A quarta prova da existência de Deus, conhecida como a via dos graus de perfeição, foi formulada pelo filósofo e teólogo Santo Tomás de Aquino em sua obra Suma Teológica. [1, 2]
Este argumento filosófico baseia-se na observação de que as coisas no mundo possuem qualidades em diferentes níveis ou graduações (como bondade, beleza, verdade e nobreza). [1]
- Hierarquia de qualidades: Constatamos que algumas coisas são mais boas, mais belas ou mais verdadeiras do que outras. [1]
- Parâmetro de comparação: Atributos como "mais" ou "menos" só podem ser medidos se houver um referencial máximo ou absoluto. Por exemplo, algo é considerado "mais quente" na medida em que se aproxima do calor máximo. [1, 2, 3, 4]
- O grau máximo: Deve existir, portanto, um ser que seja o ápice de todas as perfeições. Ele é o ser maximamente bom, belo e verdadeiro. [1]
- A causa do ser: Esse ser supremo — que possui a perfeição em sua totalidade — é a causa de todas as outras coisas imperfeitas que apenas participam ou refletem essas qualidades. Esse ser perfeito é o que chamamos de Deus.
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