Camões
terça-feira, setembro 01, 2026
Um mover de olhos, brando e piedoso, Sem ver a quem; um pio e doce riso, Que mexe quase a força o paraíso; Um andar grave, puro e gracioso; Um gesto em tudo honesto e repousado, Um despejo quieto e vergonhoso, Um encanto discreto e duvidoso, De quem não sabe o peito ser guardado; Um encolher de braços com sossego, Uma fala de quem se não defende, Que o senso humano faz que se mude; Uma branda esquivança, um brando apego: Estas são as visões que a alma acende, E com que se fabrica a alta virtude.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário