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quinta-feira, fevereiro 26, 2026

A CABRA. Florisvado Matos

 A CABRA


Talvez um lírio. Máquina de alvura

sonora ao sopro neutro dos olvidos.

Perco-te. Cabra que és já me tortura

guardar-te, olhos pascendo-me vencidos.


Máquina e jarro. Luar contraditório

sobre lajedo o casco azul polindo,

dominas suave clima em promontório;

cabra: o capim ao sonho preferindo.


Sulca-me perdurando nos ouvidos,

laborado em marfim — luz e presença

de reinos pastoris antes servidos —


teu pelo, residência da ternura,

onde fulguras na manhã suspensa:

flor animal, sonora arquitetura.

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