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sábado, maio 16, 2026

AS CASAS. Charles Fonseca

Não saem do meu pensamento aquelas casas. A mais antiga memória foi onde havia simultaneamente um armazém de compra de cacau e fumo. Onde no primeiro andar uma mocinha que tomava conta de mim me deu as primeiras instruções a respeito do meu pinto que durinho ela colocava na sua vagina virgem. Flagrados por minha mãe Ana foi embora. Saudades dela. Ainda no dia seguinte fui ver se a encontrava e tudo foi debalde. A outra casa era naquela praça onde o médico me dava agulhadas. Depois foi nossa residência. Uma atrás da igreja. Ali meu pai brincava comigo num balanço que ele empurrava as cordas. Num pé de canjuão. A seguinte na rua principal onde também era a sede dos Correios. Creio que não havia aluguel a pagar. Afinal minha mãe era a chefe. Passavam por ela boiadas e os irmãos jogavam sal no fogão a lenha para espantar as vacas. Meu pai era vereador no tempo que a atividade não era remunerada.

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