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quarta-feira, abril 22, 2026

A ESCRAVIDÃO


 Ao chegar ao Brasil e ver a escravidão de perto, Charles Darwin registrou algo que o marcou profundamente:


> “Perto do Rio de Janeiro, minha vizinha do outro lado da rua era uma senhora idosa que possuía instrumentos com os quais esmagava os dedos de seus escravos.

Na casa onde fiquei anteriormente, um jovem criado mulato era, todos os dias, insultado, espancado e perseguido com uma violência capaz de abalar até o mais cruel dos animais.


Vi uma criança de seis ou sete anos ser atingida na cabeça com um chicote — antes que eu pudesse intervir — apenas por ter me servido um copo de água ligeiramente turva…


E tudo isso era feito por homens que dizem amar o próximo como a si mesmos, que acreditam em Deus e rezam para que Sua vontade seja cumprida na Terra.


Nosso sangue ferve, e o coração acelera ao lembrar que nós, ingleses, e nossos descendentes americanos — com seu orgulhoso discurso de liberdade — fomos e ainda somos culpados desse imenso crime.”


O relato, presente em A Viagem do Beagle, revela não apenas o choque de Darwin diante da escravidão, mas também a contradição moral de uma sociedade que proclamava valores elevados enquanto sustentava uma realidade brutal.

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