Charles Fonseca
sexta-feira, agosto 14, 2026
Flores à janela ao sol poente. Tarde morna de Cabo Frio. Talos verdes folhas torcidas. A não vê-las só a alma doente. A minha ainda que dolente cultiva alegrias. Ainda que idosa conserva o viço como creio ser ela em noites de frio, ao meu abraço, ao beijo no cangote. Ao lóbulo da orelha, ao sugar a bochecha ao acolher os biquinhos, os pombinhos, e o que mais tenha.
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