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domingo, julho 05, 2026

USO E ABUSO. IA

O consumo excessivo de benzodiazepínicos é um grave problema de saúde pública, impulsionado pela medicalização do sofrimento. O uso prolongado, especialmente por mulheres e idosos, associa-se a riscos severos, incluindo dependência, quedas, comprometimento cognitivo e intoxicações.O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de ansiolíticos. A Região Sudeste registra as maiores taxas de consumo, diretamente ligadas à alta densidade demográfica e à concentração de médicos. Na rede pública e na Atenção Primária à Saúde, substâncias como o clonazepam e o diazepam estão entre os psicotrópicos mais dispensados, sendo a automedicação e o uso continuado sem acompanhamento os principais fatores de risco.As diretrizes médicas recomendam que o uso de benzodiazepínicos seja restrito a curtos períodos (geralmente de 2 a 4 semanas) e não seja a primeira linha de tratamento para transtornos de ansiedade ou insônia crônica. Estratégias de saúde pública buscam promover a desprescrição segura desses fármacos nas unidades básicas, substituindo-os por terapias cognitivo-comportamentais e mudanças no estilo de vida.

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