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terça-feira, outubro 18, 2016

São Tiago, 4

1.Donde vêm as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros?

2.Cobiçais, e não recebeis; sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais; litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis.

3.Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões.

4.Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.

5.Ou imaginais que em vão diz a Escritura: Sois amados até o ciúme pelo espírito que habita em vós?

6.Deus, porém, dá uma graça ainda mais abundante. Por isso, ele diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes (Pr 3,34).

7.Sede submissos a Deus. Resisti ao demônio, e ele fugirá para longe de vós.

8.Aproximai-vos de Deus, e ele se aproximará de vós. Lavai as mãos, pecadores, e purificai os vossos corações, ó homens de dupla atitude.

9.Reconhecei a vossa miséria, afligi-vos e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto e a vossa alegria em tristeza.

10.Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.

11.Meus irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de seu irmão, ou o julga, fala mal da lei e julga a lei. E se julgas a lei, já não és observador da lei, mas seu juiz.

12.Não há mais que um legislador e um juiz: aquele que pode salvar e perder. Mas quem és tu, que julgas o teu próximo?

13.Agora dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, ficaremos ali um ano, comerciaremos e tiraremos o nosso lucro.

14.E, entretanto, não sabeis o que acontecerá amanhã! Pois que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um instante e depois se desvanece.

15.Em vez de dizerdes: Se Deus quiser, viveremos e faremos esta ou aquela coisa.

16.Mas agora vós vos jactais das vossas presunções. Toda jactância desse gênero é viciosa.

17.Aquele que souber fazer o bem, e não o faz, peca.

domingo, agosto 07, 2016

São Tiago, 3

1.Meus irmãos, não haja muitos entre vós a se arvorar em mestres; sabeis que seremos julgados mais severamente,

2.porque todos nós caímos em muitos pontos. Se alguém não cair por palavra, este é um homem perfeito, capaz de refrear todo o seu corpo.

3.Quando pomos o freio na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, governamos também todo o seu corpo.

4.Vede também os navios: por grandes que sejam e embora agitados por ventos impetuosos, são governados com um pequeno leme à vontade do piloto.

5.Assim também a língua é um pequeno membro, mas pode gloriar-se de grandes coisas. Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma grande floresta!

6.Também a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida.

7.Todas as espécies de feras selvagens, de aves, de répteis e de peixes do mar se domam e têm sido domadas pela espécie humana.

8.A língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero.

9.Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.

10.De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.

11.Porventura lança uma fonte por uma mesma bica água doce e água amargosa?

12.Acaso, meus irmãos, pode a figueira dar azeitonas ou a videira dar figos? Do mesmo modo a fonte de água salobra não pode dar água doce.

13.Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre com um bom proceder as suas obras repassadas de doçura e de sabedoria.

14.Mas, se tendes no coração um ciúme amargo e gosto pelas contendas, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.

15.Esta não é a sabedoria que vem do alto, mas é uma sabedoria terrena, humana, diabólica.

16.Onde houver ciúme e contenda, ali há também perturbação e toda espécie de vícios.

17.A sabedoria, porém, que vem de cima, é primeiramente pura, depois pacífica, condescendente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, nem fingimento.

18.O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz.

quinta-feira, junho 30, 2016

São Tiago, 2

1.Meus irmãos, na vossa fé em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, guardai-vos de toda consideração de pessoas.

2.Suponde que entre na vossa reunião um homem com anel de ouro e ricos trajes, e entre também um pobre com trajes gastos;

3.se atenderdes ao que está magnificamente trajado, e lhe disserdes: Senta-te aqui, neste lugar de honra, e disserdes ao pobre: Fica ali de pé, ou: Senta-te aqui junto ao estrado dos meus pés,

4.não é verdade que fazeis distinção entre vós, e que sois juízes de pensamentos iníquos?

5.Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino prometido por Deus aos que o amam?

6.Mas vós desprezastes o pobre! Não são porventura os ricos os que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais?

7.Não blasfemam eles o belo nome que trazeis?

8.Se cumprirdes a lei régia da Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18), sem dúvida fazeis bem.

9.Mas se vos deixais levar por distinção de pessoas, cometeis uma falta e sereis condenados pela lei como transgressores.

10.Pois quem guardar os preceitos da lei, mas faltar em um só ponto, tornar-se-á culpado de toda ela.

11.Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, disse também: Não matarás (Ex 20,13s). Se, pois, matares, embora não tenhas cometido adultério, tornas-te transgressor da lei.

12.Falai, pois, de tal modo e de tal modo procedei, como se estivésseis para ser julgados pela lei da liberdade.

13.Haverá juízo sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o julgamento.

14.De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo?

15.Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano,

16.e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará?

17.Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma.

18.Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

19.Crês que há um só Deus. Fazes bem. Também os demônios crêem e tremem.

20.Queres ver, ó homem vão, como a fé sem obras é estéril?

21.Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas obras, oferecendo o seu filho Isaac sobre o altar?

22.Vês como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas.

23.Assim se cumpriu a Escritura, que diz: Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça, e foi chamado amigo de Deus (Gn 15,6).

24.Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé?

25.Do mesmo modo Raab, a meretriz, não foi ela justificada pelas obras, por ter recebido os mensageiros e os ter feito sair por outro caminho?

26.Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta.

quinta-feira, maio 19, 2016

São Tiago, 1

1.Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos da dispersão, saúde!

2.Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações,

3.sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência.

4.Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma.

5.Se alguém de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus - que a todos dá liberalmente, com simplicidade e sem recriminação - e ser-lhe-á dada.

6.Mas peça-a com fé, sem nenhuma vacilação, porque o homem que vacila assemelha-se à onda do mar, levantada pelo vento e agitada de um lado para o outro.

7.Não pense, portanto, tal homem que alcançará alguma coisa do Senhor,

8.pois é um homem irresoluto, inconstante em todo o seu proceder.

9.Mas que os irmãos humildes se gloriem de sua elevação;

10.os ricos, pelo contrário, de sua humilhação, porque passarão como a flor dos campos.

11.Desponta o sol com ardor, seca a erva, cai sua flor e perde a beleza do seu aspecto. Assim murcha também o rico em suas empresas.

12.Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam.

13.Ninguém, quando for tentado, diga: É Deus quem me tenta. Deus é inacessível ao mal e não tenta a ninguém.

14.Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia.

15.A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

16.Não vos iludais, pois, irmãos meus muito amados.

17.Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade.

18.Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas.

19.Já o sabeis, meus diletíssimos irmãos: todo homem deve ser pronto para ouvir, porém tardo para falar e tardo para se irar;

20.porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus.

21.Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia e recebei com mansidão a palavra em vós semeada, que pode salvar as vossas almas.

22.Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos.

23.Aquele que escuta a palavra sem a realizar assemelha-se a alguém que contempla num espelho a fisionomia que a natureza lhe deu:

24.contempla-se e, mal sai dali, esquece-se de como era.

25.Mas aquele que procura meditar com atenção a lei perfeita da liberdade e nela persevera - não como ouvinte que facilmente se esquece, mas como cumpridor fiel do preceito -, este será feliz no seu proceder.

26.Se alguém pensa ser piedoso, mas não refreia a sua língua e engana o seu coração, então é vã a sua religião.

27.A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo.