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domingo, abril 05, 2026

Quanto mais olho à noite o céu mais tenho saudade do da minha infância. Sem satélites aos milhares sem mísseis. Era só de estrelas luzentes a lua e seu andar indolente. Vez em quando um cometa que chora. Na terra os vaga-lumes. Minha família a olhar o planisfério e o canto de hinos antigos que aprendíamos na igreja. Meu pai no barítono. Minha mãe no contralto. A filharada a acompanhar. O silêncio dos vizinhos. A falta de luz elétrica. Só lamparina também dita fifó. Dormir e sonhar.

 Charles Fonseca 

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