Abril e maio foram os mais cruéis dos meses.
Malmequeres pisoteados nos cemitérios,
Canteiros de corpos infectos em covas rasas.
Tristes dias, noites hediondas, ao pôr do sol
Contavam-se os cadáveres empilhados nos corredores.
O beijo da morte, terno e eterno, a todos iguala?
Desespero e pranto, pena e raiva. Améns.
O verão dera sinais; e fomos vis, cegos e surdos.
Agora caem as lágrimas das chuvas de outono,
E nada nos salvará da travessia no pântano.
Da parte “I. O Enterro dos Mortos”

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