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sábado, julho 11, 2026

Moramos em Ibicuí numa última casa. Não era nossa. Era onde tomávamos conta dos Correios. O telhado sustentado por ripas. Um lugar mágico. Ali urubús descansavam. Vez em quando um desastrado voava tirando uma telha do lugar. Meu pai punha uma escada e lá íamos nós corrigir o erro. Gosto de urubús. No quintal uma privada cavada no chão com tabuado por piso e eu tinha medo. E um muro que eu subia com escada para olhar o fundo vazio. Algumas casas pobres em redor. Era a rua das raparigas. Das putas. Lá me era proibido transitar. Era a boca do inferno. Da perdição. Onde morava Herbene, a mãe era profissional na área. Quando chegou a energia elétrica das 6 às 10 da noite o motor a diesel fazia aquele barulhinho. Proibido entrar na usina. Eu entrava. Alisava a mão na correia que girava o motor. Uma aventura. Na rua empoeirada em frente passavam as boiadas. Aos sábados os trabalhadores rurais. Vez em quando um a cavalo sozinho todo cortado a facão. Ia a procura do Dr. Miranda para ser ponteado. Por que fui fazer cirurgia? Charles Fonseca

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