MISTÉRIO
Charles Fonseca
Guardo comigo as fotos
marcos de grande emoção
matéria prima a monção
da alma delas devoto
São os ventos agonia
saudade dor que carrego
contínua sem alforria
de um amor não deserto
De amar inda que ao longe
sorrir num sonho etéreo
o amor é um mistério
por que, quando, como, onde?
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segunda-feira, novembro 12, 2018
MISTÉRIO. Charles Fonseca. Poesia.
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domingo, agosto 26, 2018
MISTÉRIO. Charles Fonseca. Poesia.
MISTÉRIO
Charles Fonseca
De minha rosa vermelha
guardo pétalas em livro
são poemas ressequidos
dantes belos em tristeza
recordo de minha menina
dos belos tempos de outrora
agora só musa embora
sobrem frutos netos ainda
fica em mim uma saudade
um querer bem tão etéreo
que dormita em mim mistério
um até mais já é tarde.
Charles Fonseca
De minha rosa vermelha
guardo pétalas em livro
são poemas ressequidos
dantes belos em tristeza
recordo de minha menina
dos belos tempos de outrora
agora só musa embora
sobrem frutos netos ainda
fica em mim uma saudade
um querer bem tão etéreo
que dormita em mim mistério
um até mais já é tarde.
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sexta-feira, dezembro 23, 2016
Mistério. Charles Fonseca. Prosa
MISTÉRIO
Charles Fonseca
Paciência, a vida parou ao sol posto pra esperar um novo tipo de beleza, a lua crescente, os luzeiros dos céus fúlgidos, muitos chegando novos até nós quando já morreram mas pra nós é vida. As vermelhas, coradas de pudor pela loucura dos homens e das mulheres desde outras eras e que se repete e que ainda vai chegar o dia quem sabe, algum dia. E as amarelas de vergonha de amarelarem antes da hora, o céu é infinito, pra que pressa? E as azuis nascendo para a vida, um novo tipo de vida, a via láctea dos peitos ebúrneos, túrgidos, onde mamam os inocentes, os pios, os vadios. Ah, o orbe! Ah, a nave Terra onde navegam as paixões eternas, o mistério, o amor, a dor, a saudade do que se foi, do que está sendo, do que será mas já dá saudade. Ah, criaturas do não criado, do imóvel, do mistério!
Charles Fonseca
Paciência, a vida parou ao sol posto pra esperar um novo tipo de beleza, a lua crescente, os luzeiros dos céus fúlgidos, muitos chegando novos até nós quando já morreram mas pra nós é vida. As vermelhas, coradas de pudor pela loucura dos homens e das mulheres desde outras eras e que se repete e que ainda vai chegar o dia quem sabe, algum dia. E as amarelas de vergonha de amarelarem antes da hora, o céu é infinito, pra que pressa? E as azuis nascendo para a vida, um novo tipo de vida, a via láctea dos peitos ebúrneos, túrgidos, onde mamam os inocentes, os pios, os vadios. Ah, o orbe! Ah, a nave Terra onde navegam as paixões eternas, o mistério, o amor, a dor, a saudade do que se foi, do que está sendo, do que será mas já dá saudade. Ah, criaturas do não criado, do imóvel, do mistério!
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