão de caça, pôs-se atrás da corça, tramando mil maneiras de trazê-la para o leão. Perguntou aos pastores se não tinham visto uma corça ensanguentada. Eles mostraram o lugar da floresta onde ela estava. A raposa encontrou a corça descansando e foi direto ao assunto. A corça exclamou, o pêlo eriçado de raiva: - Mentirosa, pensa que vai me pegar de novo! Mais um passo e morre. Para alguns, as suas astúcias, para outros, os ingênuos, oferece um reino e os faz perder a cabeça com suas belas palavras. Mas a raposa respondeu: - Você é assim tão covarde e fraca? É assim que nos julga, nós seus amigos? Quando o leão pregou suas orelhas, como alguém que sabe que vai morrer, ele queria lhe dar conselhos e instruções para o seu reino glorioso. E você nem conseguiu suportar o arranhão da pata de um doente. Agora ele está com mais raiva ainda de você. O lobo é que vai ser o rei dos animais. É uma pena! O lobo malvado! Vamos, venha, não tenha medo. Juro por todas as folhas e por todas as fontes, o leão não lhe fará mal nenhum. Quanto a mim, estou à sua inteira disposição. A raposa conseguiu assim levar a corça de volta ao leão. Quando ela entrou no covil, foi logo abocanhada. O leão devorou tudo: ossos, tutano, vísceras. A raposa ficou só olhando, mas ao ver o coração da corça no chão pegou-o discretamente e o comeu para recompensar seu trabalho. Na mesma hora, o leão, ao não encontrá-lo entre os outros pedaços do animal, reclamou. A raposa, mantendo-se à distância, disse-lhe; - Na verdade, essa corça não tinha coração: não o procure mais. Como teria um coração de corça quem, por por duas vezes, voltou ao antro de um leão para cair nas suas garras? O amor pela glória perturba o espírito e nos deixa cegos diante dos perigos.
Esopo
O leão estava muito doente e disse à raposa, sua boa amiga: - Quer que eu fique curado e viva? Vá buscar a grande corça que mora na floresta, convença-a com suas doces palavras e traga-a para mim: preciso de suas vísceras e de seu coração. A raposa se foi encontrou a corça correndo pelos campos. Saudou-a amavelmente e disse-lhe: - Vou lhe dar uma boa notícia. Sabe que nosso rei, o leão, é meu vizinho. Ele está doente, quase morrendo. Ele se perguntou que animal seria o rei após sua morte. O javali, disse ele, é meio roliço; o urso, preguiçoso; a pantera, irritadiça; o tigre, fanfarrão. A corsa, concluiu ele, é a mais digna de reinar: tem um porte esbelto, vive muito e tem chifres temíveis. Em suma: você foi a escolhida. Que adianta ter sido a primeira a lhe dar essa notícia? Prometa-me uma coisa: tenho medo de que ele me chame. Ele precisa sobretudo de meus conselhos. E agora, vá até lá e assista-o em seus últimos instantes. A corça, ouvindo isso, se deixou levar pelos elogios e foi até a gruta do leão sem saber o que a esperava. Mal chegou e a fera foi logo saltando sobre ela. Mas só conseguiu rasgar-lhe as orelhas com suas garras. A corça fugiu em desabalada carreira pelo campo. A raposa esfregou as patas de raiva: tanto trabalho para nada! Quanto ao leão, lamentava-se rugindo, acossado pela fome e pela amargura: precisava mais uma vez que a raposa usasse de sua astúcia para trazer a corça de volta. - O senhor está me dando uma tarefa difícil e penosa - disse a raposa -, mas vou me esforçar. E, como um cão de caça, pôs-se atrás da corça, tramando mil maneiras de trazê-la para o leão. Perguntou aos pastores se não tinham visto uma corça ensanguentada. Eles mostraram o lugar da floresta onde ela estava. A raposa encontrou a corça descansando e foi direto ao assunto. A corça exclamou, o pêlo eriçado de raiva: - Mentirosa, pensa que vai me pegar de novo! Mais um passo e morre. Para alguns, as suas astúcias, para outros, os ingênuos, oferece um reino e os faz perder a cabeça com suas belas palavras. Mas a raposa respondeu: - Você é assim tão covarde e fraca? É assim que nos julga, nós seus amigos? Quando o leão pregou suas orelhas, como alguém que sabe que vai morrer, ele queria lhe dar conselhos e instruções para o seu reino glorioso. E você nem conseguiu suportar o arranhão da pata de um doente. Agora ele está com mais raiva ainda de você. O lobo é que vai ser o rei dos animais. É uma pena! O lobo malvado! Vamos, venha, não tenha medo. Juro por todas as folhas e por todas as fontes, o leão não lhe fará mal nenhum. Quanto a mim, estou à sua inteira disposição. A raposa conseguiu assim levar a corça de volta ao leão. Quando ela entrou no covil, foi logo abocanhada. O leão devorou tudo: ossos, tutano, vísceras. A raposa ficou só olhando, mas ao ver o coração da corça no chão pegou-o discretamente e o comeu para recompensar seu trabalho. Na mesma hora, o leão, ao não encontrá-lo entre os outros pedaços do animal, reclamou. A raposa, mantendo-se à distância, disse-lhe; - Na verdade, essa corça não tinha coração: não o procure mais. Como teria um coração de corça quem, por por duas vezes, voltou ao antro de um leão para cair nas suas garras? O amor pela glória perturba o espírito e nos deixa cegos diante dos perigos.
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sábado, janeiro 07, 2012
A raposa e o crocodilo. Esopo. Fábula Prosa
A RAPOSA E O CROCODILO
Uma raposa e um crocodilo discutiam para ver qual dos dois era mais nobre. O crocodilo se gabava dos feitos de seus ancestrais e concluiu dizendo que seus pais presidiam os jogos ginásticos.
A raposa replicou: “Nem precisavas dizer, só de olhar tua pele já dá para ver tua longa prática esportiva”.
Contra os mentirosos, os fatos falam por si sós.
Esopo
Uma raposa e um crocodilo discutiam para ver qual dos dois era mais nobre. O crocodilo se gabava dos feitos de seus ancestrais e concluiu dizendo que seus pais presidiam os jogos ginásticos.
A raposa replicou: “Nem precisavas dizer, só de olhar tua pele já dá para ver tua longa prática esportiva”.
Contra os mentirosos, os fatos falam por si sós.
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