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quinta-feira, julho 27, 2006

REMANSO. Charles Fonseca. Poesia

REMANSO
Charles Fonseca

Não sou seixo à margem paralítico
Nem pedra no eito abissal,
Sou barcaça em diagonal,
Vago eu ao porto teu aflito.

O fraco farol do pirilampo
Lambe em luz as trevas do pernoite.
Busco a aurora, fujo eu da noite,
Aporto minha nau em ti remanso.

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