domingo, julho 05, 2026
Revisitei o Pallace. Na 8 de Dezembro. Que pena morreu a mangueira. Faziam a lavagem ladeira abaixo. O fundo do edifício. O seu entorno. O restaurante para emergências. Onde foi assaltada, colar de ouro. As visitas etílicas do padre regadas ao pigneau noir. Onde Martinelli Braga a mim clamava você tem que voltar. Onde um marido casado batia na mulher. As filhas pequenas choravam. A mim dizia você tem que voltar. Até que voltei. Um quarto de século afora. Tudo igual na arquitetura. Nas almas, quanta lonjura. A ave agourenta do escuro em outra mangueira cantava cavala, cavala, cavala.
Charles Fonseca
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