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quinta-feira, junho 25, 2026

MÃE. Antero de Quental

Mãe


Mãe - que adormente este viver dorido,

E me vele esta noite de tal frio,

E com as mãos piedosas até o fio

Do meu pobre existir, meio partido...


Que me leve consigo, adormecido,

Ao passar pelo sítio mais sombrio...

Me banhe e lave a alma lá no rio

Da clara luz do seu olhar querido...


Eu dava o meu orgulho de homem - dava

Minha estéril ciência, sem receio,

E em débil criancinha me tornava,


Descuidada, feliz, dócil também,

Se eu pudesse dormir sobre o teu seio,

Se tu fosses, querida, a minha mãe!

Antero de Quental


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