Voltar de novo a pousar os olhos
Nos elefantes de pedra do sertão
Passivos e silenciosos, engolem
A poeira dos dias em seu repouso sem fim
Sua silhueta búdica se alonga no horizonte árido
Lançando aos viajantes um
Bocejo azul de céu permanente
O vento morno cava superfícies imperceptíveis
Tangendo para mais longe o sentido da eternidade
Enquanto a criança que fui sonha sempre com o dia em que
Os elefantes rochosos acordem do sono
Levantem-se e partam em bando
Ao encontro de um glorioso e definitivo ocaso

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