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sábado, janeiro 21, 2012

Poema do vazio

OLHANDO MINHA VIDA
Gilka Machado

Errei... Minha esperança, além,
se esfuma...
Sinto-me envelhecer...
A Terra é linda!
Mas a existência, aos poucos
se me finda, sem que eu tenha
gozado coisa alguma!

Sou produto de um erro; há
tanto vinda é a dor que no meu
peito se avoluma, que eu não
sei se a adquiri ou se ela, numa
lei atávica, em mim perdura ainda

Errei caminho, vim ao mundo à toa,
em vão minha alma libertar procuro
do peso que carrega e que a magoa

Minha existência é toda, toda errada
e, distendendo o olhar para o Futuro,
olho, perscruto, chamo, indago...-Nada...

quinta-feira, janeiro 05, 2012

NOITE SELVAGEM. Gilka Machado. Poesia

NOITE SELVAGEM
Gilka Machado

Entro na selva. A noite é espessa. De centenas
de pirilampos toda a mata se ilumina;
astros movem no espaço as rútilas antenas,
como insetos de luz, numa etérea campina.

Ergo ao céu, desço à terra a assombrada retina,
e ante as luzes astrais e ante as luzes terrenas,
a terra e o céu, o céu e a terra, julgo, apenas,
um céu que se distende, alonga e indetermina.

Em cima há tanta luz que o olhar erguido pasma!
Cada estrela parece um luminoso miasma
a medrar, a fulgir da treva na espessura.

e a noite tão negra e tão ampla, e tão densa,
é um pântano infinito, uma lagoa imensa,
a decompor-se em luz, a efervescer na altura.

quinta-feira, outubro 27, 2011

NOITE SELVAGEM
Gilka Machado


Entro na selva. A noite é espessa. De centenas
de pirilampos toda a mata se ilumina;
astros movem no espaço as rútilas antenas,
como insetos de luz, numa etérea campina.


Ergo ao céu, desço à terra a assombrada retina,
e ante as luzes astrais e ante as luzes terrenas,
a terra e o céu, o céu e a terra, julgo, apenas,
um céu que se distende, alonga e indetermina.


Em cima há tanta luz que o olhar erguido pasma!
Cada estrela parece um luminoso miasma
a medrar, a fulgir da treva na espessura.


e a noite tão negra e tão ampla, e tão densa,
é um pântano infinito, uma lagoa imensa,
a decompor-se em luz, a efervescer na altura.

domingo, janeiro 21, 2007

Olhando minha vida. Gilka Machado. Poesia

OLHANDO MINHA VIDA
Gilka Machado

Errei... Minha esperança, além,
se esfuma...
Sinto-me envelhecer...
A Terra é linda!
Mas a existência, aos poucos
se me finda, sem que eu tenha
gozado coisa alguma!

Sou produto de um erro; há
tanto vinda é a dor que no meu
peito se avoluma, que eu não
sei se a adquiri ou se ela, numa
lei atávica, em mim perdura ainda

Errei caminho, vim ao mundo à toa,
em vão minha alma libertar procuro
do peso que carrega e que a magoa

Minha existência é toda, toda errada
e, distendendo o olhar para o Futuro,
olho, perscruto, chamo, indago...-Nada...

sexta-feira, outubro 27, 2006

Noite selvagem. Gilka Machado. Poesis

NOITE SELVAGEM
Gilka Machado

Entro na selva. A noite é espessa. De centenas
de pirilampos toda a mata se ilumina;
astros movem no espaço as rútilas antenas,
como insetos de luz, numa etérea campina.

Ergo ao céu, desço à terra a assombrada retina,
e ante as luzes astrais e ante as luzes terrenas,
a terra e o céu, o céu e a terra, julgo, apenas,
um céu que se distende, alonga e indetermina.

Em cima há tanta luz que o olhar erguido pasma!
Cada estrela parece um luminoso miasma
a medrar, a fulgir da treva na espessura.

e a noite tão negra e tão ampla, e tão densa,
é um pântano infinito, uma lagoa imensa,
a decompor-se em luz, a efervescer na altura.