A segunda prova da existência de Deus, formulada por São Tomás de Aquino na Suma Teológica, é conhecida como a via da causa eficiente. Ela parte do princípio de que nada pode ser causa eficiente de si mesmo e estabelece que deve haver uma
Primeira Causa não causada, que é Deus. [1, 2, 3, 4, 5]
O argumento desenvolve-se nos seguintes passos:
- Observação dos efeitos: No mundo sensível, observamos uma cadeia contínua de causas e efeitos. [1, 2]
- Impossibilidade de autocausalidade: Um elemento não pode ser causa eficiente de si mesmo, pois isso exigiria que ele existisse antes de si mesmo, o que é logicamente impossível. [1]
- Impossibilidade de cadeia infinita: A série de causas eficientes não pode regredir ao infinito. Se eliminarmos a causa, eliminamos também o efeito. Portanto, se não houver uma causa inicial, não haverá intermediárias e, consequentemente, nenhum efeito no presente. [1, 2, 3, 4]
- Conclusão: É necessário postular a existência de uma Causa Primeira eficiente. Essa Causa Primeira não é causada por outra coisa. É a esta Causa Primeira que chamamos Deus.
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