Em "O Alienista", de Machado de Assis, o médico Simão Bacamarte funda um hospício chamado Casa Verde na cidade de Itaguaí. Ele interna quase toda a população ao mudar constantemente os critérios de quem é "louco" ou "são", gerando revoltas, trocas de poder e, no fim, uma reflexão sobre quem dita as regras. [1, 2, 3, 4, 5]
O Plano do Doutor
- O Início: O Dr. Bacamarte retorna da Europa para a pequena vila de Itaguaí como um psiquiatra brilhante. Ele constrói a Casa Verde com apoio político para estudar e curar a loucura na região. [1, 2, 3, 4]
- A 1ª Mudança de Critério: O médico decide que apenas pessoas com problemas mentais graves ficarão presas. Logo, ele nota que a loucura é, na verdade, um desequilíbrio moral (como a vaidade ou o egoísmo). Com isso, quase toda a cidade é internada. [1, 2, 3, 4]
Revolta e Novas Teorias
- O Motim: A população, com medo de ser internada a qualquer momento, apoia o barbeiro Porfírio em um golpe político contra o poder local. No entanto, ao tomar o poder, o barbeiro mantém a Casa Verde funcionando. [1]
- A 2ª Mudança de Critério: Devido a essa revolta, Bacamarte conclui que a maioria normal estava, na verdade, doente por ser "rebelde" e solta todos os presos. Ele passa a internar apenas os exemplares raros que não se rebelam (aqueles com extrema submissão e virtude). [1, 2]
O Final Surpreendente
- O Continente da Loucura: Após perceber que prendeu tanto os rebeldes quanto os submissos, o Dr. Bacamarte tem um choque de realidade. Ele percebe que a sua própria teoria o isolou de todos. [1, 2]
- A Conclusão: O médico conclui que a "sanidade" perfeita, na verdade, não existe. Por fim, ele interna a si mesmo na Casa Verde e morre isolado estudando a sua própria mente. [1, 2]

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