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domingo, dezembro 29, 2019

O leão e o rato

Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.

Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.

MORAL DA HISTÓRIA: Uma boa ação ganha outra.


ESOPO

domingo, outubro 13, 2019

O lobo esfomeado

O lobo esfomeado

Passando um lobo esfaimado por uma casa, ouviu chorar dentro um menino, e lhe dizia a mãe:
- Se choras, hei-de-te dar ao lobo.
Este, parecendo-lhe ser aquilo assim, esperou um pouco; porém vendo que, sossegando-se o menino, a mãe, fazendo-lhe carícias, lhe dizia:
- Se vier o lobo havemos de matá-lo.
Uivando partiu dali, dizendo:
- Esta diz uma cousa, e faz outra! Há muitos cobiçosos, que cegos da sua utilidade, esperam cousas impossíveis.

Esopo

segunda-feira, outubro 07, 2019

O velho e a mosca

O velho e a mosca

Repousava à soalheira um Velho calvo, com a cabeça descoberta, e uma Mosca não fazia senão picar-lhe na calva. Acudia logo o Velho com a mão, e como ela fugisse mui depressa, dava em si mesmo grandes palmadas, de que a Mosca gostava e se ria. Disse o Velho:
- Ride-vos, embora, de quantas vezes eu der em mim; que isso não me mata, mas se uma só vez vos acerta, ficareis morta, e pagareis o novo e o velho.

Esopo

domingo, outubro 06, 2019

O mosquito e o touro. Esopo.

O mosquito e o touro

Um mosquito pousou no chifre de um touro que pastava e lá ficou por muito tempo, vendo a paisagem.
Antes de ir embora, voou e perguntou ao touro:
- O meu peso o incomodou, senhor touro? Gostaria de saber a sua opinião! Se assim for, basta dizer e procurarei não incomodá-lo mais.
O touro, que sequer havia percebido a presença do mosquito, respondeu sem muito interesse.
- Tanto faz. Se quiser ficar, fique, se quiser ir, vá embora. Para mim não faz nenhuma diferença.

Moral da Estória:
Nem sempre os outros nos dão a importância que pensamos ter.

Esopo

quinta-feira, outubro 03, 2019

O ratinho da cidade e o ratinho do campo

O ratinho da cidade e o ratinho do campo

Certo dia um ratinho do campo convidou seu amigo que morava na cidade para ir visitá-lo em sua casa no meio da relva. O ratinho da cidade foi, mas ficou muito chateado quando viu o que havia para jantar: grãos de cevada e umas raízes com gosto de terra.
- Coitado de você, meu amigo! - exclamou ele - leva uma vida de formiga! Venha morar comigo na cidade que nós dois juntos vamos acabar com todo o toucinho deste país!
E lá se foi o ratinho do campo para a cidade. O amigo mostrou para ele uma despensa com queijo, mel, cereais, figos e tâmaras. O ratinho do campo ficou de queixo caído. Resolveram começar o banquete na mesma hora. Mas mal deu para sentir cheirinho: a porta da despensa se abriu e alguém entrou. Os dois ratos fugiram apavorados e se esconderam no primeiro buraco apertado que encontraram. Quando a situação se acalmou e os amigos iam saindo com todo o cuidado do esconderijo, outra pessoa entrou na despensa e foi preciso sumir de novo. A essas alturas o ratinho do campo já estava caindo pelas tabelas.
- Até logo - disse ele - já vou indo. Estou vendo que sua vida é um luxo só, mas para mim não serve. É muito perigosa. Vou para minha casa, onde posso comer minha comidinha simples em paz.

Moral da Estória:
Mais vale uma vida modesta com paz e sossego que todo o luxo do mundo com perigos e preocupações.

Esopo

segunda-feira, setembro 30, 2019

O rato e a doninha. Esopo. Fábula.

O rato e a doninha
Uma Doninha, como de velha e cansada, não pudesse já caçar, usava esta manha: Enfarinhava-se toda e punha-se mui queda a um canto da casa. Vinham alguns Ratos que cuidando ser outra coisa, chegavam por comer, e ela os comia. Por derradeiro veio um Rato velho, que tinha já escapado de muitos trances, e posto de longe disse:
- Por mais artes que uses, não me colherás. Engana tu a esses pequenos; mas eu, conheço-te bem, não hei de chegar a ti.
E dizendo isto, foi-se.

Esopo

domingo, setembro 29, 2019

Os dois amigos e o urso. Jean de La Fontaine. Fábula.

Os dois amigos e o urso

Um urso acometeu dois passageiros:
Um deles, que os pés tinha mais ligeiros,
Pôs-se em cima duma árvore escondido:
Vendo, o outro, que tinha mau partido,
Estendendo-se em terra nem bulia
Nem respirava: morto se fazia.
Cheirando-o por orelhas e por cara,
O deixa intacto a fera, e se separa.
Dizem que, se encontrou uma pessoa
Que julga estar já morta, lhe perdoa.

O da árvore, já livre do perigo,
Vindo com ar de riso ao seu amigo,
Lhe disse:
"Que segredo era o que o horrendo
Urso te estava agora aqui dizendo?"
"- Disse-me, responde ele, que em jornadas
Não leve semelhantes camaradas."

Moral da Estória:
Vê com quem andas para saber com que podes realmente contar.

Jean de La Fontaine

sexta-feira, setembro 27, 2019

O rei dos macacos e os dois homens

O rei dos macacos e os dois homens

Caminhavam dois companheiros, tendo perdido o caminho, depois de terem andado muito, chegaram à terra dos macacos. Foram logo levados ante o rei, que vendo-os lhes disse:
- Na vossa terra, e nessa por onde vindes, que se disse de mim, e do meu reino?
Respondeu um dos companheiros:
- Dizem que sois rei grande, de gente sábia, e lustrosa.
O outro, que era amigo de falar verdade, respondeu:
- Toda vossa gente são macacos irracionais, forçado é que o rei também seja macaco.
Como isto ouviu o rei, mandou que matassem a este, e ao primeiro fizessem mimos, e o tratassem muito bem.

Esopo

quarta-feira, setembro 25, 2019

Os carneiros e o açougueiro. Esopo. Fábula.

Os carneiros e o açougueiro

Estando juntos uns Carneiros, entrou o Carniceiro, e eles não se alvoroçaram, nem fizeram caso disso. Tomou o Carniceiro um e logo o matou; e nem com ver sangue temeram os outros. Foi por diante e os matou a todos um a um até o derradeiro, que, vendo-se manietado, disse:
- Por certo, com razão padecemos, pois vendo o nosso mal não quisemos entendê-lo. No princípio às marradas nos poderíamos defender, vendo que nos matavam, então não quisemos; agora eu só não posso: e assim acabámos todos.

Esopo

terça-feira, setembro 17, 2019

O soldado e o pífano

Um soldado velho aposentado e enfadado da guerra, por se tirar de ocasiões, assentou de queimar todas as armas, que tinha; e pondo-o em efeito, tinha entre elas um Pífano, o qual lhe rogava que não quisesse queimá-lo, dizendo, que ele não era arma, nem instrumento de matar ou ferir, pelo que não merecia pena.
- Tu a mereces maior - respondeu o Soldado - e a ti hei de queimar primeiro; porque não prestando tu para pelejar, atiçavas os outros, se matassem na peleja.
E logo o queimou com as armas.

Esopo
Fábula

terça-feira, setembro 10, 2019

O vinho de Maomé

O vinho de Maomé

Certo dia colocaram vinho, este divino suco da uva, dentro de uma magnífica taça de ouro que estava a mesa de Maomé.
- Oh, que honra! - pensou o vinho - que glória para mim estar à mesa de Maomé!
Porém, subitamente ocorreu-lhe outro pensamento e ele disse consigo mesmo:
- Mas que honra é essa, e que glória? Por que estou tão satisfeito? Nada disso é verdade. Escute, chegou a hora de minha morte. Dentro em breve deixarei minha linda casa, esta magnífica taça de ouro, para entrar na escura caverna do corpo humano.
E uma vez lá dentro, meu suco doce e perfumado será transformado em água.
Oh, céus! - gritou desesperado - façam justiça, vinguem-me por tal ofensa! Não é justo que me desprezem assim! Júpiter, pai Júpiter - orou o vinho - mesmo que esta terra produza as melhores e mais lindas uvas do mundo, fazei com que elas não se transformem em vinho!
Júpiter ouviu a prece do vinho e decidiu atendê-la.
Quando Maomé terminou de beber o conteúdo da taça de ouro, Júpiter fez com que todos os vapores do vinho lhe subissem à cabeça e ele ficou embriagado. E enquanto estava sob o efeito do vinho, Maomé comportou-se como um louco, fazendo bobagens uma atrás da outra. Quando finalmente ficou novamente sóbrio, baixou uma lei proibindo a seus seguidores que tomassem vinho.
Desse dia em diante, a vinha, com suas gostosas frutas, foi deixada em paz.

Leonardo da Vinci

terça-feira, abril 16, 2019

O urso e a raposa

Um urso passava o tempo contando como gostava dos homens.
- Não vou lá perturbar nem estraçalhar os homens - disse ele.
A raposa respondeu com um sorriso:
- Eu ia ficar mais convencida com sua bondade se você não comesse eles vivos!

Moral da Estória:
Mais vale ter pena dos vivos do que respeito com os mortos.

Esopo

quarta-feira, março 06, 2019

O urso e as abelhas. Fábula. Esopo.

O urso e as abelhas
Um urso topou com uma arvore caída que servia de deposito de mel para um enxame de abelhas. Começou a farejar o tronco quando uma das abelhas do enxame voltou do campo de trevos. Adivinhando o que ele queria, deu uma picada daquelas no urso e depois desapareceu no buraco do tronco. O urso ficou louco de raiva e se pôs a arranhar o tronco com as garras na esperança de destruir o ninho. A única coisa que conseguiu foi fazer o enxame ficar atrás dele. O urso fugiu a toda velocidade e só se salvou porque mergulhou num lago.

Moral da Estória:
Mais vale suportar um só ferimento em silêncio do que perder o controle e acabar todo machucado.

Esopo

terça-feira, março 05, 2019

O veado no lago. Fábula. Esopo

O veado no lago
Um veado foi matar a sede em um lago. Enquanto bebia, viu seu reflexo na água.
Ficou muito orgulhoso dos chifres, tão grandes e com tantas galhadas!
Mas depois olhou para os pés, e ficou desapontado por serem tão pequenos e fracos.
Ele estava tão distraído quando surgiu um leão, saltando para cima dele.
O veado virou-se e correu. Como era muito ligeiro, conseguiu manter uma boa distância do leão, na campina aberta.
Porém, quando precisou entrar no bosque, a galhada do veado acabou presa nos ramos das árvores.
Não conseguiu mais correr, e o leão o alcançou.
Quando o leão o agarrou nas presas, o veado gritou:
- Que desgraça a minha! Fui salvo pelas próprias partes que desprezei e fui traído pelas partes que admirei!

Moral da Estória:
O que desvalorizamos, o que deixamos de lado, muitas vezes é o que nos mantém.

Esopo

sábado, maio 31, 2014

O gato e o papagaio Esopo. Fábula. Prosa

O gato e o papagaio
Esopo

Um homem comprou um lindo papagaio de penas coloridas.
E, em vez de o fechar numa gaiola ou prendê-lo a um poleiro com uma corrente no pé, deixou-o voar em liberdade pela casa. O papagaio ficou todo contente com isso, e voava de sala para sala, palrando de alegria. Depois empoleirava-se no cordão de um luxuoso reposteiro.
- Mas quem és tu ? - perguntou uma voz furiosa lá de baixo - acaba com esse barulho horrível imediatamente.
O papagaio viu um gato a olhar para ele, lá em baixo, no tapete.
- Eu sou um papagaio. Cheguei há pouco e faço todo o barulho que posso - disse ele .
- Pois eu tenho vivido aqui toda a minha vida - respondeu o gato - já nasci nesta casa, e a minha mãe ensinou-me que para aqui ficar o melhor é estar calado.
- Então cala-te - disse o papagaio alegremente - não sei o que fazes nesta casa, mas sei o que devo fazer. O meu dono comprou-me por causa da minha voz e eu quero ter a certeza de que ele me ouve .

Moral das Estória:
Pessoas diferentes devem ser avaliadas por coisas diferente.

domingo, setembro 15, 2013

As rãs em busca de um rei. Esopo. Fábula.

As rãs andavam muito amoladas porque viviam sem lei, por isso pediram a Zeus que arranjasse um rei para elas. Zeus percebeu a ingenuidade das rãs e jogou um toco de árvore no lago. No começo as rãs ficaram apavoradas com o barulho da água quando caiu o toco e mergulharam bem para o fundo. Um pouco depois, vendo que o toco não se mexia, subiram para a superfície e escalaram o toco. Aquele rei não prestava, pensaram, e lá se foram pedir outro rei a Zeus. Mas Zeus já tinha perdido a paciência e lhes mandou uma cegonha, que num instante devorou todas as suas súditas.

Moral: Saiba quando se dar por satisfeito.

Autor: Esopo

quinta-feira, setembro 20, 2012

A cabra e o cabreiro

A CABRA E O CABREIRO

Chamava um cabreiro a suas cabras para levá-las ao estábulo.
Uma delas, ao passar por um rico pasto se deteve, e o cabreiro lhe jogou uma pedra, porém com tão má sorte que lhe quebrou um chifre. Então o cabreiro lhe suplicou que não contasse ao patrão, ao que a cabra respondeu:
- Quisera eu ficar calada, mas não poderia! Bem claro está à vista meu chifre quebrado.

Esopo

sábado, janeiro 21, 2012

O passarinho e o morcego. Fábula. Prosa. Esopo

O PASSARINHO E O MORCEGO

Quando caía a noite, um passarinho que tinha sido posto numa gaiola começava a cantar. Um morcego ouviu sua voz. Foi perguntar-lhe por que de dia ele descansava e à noite cantava. O passarinho respondeu: - Tenho minhas razões. Foi cantando de dia que terminei preso; desde então, aprendi a ser sensato. O morcego lhe disse: - A prudência agora não adianta de nada: por que não a usaste antes de te prenderem!

Esopo

segunda-feira, janeiro 09, 2012

O leão, a raposa e a corça. Prosa

O LEÃO, A RAPOSA E A CORÇA

O leão estava muito doente e disse à raposa, sua boa amiga: - Quer que eu fique curado e viva? Vá buscar a grande corça que mora na floresta, convença-a com suas doces palavras e traga-a para mim: preciso de suas vísceras e de seu coração. A raposa se foi encontrou a corça correndo pelos campos. Saudou-a amavelmente e disse-lhe: - Vou lhe dar uma boa notícia. Sabe que nosso rei, o leão, é meu vizinho. Ele está doente, quase morrendo. Ele se perguntou que animal seria o rei após sua morte. O javali, disse ele, é meio roliço; o urso, preguiçoso; a pantera, irritadiça; o tigre, fanfarrão. A corsa, concluiu ele, é a mais digna de reinar: tem um porte esbelto, vive muito e tem chifres temíveis. Em suma: você foi a escolhida. Que adianta ter sido a primeira a lhe dar essa notícia? Prometa-me uma coisa: tenho medo de que ele me chame. Ele precisa sobretudo de meus conselhos. E agora, vá até lá e assista-o em seus últimos instantes. A corça, ouvindo isso, se deixou levar pelos elogios e foi até a gruta do leão sem saber o que a esperava. Mal chegou e a fera foi logo saltando sobre ela. Mas só conseguiu rasgar-lhe as orelhas com suas garras. A corça fugiu em desabalada carreira pelo campo. A raposa esfregou as patas de raiva: tanto trabalho para nada! Quanto ao leão, lamentava-se rugindo, acossado pela fome e pela amargura: precisava mais uma vez que a raposa usasse de sua astúcia para trazer a corça de volta. - O senhor está me dando uma tarefa difícil e penosa - disse a raposa -, mas vou me esforçar. E, como um cão de caça, pôs-se atrás da corça, tramando mil maneiras de trazê-la para o leão. Perguntou aos pastores se não tinham visto uma corça ensanguentada. Eles mostraram o lugar da floresta onde ela estava. A raposa encontrou a corça descansando e foi direto ao assunto. A corça exclamou, o pêlo eriçado de raiva: - Mentirosa, pensa que vai me pegar de novo! Mais um passo e morre. Para alguns, as suas astúcias, para outros, os ingênuos, oferece um reino e os faz perder a cabeça com suas belas palavras. Mas a raposa respondeu: - Você é assim tão covarde e fraca? É assim que nos julga, nós seus amigos? Quando o leão pregou suas orelhas, como alguém que sabe que vai morrer, ele queria lhe dar conselhos e instruções para o seu reino glorioso. E você nem conseguiu suportar o arranhão da pata de um doente. Agora ele está com mais raiva ainda de você. O lobo é que vai ser o rei dos animais. É uma pena! O lobo malvado! Vamos, venha, não tenha medo. Juro por todas as folhas e por todas as fontes, o leão não lhe fará mal nenhum. Quanto a mim, estou à sua inteira disposição. A raposa conseguiu assim levar a corça de volta ao leão. Quando ela entrou no covil, foi logo abocanhada. O leão devorou tudo: ossos, tutano, vísceras. A raposa ficou só olhando, mas ao ver o coração da corça no chão pegou-o discretamente e o comeu para recompensar seu trabalho. Na mesma hora, o leão, ao não encontrá-lo entre os outros pedaços do animal, reclamou. A raposa, mantendo-se à distância, disse-lhe; - Na verdade, essa corça não tinha coração: não o procure mais. Como teria um coração de corça quem, por por duas vezes, voltou ao antro de um leão para cair nas suas garras? O amor pela glória perturba o espírito e nos deixa cegos diante dos perigos.

Esopo

sábado, janeiro 07, 2012

A raposa e o crocodilo. Esopo. Fábula Prosa

A RAPOSA E O CROCODILO

Uma raposa e um crocodilo discutiam para ver qual dos dois era mais nobre. O crocodilo se gabava dos feitos de seus ancestrais e concluiu dizendo que seus pais presidiam os jogos ginásticos.
A raposa replicou: “Nem precisavas dizer, só de olhar tua pele já dá para ver tua longa prática esportiva”.

Contra os mentirosos, os fatos falam por si sós.

Esopo