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segunda-feira, abril 27, 2026

Ninguém sabe, a ninguém digam a minha profissão, 'stamos em férias. O mar imenso, a praia bela, minha família, a aragem, o coqueiral, que cena bela! Meu amigo peço socorro, o marido conhecido, minha mulher corre perigo, dói o peito, fuma e bebe. Um litro de whisky. O dever da profissão. Vamos lá o caso é urgente. No hospital mundão de gente. Um desfibrilador! Não havia. E a enfermeira? Stá na praia. Tem médico? Pescando arraia. Mão sobre o peito forço com força. Ambú! Entrou na dupla. A mulher voltou a falar. Quem é este? É meu amado. Comecei a chorar. Um pescador me fez as vezes. Nas cercanias todos me viam. Aquele choro convulso. Salvei a mulher entre soluços. Voltei. A mulher me olhou. Deu um tapa no ambú. Vai pra lá, quero morrer! E se foi. Além do certificado do óbito assinei gratuitamente cinco documentos de seguro de vida. Ah, Itacaré, marcas profundas...

 Charles Fonseca 

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