Se...
"Se você é capaz manter sua cabeça no lugar quando todos estão perdendo as deles, e o culpam disso;
Se você é capaz confiar em si mesmo quando todos duvidam de você, e no entanto, permite que duvidem;
Se você é capaz de esperar sem perder a esperança;
Ou sendo enganado, não se utilizar de mentiras;
Ou sendo odiado, não se render ao ódio e ainda não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se você é capaz de sonhar, sem fazer dos sonhos seus senhores;
Se você é capaz de pensar, sem fazer dos pensamentos suas armas;
Se você é capaz de encontrar com o triunfo e com o desastre e tratar esses dois impostores da mesma maneira;
Se você é capaz de aguentar ouvir a verdade que disseste ser distorcida por pessoas sem princípios em armadilhas para tolos;
Ou assistir as coisas pelas quais você deu sua vida, estraçalhadas, e reconstruí-las com o pouco que lhe reste;
Se você é capaz de arriscar numa única tentativa, tudo o que ganhou em toda a sua vida, e ao perder, retornar ao ponto de partida, sem resmungar uma palavra sobre sua perda;
Se você é capaz de forçar seu coração e nervos e músculos, e dar o máximo depois que se esgotarem, e ainda aguentar quando não há nada mais em você, exceto aquela vontade que diz para eles: "Aguentem firme!";
Se você é capaz de falar com a plebe sem se vulgarizar, e andar com reis, sem perder a naturalidade;
Se nem inimigos nem amigos queridos podem machucar você;
Se todos os homens contam com você, mas não demasiadamente;
Se é capaz de preencher o impiedoso minuto com 60 segundos valiosos como os de uma corrida à distância,
Sua é a Terra e tudo o que há nela, e - mais do que isso - você será um Homem, meu filho."
@@@
Joseph Rudyard Kipling (Bombaim (Índia), 1865 – Londres, 1936) foi um autor e poeta britânico.
Obs.: Não consta nome do tradutor.
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segunda-feira, maio 30, 2016
Quando vi este poema afixado no quarto dele conclui: será um grande homem e vou me orgulhar dele
Escreva para o meu e-mail: silvafonseca@gmail.com
sábado, julho 11, 2015
Se. Kipling. Poesia
Se
Kipling
Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,
De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho!
Kipling
Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,
De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho!
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