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quinta-feira, junho 25, 2026

Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas


Escuto em sonhos, quando a sombra desce,


E, passando a galope, me aparece


Da noite nas fantásticas estradas,




Donde vem ele? Que regiões sagradas


E terríveis cruzou, que assim parece


Tenebroso e sublime, e lhe estremece


Não sei que horror nas crinas agitadas?




Um cavaleiro de expressão potente,


Formidável, mas plácido, no porte,


Vestido de armadura reluzente,




Cavalga a fera estranha sem temor:


E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"


Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"


Antero de Quental



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