FIM DA LINHA
Sônia Barros
O trem desapareceu,
nunca mais foi visto,
só o apito percorre
o trilho do ouvido,
vai e vem intermitente,
agulha a cerzir espaços,
esgarçados lodaçais
do esquecimento:
o ontem ressurgindo
no ritmo de espasmos,
luz cortando sombras
no túnel do pensamento,
ouvido inconsciente
de quem até hoje sente
e carrega uma estação
de trem por dentro.
Mostrando postagens com marcador Sônia Barros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sônia Barros. Mostrar todas as postagens
domingo, setembro 22, 2019
FIM DA LINHA. Sônia Barros. Poesia.
Marcadores:Charles Fonseca,....Charles Fonseca,
Poesia,
Sônia Barros
Escreva para o meu e-mail: silvafonseca@gmail.com
terça-feira, abril 09, 2019
ORIGENS. Sônia Barros. Poesia.
ORIGENS
Sônia Barros
para Maria Aparecida Rangel Murbach
1
Persigo o sonho
do vôo
desde sempre,
desde antes
de nascer.
Sobrevoava abismos e subia
rumo às nuvens
(bracinhos abertos)
no céu dos sonhos
de minha mãe:
mulher que não me gerou
mas amparou-me
na queda
e cultivou minhas asas.
Essa mulher da terra
também aprendeu
a alçar vôo.
2
Cidadezinha,
pracinha,
bibliotecazinha.
Dentro delas,
o castelo:
livro-asa
livro-água
nas mãos em concha
da menina lagarta que sonhava
borboletas cor-de-nuvem.
Quartinho
(penico, lamparina, espiriteira).
Dentro dele,
estrelas
nasciam dos lábios cansados da mãe
— de olhos fechados pelo peso da lida —
voavam
e enchiam a boca sedenta de asas
da menina
sempre acordada.
Sônia Barros
para Maria Aparecida Rangel Murbach
1
Persigo o sonho
do vôo
desde sempre,
desde antes
de nascer.
Sobrevoava abismos e subia
rumo às nuvens
(bracinhos abertos)
no céu dos sonhos
de minha mãe:
mulher que não me gerou
mas amparou-me
na queda
e cultivou minhas asas.
Essa mulher da terra
também aprendeu
a alçar vôo.
2
Cidadezinha,
pracinha,
bibliotecazinha.
Dentro delas,
o castelo:
livro-asa
livro-água
nas mãos em concha
da menina lagarta que sonhava
borboletas cor-de-nuvem.
Quartinho
(penico, lamparina, espiriteira).
Dentro dele,
estrelas
nasciam dos lábios cansados da mãe
— de olhos fechados pelo peso da lida —
voavam
e enchiam a boca sedenta de asas
da menina
sempre acordada.
Marcadores:Charles Fonseca,....Charles Fonseca,
Poesia,
Sônia Barros
Escreva para o meu e-mail: silvafonseca@gmail.com
Assinar:
Postagens (Atom)
