PRA TODO LADO
(Pra não dizer que não falei de política)
Ewerton Mendonca
O Brasil está mordido
Literalmente tomado
Ocupado por bandido
Pra todo lado cercado
O Rio está entupido
De traficante armado
O Estado está falido
Com salário atrasado
O poder tá corrompido
O bandido instalado
Da favela e do presídio
Eles mandam o recado
O povo está aturdido
Pelo bandido cercado
Por um não é assistido
Pelo outro violentado
O povo está exaurido
Bandido pra todo lado
Uns assaltam bem vestidos
Outros roubam disfarçados
Em casa está inibido
O povo desconfiado
A mulher e seu marido
Um e outro assutado
O pobre, povo sofrido
Não dorme, preocupado
Até mulher de bandido
Não sabe quem mora ao lado
O país está falido
Muito mal representado
O Judiciário tem tido
Seu salário aumentado
Para aumentar o salário
Do pobre que tem destino
Um bando de salafrário
Tiram o máximo do mínimo
Para aumentar a bolada
Nós não somos consultados
De noite, é na calada
Que eles fazem a jogada
Eles próprios determinam
O valor percentual
Dobram o valor normal
Duas vezes o atual
Pra o povo é dez por cento
Pra não causar inflação
Pois pobre é como jumento
Que atrapalha a nação
Duzentos, trezentos mil
Recebe um Juiz na conta
O pobre menos de mil
Ainda imposto desconta
Sem falar na mordomia
Mais de 50 na lista
Dinheiro na conta não mia
Político aqui é turista
Prá eles tá tudo normal
Recebem o bambá em dia
Eles são cara de pau
Muitos ou a maioria
O pobre luta legal
Vive intenso o seu dia
Pra casa leva o mingau
Que ganha na correria
O povo não foge do pau
Não sabe o que é mordomia
Difícil prender um Lalau
Rico têm defensoria
A fila dobra a esquina
Na fila morre o doente
A febre amarela aniquila
O povo, pobre indigente
Assim é o meu país
Com eles que elegí
Está quase a explodir
Virou pólvora em barril
O Brasil está sentido
Muito decepcionado
Há muito bandido vestido
Com belo terno importado
O povo não quer o partido
Quer político honrado
Daqueles comprometidos
Ficha limpa no passado
Não importa o partido
Na Câmara ou no Senado
Se gritar pega bandido
Saí ladrão prá todo lado
(Em 16-02-2018, pensando no meu país)
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sexta-feira, fevereiro 16, 2018
Pra todo lado. Ewerton Mendonça. Poesia
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segunda-feira, fevereiro 12, 2018
Luz
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terça-feira, junho 06, 2017
O tempo. Ewerton Mendonça. Poesia
O TEMPO
Ewerton Mendonça
Está na fruta que amadurece, na criança que cresce, no homem que envelhece e na ruga que aparece ...
Está no segundo tempo das partidas de futebol, nas olimpíadas, nas corridas de automóvel, no beijo roubado, no encontro dos enamorados ...
Está na dor que não passa, na encomenda que não chega, na fila que não anda, na viagem de avião ...
O tempo está na monotonia dos dias nublados, no tédio dos desocupados, na correria dos assoberbados e na harmonia dos serenos ...
Está no sono que não vem, no dia que já vai amanhecer, na preguiça de uma rede, na comida que se come mastigando calma ou demoradamente ...
Está na sopa quente, no sorvete de mangaba, no cuscuz com ovo, no aipim com carne do sol e no jiló ...
Também está no sorriso da brasileira, na passada segura da mulher que passa, na pisada da outra que maltrata seu olho, no suave caminhar das que desfilam ...
O tempo está no olho do observador, no objeto observado, nos produtos comprados, nos prazos de validade e na vaidade de quem não quer envelhecer ...
Está nos contratos, nas contas, no final do mês, nas distâncias, nas estradas e na janela de quem vê a vida passar ...
O tempo está nos computadores, nos celulares, nas rodoviárias, nas estações de ônibus, trens e metrôs ...
O tempo sobra para os aposentados e é escasso para os trabalhadores da ativa ...
Está nas trilhas, nos trilhos, nas cirurgias e na previsão meteorológica ...
Está na nuvem que desliza suavemente no firmamento, no pássaro que voa e na conversa dos que jogam dominó na praça ...
Está nas segundas intenções, nos minutos de sabedoria, nas horas difíceis, nos dias de calor, nas semanas de julgamento, nos meses de frio, nos anos de recessão, nas décadas de atraso, nos séculos iluminados, nas eras geológicas e nos anos-luz que separam as galáxias ...
O tempo estica ou encurta, viaja, descansa, acaba e é eterno ...
(Em 06-06-2017, pensando no tempo)
Ewerton Mendonça
Está na fruta que amadurece, na criança que cresce, no homem que envelhece e na ruga que aparece ...
Está no segundo tempo das partidas de futebol, nas olimpíadas, nas corridas de automóvel, no beijo roubado, no encontro dos enamorados ...
Está na dor que não passa, na encomenda que não chega, na fila que não anda, na viagem de avião ...
O tempo está na monotonia dos dias nublados, no tédio dos desocupados, na correria dos assoberbados e na harmonia dos serenos ...
Está no sono que não vem, no dia que já vai amanhecer, na preguiça de uma rede, na comida que se come mastigando calma ou demoradamente ...
Está na sopa quente, no sorvete de mangaba, no cuscuz com ovo, no aipim com carne do sol e no jiló ...
Também está no sorriso da brasileira, na passada segura da mulher que passa, na pisada da outra que maltrata seu olho, no suave caminhar das que desfilam ...
O tempo está no olho do observador, no objeto observado, nos produtos comprados, nos prazos de validade e na vaidade de quem não quer envelhecer ...
Está nos contratos, nas contas, no final do mês, nas distâncias, nas estradas e na janela de quem vê a vida passar ...
O tempo está nos computadores, nos celulares, nas rodoviárias, nas estações de ônibus, trens e metrôs ...
O tempo sobra para os aposentados e é escasso para os trabalhadores da ativa ...
Está nas trilhas, nos trilhos, nas cirurgias e na previsão meteorológica ...
Está na nuvem que desliza suavemente no firmamento, no pássaro que voa e na conversa dos que jogam dominó na praça ...
Está nas segundas intenções, nos minutos de sabedoria, nas horas difíceis, nos dias de calor, nas semanas de julgamento, nos meses de frio, nos anos de recessão, nas décadas de atraso, nos séculos iluminados, nas eras geológicas e nos anos-luz que separam as galáxias ...
O tempo estica ou encurta, viaja, descansa, acaba e é eterno ...
(Em 06-06-2017, pensando no tempo)
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quinta-feira, fevereiro 04, 2016
Calcinhas. Ewerton Mendonça. Poesia
CALCINHAS
Ewerton Mendonca
Não sei e nem imagino
O motivo que levou
Charles com faro ferino
Que uma foto ofertou
A mim, inocente menino
Que o destino transformou
E vem Fonseca sentindo
Sargaços perfumes no ar
Cuja origem é um varal
Colorido de calcinhas
Gandes e pequenininhas
Encheu todo um quintal
Na Bahia diz-se vixe mainha
Nunca vi uma coisa igual
Será que pertencem todinhas
A uma mocinha normal
Para que tanta calcinha
Estendida num varal
Será que é da vizinha
Que ontem fez algo mal
Ou seria do Fonseca
Coleção Especial ...
(Em 04-02-2016, inspirado em foto de Fonseca a mim dedicada, de um varal lotado de calcinhas)
Ewerton Mendonca
Não sei e nem imagino
O motivo que levou
Charles com faro ferino
Que uma foto ofertou
A mim, inocente menino
Que o destino transformou
E vem Fonseca sentindo
Sargaços perfumes no ar
Cuja origem é um varal
Colorido de calcinhas
Gandes e pequenininhas
Encheu todo um quintal
Na Bahia diz-se vixe mainha
Nunca vi uma coisa igual
Será que pertencem todinhas
A uma mocinha normal
Para que tanta calcinha
Estendida num varal
Será que é da vizinha
Que ontem fez algo mal
Ou seria do Fonseca
Coleção Especial ...
(Em 04-02-2016, inspirado em foto de Fonseca a mim dedicada, de um varal lotado de calcinhas)
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domingo, janeiro 17, 2016
Pedagogo bom de gogo. Ewerton Mendonça
PEDAGOGO BOM DE GOGO
Ewerton Mendonca
Everton agora é formado
Numa nobre profissão
É Pedagogo requisitado
De crianças em formação
Ele bem adaptado
Trabalha nos horários vagos
Nos opostos ao estudado
Deixa todo mundo ocupado
Sem espaço pra confusão
Everton gosta do que faz
Sua programação foi aceita
Nenhuma correção foi feita
Provando que é capaz
Começando com a capoeira
Não há "sem eira nem beira"
Todos curtem brincadeiras
E sua disciplina tenaz
Mostrando que esse rapaz
Tem habilidades de sobra
Começou fazendo obra
Pro sograo desconfiado
Reformou todo um telhado
Da casa dos pais de Tommy
Esse menino virou homi
Está testado e provado
Pigmeu é arretado
Na Bahia foi formado
Hoje é muito disputado
Pelo povo da Suecia
Pois não deixou a inércia
Do seu corpo se apossar
Hoje vive na Helvecia
Com sua honrada mulher
Encontrada de bobeira
Na praia da Boca do Rio
Ela quase por um fio
Deixou de ser assaltada
Pois a molecada em desvario
Dela se aproximava
Mas Ruela pra Anne olhava
E não deixou a gurizada
Dela se aproximar
E foi assim que começou
Esse romance bonito
Que vive hoje sem atrito
Selado na beira da praia
Num dia bem iluminado
Por Deus foi aprovado
E pelas ondas do mar
Eu vi os dois se casar
Cena linda de arrepiar
Outro igual é pra empatar
Agora Ruela está
Cidadão internacioná
(Em 17-01-2016, inspirado na última conversa que tive com Everton Silva de Mendonca Falk)
Ewerton Mendonca
Everton agora é formado
Numa nobre profissão
É Pedagogo requisitado
De crianças em formação
Ele bem adaptado
Trabalha nos horários vagos
Nos opostos ao estudado
Deixa todo mundo ocupado
Sem espaço pra confusão
Everton gosta do que faz
Sua programação foi aceita
Nenhuma correção foi feita
Provando que é capaz
Começando com a capoeira
Não há "sem eira nem beira"
Todos curtem brincadeiras
E sua disciplina tenaz
Mostrando que esse rapaz
Tem habilidades de sobra
Começou fazendo obra
Pro sograo desconfiado
Reformou todo um telhado
Da casa dos pais de Tommy
Esse menino virou homi
Está testado e provado
Pigmeu é arretado
Na Bahia foi formado
Hoje é muito disputado
Pelo povo da Suecia
Pois não deixou a inércia
Do seu corpo se apossar
Hoje vive na Helvecia
Com sua honrada mulher
Encontrada de bobeira
Na praia da Boca do Rio
Ela quase por um fio
Deixou de ser assaltada
Pois a molecada em desvario
Dela se aproximava
Mas Ruela pra Anne olhava
E não deixou a gurizada
Dela se aproximar
E foi assim que começou
Esse romance bonito
Que vive hoje sem atrito
Selado na beira da praia
Num dia bem iluminado
Por Deus foi aprovado
E pelas ondas do mar
Eu vi os dois se casar
Cena linda de arrepiar
Outro igual é pra empatar
Agora Ruela está
Cidadão internacioná
(Em 17-01-2016, inspirado na última conversa que tive com Everton Silva de Mendonca Falk)
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quarta-feira, novembro 11, 2015
Terreiro de Jesus. Salvador. Bahia. Ewerton Mendonça
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terça-feira, novembro 03, 2015
Pelourinho 3. Salvador. Ewerton Mendonça
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sábado, outubro 31, 2015
Pelourinho 2. Salvador. Ewerton Mendonça
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sexta-feira, outubro 30, 2015
Pelourinho 1. Salvador. Ewerton Mendonça.
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quinta-feira, outubro 29, 2015
A cruz caída. Ewerton Mendonça
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quarta-feira, outubro 28, 2015
Uma manhã no Pelô. Ewerton Mendonça
UMA MANHÃ NO PELÔ
Ewerton Mendonça
Ontem no Pelourinho
Fiz um passeio legal
Com meu amigo Didinho
Nascido naquele local
Local de rara beleza
Patrimônio da Humanidade
Um dos mais belos da cidade
Vou voltar, tenho certeza
Entrei na Casa do Benin
Cliquei o Museu da Cidade
As torres do Carmo pra mim
Despertam serenidade
No Azevedo Fernandes
Meu amigo Didi estudou
Lembrando que anos antes
Ali seu papai trabalhou
Arlindo o Sapateiro
Também bom Enfermeiro
Muita gente ajudou
Arlindo grande boêmio
E também um predador
Ali pertinho da casa
Onde Celia esposou
Deu uma escapadela
Outra mulher embuchou
Gerando Zorilda querida
Irmã pro resto da vida
Que meu amigo ganhou
Subindo ladeira acima
Em rua antes suspeita
A faculdade de medicina
Que ser humano endireita
Uma grande obra civil
A primeira do Brasil
É uma obra perfeita
A história das polacas
Ouvi com muita atenção
Maridos levavam esposas
Segurando pelas mãos
Deixavam as mariposas
Na noite pra diversão
Depois vinham buscar
Com amor e proteção
Passamos na Praça da Sé
Onde em tempo passado
Tomava-se um bom café
Em frente ao Episcopado
Vi a Casa Primavera
Erigida em outra era
Vi caida uma cruz
No Terreiro de Jesus
Na Praça da Cruz Caída
Há uma rampa, descida
Por amureta protegida
Eita visão deslumbrante
Avista-se todo o Comércio
E Bahia de Todos os Santos
Dali vi a rua Chile
Que em remoto passado
Era usada pra desfile
Do povo endinheirado
Em frente da Primavera
Há dois prédios falados
Um onde trabalhou
Um médium bem renomado
O outro é o Arthemis
Que serviu a práticas vis
Abortos então praticados
De tempo em tempo parava
Para um breve descansar
O meu amigo ficava
Alguma coisa a fitar
Olhava, olhava, olhava
Pensava que ia chorar
Sua mente recordava
Um passado salutar
Coisas ali esquecidas
Hoje voltava a pensar
Seguindo a nossa peleja
Pelas ruas, cabelo ao vento
Chegamos a uma Igreja
Que parecia um Convento
Conservada pelo tempo
Nas paredes ornamento
Em ouro, um grande risco
No Largo de São Francisco
Está um grande tesouro
Nesse largo espaçoso
Mais uma surpresa bonita
Vi a Casa do honroso
Baiano José Petitinga
Homem sério de primeira
Que ali instalou Casa Espírita Brasileira
Depois de ver a fachada
Da Ordem de São Francisco
Descemos ladeira sem risco
Pruma nova empreitada
Pois a barriga clamava
Combustível pra caminhada
Casa da Mulher Rendeira
Em frente dessa casa fica
Padaria de primeira
Com muita comida rica
Na Rua Padre Agostinho
Ali fizemos lanchinho
Um pão com ovo quentinho
Alimento Pelô de primeira
A barriga carregada
O celular descarregado
De tanta foto tirada
Com uma alegria danada
Tive sensação fortuita
De ali já ter estado
Em época remota, passada
Passado e futuro, presente
Emoções que a gente sente
Em locais com ombro amigo
Posso garantir e te digo
Numa terça de primeira
Andar no Pelô de bobeira
Foi ótima brincadeira
Na Baixa do Sapateiro e Pelô
Andando com descontração
Cabeça enfeitada com fulô
Baianas pisando no chão
Turistas, bebuns, um horror
O lixo e o luxo de mãos
🎼🎵Na Baixa do Sapateiro
Encontrei um dia
A morena mais frajola
da Bahia ...
Bahia ... Terra da Felicidade ... 🎵🎼
(Em 28-09-2015, ainda com sabores, odores e imagens da visita ao Pelô na manhã de 27-10-2015)
Ewerton Mendonça
Ontem no Pelourinho
Fiz um passeio legal
Com meu amigo Didinho
Nascido naquele local
Local de rara beleza
Patrimônio da Humanidade
Um dos mais belos da cidade
Vou voltar, tenho certeza
Entrei na Casa do Benin
Cliquei o Museu da Cidade
As torres do Carmo pra mim
Despertam serenidade
No Azevedo Fernandes
Meu amigo Didi estudou
Lembrando que anos antes
Ali seu papai trabalhou
Arlindo o Sapateiro
Também bom Enfermeiro
Muita gente ajudou
Arlindo grande boêmio
E também um predador
Ali pertinho da casa
Onde Celia esposou
Deu uma escapadela
Outra mulher embuchou
Gerando Zorilda querida
Irmã pro resto da vida
Que meu amigo ganhou
Subindo ladeira acima
Em rua antes suspeita
A faculdade de medicina
Que ser humano endireita
Uma grande obra civil
A primeira do Brasil
É uma obra perfeita
A história das polacas
Ouvi com muita atenção
Maridos levavam esposas
Segurando pelas mãos
Deixavam as mariposas
Na noite pra diversão
Depois vinham buscar
Com amor e proteção
Passamos na Praça da Sé
Onde em tempo passado
Tomava-se um bom café
Em frente ao Episcopado
Vi a Casa Primavera
Erigida em outra era
Vi caida uma cruz
No Terreiro de Jesus
Na Praça da Cruz Caída
Há uma rampa, descida
Por amureta protegida
Eita visão deslumbrante
Avista-se todo o Comércio
E Bahia de Todos os Santos
Dali vi a rua Chile
Que em remoto passado
Era usada pra desfile
Do povo endinheirado
Em frente da Primavera
Há dois prédios falados
Um onde trabalhou
Um médium bem renomado
O outro é o Arthemis
Que serviu a práticas vis
Abortos então praticados
De tempo em tempo parava
Para um breve descansar
O meu amigo ficava
Alguma coisa a fitar
Olhava, olhava, olhava
Pensava que ia chorar
Sua mente recordava
Um passado salutar
Coisas ali esquecidas
Hoje voltava a pensar
Seguindo a nossa peleja
Pelas ruas, cabelo ao vento
Chegamos a uma Igreja
Que parecia um Convento
Conservada pelo tempo
Nas paredes ornamento
Em ouro, um grande risco
No Largo de São Francisco
Está um grande tesouro
Nesse largo espaçoso
Mais uma surpresa bonita
Vi a Casa do honroso
Baiano José Petitinga
Homem sério de primeira
Que ali instalou Casa Espírita Brasileira
Depois de ver a fachada
Da Ordem de São Francisco
Descemos ladeira sem risco
Pruma nova empreitada
Pois a barriga clamava
Combustível pra caminhada
Casa da Mulher Rendeira
Em frente dessa casa fica
Padaria de primeira
Com muita comida rica
Na Rua Padre Agostinho
Ali fizemos lanchinho
Um pão com ovo quentinho
Alimento Pelô de primeira
A barriga carregada
O celular descarregado
De tanta foto tirada
Com uma alegria danada
Tive sensação fortuita
De ali já ter estado
Em época remota, passada
Passado e futuro, presente
Emoções que a gente sente
Em locais com ombro amigo
Posso garantir e te digo
Numa terça de primeira
Andar no Pelô de bobeira
Foi ótima brincadeira
Na Baixa do Sapateiro e Pelô
Andando com descontração
Cabeça enfeitada com fulô
Baianas pisando no chão
Turistas, bebuns, um horror
O lixo e o luxo de mãos
🎼🎵Na Baixa do Sapateiro
Encontrei um dia
A morena mais frajola
da Bahia ...
Bahia ... Terra da Felicidade ... 🎵🎼
(Em 28-09-2015, ainda com sabores, odores e imagens da visita ao Pelô na manhã de 27-10-2015)
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terça-feira, julho 07, 2015
O engenheiro poeta II. Poesia
O ENGENHEIRO POETA II
Emerson Mendonça
Tão vendo aí meu padrinho
Escreve textos rimados
Eu com meus pequenininhos
De certo modo acanhado
Ando bem devagarinho
Pra não ser atropelado
As emoções um pouquinho
Contidas no meu velado
Coração apertadinho
De homem apaixonado
Feliz todo, inteirinho
Por ser o teu afilhado
Emerson Mendonça
Tão vendo aí meu padrinho
Escreve textos rimados
Eu com meus pequenininhos
De certo modo acanhado
Ando bem devagarinho
Pra não ser atropelado
As emoções um pouquinho
Contidas no meu velado
Coração apertadinho
De homem apaixonado
Feliz todo, inteirinho
Por ser o teu afilhado
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